A região de Inle Lake

O Inle Lake é um lago na região Shan de Myanmar, com 116 km² de área e paisagens montanhosas ao seu redor.

img_0650

O turismo por lá é feito totalmente por meio de passeios de barco. As paisagens ao longo do passeio são lindas, mas Inle entrou no radar dos turistas por outra peculiaridade: a forma tradicional de pesca da população local. As fotos dos pescadores em pé no barco com a rede de pesca em seus pés já estamparam capas e capas de revista.

img_0708

Para ficar com as suas mãos livres, os pescadores desenvolveram uma técnica de remar e jogar suas redes com os pés. Eles vão da frente do barco, olhando com cuidado a água para ver se acham bolhas – o que mostra a existências de peixes no local. Quando encontram, jogam suas redes na água e enfiam pelo meio uma espécie de lança, não para machucar os peixes, mas para assustá-los. Continue reading

Advertisements

Yangon – introdução a Myanmar

Apesar de não ser a capital, Yangon é a cidade mais importante de Myanmar e principal porta de entrada no país. Assim, muita gente acaba passando pelo menos um dia por lá, o que, na minha opinião, é bem suficiente para conhecer as principais atrações turísticas da cidade.

img_0233-800x533

Yangon vista do quarto do hotel

Nós fizemos Yangon com um guia e carro privados, o que, no final, acabou sendo uma ótima opção. Logo que chegamos na cidade, descobrimos que o transporte público na cidade é uma loucura. Os ônibus não possuem horário nem itinerário fixo! As pessoas vão para o ponto e ficam ali esperando. Os ônibus vão passando e falando qual rota vão seguir naquele dia. Continue reading

Bagan – O Jardim de Templos de Myanmar

Embora Yangon tenha a impressionante Shwedagon Pagoda e o Inle Lake reúna características de uma sociedade ainda não tão afetada pela modernidade, não há como negar que a principal atração turística de Myanmar é mesmo Bagan.

A região era a antiga capital do Reino de Pagan (que mais tarde se tornaria o país Myanmar) e, durante os séculos XI e XII, mais de 10.000 templos, pagodas e monastérios foram construídos na região. O Império de Pagan caiu sob o domínio Mongol no século XIII, mas, atualmente, mais de 2.000 das antigas pagodas ainda estão por lá – algumas em melhor, outras em pior estado de conservação.

img_4701-small

Templos em Bagan

Eu já tinha visto milhares de fotos, lido bastante sobre o lugar, mas nada dá a dimensão exata da imensidão da área e de quão lindo é ver aquelas construções antigas em meio da vegetação. É lindo, é impactante, é tudo o que você vê nas fotos e muito mais! Continue reading

Myanmar na Prática e Visão Geral do País

Uma historinha bem rápida: o Myanmar era o antigo Reino de Pagan, império budista que foi responsável pela construção dos milhares (literalmente!) de templos na cidade de Bagan, que atualmente enlouquecem os turistas.  Ali também viveu o povo Shan, aquele que invadiu o Reino do Sião (antiga Tailândia) e destruiu a capital Ayuthaya.

Posteriormente, o país foi colonizado pelos britânicos (época em que se chamava Birmânia) e diversos edifícios da época da colonização ainda podem ser vistos no centro histórico de Yangon. Em 1948, o país tornou-se uma republica independente e logo em 1962 foi instalado um regime ditatorial militar que manteve o país fechado até o ano 2010, quando tiveram lugar as eleições democráticas.

img_4421

Talvez em razão do país ter sido aberto ao turismo há não tanto tempo, ainda não é tão fácil planejar a sua viagem inteira pela internet de forma independente, embora não seja impossível.

