Rússia – Programando a Viagem

A Copa do Brasil acabou e garanto que já tem muita gente pensando na próxima: a Copa da Rússia de 2018. Mas esse é só mais um motivo pra ir lá …

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Nas suas duas mais conhecidas fases, a czarista e a soviética, o país é cheio de história e tem muita coisa para conhecer.

Nós fomos em agosto de 2011 (com 10 dias de férias) e tive muita dificuldade em achar informações práticas na internet sobre o destino, muita mesmo. Então, vou tentar fazer meus posts com o máximo de dicas que eu lembrar (já faz um tempinho).

O primeiro medo que deu foi a língua e, chegando lá, vi que era justificável. Pelo menos até aquela época, não vi placas no alfabeto ocidental e o metrô era exclusivamente sinalizado em cirílico. A boa notícia é que uma mini estudada no desenho das letras (fiz isso no avião) já te dá uma boa base pra se virar, verdade! Não que você vá conseguir entender um texto, mas quando a palavra for idêntica em cirílico e no alfabeto ocidental (nome das estações de metro e ruas, por exemplo), dá pra entender! Vou explicar com mais calma no post sobre o metro de Moscou (aqui).

** acho que essa dificuldade tende a melhorar muito com a Copa de 2018. Provavelmente, as estações serão sinalizadas em inglês também.

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Falando nele, uma tranquilidade é que, em Moscou, se você perder o medo da língua, dá para chegar em todos os lugares de metrô. Em São Petersburgo, dá pra fazer quase tudo à pé.

Para chegar até o país, fomos até Paris de Air France e de lá pegamos um vôo para Moscou de Aeroflot (cia russa).

Só para evitar perrengues logo na chegada, fechamos um transfer de e para os aeroportos (com essa empresa aqui).

Obs. Débora: outra opção de transfer é a empresa Lingo Taxi (aqui), que, quando fui, estava mais barata!

Em Moscou, outra opção é o Aeroexpress, um trem expresso que liga vários aeroportos a algumas estações de trem da cidade. Por sua vez, as estações de trem são conectadas ao metrô e você conseguirá chegar ao seu hotel. Só duas considerações. O metrô é fundo e muitos não possuem elevador ou escadas rolantes, o que pode ser um problema para quem estiver de malas de rodinha. Além disso, cheque o horário de funcionamento do Aeroexpress, pois ele não funciona 24h.

Para entrar no país, brasileiros não precisam de visto, desde que sua estadia não ultrapasse 90 dias.

Em Moscou, ficamos hospedados no Marriot Tverskaya, nada demais, nem de menos, mas era em uma avenida com vários restaurantes para comer à noite e do lado de uma estação de metrô, o que facilitou bastante nossa vida.

Pegamos outro voo Aeroflot para São Petersburgo. Nem vou indicar nosso hotel porque ficava do outro lado do rio e recomendo fortemente que você escolha um hotel no lado do rio onde se encontra a maioria das atrações turísticas – lado do Hermitage.

** a ponte aérea Moscou – St. Peter é rapidinha e barata, mas consideraria também ir de trem. O expresso hoje em dia faz o percurso em 3 ou 4 horas. Pode valer a pena, porque os aeroportos não ficam tão perto das cidades. Dá pra comprar bilhete online aqui.

Nossa viagem não incluiu as cidades do círculo dourado (se tiver mais tempo no país, vale a pena conhecer, mas não sei a viabilidade/facilidade de fazer por conta). O roteiro ficou assim:

Dia 1 – SP/Paris/Moscou: Praça Vermelha à noite

Dia 2 – Moscou: Kremlin, Praça Vermelha (Catedral de São Basílio e Museu de História da Rússia), Teatro Bolshoi, KGB, Biblioteca Lenina, Rua Arbat, Catedral de Cristo o Salvador

Dia 3 – Moscou: Mausoleu do Lênin, Cidade Olímpica, Universidade, metro tour, Museu da Revolução

Dia 4 – Moscou/São Petersburgo: Praça do Palácio

Dia 5 – São Petersburgo: Navio Aurora, Igreja do Sangue Derramado, Avenida Nesvski, Catedral Kazan, Café Singer, Catedral de San Isaac.

