Egito – Informações Práticas

Conhecer o Egito era um sonho desde a infância. Em 2011 eu estava com passagens compradas, mas precisei cancelar a viagem porque foi exatamente no auge da primavera árabe e dos protestos contra Hosni Mubarak. Durante muito tempo não me senti tranquila para visitar o país, até que as coisas ficassem relativamente calmas por um tempo.

Sonho realizado!

Apesar de algumas notícias esparsas de atentado, a situação no Egito parece estar mais estável nos últimos anos e o número de turistas está voltando a crescer. Isso foi suficiente para decidir retomar os planos de viagem e, no final de 2017, eu e a Karine finalmente visitamos o país. Continue reading

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Sossusvlei – Algumas das Maiores Dunas do Mundo e Muito Mais

Como disse nesse post aqui, foi Sossusvlei que despertou meu interesse pela Namíbia.

Foi bem difícil conseguir juntar informações e ganhar confiança para montar a viagem sozinha, sem ter que recorrer a agências. Demorou para eu descobrir, inclusive, que, embora o nome da área de conservação onde ficam as dunas seja Sossusvlei, a área mais famosa, mais fotogênica e a que todo mundo quer visitar chama-se Deadvlei. É lá que está o lago seco, com as árvores petrificadas, rodeados por dunas alaranjadas.

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Deadvlei

“Sossus vlei” significa algo como vale onde a água se acumula. Antigamente, por ali passava o enorme Rio Tsauchab (que hoje ainda existe, pequeno e quase seco). Ao longo dos anos, o rio foi trazendo areia e sedimentos até a costa da Namíbia. Continue reading

Sandwich Harbour – Um Pedacinho da Costa dos Esqueletos

A Costa dos Esqueletos da Namíbia é uma das regiões que ficaram conhecidas no período das grandes navegações, como uma das partes de mar mais difíceis de serem navegadas. A região é formada por dunas gigantescas que acabam no mar.

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Acontece que, nessa região, as dunas são espécies de icebergs. O que vemos na costa é a apenas a pontinha, já que as dunas se prolongam embaixo da água. Com a maré, essa parte submersa vai se movimentando, deixando praticamente impossível de saber a profundidade segura para navegação. Como resultado, muitos e muitos navios encalharam por lá. Continue reading

Windhoek – O Que Fazer Na Capital

Talvez comparada a outras capitais do mundo ou até mesmo com os parques de conservação da Namíbia, a capital Windhoek não tenha muito a oferecer turisticamente. Mas a cidade é uma gracinha, super limpa e organizada, e foi uma ótima surpresa no nosso roteiro.

Nós passamos só uma tarde e duas noites por lá, pois ela foi nossa porta de entrada e saída do país. As principais atrações turísticas da cidade estão uma ao lado da outra e é possível conhecê-las mesmo com o tempo curto.

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Nós começamos nosso tour pela Christuskirche, uma igreja fundada na época da colonização alemã e que parece saída de algum conto infantil. Continue reading

Turismo na Namíbia

Desde que eu vi uma foto de umas dunas perfeitas alaranjadas, com árvores secas e retorcidas e um céu azul atrás, a Namíbia entrou na minha bucketlist de viagens. Eu fiquei alucinada, morrendo de vontade de conhecer, mas a falta de informações na internet adiou meus planos por algum tempo.

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Deadvlei

Grandes áreas da Namíbia são constituídas de parques de conservação. O maior deles é o Naukluft, que tem quase o tamanho da Suíça inteira. É ali dentro do Naukluft que está a área de Sossusvlei, onde ficam as dunas da foto aí em cima. Continue reading

Zanzibar

A ilha que é conhecida turisticamente como Zanzibar, é, na verdade, um arquipélago formado pelas ilhas de Pemba e Unguja. É nessa última que está toda a estrutura hoteleira e para onde vão os ferrys e os voos para o que chamamos Zanzibar.

A ilha ficou conhecida pelas praias paradisíacas formadas pelo Oceano Índico, com um mar azul-turquesa e areias brancas. Mas, além das praias, a ilha também tem muita história para contar.