Por outro lado, é exatamente o fato de ter ficado fechado por tanto tempo que torna o país tão especial de ser visitado, com seus costumes e cultura ainda bem preservados.  Continue reading

Hong Kong em 1 Dia (e duas noites)

Minha passagem por Hong Kong foi bem rápida. Da primeira vez que fui à China, acabei focando na parte mais tradicional do país e meu roteiro não incluiu Hong Kong e Shangai. Então aproveitei que estava com uns dias de férias sobrando a mais além dos dias do roteiro do Japão e embarquei uns dias antes para conhecer essas duas cidades que estavam na minha bucket-list.

img_6812-small

Hong Kong

Cheguei em Hong Kong por volta das 14:00 no aeroporto internacional e peguei o airport express, uma linha do MRT que leva até a estação Central, que fica na ilha de Hong Kong. De lá, peguei a linha vermelha do MRT, que cruza o rio e leva até a parte de Kowloon, onde estava hospedada. Continue reading

Xangai em 1 Dia

Como falei no post de Hong Kong, minha passagem pelo sul da China foi express e eu fiquei em Xangai só um dia.

IMG_2489 (Small)

Cheguei bem cedinho no aeroporto e peguei o Maglev, o trem rápido que sai do aeroporto de Pudong (fique esperto pois Shangai tem 2 aeroportos internacionais) e vai até a estação de metrô Lonyang Road. De lá dá pra fazer conexão com as linhas 2 e 7 de metrô. Ah, quando falo rápido para o Maglev, é rápido mesmo. São 430 km/h. Vale tanto pela experiência, quanto pela rapidez de deslocamento. Continue reading

Nara – A primeira Capital do Japão

Nara foi a primeira capital permanente do Japão, estabelecida no ano de 710. Posteriormente, em decorrência da grande influência política que os monastérios budistas da cidade estavam ganhando, a capital foi transferida para Nagaoka, em 784. E todo esse poder religioso é exatamente o que torna Nara tão atraente até os dias de hoje: a cidade é repleta de templos e construções históricas.

IMG_3730 (Small)

São muitos templos budistas e xintoístas e é possível “perder” mais de um dia na cidade para conhecê-los. Nós decidimos visitar Nara em um bate-e-volta desde Kyoto (a cidade fica quase na mesma distância de Kyoto e de Osaka, então o bate-e-volta também é possível a partir dessa última), então selecionamos apenas os que mais nos interessavam. Continue reading

Osaka e Castelo de Himeji

Osaka não é uma cidade que tenha tantos pontos turísticos assim e os dois dias inteiros que tivemos para conhecê-la foram mais do que suficientes. Entretanto, é a segunda maior área metropolitana do Japão depois de Tóquio, então, caso tenha interesse em compras e restaurantes, sua visita pode se estender mais.

IMG_4163 (Small)

Além disso, de Osaka podem ser feitos alguns bate-e-volta famosos, como Nara (que fizemos desde Kyoto) e Kobe. É de Osaka também que é feito o bate-e-volta a um dos castelos mais famosos do Japão, o de Himeji. Nós conseguimos encaixar tranquilamente em uma manhã.

Como chegaríamos de trem na cidade pela Estação Osaka da JR e sairíamos por lá para o aeroporto, optamos por pegar um hotel na região da estação. Também não se mostrou uma alternativa ruim para conhecer os outros pontos da cidade, já que do lado da Osaka Station está a estação Umeda do metrô, que nos levava fácil a qualquer lugar. Ficando por ali você tem fácil acesso tanto à loopline da JR, quanto às linhas do metrô. Continue reading

Kyoto – A Cidade dos Templos e das Geixas

É em Kyoto que está tudo o que os turistas esperam do Japão tradicional:  templos antigos, jardins bem cuidados, arquitetura tradicional e gueixas. Foi a minha cidade favorita da viagem, como falei no post geral do Japão (aqui).

