Costa Amalfitana – Dicas Práticas

Como Chegar

Se estiver vindo de Roma, o melhor é pegar um trem até Napoles. De Napoles, há a opção de pegar outro trem da ferrovia Circumvesuviana até Sorrento (primeira cidade da costa) ou já alugar o carro por lá e ir por conta própria.

Se estiver vindo de Capri, há barcos regulares direto para Sorrento.

Como se Locomover na Costa

A estrada que liga as cidades é panorâmica, com lindas vistas do mar e dos morros cheios de casinhas. Já é uma atração em si. Em vários pontos, há lugares em que dá para parar e bater fotos.

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O único ponto ruim é que ela é de pista simples e, muitas vezes, fica tão estreita que não dá para passar ao mesmo tempo o carro que está indo e o que está vindo. Por isso, prepare-se para pegar um pouco de trânsito, principalmente se for na alta temporada.

Além disso, precisa ter atenção nas curvas, algumas são bem fechadas (todos os carros alugados já vem batidos e ralados hehehe). Li também bastante gente reclamando que não dá para dirigir a aproveitar a paisagem ao mesmo tempo.

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Sou fã de carro para não ficar presa a horários, mas se optar pelo transporte público, há um ônibus que passa nas cidades. Os horários e preços estão aqui. Pesquisando sobre o ônibus, li em diversos sites que ele fica bem cheio durante a alta temporada e rola um stress na hora de subir e descer.

Outra boa forma de alcançar as cidades é pelo mar. Em todas as praias/portos, é fácil achar um taxi boat (você pode, inclusive, combinar um horário para ele ir te buscar). Se quiser algo mais em conta, na temporada, funciona o metro al mare.

O ponto negativo do barco é que você chega no nível do mar e, em algumas cidades (Ravello, por exemplo), as atrações turísticas ficam no topo da montanha. Aí terá que ter pernas para subir à pé ou pegar um táxi/ônibus.

Em que Cidade se Hospedar

As principais cidades da Costa Amalfitana, em termos de hotéis, são Sorrento, Positano, Ravello e Amalfi.

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A maior delas é Sorrento, onde há um maior número de restaurantes e outras coisas para fazer à noite. Apesar disso, na minha opinião, é a menos charmosa. Geralmente, o pessoal usa apenas como base, passando o dia no mar ou nas demais cidades. Cheguei até a pesquisar um hotel muito bem indicado por um amigo, mas eles já não tinham mais disponibilidade. Fica a dica, meu amigo amou de paixão: La Minervetta.

Se você quer uma cidade gracinha, mas que ainda ofereça algumas opções de bares, restaurantes e lojinhas, Positano é o seu lugar. A cidade é toda decorada com flores e andando pelas ruas há vistas lindas do mar e das casinhas que vão descendo a encosta até a praia. Foi lá que nos hospedamos e me apaixonei pela cidade.

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Positano

Quem procura tranquilidade, acaba escolhendo um hotel na encosta, de frente para o mar, com boas paisagens. Geralmente, esses hotéis são mais afastados do centrinho. Nessa opção de hospedagem, o negócio é pegar o barco já no hotel e passar o dia no mar, ou ficar curtindo a própria piscina do lugar. Nesse estilo, um dos top hotéis é o San Pietro. Entrar no site vai balançar seu coração.

Esse não é meu perfil e nós iríamos passar um dia zanzando de carro pelas outras cidades da costa e o outro dia inteiro no mar (ou seja, hotel só para dormir). Além disso, gosto de sair para andar, poder passear no centrinho à pé e dou preferência a jantar fora do hotel. Então, procurei algo na rua principal (Via Cristoforo Colombo) e perto da entrada da praia. Dessa forma, não precisaríamos do carro para jantar ou para ir até o porto.

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Em Positano (e nas demais cidades) é péssimo para estacionar, então pense com carinho na localização do seu hotel e, se for como eu, na possibilidade de fazer o maior número de coisas à pé. O carro fica destinado só para o transporte entre elas mesmo.

Demoramos um pouco para fechar os hotéis e ficamos sem muitas opções. Reservamos o La Bougainville só pela localização. Já sabia pelo site que era nada demais.

