Gili Trawagan – O Paraíso Existe

Pesquisando sobre Bali, vi muita gente falando de 3 ilhas que seriam o paraíso na terra. As Ilhas Gilis chamam-se Gili Trawagan (mais badalada), Gili Meno (a menor, mais calma e mais bonita) e Gili Air (meio-termo).

Quando comentava da próxima viagem com alguns amigos que já tinham ido à Indonésia, não era difícil ouvir: você tem que ir pra Gili T!

Dizem que Gili Trawagan (carinhosamente, Gili T) é o que Bali foi há 20 anos. Não deu para não incluir no roteiro. Como não teríamos muito tempo, escolhemos ficar só em Gili T e dedicamos 2 dias para conhecer a ilha.

Chegando lá (explico como nas dicas práticas mais para frente), você já é transportado para outro mundo. Não há carro e o transporte é feito ou de bike ou de carrocinhas puxadas por cavalos. Não dá para não notar o silêncio.

DCIM100GOPRO

Durante o dia, o programa é ficar na praia, que é linda, com areias branquinhas e uma água com vários tons de azul. Alguns hotéis e pousadas tem espreguiçadeiras na areia. O nosso tinha e ficamos morgando por lá o dia todo. Se o seu não tiver, é fácil arrumar um puff, os barzinhos à beira-mar oferecem.

Bali (913) (800x534)

Bali (917) (800x534)

Se não quiser ficar de pernas pro ar o dia todo, Gili T tem empresas de mergulho. Apesar de os corais ao redor das ilhas terem sido danificados pela pesca com explosivos ao longo do tempo, ela é atualmente proibida e as várias iniciativas para a recuperação dos recifes já mostram alguns resultados.

gilitpraia (800x800)

Com mais tempo, não deixaria de conhecer Gili Meno em algum dia, de onde vi as fotos mais bonitas. Há um barco que faz o transporte entre as ilhas (Island Hopping Boat), que sai de manhã e à tarde do porto.

No final da tarde, vale a pena alugar uma bike para dar uma volta ao redor da ilha e depois ir até o Sunset Point, para ver o pôr-do-sol.

À noite, a rua principal é cheia de restaurantes e bares, um ao lado do outro. Fomos na indicação de um amigo e escolhemos o Scallywags. Era o mais bonitinho e o mais cheio. Os peixes e frutos do mar ficam expostos numa bancada, você escolhe, eles pesam e fazem no carvão. É uma delícia! Na ilha há vários desses churrascos de frutos do mar.

scalliwags (800x800)

Tente conseguir uma mesinha de frente para o mar, que fica de uma cor bem bonita com a iluminação do restaurante.

scalliwags2 (800x600)

Mar azulzinho logo após o parapeito da mesa.

Outro lugar legal para jantar é Mercado Noturno, onde ficam várias barraquinhas de comida, com mesas comunitárias. O problema de lá é a fumaça, mas gostaria de ter experimentado alguma se tivesse mais uma noite na ilha.

De sobremesa, vale a pena provar o Gili Gelato. Tem vários carrinhos do sorvete pela rua principal e ele é muito gostoso!

Depois da sobremesa, se quiser esticar a noite, é só escolher um barzinho para ficar. São vários, todos com gente bonita. O Sama Sama toca reggae todos os dias e é um dos mais cheios.

Nós estávamos mais tranquilos, então escolhemos o Café Gili, com mesinhas na areia.

Se quiser mais tranquilidade, um programa bem comum em Gili são os cinemas a céu aberto. Eles montam um telão na praia e espalham puffs pela areia.

Bali (905) (800x450)

Apesar da fama de balada, achei a ilha muito tranquila. Durante o dia, não vi um monte de gente bêbada fazendo zona na praia (não sei como são os meses de julho e agosto – férias dos australianos e europeus). À noite, dá para fazer balada, mas dá para ficar sossegado no seu canto, não é uma barulheira generalizada.

Dicas Práticas

Como Chegar

Esse site aqui traz várias opções de fast boats que fazem o percurso Bali/Gili em cerca de 1:30h.

Escolhemos as empresas exclusivamente com base nos horários/portos que precisávamos. Como iriamos ficar só uma noite, procuramos o horário de chegada mais cedo e o de retorno mais tarde. Partimos do porto de Serangan (pois estávamos em Ubud) com a Gili Getaway e voltamos para o porto de Sanur (pois iriamos para Seminyak) com a Super Scoot.

A Gili Getaway tinha um barco bem maior e mais estruturado, mas o barco da outra não era ruim.

Já compramos online (pagamento por Paypal), mas em Ubud absolutamente todos os taxistas nos ofereceram tickets de barco. Pagamos 1.200.000 rúpias ida e volta e o preço já inclui uma van que te pega e te deixa no seu hotel em Bali.

A alternativa (mais barata) aos fast boats é pegar um ferry de Bali até Lombok, um taxi/van em Lombok para trocar de porto e depois um barco para a Gili que escolher. Sai cerca de 20% do preço, mas demora até 12 horas. Eu, sinceramente, acho que não vale a pena (para quem tem só as férias para viajar, tempo também é dinheiro), mas isso vai do intuito de cada um.

Chegando no porto de Gili T, se seu hotel for perto, dá para ir à pé. Só não vá de mala de rodinhas, porque a rua é parte areia e parte de asfalto.

trawangan_map

Se seu hotel for um pouco afastado ou você estiver com preguiça, o esquema é pegar uma das muitas carrocinhas que ficam em frente ao porto. Uma boa idéia e arrumar mais alguém para dividir com você, porque achei o preço caro para o trajeto curto que elas percorrem.

Hotéis

Apesar de sempre procurarmos hotéis menores, em Gili T acabamos escolhendo o Vila Ombak pelo charme dos quartos, que são construídos num estilo típico de cabanas da Indonésia.

ombak

Foto retirada do site oficial.