Dia 6 – São Petersburgo: Hermitage, Fortaleza de São Pedro e São Paulo

Dia 7 – Pushkin e Peterhof

Dia 8 – São Petersburgo/Paris

Dia 9 – Paris

Dia 10 – Paris/São Paulo

Infelizmente, nessa viagem nós não demos sorte. Apesar de ser verão, pegamos chuva muitos dias. Para melhorar, o país estava totalmente em obras! Muitas das atrações turísticas estavam cheias de tapumes. Os teatros estavam fechados em época de férias. Fechando com chave de ouro, ia ter um evento na Praça Vermelha e eles estavam montando arquibancadas no pátio! Então, por mais que você queira fugir do frio, pense nisso antes de escolher a época de férias deles.

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Pior que a gente, só a coitada da noiva que ia usar a praça como pano de fundo pro álbum de casamento – eles adoram fazer isso por lá!

O roteiro mais detalhado de cada cidade vocês podem ver nos posts sobre Moscou e São Petersburgo.

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Roteiro de Moscou

*Roteiro detalhado e dicas práticas aqui

Sede do poder durante o reinado de Ivan – O Grande e de Ivan – O Terrível, Moscou viu vários edifícios com arquitetura própria nascerem nesse período. Ficou um pouco de lado quando São Petersburgo virou a capital do império de Pedro – O Grande, mas voltou com força total após a Revolução Russa, fazendo com que prédios coloridos dividissem espaço com estruturas de linhas retas e sóbrias.

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Dia 1

**Ao lado de todas as atrações, vou colocar o nome da estação de metro, que foi como nos locomovemos. Sugiro que você marque o nome da atração ao lado da estação no mapa em russo do seu metro (veja porque no post específico sobre o metro de Moscou – aqui).

No primeiro dia, nosso voo para Moscou atrasou e até sair do aeroporto, ir para o hotel e sair de novo, já era final da tarde quase noite. Pegamos o metro que ficava perto do hotel (dicas práticas aqui) e fomos direto para o maior símbolo do país: a Praça Vermelha (metro: Ploshchad Revolutsii).

Como falei no post anterior, foi chegando lá que tivemos nossa primeira decepção. Estavam montando uma arquibancada gigante no meio da praça!!! Eu, que achei que fosse chegar na Praça Vermelha e ver aquela imensidão, com o Kremlin de um lado, o GUM do outro e a catedral ao fundo, tive como primeira visão umas barras horrendas de ferro, uns tapumes e alguns montes de areia.

Todo mundo fala que, quando vê a praça, fica sem fôlego e sem palavras. Eu não sofri desse mal: “o que que é isso aí no meio?” foram minhas primeiras palavras rs!

Enfim, o que não tem remédio, remediado está e fomos acostumando com aquele monstrengo lá no meio, tentando focar o olhar só nas construções que realmente pertenciam ao lugar rs!! E elas são LINDAS, MARAVILHOSAS, TIPO UAU!! Você pode olhar para os quatro lados da praça, nenhum vai te decepcionar!

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O nome “vermelha” não vem da cor dos tijolos do Kremlin, nem do comunismo. Em russo, krasnaya significa tanto vermelho, quanto bonito. A palavra, originalmente, era utilizada para a Catedral São Basílio (significando bonito) e depois acabou passando para a praça.

Logo na entrada principal, tem um portão (Portão da Ressurreição), com um círculo no chão marcando o lugar de fundação de Moscou. Passando a entrada e se posicionando no meio da praça, o edifício à sua direita é o Kremlin, atrás de você está o Museu de História da Rússia, à sua esquerda fica o shopping GUM e a igreja que parece saída do filme João e Maria na sua frente é a Catedral de São Basílio.