IMG_4040 (Small)

O melhor é que Kyoto, apesar de todo o tradicionalismo, também é uma cidade moderna e cosmopolita, então caso você se canse da imersão histórica e cultural, facilmente encontrará outros programas. Continue reading

Visitando Hiroshima e Miyajima

Nós chegamos em Hiroshima vindas de Kuwana por volta das 10 da manhã e partiríamos no dia seguinte cedo para Kyoto, o que significava menos de um dia inteiro da cidade. A princípio, nosso roteiro incluía apenas o Parque da Paz e o Hiroshima Peace Memorial Museum, o que poderia ser feito tranquilamente com esse tempo na cidade.

IMG_7887 (Small)

Um dos memoriais do Parque da Paz

Mas, como sempre, depois que o roteiro estava montado e que começamos a pesquisar com calma o que fazer na cidade, mais coisas foram adicionadas. No caso, a Ilha de Miyajima, que fica a menos de 1h de Hiroshima e possui um dos toriis mais famosos do Japão.

Como iríamos ficar pouco tempo na cidade e não queríamos perder tempo com deslocamentos até o hotel, escolhemos um bem perto da estação de trem, de onde chegamos, de onde sairíamos e também onde passam os bondes (trams) que levam até o Parque da Paz. Ficamos no Urbain Hiroshima Executive, que não era nada de luxo, mas atendeu super bem ao que precisávamos.   Continue reading

Nabana no Sato – Iluminação de Inverno

A exemplo do que aconteceu com a região dos lagos do Monte Fuji, a nossa viagem ainda teve outros pontos pelo interior do Japão que entraram no roteiro em razão de fotos lindas que vimos na internet. Dessa vez, decidimos visitar o parque de flores chamado Nabana no Sato por seus túneis de luz.

O parque fica dentro do Complexo do Nagashima Resort, que possui 4 atrações principais: O Nagashima Spaland (parque de diversões + parque aquático), um onsen (Nagashima Spa Yuami no Shima), um shopping (Mitsui Outlet Park Jazz Dream Nagashima) e o parque de flores Nabana no Sato.

IMG_3490 (Small)

Um dos túneis de luz no Nabana no Sato

O Nabana no Sato é bastante conhecido por seus jardins de flores, mas, acima de tudo, por sua iluminação de inverno, que vai de novembro ao começo de maio. Quando vimos as fotos dos túneis de luzes e flores, ficamos bem impressionadas e decidimos incluir um pitstop de um dia e uma noite na região para checar de perto. Continue reading

Lagos Fujikawaguchiko e Motosuko – visitando o Monte Fuji

Terminada nossa estadia em Tóquio, nosso destino foi outro símbolo do Japão: o Monte Fuji.

A montanha icônica geralmente é visitada (leia-se, vista) pelos turistas desde Hakone, para onde é muito fácil fazer um bate-e-volta desde Tóquio. Entretanto, lemos em muitos lugares que os pontos de visualização do Monte Fuji em Hakone são extremamente limitados e muito cheios.

Começamos, então, a pesquisar outras opções para ver o chamado Fuji San e nos deparamos com essa imagem linda na internet:

musgo - motosuko

Foto: Japan Guide

O Fuji Shibazakura Festival é um dos mais importantes no país. Tapetes de musgo rosa (chamados phlox moss) florescem, formando uma paisagem linda com o Monte Fuji ao fundo. Continue reading

Nikko – Patrimônio da Humanidade

Nikko é uma das cidades históricas mais famosas do Japão, com diversos templos espalhados por florestas montanhosas. O melhor? Pode ser visitada com um bate-e-volta desde Tóquio. Apesar de não ser tão ali do lado (leva umas 2 horas para chegar), os trens são ótimos e a viagem não é cansativa.

A maioria das construções de Nikko datam da era feudal, especialmente do shogunato de Tokugawa Ieyasu, que estabeleceu esse sistema de governo por 250 anos e foi enterrado na cidade. Em 1634 seu neto deu início à construção de um mausoléu e um santuário, o Tosho-gu.

O santuário TOSHO-GU é a atração mais famosa de Nikko e definitivamente vale o bate-e-volta desde a capital. A entrada do santuário pelo torii gigante no meio das árvores já é linda e lá dentro há um complexo de prédios com arquitetura muito bonita.