Ao escolher seu hotel/hostel, fique atento na água do chuveiro: muitos não têm água quente.

Quando reservamos, confirmei que o hotel tinha água quente, mas nem me passou pela cabeça checar outro detalhe: se a água do chuveiro era doce.

A água do nosso chuveiro era salgada e, ao lado, tinha uma torneira de água doce com um jarro para enxaguar o cabelo (não sei se todos os hotéis da ilha são assim). Sem drama porque passamos um dia por lá, mas se você tiver uma estadia meio longa e for mulher, talvez seja um desconforto.

Eu gostei do Vila Ombak. Se fosse reclamar de algo, talvez a água salgada na piscina tenha me decepcionado mais do que no chuveiro…

Apesar de ser destino de um pessoal mais roots, Gili T já tem alguns resorts de luxo, como o Ko-Ko-Mo. Quem também abriu um mini resort foi o Scallywags.

Bali (914) (800x534)

Para mim, a ilha fez jus à fama de paraíso! Eu amei e passaria mais um ou dois dias por lá tranquilamente!

Advertisements

Bali – Ubud e Considerações Gerais Sobre o Interior

** Os posts de Bali subiram na ordem errada. Fique atento porque são 6, na ordem correta: Programando a Viagem, Ubud, Bali Leste, Arredores de Ubud, Bali Central e Praias.

Como eu disse no post de dicas práticas (aqui), nós usamos a cidade de Ubud como base para conhecer o interior da ilha. Apesar das coisas não serem longe, as estradas são ruins e muitas são em forma de serra, o que faz os trajetos demorarem. Trechos de aproximadamente 100km podem demorar cerca de 2:30 horas.

Nós já sabíamos disso e, como também não queríamos ficar nos sobrecarregando, programamos duas atrações por dia. Assim, não ficaríamos muito tempo no carro indo de um lugar para o outro e sobraria tempo para curtirmos a piscina, massagens, etc. Foi ótimo porque, em alguns dias, o Roby (nosso motorista, recomendação nas dicas práticas) sugeria alguma coisa extra e dava para encaixar sem problemas.

Para tentar otimizar os trajetos, nós dividimos o interior da ilha entre o que chamamos de Ubud, Arredores de Ubud, Bali Leste e Bali Central.

Ubud

No DIA 1, chegamos e o Roby já estava nos esperando no aeroporto para nos levar ao hotel. Não programamos nada para o dia, apenas ficamos relaxando na piscina.

ubud

Mapinha de Ubud. Clique para aumentar

À noite, fomos jantar no Casa Luna , um restaurante bem bonitinho e gostoso. Fica quase na frente do Café Lótus, na Jl. Raya. Se quiser fazer aulas de culinária, programa bem famoso em Bali, o Lonely Planet sugere as aulas desse restaurante.

foto 1 (9)

Bebidas típicas: Bintang e Lemongrass Tea

Separamos o DIA 2 inteiro para conhecer a cidade de Ubud. Apesar de coisas lindas, não há tanto volume de pontos turísticos. Esses, você mata em meio dia e a outra metade do tempo dá para separar para algumas experiências, como aulas de culinária, massagens, ketuts, etc.

Começamos pelo Templo Pura Saraswati (Jl. Raya), onde fica o Café Lotus. O destaque do templo fica por conta dos jardins, com lagos cheios de flores de lótus.

Bali (381) (Small)

Pura Saraswati

Passando os jardins, nós conseguimos entrar no templo por uma porta que fica na lateral e estava aberta, mas não sei se realmente era permitido, dada a ausência total de turistas lá dentro. Pelo o que percebemos, o lugar era mais usado para guardar os adornos do show de dança que ocorre à noite. Apesar de bem pequeno, foi um dos templos mais bonitos da viagem.

Bali (387) (800x534)_edited

Interior do Pura Saraswati

Saindo de lá, fomos para o Ubud Palace, na mesma rua, onde até hoje mora a família real. O complexo é grande mas, quando fomos, apenas uma parte estava aberta à visitação.

Bali (396) (800x534)_edited

Na frente do Palácio, fica o Ubud Market, onde é possível comprar desde souvenires turísticos até artesanato local. Prepare-se, pois lá dentro não há ar-condicionado e é muito calor.

Na rua lateral ao palácio (Jl. Suweta), fica o Pura Marajan Agung, templo privado da família real, mas dá para visitar de fora.

Bali (407) (Small)

Pura Marajan Agung

Esses são os principais pontos turísticos da cidade. Se quiser estender sua visita, na lateral do Pura Saraswati há uma rua ( Jl. Kajeng) que, subindo até o final, te levará a um pequeno campo de arroz. Nós fizemos porque estávamos com muito tempo, mas, se já for separar uma parte do seu roteiro para visitar outros campos de arroz famosos (como Tegallalang e Jatiluwih), nem precisa perder tempo.

Bali (402) (800x534)_edited

Falando sobre as experiência que você pode ter na cidade, uma atividade bem famosa é provar a tradicional massagem balinesa. Fomos na indicação do Lonely Planet e escolhemos o Botanica Spa para fazer nossa primeira massagem. O resultado foi que não arriscamos nenhum outro, quase todos os dias batíamos cartão por lá. As salas são voltadas para uma mata, com um rio que passa atrás fazendo aquele barulho delicioso de água.

foto 5 (1)_edited

São vários tipos de massagem oferecidos. Nós íamos sempre na “balinese massage”. Antes, eles te dão uma espécie de formulário, para escolher a intensidade da sua massagem, as áreas em que quer focar, o aroma do seu óleo etc. É uma delícia! Na própria sala de massagem, já há um chuveiro, porque a massagem balinesa tradicional é feita com óleos e não dá para ir embora sem tomar um banho antes.