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Catedral de São Basílio


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Museu de História da Rússia (ou Museu Estatal Russo)


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Torre do Kremlin

Como sabíamos que voltaríamos no dia seguinte de manhã e já estava ficando noite, decidimos conhecer somente o Shopping GUM. O lugar é muito interessante, porque dá pra ver a Rússia capitalista e a socialista num lugar só. O edifício era um antigo mercado de trocas na época czarista, que foi transformado em armazém de distribuição de bens essenciais à população pelo comunismo (aliás, GUM, em russo, é a abreviação de “lojas de departamento do estado”). Hoje em dia, é um shopping luxuoso, com lojas de marca e cafés caros. De um extremo pra outro!

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GUM, em cirílico: RYM

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Ele é bem bonito por dentro, com o teto todo de vidro e as lojas nas laterais.

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Esse foi nosso primeiro contato com a capital russa. Nossa “viagem” mesmo começaria no dia seguinte.

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Lateral do Kremlin visto da ponte que fica atrás da Catedral

DIA 2

Nosso dia começou com uma visita ao Kremlin (tradução para o russo de fortaleza), sede do poder russo desde os czares. Apesar do complexo ser enorme, como até hoje é escritório do presidente russo e sede administrativa do governo, não são todos os prédios que podem ser visitados. Lembrando que o metrô da Praça Vermelha é o Ploshchad Revolutsii.

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Torres do Kremlin vistas do rio

Dentro de suas muralhas, estão igrejas, palácios, jardins, prédios administrativos e museus.IMG_3722 (533x800)IMG_3729 (800x533)

O lugar foi murado por Ivan, o Terrível, que já aproveitou e mandou construir a Praça Vermelha para limpar o campo de visão em caso de ataques.

Nós visitamos várias igrejas, todas com as suas cúpulas redondas e douradas, muito decoradas por dentro, com pinturas em todas as paredes. A principal e mais bonita é a Catedral da Anunciação, onde os Czares frequentavam as missas. A Catedral do Arcanjo Miguel contém a tumba de Ivan, O Terrível.

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Outra estrutura histórica é a Torre do Sino de Ivan, o Terrível, que foi o prédio mais alto de Moscou por muitos anos. O sino construído para torre nunca chegou a ser usado, porque era tão pesado que quebrou logo na instalação. Ele fica exposto hoje em dia e dá para ter uma ideia do tamanho comparando comigo.

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Mas de tudo, o que eu não deixaria de visitar seria o Palácio do Arsenal, onde estão expostas as armas, as jóias e até carruagens dos czares! Dá pra ter uma ideia de quão luxuosa era a vida que eles levavam. Lá dentro, estão expostos também alguns ovos Fabergé que sobreviveram à revolução (muitos foram vendidos pela União Soviética).

Li em vários lugares para dedicar o dia inteiro ao Kremlin. Isso é muito particular, mas, pro meu ritmo, uma manhã é mais do que suficiente.

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Jardins na saída do Kremlin

Saindo de lá, voltamos para a Praça Vermelha, passando pelo Portão da Ressurreição. Dessa vez, aproveitei para jogar uma moedinha no centro do círculo que marca o ponto zero de Moscou. Dá sorte ou você voltará para a cidade, conforme a lenda que escolher.

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Portão da Ressurreição: entrada da Praça Vermelha

Entrando na praça, fomos direto visitar a Catedral de São Basílio. Acho que não há quem não tenha visto pelo menos uma foto daquela igreja com as abóbodas arredondadas e coloridas.

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Sua construção foi ordenada por Ivan IV, que não levava o apelido de O Terrível à toa. Diz a lenda que ele mandou cegar o arquiteto que construiu a igreja, para que ele nunca mais pudesse construir algo tão bonito. Eu acho que o tal do arquiteto era bom mesmo, porque, pra mim, nada é tão lindo quanto aquilo. Nenhuma foto vai te preparar para o que ela é ao vivo!

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O interior, relativamente ao exterior, é simples, com muitas pinturas na parede.

Dá para perceber que O Terrível tinha uma obsessão com altura, porque antes de ele construir seu campanário no Kremlin, a igreja era o prédio mais alto de Moscou.

Ainda na Praça Vermelha, demos um pulo no Museu de História da Rússia – ou Museu Estatal Russo. Até pegamos áudio guia e tal, mas não achei muito interessante, ele cobre a história desde a idade da pedra e acaba não focando direito em nada.