IMG_3278 (Small)

Na entrada estão 3 armazéns sagrados e no topo de um deles há 3 macaquinhos gravados: o que não vê, o que não ouve e o que não fala. Você sabia que esses macaquinhos são símbolos budistas e não foram inventados pelo seu whatsapp? Continue reading

Hitachi Seaside Park: bate-e-volta florido de Tóquio

Conhecemos o Hitachi Seaside Park quando vimos umas fotos maravilhosas de montanhas cobertas de vegetação vermelha, no meio da qual o pessoal ia passeando em caminhos estreitos. Nós ficamos enlouquecidas.

vermelho

Foto oficial do site do parque

Com uma pesquisa rápida na internet, descobrimos que era possível visitar o parque num bate-e-volta Continue reading

Tóquio – Omotesando e Harajuku

Nos nossos 2 últimos dias em Tóquio, fizemos bate-e-voltas para dois lugares próximos. Um dia inteiro foi dedicado a Nikko e outro meio dia foi dedicado a Hitachi.

No outro meio dia que nos sobrou da nossa visita de Hitachi, fomos para a área de HARAJUKU, conhecida pela concentração de pessoas mangá, principalmente meninas novas vestidas com roupas de desenho animado.

IMG_7592 (Small)

Harajuku

A principal rua é a Takeshita (Estação Harajuku – JR Yamanote Line), também famosa pelos seus crepes. Continue reading

Tóquio – Imperial Palace, Templo Zozo-ji, Tokyo Tower e Akihabara

Nosso quarto dia em Tóquio começou com uma visita ao PALÁCIO IMPERIAL DE TÓQUIO. Chegamos bem no horário de abertura, porque como o lugar é bem popular na época das cerejeiras em flor, queríamos visita-lo sem muita muvuca.

O atual palácio fica situado num parque cercado por uma muralha e um fosso e é a atual residência da família imperial. Apenas os jardins são abertos ao público e não é possível visitar o interior dos prédios.

IMG_2928 (Small)

Exterior do Palácio Imperial

IMG_2913 (Small)

Jardins do palácio

Nós gostamos muito porque Continue reading

Tóquio – Treino de Sumô, Teatro Kabuki, Ginza, Templo Senso-ji, Yanaka e Roppongi Hills

Uma coisa que queríamos muito fazer em Tóquio era assistir a uma luta de sumo. O problema é que os campeonatos de sumo ocorrem em Tóquio durante 15 dias apenas nos meses de janeiro, maio e setembro. Caso você esteja lá nessas épocas, vale a pena comprar tickets para o Ryōgoku Kokugikan, também conhecido como Ryougoku Sumo Hall.

Fora dos campeonatos, é difícil conseguir assistir a uma competição. O jeito foi procurar um TREINO DE SUMO aberto ao público para conseguirmos ver um pouquinho dessa atividade tão tradicional.

IMG_2746 (Small)

Lutadores em ação

Na cidade há vários “sumo stables” Continue reading

Tóquio – Tsukiji Fish Market, Shibuya Crossing e Genki Sushi

Nosso segundo dia começou muito cedo, porque queríamos ver o leilão de atuns do TSUKIJI FISH MARKET – o mercado de peixes de Tóquio. O mercado é o maior da cidade e é de lá que saem os peixes que abastecem a maioria dos restaurantes da cidade. O tradicional leilão de atum tem início a partir das 05:25 da manhã. Os peixes – gigantes, que chegam a pesar até 200kg – são expostos para que os interessados possam analisá-los, cheirá-los e até arrancar pequenos pedaços. Feitas as escolhas, começa o leilão.

IMG_2658 (Small)

Um dos atuns comprados pelos comerciantes do mercado

Um grupo máximo de 120 turistas pode acompanhar toda a movimentação de lugares delimitados Continue reading