Após o sucesso de Comer, Amar e Rezar, muitas pessoas procuram passar pelos locais mostrados no filme. A atividade mais popular é procurar os “curandeiros” da cidade, chamados balian. Alguns atendem estrangeiros, outros não. Vale a pena lembrar que esse é o tratamento de saúde que a maioria dos locais ainda usa, então é importante respeitar algumas regras. Vestir-se respeitosamente e não apontar os pés para o balian são duas das mais importantes.

Bali (392) (800x534)_edited

Pelas ruas de Ubud

E vá de mente aberta: os tratamentos são públicos e, às vezes, dolorosos, com “massagens” bem profundas, cutucões com varetas e até ervas mascadas pelo curandeiro. Para marcar consultas, o melhor é pedir para a recepção do hotel. Se quiser se aprofundar no assunto, o Made Surya é um expert em curandeiros e oferece até workshops, além de visitas a balians tradicionais. No site, é possível conseguir mais informações. Nós não fizemos nenhum desses programas.

O ketut mostrado no filme é o Ketut Liyer e é bem popular entre os turistas. A consulta é pública e custa aproximadamente USD25. Segundo o Lonely Planet, ele limita-se a falar de aspectos gerais da sua vida, como amor, negócios etc. A maioria dos taxistas sabe o local. Outra figura que aparece é Wayan Nuriasih, que tem uma loja no centro de Ubud. Você diz sua doença e ela sugere o tratamento, que custa de USD50 para mais.

Bali (393) (800x534)_edited

Pelas ruas de Ubud

À noite, compramos um ticket para assistir a uma dança típica no Café Lotus. Se quiser, eles vendem pacotes com jantar e show, mas acho o restaurante muito longe do palco. Nós compramos só o ingresso do show e assistimos em cadeiras colocas bem na frente do palco. Fico dividida entre recomendar ou não o programa porque, ao mesmo tempo que a dança e os figurinos são bonitos, achei tudo muito longo e parado. No final, já não aguentávamos mais. Também é possível assistir a dança no Ubud Place, mas, no Café Lotus, a apresentação acontece na frente no templo (ou seja, um cenário lindo!).

Bali (458) (800x534)

Bali (465) (800x450)

Como já estávamos por lá, decidimos jantar no Café Lotus mesmo. A comida estava média e achei o preço um pouco acima da média. De qualquer forma, vale pelo cenário, já que o templo atrás fica todo iluminado à noite.

Bali (440) (800x534) Bali (442) (800x534)

Um restaurante que recomendo é o Three Monkeys Café, que fica na Monkey Road, super indicado pelo Lonely Planet. Foi o restaurante que mais gostamos da cidade, tanto que voltamos outros dias. Ele fica quase todo em uma varanda, de frente para um mini campo de arroz, super bonitinho! Se estiver sentindo um pouco de falta de comida ocidental, a pizza deles é uma delícia.

WP_20140404_004_edited

Three Monkeys

Nessa parte da Monkey Road (descendo da Jl. Raya, um pouco depois do campo de futebol), há vários outros restaurantes legais.

Os outros dias estão divididos em Bali Leste, Arredores de Ubud, Bali Central, Gili Trawagan e Praias de Bali.

Bali Central – Danau Bratan e Jatiluwih Rice Fields

** Os posts de Bali subiram na ordem errada. Fique atento porque são 6, na ordem correta: Programando a Viagem, Ubud, Bali Leste, Arredores de Ubud, Bali Central e Praias.

A área central de Bali é cheia de montanhas e possui 3 lagos famosos: Danau Bratan, Danau Batur e Danau Buyan.

Os mais visitados são Danau Bratan (por conter o Ulun Danu Temple) e Danau Batur (por ser próximo do vulcão Gnung Batur).

Embora os lagos sejam perto, não há estrada em linha reta que ligue os dois, é necessário descer quase até Ubud. Portanto, não é comum visitá-los no mesmo dia.

Nós não fizemos, mas é possível escalar o vulcão Gnung Batur. Os trekkings saem às 04:00h, para pegar o nascer do sol. Alguma empresas buscam em Ubud, saindo às 02:30h. O espetáculo é assistido do meio do caminho e a trilha total dura 4 horas. Se quiser subir até a caldera, o percurso sobe para 6 horas. Tem mais informações no Trip Advisor.

No DIA 5, nós utilizamos a parte da manhã para visitar o lago Danau Bratan e o templo que fica dentro dele: o Ulun Danu, templo dedicado à deusa das águas.

Bali (749) (800x534) Bali (764) (800x534)

A paisagem do templo dentro do lago, com as flores em volta, é linda. Não é possível visitar o interior.

Bali (767) (800x534) Bali (760) (800x450)

A visita é muito rápida e, embora o templo seja lindo, não vale a pena se deslocar para a região só para conhecê-lo (seria mais tempo de estrada do que de visita). Uma boa alternativa é casar com os Campos de Arroz de Jatiluwih, os mais famosos e maiores da ilha.

?????????????

Saindo do lago, nós fomos para lá. As paisagens parecem pinturas! O programa é andar pelo meio das plantações, vendo os camponeses trabalhando. Na rua pela qual se chega, há vários restaurantes onde dá para almoçar com vista para os campos.

rice

 O roteiro continua em Gili Trawagan e nas Praias de Bali.

Bali – As Praias

** Os posts de Bali subiram na ordem errada. Fique atento porque são 6, na ordem correta: Programando a Viagem, Ubud, Bali Leste, Arredores de Ubud, Bali Central e Praias.

Como disse no post de dicas práticas, tinha escutado de muita gente e lido em muitos lugares que as praias de Bali não eram tão bonitas assim. Eu discordo e concordo ao mesmo tempo.

As praias mais turísticas, como Seminyak e Nusa Dua, não tem nada demais mesmo. Areia e água do mar escuras. Mas todas as outras praias que visitamos eram muito bonitas, como poderão ver nas fotos. Pode ser que demos sorte, porque o mar estava super calmo, o que faz a água ficar transparente. Em Padang Padang, que é famosa por suas ondas, pegamos uma piscina. Pode ser que quando o mar esteja agitado, a água não fique tão clara assim e por isso as pessoas não gostem tanto, mas vi na internet fotos bem bonitas das praias que passamos, quando estava fechando nosso roteiro.