Saindo de lá, fomos em direção ao Teatro Bolshoi (metro Teatralnaya, mas à pé é muito perto) que, segunda grande decepção da viagem, estava fechado em temporada de férias! Pelo menos isso eu já sabia antes de ir, quando tentei de todas as formas comprar ingresso para uma apresentação de ballet. Não consegui conhecer o teatro por dentro, mas já vi diversas fotos e é lindo!

**se tiver interesse, é possível fazer uma visita aos bastidores, inclusive passando pelos salões particulares dos czares.

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Na frente do teatro, fica uma estátua de Karl Marx com a inscrição (em russo) da famosa frase “trabalhadores de todos os países, uni-vos”. Sempre há flores depositadas na estátua.

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Saindo dessa região, pegamos o metro e fomos para a antiga sede da KGB, que fica na Praça Lubyanka (metro Lubyanka). O prédio que abrigou a principal organização de serviços secretos da União Soviética, hoje, é do exército militar russo e, por isso, é extremamente proibido tirar foto. Já sabíamos que no prédio não existe nenhum museu (uma pena, imagina um museu com aqueles objetos de espionagem e contando algumas histórias de presos políticos?). Mas, mesmo assim, queria passar pelo menos na frente para conhecer.

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Foto antes da bronca do guarda

Voltamos pro metro e partimos em direção à Biblioteca Estatal Russa ou Biblioteca Lenina (metrô Biblioteka Imeni Lenina), que foi fundada em 1862 e já era pública desde então. É possível visitá-la, basta preencher uma fichinha na porta. O tamanho impressiona! Na entrada da biblioteca, fica uma grande estátua de Lênin, já que ela levava seu nome durante a época da União Soviética.

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Nossa próxima parada foi a Rua Arbat (metrô Arbatskaya ou Smolenskaya – fica cada um em um extremidade), uma rua de pedestres com várias lojinhas de souvenires e restaurantes. Lá você encontra de tudo, matrioshkas, típicos chapéus de pele com orelhinhas, ladas pintados, etc.

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A rua antigamente habitada por comerciantes tornou-se endereço de prestígio e residência de muitas famílias ricas, razão das bonitas fachadas dos prédios do século 18.

Se quiser aproveitar para trazer uma vodka russa, a mais famosa é a Russia Standard. Dá para achar em qualquer mercado.

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Nossos souvenires – essa é a Standart Russia

Era quase final do dia e fomos para a Catedral de Cristo Salvador (metro Kropotkinskaya). É uma típica igreja ortodoxa, só que gigante! O exterior é branco com as cúpulas douradas e dentro ela é bem decorada. Estava tendo um missa e notamos que as pessoas ficam o tempo todo em pé, não há bancos. A grade maioria das mulheres também estava com a cabeça coberta.

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Já tínhamos terminado o roteiro do dia e estávamos andando sem rumo por aí quando demos de cara com um prédio enorme, bonito e com um símbolo do comunismo no topo: era um dos 7 edifícios de Stalin (vou falar deles mais pra frente).

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DIA 3

No dia seguinte, às 09:00, já estávamos numa fila formada no canto da praça vermelha por uma razão: queríamos conhecer o Mausoléu de Lênin, onde está seu corpo embalsamado. Como é de graça e o lugar só abre das 10:00 às 13:00 (de terça, quarta, quinta e sábado), as filas ficam gigantes, então chegamos cedo para garantir que iriamos entrar logo e não perder tantas horas do dia. Apesar de termos chegado com uma hora de antecedência, já tinha gente na nossa frente.

O “sarcófago” original de madeira (construído às pressas depois da morte de Lenin) deu lugar à pirâmide de concreto, mármore e granito, numa arquitetura bem soviética. Ele é todo em vermelho e preto, simbolizando sangue e luto, uma coisa meio mórbida! O mausoléu tem temperatura (16C) e umidade controladas para a conservação do corpo.