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Apesar de Nungwi ser a praia mais famosa e da grande maioria das dicas turísticas recomendarem a hospedagem por lá, a verdade é que as praias bonitas de Zanzibar estão espalhadas pela ilha e os deslocamentos não são rápidos. Continue reading

Safáris no Massai Mara

O Quênia é considerado um dos melhores países do mundo para fazer safáris e, dentro dos seus vários parques, o Massai Mara é tido como a melhor escolha. O parque fica no sul do país, na divisa com a Tanzânia, mais especificamente com outro parque bem conhecido para a atividade, o Serengueti.

Quando ir

O que tornou ambos os parques tão famosos foi a imensa migração de gnus que ocorre entre julho e setembro – e essa é considerada alta temporada para visitar o parque.

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A divisa entre o Quênia e a Tanzânia quase coincide com a linha do equador. O primeiro fica no hemisfério norte, o segundo, no hemisfério sul. Por estarem em hemisférios opostos, o verão (época das chuvas) e o inverno (época das secas) acontecem Continue reading

Giraffe Manor – Café Com as Girafas Rothschild

Talvez você já tenha visto alguma foto de pessoas tomando tranquilamente seu café da manhã enquanto algumas girafas colocam a cabeça para dentro das janelas. Talvez você tenha pensado que era algum tipo de montagem, como eu pensei da primeira vez. Talvez, depois de descobrir que o lugar não só é real, como é um hotel, você coloque na sua listinha de desejos, como eu tinha feito …  até o começo desse ano.

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O Giraffe Manor é um hotel situado em Nairóbi, no Quênia, numa antiga propriedade de 1932, um pouco afastada da cidade e localizada numa área verde.

Só do hotel funcionar numa propriedade tão antiga e linda, com jardins e parques ao redor, já seria maravilhoso ficar hospedado por lá. Mas o melhor é a interação com as girafas, que têm lar permanente no lugar.

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Na porta de entrada do hotel

O Giraffe Manor, junto com o centro a que é coligado, serve de casa para várias girafas Rothschild, subespécie atualmente em perigo de extinção. Continue reading

Ilhas Maurício

O relato das Ilhas Maurício destoa um pouco dos demais posts aqui do blog! Resorts super luxuosos daqueles que se vai pra descansar muito não costumam ser meu destino preferido de viagem, mas, para a ocasião, o lugar foi perfeito! Eu e o Joaquim passamos lá a nossa lua-de-mel em outubro de 2009.

Optamos pelo destino porque, como bons viajantes que perdem uma oportunidade de conhecer lugares novos, queríamos emendar a viagem típica de lua-de-mel com um destino mais agitado. Dividimos, então, o período que tínhamos entre Ilhas Maurício e África do Sul (post aqui).

Fomos de South African Airways, com uma conexão em Johanesburgo. Fechamos o hotel e transfers direto com uma agência no Brasil, mas é possível reservar direto com o hotel.

Maurício é um país insular do Oceano Índico, uma ilhota ao lado da África que tem como vizinhas as famosas ilhas Madagascar e Seychelles. Pode ser visitada em qualquer período do ano, pois as variações climáticas são pequenas. O clima é mais quente e úmido no verão (dez a mar) e mais fresquinho e seco no inverno (jul a set), mas não chega a fazer aquele frio que atrapalha a praia. Por concentrar o maior período de chuvas, acho que valeria só evitar os meses de dezembro a março.

A ilha foi descoberta por portugueses, colonizada por holandeses, controlada por franceses e, por fim, dominada por britânicos, que lá ficaram até a independência do país em 1962. Por conta desta mistura, os idiomas oficiais são inglês, francês e o dialeto crioulo local.

A maior parte do país tem descendência indiana, pois após a abolição da escravatura no país, muitos indianos buscaram lá uma oportunidade de trabalho. Há, também, uma considerável comunidade chinesa e muitos muçulmanos. A mistura pode ser vista nas ruas onde templos hindus dividem espaço com uma infinidade de mesquitas e igrejas.

“Turisticamente” falando, o que Mauricio tem mesmo de melhor são as praias. A maior parte dos resorts está localizada no norte do país e, embora as praias sejam oficialmente públicas, seguranças dos hotéis garantem extraoficialmente a privacidade dos trechos de areia em frente de cada hotel.

Nessa viagem, as praias e o hotel foram as grandes atrações.