Feitas essas considerações, vou passar o que conhecemos.

No DIA 7, estávamos chegando de Gili Trawagan e escolhemos um barco que nos deixasse no porto de Seragan, mais perto de Seminyak, onde montamos base para conhecer a região das praias. Mas, antes de ir para o hotel, demos uma desviada para o Templo de Tanah Lot. O templo fica dentro do mar e o complexo todo é bem bonito.

 Bali (936) (800x534)

Quando a maré está baixa, é possível ir caminhando até o templo, onde há religiosos dando benção. Eles pedem uma contribuição, à sua escolha. É super rápido. Você lava o rosto, eles fazem uma reza, colocam um punhado de arroz na sua teste e uma flor na sua orelha.

 A visita ao lugar é bem famosa no pôr-do-sol. Mais para cima do templo, há vários restaurantes, onde dá para ficar tomando alguma coisa e esperando pelo espetáculo. É bem bonito ver a figura sombreada do templo contra o céu de final de tarde.

Bali (967) (800x534) Bali (998) (800x534)

Nós tiramos muitas fotos, mas a melhor saiu no meu celular!

foto 1 (10)

À noite, depois de ir para o hotel e deixar as malas, fomos jantar no La Lucciola. O restaurante não fica Restaurant Street, é de frente para o mar. Tem a parte da frente toda aberta e é bem bonito. Precisa reservar, porque fica bem cheio. A comida é gostosa (mistura de italiana com balinesa), mas o preço é um pouquinho acima da média. Vale mais pelo ambiente.

WP_20140408_014

Embora a praia de Seminyak não seja nada demais, escolhemos a cidade como base para conhecer a região das praias porque ela é bem agitada à noite, com vários bares, restaurantes e lojas. Por outro lado, não é a muvuca e bagunça de Kuta (que nem passamos perto, depois de ouvir tanta gente falando mal).

No dia seguinte (DIA 8), ficaríamos em Seminyak. Os planos eram passar o dia no beach club Potato Head e, um pouco antes do final da tarde, ir para o Ku de Ta assistir ao pôr-do-sol.

** O Bali Bible traz várias recomendações de beach clubs, muitos são próximos a Seminyak. Aqui.

O que nós não sabíamos é que era dia de eleições e a maioria dos estabelecimentos comerciais estaria fechada. Chegando no Potato Head, demos com a cara na porta! Ligamos para o Ku de Ta e eles informaram que só abririam a partir das 16h. Apesar do nosso hotel ter piscina, ela era pequena e não queríamos ficar ali morgando o dia todo. O Roby (ligamos para ele heheh) deu a dica de irmos ao Hotel W, que com certeza estaria aberto.

Dito e feito. É possível usar a (enorme) piscina do hotel mesmo não sendo hóspede. Paga-se uma taxa de aproximadamente 30 dólares, consumíveis. Como almoçaríamos por lá, não foi problema. O bom do W é que ele fica de frente para a praia, então dá para ir alternando a piscina com o mar.

Quando chegou perto das 16:00, partimos para o Ku de Ta. Apesar de ser um beach club, as cadeiras não ficam na areia. Elas ficam em um jardim atrás da praia e não há piscina. Como já era final da tarde, não estávamos muito interessados em tomar sol, mas não acho que seja um bom lugar para passar o dia inteiro.

Bali (1016) (800x534)

A coisa muda no final da tarde. Várias pessoas chegam por lá para ver o pôr-do-sol e tem um DJ tocando música. É bem animado e aquele dia foi lindo!!

Bali (1026) (800x534)

Logo que o sol se põe, eles colocam umas velas nas cadeiras que dão para a praia e abrem o restaurante. Nós não ficamos para a noite porque estávamos de biquíni. Um bom esquema é chegar para o pôr-do-sol já de banho tomado e ficar por lá para jantar. Vi muita gente fazendo isso e me arrependi de não ter feito o mesmo.

Bali (1034) (800x534)_edited

Para jantar em Seminyak, o melhor lugar é a Restaurant Street (chama Jl. Kayu Aya ou Jl. Laksmana ou Oberoi Road). Como disse nas dicas práticas, foi lá que nos hospedamos.

Restaurantes legais que indico (fui em 2013) são o Ultimo, o La Trattoria e o Rumors (esse é bem lotado e um pouco barulhento).

Tem outros restaurantes lindos pela região, indicados pelo Bali Bible. Confira aqui.

No dia seguinte (DIA 9), o Roby passou nos pegar bem cedo e fomos para Padang Padang. Tínhamos colocado no nosso roteiro porque a praia é bem famosa pelas ondas mas, chegando lá, o mar estava uma calmaria. A maioria das praias de Bali é em forma de cliff, então você chega pela estrada lá do alto e tem que descer (e depois subir na volta) várias escadas para chegar. Outra coisa que notei é que a maioria tem uma parte rasa bem comprida e as ondas começam a quebrar mais para trás.

Achei Padang Padang lindíssima. A parte rasa da água era super comprida e totalmente transparente. Nós chegamos bem cedo e a praia estava vazia. Por volta das 11:00h, começou a encher e não ficou mais tão gostoso, porque ela é pequena.

Bali (1050) (800x534)_edited DCIM100GOPRO

No horário de pico, é a hora de partir para a Impossibles Beach. A praia é bem escondida e tem zero estrutura. Sabia que ela era vizinha de Padang Padang, mas não sabia como chegar. Achamos porque o Roby foi perguntando e descobriu onde era, mas não há sinalização dela na estrada que liga as praias. Para chegar, precisa deixar o carro e ir seguindo uns sinais pichados nos muros. Outra opção é ir nadando de Padang Padang, se tiver fôlego e o mar não estiver agitado.