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A visita é MUITO rápida, você entra, desce umas escadas, dá a volta ao redor do corpo embalsamado e sai. Nem dá pra olhar muito porque os guardas ficam o tempo todo mandando você andar (e, obviamente, não pode tirar foto). Acho que, no total, não dá nem 1 minuto! Mas se for ele mesmo quem está lá, você está olhando para o corpo de um dos caras mais importantes da história!! Eu não conseguiria não ir …

Ao lado do mausoléu, ainda estão enterradas outras pessoas importantes do governo soviete, além do túmulo do soldado desconhecido.

Depois do mausoléu, até fomos até o Monastério de Novodevichiy (metro Sportivnaya), bem bonito à beira do lago, mas deu uma impressão que não veríamos nada muito diferente do Kremlin e desistimos (é, às vezes bate a preguiça).

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Saindo de lá, fomos em direção à Universidade de Moscou (metro Universitet). A universidade fica no mais bonito dos 7 Prédios de Stalin, projetados para serem arranha-céus do que seria a Moscou moderna. Dizem que o desenho dos edifícios foi feito pelo próprio.

Além da universidade, apenas mais um desses prédios é ocupado pelo Ministério de Relações Exteriores. Os outros são residenciais de luxo ou abrigam hotéis. Se soubesse disso antes, com certeza teria me hospedado em um deles. Há opções como o Radisson e o Hilton.

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Prédio da Universidade

Na frente da universidade, fica a Cidade Olímpica mas, apesar de estar no nosso roteiro, também desistimos de visitar a hora que vimos de cima.

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À tarde, nos dedicamos a explorar as estações de metro russas (sim, as estações SÃO um ponto turístico). Tem post específico sobre elas aqui.

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Estação Novoslobodskaya

Saindo do tour do metrô, ainda tentamos conhecer o Museu da Revolução ou Museu Estatal de História Contemporânea (metro Tverskaya). Achei que fosse ser uma coisa super legal, com vários documentos da época, objetos, etc., mas me decepcionei. O museu é bem pequenininho e, pra melhorar, TODAS as explicações estavam em russo e não tinha audio guide (isso foi em 2011, mas considerando que não é um programa incluído nas excursões, acho difícil ter mudado). Só deu pra imaginar o que poderia ser o que.

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Nesse dia, ainda passamos por algumas partes da Rússia medieval, como um resquício da muralha que cercava a cidade.

No dia seguinte, só teriamos um pedaço da manhã livre antes de ir para o aeroporto e decidimos voltar (pela 3a vez hahah) à Praça Vermelha e só ficar namorando aqueles prédios mais um pouquinho!

O Metrô de Moscou – Estações Mais Bonitas e Como Usar

As estações de metro de Moscou são lindas e, com certeza, uma das atrações imperdíveis da cidade. Lenin queria que elas fossem verdadeiros palácios para os trabalhadores e por isso muitas têm arquitetura que lembram os palácios dos czares (totalmente diferente daquelas linhas retas soviéticas).

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– Desvendando os Nomes das Estações

A grande maioria das pessoas fica com medo de fazer esse tour por conta própria e contrata um guia, porque o metrô de Moscou é exclusivamente em cirílico (quem sabe não muda para a Copa de 2018?).

No começo, assusta mesmo, mas, sem muito esforço, dá pra fazer sozinho. De quebra, perdendo o medo do metrô, você ganha o meio de transporte mais eficiente da cidade. Nós usamos sem moderação!

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As estações são muito profundas.

A chave para desvendar o metrô é: tenha um mapa das linhas com os nomes EM CIRÍLICO! O melhor é ter o nome das estações tanto em russo quanto no alfabeto ocidental. Assim, você pode cruzar as informações do seu guia, por exemplo, com a informação do metro.

Já antes de sair do Brasil, eu peguei um mapa das linhas com os nomes em russo (que embaixo tinha um tradução meio torta pra inglês mas que já dava uma noção) e escrevi do lado qual atração ficava naquele lugar. Me ajudou muito!

Ex.: Площадь Революции – Ploshchad Revolyutsii – Praça Vermelha

         лубRHка – Lubyanka – Sede KGB

Vou deixar o mapa nas duas línguas aqui. Clicando nas figuras, eles aumentam e dá pra imprimir.

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Mapa em RUSSO.

 

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Mapa em “INGLES”.