Um hotel que é praticamente uma instituição de Positano e tem uma localização também ótima (era pertinho do nosso) é o Le Sirenuse. Fica na rua principal, é pertinho da entrada da praia e tem vistas lindas tanto das casinhas, como do mar.

Ravello divide com Positano os votos de cidade mais linda da costa, mas as belezas são diferentes. Enquanto em Positano o charme fica por conta das ruazinhas, a beleza de Ravello está nas antigas vilas com seus jardins.  A cidade é um pouco mais isolada que Sorrento e Positano, fica bem no topo da encosta, o que dificulta um pouco na hora de chegar e sair. Mas se o seu negócio for beleza do hotel e paisagens de tirar o fôlego, pesquise o Palazzo Avino (antigo Palazzo Sasso) ou o Hotel Caruso (da Orient Express).

Amalfi, embora não seja tão alta como Ravello, é mais afastada de Positano e Sorrento, razão pela qual acho que não é tão bem localizada para se hospedar. Mas a cidade também tem boas opções para preencher a noite e é do estilo de Positano, um pouco maior.

* Fique atento porque muitos hotéis fecham entre novembro e março, período de frio.

Se fosse passar mais tempo, teria investido em um hotel bacana (e por isso dei as dicas deles por aqui). A Costa Amalfitana não é um lugar com mil pontos turísticos para conhecer. O estilo da viagem é mais curtir as paisagens e relaxar, então, com tempo, dá para aproveitar bastante o hotel onde ficará hospedado.

* As dicas práticas de Capri estão em um post exclusivo, aqui.

As dicas detalhadas de cada cidade e nosso roteiro estão no próximo post.

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Costa Amalfitana – Nosso Roteiro

Quando comecei a escrever sobre a Costa Amalfitana, fiquei em dúvida se dividiria o post em dois, com dicas práticas e passeios. Acabei fazendo (as dicas práticas estão aqui), mas a minha dúvida tinha um motivo: um post de passeios/roteiro pode acabar parecendo meio incompleto.

Todo mundo fala tanto da Costa Amalfitana, que, quando fiz minhas pesquisas pré-viagem, sentia que elas não estavam rendendo muito, que estava deixando passar algo ou que não tinha um santo blog que poderia me dar dicas detalhadas do que fazer no lugar rs!

Depois descobri que é assim mesmo. Com exceção das vilas de Ravello, não há lugares para indicar visitar. O turismo na região é andar pelas ruazinhas das cidades, comer, tomar limoncello, passear de barco e ir à praia (embora esse último programa possa ser bem decepcionante para os brasileiros).

Por isso, no post com dicas dos hotéis, falei que vale a pena investir num bacana se tiver reservado vários dias para a região. Você ficará bastante nele. Nós ficamos só dois, então não tivemos tanto tempo de pernas para o ar.

Viemos de Capri (post aqui) com um barco que nos deixou em Sorrento de manhã cedo. Desembarcamos na Marina Piccola e já aproveitamos para conhecer a região, com suas pracinhas e ruas.

Com uma caminhada rápida pela Corso Italia, chegamos até a Hertz (fica no Ascott Hotel) para pegar nosso carro. De lá, com as malas no porta-malas mesmo, já partimos direto para Ravello.

Em Ravello, os destaques são duas vilas de famílias tradicionais dos séculos XI e XIII.

A Villa Ruffollo, na minha opinião, é um dos lugares mais lindos da Itália. É possível visitar as partes dos edifícios da família, como a sala de jantar, mas todo mundo está interessado mesmo é nos jardins e no belvedere. Vou deixar as fotos falarem por mim.

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A Villa Cimbrone tem poucos edifícios originais e hoje em dia abriga um hotel e um restaurante. Mas é possível conhecer os jardins, que são lindos. O ponto principal é o terraço, com vista para o mar e diversos bustos de mármore, bem bonito também!

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Nós paramos o carro em um estacionamento pertinho da Piazza Centrale. Na praça, há uma igrejinha e vários restaurantes com mesinhas ao ar livre, onde dá para tomar uma água e descansar depois da visita. A entrada da Villa Ruffollo fica na própria praça. Para chegar à Villa Cimbrone, uma perguntadinha resolve, mas é ali pertinho, a uma caminhada de 10 minutos.