Apesar de todos os turistas já estarem pelas praias a essa hora, em Impossibles só tinha uma menina. Para melhorar, era ainda mais bonita que Padang Padang.

Bali (1077) (800x534)_edited

Impossibles vista de cima, A pedra na esquerda é o fim de Padang Padang.

Ficamos curtindo o mar e a praia e, quando deu umas 14:00, partimos para Uluwatu. A praia também é em forma de cliff, só que na encosta ficam vários restaurantes, todos com vista para o mar. É super gostoso almoçar e ficar bebendo algo por lá, vendo os surfistas pegarem as ondas nessa praia tão famosa para o esporte. Naquele dia, o mar também não estava muito bom para eles, mas tinha alguns tentando rs!

Bali (1097) (800x534)

Uluwatu vista dos restaurantes. É só escolher algum.

Depois da digestão, descemos para a praia. Tem que ir descendo pelo meio dos restaurante e perguntando o caminho. Você vai chegar a uma mini faixa de areia, que estará cheia de gente.

Bali (1117) (800x534)_edited

“Primeira”praia de Uluwatu

Mas, olhando para a sua esquerda, tem uma escada para um bar. Passando essa escada, você vai indo pelo meio das pedras, abaixando um pouquinho, e chega a uma faixa de areia maior, com uma praia bem mais bonita. Quem nos disse isso foi um local, que percebeu que estávamos indecisos se ficávamos na primeira parte ou não. Se não achar a entrada para a segunda praia, pergunte a alguém ou suba a escada até o bar para ver de cima.

DCIM100GOPRO

“Segunda” praia de Uluwatu

Em Uluwatu, ainda há o templo de mesmo nome, famoso pelo pôr-do-sol. Fomos para lá no final da tarde. O templo é um complexo grande e eu não achei as construções tão bonitas. A graça fica por conta das paisagens e dos macacos. Li em vários lugares que eles eram agressivos e roubavam várias coisas, como óculos, câmeras, etc, mas não vi nada disso! Até o Roby, que também tinha nos alertado, se impressionou.

Bali (1134) (800x534) Bali (1169) (800x534)

Perto do final da tarde, é só seguir o fluxo de turistas para uma mureta, perto de onde acontece um show de dança. De lá, dá para ver o sol se pondo na água e a silhueta do templo na sombra. É uma das imagens mais famosas de Bali.

Bali (1141) (800x534)

Arquibancada onde acontece o show de dança

Nós não entramos para o show, ficamos só ali na mureta vendo o sol descer e aproveitando o visual.

Bali (1158) (800x534)

De lá, fomos para o hotel, tomamos banho e jantamos na Restaurant Street de novo.

No dia seguinte (DIA 10), tínhamos nos programado para conhecer Balangan e Green Bowl, mas o Roby queria nos mostrar também Pandawaga e Nusa Dua, que ele dizia serem melhores (descobrimos, depois, que o “melhor” era com mais estrutura turística). Como essa última é bem famosa e tinha lido muitas pessoas falarem bem dela, aceitamos.

Começamos nosso dia em Balangan. Descendo as escadas e indo para o lado direito, a praia é bem bonita, com um mar calmo.

Bali (1182) (800x534)

A infra-estrutura está no lado esquerdo, com várias espreguiçadeiras para alugar. Essa parte da praia achei menos bonita. Não que seja feia, mas nada além do que temos no Brasil. A praia também é bem famosa pelo surf e esse dia as ondas ali no lado esquerdo estavam um pouco melhores.

Saindo de lá, o Roby nos levou para Pandawaga. A praia é bem extensa e o mar é bem bonito, como uma água clarinha. Tem mais estrutura que as demais, com vários ônibus de turistas chegando no lugar. Aproveitamos um pouco o mar e fomos embora, não era o tipo de praia que estávamos querendo.

A próxima parada foi na Green Bowl (você poderá achar também como Green Ball ou Green Bali). São muitas escadas para chegar, mas cada degrau vale a pena. A praia é muito bonita, na minha opinião, a mais bonita que conhecemos!!

????????????? DCIM100GOPRO

Não tem estrutura nenhuma e, por ser pouco conhecida, não tinha quase ninguém, só alguns surfistas. O bom da praia é que ela tem uma parte longa rasa, as ondas quebram mais atrás. Serve para quem quer ficar tranquilo no mar sem levar espuma na cabeça e para quem quer surfar. A hora que cansar do sol, ainda tem uma parte de areia coberta por uma espécie de caverna.

DCIM100GOPRO

Os planos originais eram já ir para Jimbaran almoçar, mas antes demos uma desviadinha para Nusa Dua. Foi a minha maior decepção da viagem! Não achei a praia nada demais, areia escura e mar idem. Tinha ouvido tanta gente falar bem, que até hoje não sei se não fomos nós que demos azar no dia. Foi o tempo de chegar até a areia, um olhou pro outro e falou: hum, vamos embora? Não rendeu nem uma foto para colocar aqui rs!

** Daí porque disse nas dicas práticas que contratar um motorista não te exime de fazer a lição de casa. Se não tivéssemos pesquisado e seguido apenas as dicas do Roby, teríamos conhecido só Nusa Dua e Pandawaga, as menos bonitas do dia. 

Em Nusa Dua, há muitos hotéis e também é uma região bem popular para hospedagem entre os turistas.

Aí sim fomos para Jimbaram. A praia em si é nada bonita, mas é muita famosa pelos Barbecues de Frutos do Mar. São vários restaurantes, um ao lado do outro. É só escolher um para sentar. Pena que ainda não existia o blog, senão teria anotado o nome para indicar em qual comemos. Estava tudo uma delícia. Foi uma coisa de 15 dólares cada um, para comer camarão, lagosta, lula e polvo, tudo feito na grelha, com um tempero delicioso. Os pratos ainda incluíam arroz e uns molhinhos. Delícia!

Como já era final da tarde, voltamos para o hotel e, com muita criatividade, jantamos na rua de novo.