Vou deixar também meu mapa alterado (super amador rsrs!).

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Meu mapa com as atrações ao lado

Em primeiro lugar, as linhas de metrô são divididas por cores, então, se você estiver em uma estação com diversas linhas, é só ir seguindo as placas com a cor da linha da sua estação destino.

Para saber a direção, é como no Brasil, basta saber o nome da última estação da linha/sentido que você vai pegar. Mesmo assim, muitas placas indicam o nome de todas as estações que estão naquele determinado sentido.

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O problema, agora, é descobrir o que está escrito naquela língua estranha hahaha.

Eu disse no primeiro post que não é difícil decorar umas letras do alfabeto cirílico e isso vai te adiantar muita coisa. Não sou louca. Se você decora que o б é B, que o Y é U, você pode ir traduzindo o nome das estações como se fossem símbolos. A tradução dos nomes é sempre literal.

Os nomes são grandes, mas geralmente traduzir as 4 ou 5 primeiras letras já é o suficiente, não precisa ficar traduzindo tudo.

Aí vai uma tabelinha pra te ajudar.

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Com base na tabela acima, você sabe que estação é a Киевская? Ela vai aparecer no seu guia como Kiyevskaya e é uma das mais bonitas da cidade!

Não é tão difícil assim, né?

No começo parece complicado, mas com um pouquinho de treino você já fica craque. Dá pra começar a praticar com as outras que eu vou mencionar no post! Aproveite para decorar que AR equivale a “aya”. Muitas denominações terminam assim.

Eu levava sempre comigo essa tabelinha do alfabeto. Na hora do aperto, ela salvava.

Lembrando que essa dica vale só para traduções literais. Ex.: uma vez consegui ler uma fachada de uma loja que estava escrito supermarket (супермаркет) e me achei A fluente hahaha. Mas a verdade é que só rolou porque supermercado em russo tem exatamente o mesmo nome que em inglês. Se eles tivessem uma palavra própria para isso, até teria conseguido passar a escrita pro nosso alfabeto, mas ficaria com uma palavra totalmente sem sentido na frente. Tipo, você sabe o que é niét? Não tá em cirílico, mas tá em russo. A propósito, é “não”.   

Não tivemos contato profundo com russos, então não posso dizer que eles são assim ou assado. Apenas vou dar uma dica com base no que senti durante a viagem. Se estiver perdido e precisar pedir ajuda para alguém, procure uma pessoa mais nova. Em geral, sentimos os russos bastante fechados (até acho que o motivo é que muitos não falam nada de inglês). Mas o contato com os mais velhos foi mais difícil ainda, eles simplesmente ignoravam a gente heheh. E olha que aprendemos a falar dobroe utro (bom dia) e tentávamos ser simpáticos com primeira frase no idioma local.

– As Estações Mais Bonitas

Saindo da parte prática e partindo pras belas-artes, vou fazer uma listinha com as estações que achei que valem a visita!

 1 – Komsomolskaya – Комсомольская. Linhas vermelha e marrom. Tem um teto que poderia facilmente estar na sala de jantar de algum palácio.

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2 – Novoslobodskaya – Новослободская. Linhas vermelha e marrom. Com painéis de vidro coloridos lindos, iluminados por trás.

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3 – Kievskaya – Киевская. Linhas marrom, azul claro e escuro. Também cheia de adornos no teto, tem painéis de pastilhas que retratam cenas da “vida” da União Soviética

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4 – Elektrozavodskaya – елеkтрозаводская. Linha azul escuro. Um projeto de iluminação bem bonitão

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5 –  Ploshchad Revolyutsii – Площадь Революции. Linha azul escuro. Tem diversas esculturas em bronze. Passar a mão no focinho do cachorro traz sorte e não são só os turistas que fazem, não!

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6 – Mayakovskaya – маяковская. Linha verde escuro. A essa altura, você pode até achar essa um pouco simples. Mas lembre da Sé …

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Essas são as mais bonitas, mas usando o metrô como seu transporte pela cidade, você ainda verá muitas outras, tipo essa que nem sei o nome.

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Já se convenceu a comprar seu bilhete? Boa sorte!