** Um pouco mais a frente de Ravello está Vietri Sul Mare, cidade com várias lojas de fábrica de cerâmica pintada à mão. Se tiver interesse, vale a pena conhecer. Nós não fomos.

Voltando para Positano, fomos deixar as malas no hotel e aproveitamos para caminhar pela Via Cristoforo Colombo. Subindo a rua um pouquinho (perto do estacionamento do Le Sirenuse – tem mapa nas dicas práticas), você fica de frente para o mar. É uma das melhores vistas da cidade.

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De lá, fomos para a praia. As praias da costa amalfitana deixam um pouco a desejar, porque em geral são bem cheias, com areia escura e mar não tão azul. O que vale mesmo é pegar um barco para aproveitar o azul do mar mais para o fundo.

Demos uma volta na praia (aproveitamos para já reservar o barco para o dia seguinte) e ficamos passeando pelas lojinhas (bem turistonas) nas ruas de pedestre perto do mar.

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Ruazinhas perto da praia

No fim da tarde, vale a pena parar em algum dos restaurantes com mesinhas na calçada que ficam no mesmo lugar da Via Cristoforo Colombo que falei acima. Outra opção é o bar ou restaurante do próprio hotel Le Sirenuse.

Nós sentamos no Ristorante Bar Bruno e ficamos bebendo, esperando a noite cair para jantar. Deu para aproveitar bem a paisagem de dia e à noite!

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No dia seguinte, fomos direto para o porto fazer o passeio de barco que tínhamos reservado. Optamos por pegar um barco só para nós dois, assim a gente podia parar onde quisesse e aproveitar para almoçar em algum restaurante gostoso no caminho. Na praia de Positano (lado direito de quem chega), fica uma barraquinha atrás da outra com empresas de passeios. Há a opção de alugar um barco só para você ou pegar um passeio pronto dessas empresas.

Não pesquisei muito sobre o que fazer, o barqueiro foi dando a dica de onde era legal parar para mergulhar. É bem bonitinho ir passando por mar pelas cidades e vendo as casinhas nas encostas, uma paisagem típica da Costa Amalfitana. Se já não tiver ido para Capri, há passeios de barco que passam o dia na ilha (apesar de eu achar que vale a pena dormir por lá).

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Chegando em Amalfi, o plano inicial era descer e conhecer a cidade, mas acabamos ficando com preguiça e decidimos gastar mais tempo no almoço. Já tinha pesquisado que, embora bonitinha como todas as demais da costa, a cidade não tinha nada de imperdível. Achamos que seria mais do mesmo. Mas fica aqui a dica da Duomo de Amalfi.

Para almoçar, o Conca Del Sogno é um restaurante maravilhoso, com comida ótima e uma vista espetacular, a mesinha fica praticamente no mar! Dá pra esticar um pouquinho depois no beach club de lá.O esquema é o mesmo do Fontelina e eu adoro poder ir da espreguiçadeira para o mar sem o fator areia no meio. Vale a pena reservar com antecedência.

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Não tiramos foto no restaurante, então peguei essa do site deles.

Outro restaurante muito indicado por uma amiga foi o Il Pirata, em Praiano. Passamos na frente com o barco e pareceu bastante com o Conca, no mesmo esquema restaurante e lugares para tomar sol.

À noite, repetimos o dia anterior e escolhemos outro restaurante aleatório para jantar e aproveitar mais um pouquinho aquela vista maravilhosa. Outra opção seria jantar no restaurante do Hotel San Pietro. Tinha até feito reserva porque queria conhecer, mas na hora deu preguiça. Se fosse ficar mais dias por lá, teria ido com certeza!

Sinceramente, achei que os dois dias que passamos por lá mais os outros dias que passamos em Capri foram suficientes. Dias a mais seriam só para aproveitar a paisagem e o mar mais um pouco, não teria feito nada extra. A partir dessa informação, cabe a cada pessoa montar seu roteiro, dependendo do objetivo.

Boa viagem!