No DIA 11, nosso vôo partiria à tarde e os planos originais eram de ficar de manhã relaxando na piscina do hotel. Mas, como nossa tentativa de conhecer o Potato Head tinha furado, decidimos passar a manhã por lá. Como o Ku de Ta, as espreguiçadeiras também não ficam na areia, mas ele tem uma piscina.

WP_20140412_001

Dá para ver a praia de Seminyak ao fundo. Nada demais.

Aproveitamos para almoçar por lá e achamos o restaurante bem bonitinho e a comida super gostosa!

foto 2 (8)

Exterior do Potato Head, todo de janelas.

Gostaria muito de poder colocar um DIA 12, 13, 14 etc. no roteiro hehee. Eu amei muito essa viagem, poderia passar tranquilamente muito mais tempo por lá, mas acho que o tempo que ficamos já foi suficiente para curtir bastante. Não sou de repetir viagens, mas se estiver indo para Bali, pode chamar, você já tem uma cia garantida!

Bali – Programando a Viagem

** Os posts de Bali subiram na ordem errada. Fique atento porque são 6, na ordem correta: Programando a Viagem, Ubud, Bali Leste, Arredores de Ubud, Bali Central e Praias.

Embora Bali nunca tivesse rondado o topo da minha lista de viagens, fui para lá em abril de 2014 e posso dizer que quase fiquei por lá vendendo cangas, não queria mais vir embora! Poderia ter passado um mês facilmente, mesmo não sendo a maior fã de praia.

Antes de eu ir, ninguém tinha me falado que AMOU Bali. Então, eu serei essa pessoa: me apaixonei pela ilha. O clima do lugar, o exotismo dos templos, a beleza das praias, a simpatia e a simplicidade das pessoas, tudo encanta! Até eu, que sou super acelerada, entrei no ritmo deles e fiquei em paz.

Mapa Interior

Quando ir. Bali tem duas estações: a seca e a chuvosa. Como a ilha é influenciada pelo regime das monções, vale a pena se programar para ir na temporada seca. Se você for na chuvosa e der o azar de pegar uma monção, pode ser que fique uma semana inteira embaixo de chuva. A alta temporada é entre maio e setembro, mas nós fomos em abril e pegamos todos os dias limpos. As chuvas e monções vão de novembro a março.

Durante julho e agosto, a ilha fica muito cheia e, se puder, evite. As estradas são simples e haverá trânsito de arrancar os cabelos. Na ilha, você notará que Bali é o quintal dos australianos, razão pela qual vale a pena tentar fugir dos meses de férias deles (e de todo o resto da Europa).

Se sua opção for surf, programa-se para os meses de junho e julho, quando as ondas estão maiores e ocorrem os campeonatos na ilha.

Como chegar. Para vôos Brasil-Bali com só uma escala, há a opção da Qatar Airways (escala em Doha). Todas as outras companhias fazem duas escalas.

Para aumentar suas opções de vôo, tente também pesquisar um vôo de borda para um destino lá perto e, depois, um vôo low cost de lá para Bali. A Air Asia vai te ajudar bastante nesse último.

Chegando no aeroporto de Denpasar, é necessário primeiro pagar uma taxa do visto (o visto é tirado no aeroporto de Bali mesmo) e depois passar pela alfândega. Se quiser poupar filas, fique atento e vá primeiro ao bancão de pagar a taxa (do lado oposto) e depois para a imigração. Muita gente faz o contrário e acaba tendo que enfrentar a fila da imigração duas vezes.

Dinheiro. O dinheiro oficial é a Rupia Indonesia e essa é a moeda utilizada em todas as transações. 1USD compra aproximadamente 11Rps. Nós levamos dólares e trocávamos em casa de câmbio, era bem tranquilo. Só vale ficar atento porque, como tudo por lá é na casa dos milhões, a pessoa da casa de câmbio pode mandar algumas notas a menos. Não tenha vergonha de conferir. Outro ponto importante: eles só aceitam notas de USD posteriores a 2006.

Estando em Bali, tudo é muito barato. Come-se super bem, em restaurantes legais, com o equivalente a 10/15 dólares por pessoa.

Como dividir o roteiro. Quando sondava meus amigos que já foram para Bali, uma dica muito comum era: foque no interior, as praias não são tudo aquilo que falam. Li essa afirmação muitas vezes na internet também. Eu discordo muito em relação à beleza das praias (explico melhor no post específico), mas concordo que o interior merece muito a visita.

Para balancear entre praias/cultura, montamos duas bases diferentes na ilha. Escolhemos Ubud como ponto de hospedagem/base para o interior e Seminyak, com a mesma função, para as praias.

Nosso roteiro ficou assim:

Dia 1 – Chegada a Bali. Deslocamento a Ubud e dia livre.

Dia 2 – Ubud. – Palácio Real, Templo Pura Saraswati, Ubud Market. Dança balinesa no Café Lótus à noite.

Dia 3 – Bali Leste. Tirta Gangga, Pura Besakih e Goa Gajah.

Dia 4 – Arredores de Ubud. Monkey Forest e Tegallalang.

Dia 5 – Bali Central. Ulun Danu Temple e Jatiluwih Rice Fields.

Dia 6 – Bali/Gili Trawagan.

Dia 7 – Gili Trawagan/Bali. Pôr do sol em Tanah Lot.

Dia 8 – Praias. Seminyak. Potato Head e Ku de Ta.

Dia 9 – Praias. Padang Padang, Impossibles, Uluwatu.

Dia 10 – Praias. Balangan, Pandawa, Green Bowl, Nusa Dua, Jimbaran

Dia 11 – Retorno

** Revendo meu roteiro, acho que excluiria Tegallalang, passaria a Floresta dos Macacos para o dia que separamos para visitar Ubud e diminuiria a parte do interior de 4 para 3 dias inteiros (1 para Ubud, 1 para Pura Besakih e Tirta Gangga, 1 para Ulun Danu e Jatiluwih). O dia extra, usaria para Danau Batur e Monte Agung (veja Bali Central) ou para mais tempo em Gili.