Ficamos no The Residence, considerado o melhor hotel da Ilha (para quem acompanha o blog, sabe que não costumo usar esse tipo de critério nas viagens comuns…rsrsrsr).

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O hotel fica a uns 50 minutos de carro do aeroporto e é uma atração à parte. Mordomo particular, massagens orientais, serviços aquáticos incluídos (Jet ski, canoagem etc) e, é claro, restaurantes MARAVILHOSOS, cada um com um tipo de comida e apresentações típicas toda noite.

Confesso que esse negócio de mordomo particular foi too much, pois o nosso ficava o tempo inteiro perguntando se queríamos algo…depois de um tempo ele viu que íamos nos virar bem sozinhos e foi menos solícito!

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Ali, o mordomo!

Como sabíamos que cansaríamos logo de ficar fazendo nada, tratamos de fechar alguns tours.

Fizemos um passeio de lancha atrás de golfinhos e baleias! Vimos vários golfinhos e chegamos super perto de uma família de baleias…pena que, de tão impressionada com o tamanho delas, não consegui tirar fotos boas.

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No dia seguinte, marcamos um passeio para conhecer Ils aux Cerf , uma ilhota paradisíaca, propriedade particular de um hotel. No percurso de barco, fomos fazendo paradas para mergulho e avistamos mais alguns golfinhos. O lugar é mesmo lindo, as águas azul turquesa ficam mais evidentes pois a ilha dividiu-se em dois pedaços abrindo um canal de águas rasas que dá pra atravessar a pé.

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Peguei uma foto do site de turismo da ilha que mostra uma vista de cima…mto lindo!

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vista de cima da Ils aux Cerfs – site http://mauritiusattractions.com

No caminho de ida do hotel ao porto de onde pegaríamos o barco, passamos de carro por Port Louis, a capital do país…pelas ruas deu pra perceber que a prédios modernos dividem espaço com uma infinidade de mesquitas e templos hindus.

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Para a noite, havíamos fechado um tour pela cidade próxima ao hotel, pois, naquele dia, estava sendo comemorado o Diwali, o festival das luzes indiano.

Trata-se de uma festa religiosa hindu comemorada uma vez por ano para celebrar uma batalha de deuses que representou a destruição das forças do mal. Nesta data, as pessoas colocam as melhores roupas, enfeitam as casas com muitas luzes, soltam fogos e dividem doces.

Fomos com um casal de brasileiros que conhecemos por lá. Tenho que confessar que foi um passeio meio micão! Rsrrss… as ruas realmente estavam iluminadas, mas, como já era tarde, poucas pessoas estavam nas ruas.

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Casa enfeitada para o Diwali…nada muuito emocionante.

Paramos para tirar foto de uma casa e o dono veio todo contente nos convidar para entrar na casa. De acordo com o guia, recusar o convite e a comida oferecida era falta de educação. Entramos então na casa, conhecemos a família toda do sujeito, devia ter umas 20 pessoas, tirando os vizinhos que foram chegando para ver de perto os “gringos”. Depois de muitas fotos, vieram a coca-cola quente e os doces. Minha cara na foto diz tudo sobre o gosto da iguaria mauriciana…rsrsrsr era uma massa frita e molenga com um recheio estranho e gosmento.

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Depois da “experiência” local que no final virou motivo de muitas risadas, fomos de volta pro hotel, loucos por uma refeição vip.

Os outros passeios oferecidos (visita ao Jardim Botanico, visita a um parque de tartarugas gigantes e crocodilos, aquário, fabrica de chá), não nos interessaram muito, preferimos curtir mais o hotel, aproveitar as atrações (wakeboard, caiaques, mergulhos) e descansar para a metade mais agitada  da lua-de-mel.

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Rota de Vinhos – Cidade do Cabo

Degustação de vinhos não é algo que se imagina fazer na África, certo? Errado. Quem entende de vinhos ou só gosta de tomá-los (meu caso) certamente já ouviu falar dos vinhos da África do Sul.

Eu, particularmente, gostei de todos que vinhos africanos que provei. Não entendo muito de taninos ou harmonizações, só sei que gostei do sabor e ponto. Rsrsrs.