Hotéis. Bali tem muitas opções de hospedagem, uma simples pesquisa no booking.com resolverá seus problemas.

Em Ubud, o melhor lugar para se hospedar é nos arredores da Monkey Road. É nela (na região do Three Monkeys Café) que ficam vários restaurantes gostosinhos para passar a noite.

Nós optamos pelo Sri Ratih Cottages, porque pegamos uma promoção praticamente imperdível no Booking. Os quartos são simples, mas o hotel é bem bonitinho, com, arquitetura típica de Bali: piscina de pedra e um jardim todo cheio de esculturas, que são enfeitadas com flores todas as manhãs.

foto 2 (7)_edited foto 3 (4)

Os quartos são casinhas espalhadas pelo jardim e você passa por ele para chegar à piscina e à recepção. Ficava a uns 2kms da parte legal da Monkey Road e o taxi dava 3 dólares até o Ubud Market.

Em Seminyak, há duas opções de hospedagem. Resorts à beira mar ou hotéis na região da Restaurant Street (chama Jl. Kayu Aya ou Jl. Laksmana ou Oberoi Road). Como já sabia que a praia de Seminyak não era tudo isso e nós iríamos aproveitar outras praias, optamos por ficar na rua dos restaurantes, assim poderíamos sair à pé para jantar. Recomendo demais nosso hotel, que ficava bem no meio do agito, mas, como era recuado, era super silencioso. Os quartos eram ótimos e a piscina também! Ficamos no Amadea Resort & Villas.

Como se deslocar. Se você quiser conhecer bem Bali, irá percorrer vários quilômetros. Apesar de ser uma ilha, Bali é grande (são quase 6.000 km2) e os deslocamentos são demorados. Mesmo na região das praias, de Seminyak para as mais bonitas era necessário pegar algum tipo de transporte.

Lendo as dicas da Drieverywhere, ela falou tão bem do motorista que eles contrataram que decidimos seguir a dica. Entramos em contato com o Roby aqui do Brasil mesmo e fechamos com ele um preço fixo para que ele nos acompanhasse um X número de dias. E ele é ótimo mesmo! Os carros que ele usava eram sempre bons e com ar-condicionado, ele era prudente nas estradas e tem boa comunicação em inglês, além de ser uma simpatia!!

Se não quiser fechar com um motorista, quase todos os taxistas que você pegar vão se oferecer para passar o dia com você. O preço gira em torno de 50/60 USDs por dia. Se achar algum que goste, procure fechar com ele todos os dias que for usar carro, assim dá para negociar o preço. Foi o que fizemos com o Roby. A Dri já deixou o contato dele no blog dela, mas replico aqui: wayanrobyparwantoroby@yahoo.com (o telefone dele não é mais o mesmo que está no post dela).

Bali (683) (800x450)

Roby

** contratar um motorista ou um taxi não significa que você não terá que montar seu roteiro. Eles podem até sugerir alguns lugares para você conhecer (geralmente os mais turísticos), mas não são guias de viagem e vale a pena fazer sua pesquisa independente.

Tinha lido em vários lugares que o trânsito de Bali era uma loucura (em termo de regras) e que alugar um carro não era tão aconselhável. Eu não achei o trânsito tão absurdo (já visitei lugares muito piores) e não acho que a mão inglesa seja um problema para dirigir. O aluguel de carro em Bali é bem barato e sai bem mais em conta do que estar com um motorista. O lado ruim de você estar com o seu próprio carro é que os engarrafamentos da ilha são intensos e, se você está com um motorista local, ele conhecerá alguns caminhos alternativos. Dirigindo por conta própria, você ficará restrito aos caminhos principais dados pelo GPS e – acredite – poderá ficar bem irritado parado em congestionamentos. Outro ponto: pelo menos no Google Maps senti dificuldade em encontrar alguns templos que estava pesquisando. Não sei se é tão fácil jogar o nome do seu local de destino e encontrar no GPS. A mesma rua em Bali pode ter diversas denominações.

Outra opção é alugar uma moto. O bom é que dá para desviar do trânsito. O ruim é que algumas distâncias são bem longas e desconfortáveis (principalmente no interior). Além disso, acho que deve ser difícil conseguir coordenar a moto com o GPS (além do mesmo problema para encontrar os lugares que citei no aluguel de carro). Para a região das praias (que é só uma estrada), acho que é uma boa opção.

O roteiro detalhado região por região está nos próximos posts.

Bali – Arredores de Ubud

** Os posts de Bali subiram na ordem errada. Fique atento porque são 6, na ordem correta: Programando a Viagem, Ubud, Bali Leste, Arredores de Ubud, Bali Central e Praias.

No DIA 4, sabiamos que estaríamos cansados de tanta estrada do dia anterior e separamos atrações ao redor de Ubud, para não precisar passar tanto tempo no carro.

Começamos nossa vista cedo e chegamos na Monkey Forest assim que abriu. O legal de chegar cedo é que o lugar ainda está vazio e você terá bem mais interação com os macacos (depois de um tempo, eles já comeram tantas bananas que não estão mais nem aí para os turistas).

Bali (668) (800x534)

Tente já ir com suas bananas compradas de algum mercado da cidade, porque o cacho vendido na entrada da floresta tem preço de ouro.

A chamada “floresta” dos macacos, na verdade, está mais para um parque bem arborizado, com caminhos asfaltados e muitos macacos ao seu redor. É só mostrar a sua banana e algum deles já se aproximará para pegar. O Roby nos ensinou o truque de levantar a banana acima da cabeça, assim eles escalam seu corpo. Só fique atento com quem vai fazer isso: alguns são muito grandes e agressivos. Procure os menores para brincar (e se certifique que não tem nenhum grandão de olho na sua banana).

Bali (637) (800x534)_edited Bali (651) (800x534)_edited

Antes de entrar, guarde bem as suas bananas ou, na primeira vez, já ficará sem o cacho todo. Por guarde bem, leia-se na mochila! Uma menina que estava do nosso lado escondeu as bananas embaixo da blusa e um macaco levantou a roupa dela para pegar. Não demorou um segundo para ele sair com o cacho todo. Um macaco cismou que eu tinha banana e vasculhou os dois bolsos da minha saia em busca de alguma coisa rsrs! Eles são bem espertos!

Bali (662) (800x534)

Exemplo de macaco ladrão

Passando a parte dos macacos, nós fomos em direção ao Pura Dalem Agung, templo que fica dentro da floresta. Não foi possível entrar, mas tem uma arquitetura bonita por fora. Também vale a pena andar até o riacho que tem mais para baixo, pela paisagem que se tem no caminho. Há plaquinhas indicando as direções.

Na saída, passamos de novo pela parte dos macacos e, embora já estivéssemos sem bananas, um grupinho resolveu brincar com a gente. Um deles subiu na minha cabeça e atacou muito de cabeleireiro. Ficou se divertindo mexendo meu cabelo de um lado para o outro e colocando na boca, enquanto o outro estava tranquilão sentado no meu braço assistindo.

macacos

Eu adorei a floresta, porque curto muito animais e lá eles interagem mesmo. Se você não gosta ou, pior, tem medo de macacos, nem vá!

Saindo da floresta, partimos em direção aos Campos de Arroz de Tegallalang. Lá, não há muito o que fazer, além de andar pelas plantações. Nós descemos a encosta que fica na parte de chegada e subimos a outra encosta até o outro lado.

Bali (701) (Small)

O Roby foi com a gente, mostrando um pouco do arroz e explicando sobre a colheita.

Bali (713) (Small)

Nesse dia, contratamos o Roby só por meio período e foi tempo suficiente para fazer as duas coisas. Aliás, embora Tegallalang seja mais comum entre os turistas por ser mais perto de Ubud, os maiores campos de arroz são os de Jatiluwih, mais afastados. Se decidir conhecer Jatiluwih, achei que não há necessidade de visitar também Tegallalang, como fizemos. Nesse caso, como disse na parte prática, vale a pena passar a Monkey Forest para o dia que for conhecer Ubud, porque ela é praticamente colada no centrinho, qualquer taxi te leva até la.

O roteiro continua com os posts de Bali Central, Gili Trawagan e Praias.

Bali Leste – Tirta Gangga, Pura Besakih e Goa Gajah

** Os posts de Bali subiram na ordem errada. Fique atento porque são 6, na ordem correta: Programando a Viagem, Ubud, Bali Leste, Arredores de Ubud, Bali Central e Praias.

No DIA 3, nosso roteiro era passar pelo Templo Pura Besakih e pela Caverna do Elefante (Goa Gajah). O Roby sugeriu de incluirmos o Templo das Águas, chamado Tirta Gangga e topamos.

A visita, então, começou pelo Tirta Gangga, que significa Águas do Ganges. É um templo com vários lagos e fontes, além de piscinas utilizadas pelos locais como um espécie de parque aquático. Bem bonito.

Bali (492) (800x534) Bali (495) (800x534)

Saindo de lá, começamos a subir serra que não acabava mais. No caminho, o Roby ia parando em lugares com vistas para campos de arroz e nos levou almoçar em um restaurante. O lugar era ponto de parada de ônibus de turismo e a comida deixava bem a desejar. Mas o visual era bonito.

 Bali (530) (800x534)_edited

De lá, partimos para o Pura Besakih, templo mãe de todos os templos em Bali. Se quiser visitar apenas um, tente ir nesse. O complexo é enorme e a arquitetura é impressionante. Logo na entrada, há um portão em cima de uma escada que parece que vai te levar ao céu. Bali (565) (Small)

Quando o Roby nos deixou na entrada, ele já deu a dica de que falariam para a gente que estaria tendo algum tipo de cerimônia e que, portanto, não seria possível entrar sem um guia. Falou para respondermos “obrigado” e continuarmos andando. Dito e feito.

Bali (533) (800x534)_edited

Saída da cerimônia

Assim que apontamos perto do templo, muitos, muitos homens nos abordaram com essa mesma história. Nós falávamos um “ok, thank you” bem simpático e saíamos andando, mas chegavam outros muitos. O problema é que eles não nos deixavam entrar no templo! Impediam a entrada mesmo, falando que era proibida sem um guia. Um absurdo, mas o negócio era uma máfia. Pode ser que a gente tenha dado azar, porque aquele dia realmente tinha acontecido uma cerimônia bem grande – e o pessoal aproveitou para ficar por lá para tirar uma graninha dos turistas. Nós ficamos uma meia hora nesse entra não entra, até que nos irritamos e demos o equivalente a 5 dólares para que algum deles passasse conosco pelo portão e nos deixasse em tranquilidade lá dentro.

Bali (552) (800x534)

Mesa de oferendas

Bali (556) (800x534)_edited

Li no Lonely Planet que muita gente acaba não gostando do templo por esse tipo de assédio mas, se conseguir relevar os contratempos, o lugar é muito lindo!

 Bali (548) (800x450)

Bali (558) (800x534)_edited

Na volta, já estávamos bem cansados e era quase final da tarde, mas nosso roteiro ainda incluía a Caverna do Elefante (Goa Gajah).  Apesar de ser um programa turístico bem comum, a caverna é super simples. A entrada é decorada com o rosto de uma figura típica balinesa e no exterior tem uma fonte de água.

Bali (584) (800x534)

É legal, mas não imperdível. Acho que a melhor estratégia é deixar para o final do dia mesmo, assim, se não der tempo de fazer tudo, você perde a menos interessante das 3 atrações.

O roteiro continua com posts de Arredores de Ubud, Bali Central, Gili Trawagan e Praias.