Ainda que não se esteja planejando uma visita às vinícolas, vale a pena provar em algum restaurante o vinho da uva Pinotage, uma uva híbrida (mistura de Pinot Noir e Hermitage), considerada símbolo da indústria de vinhos sul-africana. Os mais entendidos não gostam muito dela, mas, sendo algo típico da região, acho que vale a pena provar! Continue reading

Mergulho com tubarões brancos

Curte experiências diferentes e não liga de ser chamado de louco? Este é o seu post! Aproveite a visita à Cidade do Cabo (post aqui) para fazer um mergulho com tubarões brancos!

O passeio é oferecido por agências de turismo e é realizado em Gansbaai, cidade a 2 horas da Cidade do Cabo conhecida como a capital do Tubarão Branco. Se estiver de carro, é possível agendar direto com o pessoal do mergulho.

Agendamos o passeio com o concierge do hotel na Cidade do Cabo. Como a maior concentração de tubarões é pela manhã, saímos praticamente de madrugada.

Chegando na cidade de Gaansbai, fomos direto para a sede da agência White Shark Projects para a aula preparatória, com orientações sobre o mergulho que é feito numa daquelas gaiolas e não direto cara a cara com o bicho!

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Confesso que essa hora deu um pouco de medo! Éramos os únicos brasileiros e aquele inglês com sotaque africano super puxado estava atrapalhando o entendimento das orientações de segurança! Por sorte tinha um folheto explicativo com as principais instruções que, na verdade, eram meio óbvias (ex: não coloque seu braço para fora da gaiola!). Continue reading

África do Sul – Programando a Viagem

No clima da copa, estamos falando de países que vão sediar (vem Rússia por aí) ou já sediaram esse torneio mundial. E o destino de hoje é a África do Sul!

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– Como Ir

Se você tem programa de pontos com a TAM, ela faz parte do grupo da South African Airlines e é relativamente fácil conseguir emitir a passagem com milhas. Quando fomos, pegamos por 60 mil milhas ida e volta. Pagamos só a passagem interna (também South African Airlines) para Hoedspruit, cidade onde ficava o hotel que fizemos o safári.

Nós fizemos tudo por conta e foi muito fácil programar a viagem.

– Roteiro

Fomos em outubro de 2012 e usamos 10 dias de férias. Nosso roteiro ficou assim:

Dia 1 – Chegada Cidade do Cabo. Clifton e Camps Bay.

Dia 2 – Cidade do Cabo. Cabo da Boa Esperança.

Dia 3 – Cidade do Cabo. Table Mountain, Centro, Gardens e pôr do sol em Signal Hill.

Dia 4 – Cidade do Cabo. Roben Island e Vinícolas.

Dia 5 – Cidade do Cabo/Kapama. Safári noturno.

Dia 6 – Kapama. Passeio de balão e safári noturno.

Dia 7 – Kapama. Safári diurno e safári noturno.

Dia 8 – Kapama. Passeio de elefante e safári noturno.

Dia 9 – Kapama/Joanesburgo. Safári diurno.

Dia 10 – Joanesburgo – Soweto e Museu do Apartheid

Dia 11 – Joanesburgo. Lion Park

Dia 12 – Pretoria. Retorno

obs. 1: geralmente, as pessoas passam menos dias em Joanesburgo e mais na Cidade do Cabo. Nosso roteiro original era assim, mas como o Kapama estava com bem pouca disponibilidade, acabamos adaptando nosso roteiro aos dias que conseguimos reservar o hotel. Com mais tempo livre na Cidade do Cabo, dá pra dedicar mais tempo às vinícolas (vou falar melhor no post da Cidade do Cabo).

obs. 2: daria facilmente para tirar dois dias inteiros do Kapama, o que totalizaria totaliza 4 safáris, 2 diurnos e 2 noturnos. Mais do que isso, começa a ser mais do mesmo e enjoar. Nós colocamos tanto tempo porque perderíamos 2 safáris diurnos, um com o passeio nos elefantes e outro com o balão. Então, queria garantir pelo menos 2 safáris diurnos, que é quando é vista a maioria dos animais.

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– Moeda, Visto e Vacinas

A moeda da África do Sul é o Rand Sul Africano (ZAR) e a cotação é de mais ou menos 1USD para 10 ZARs.

Não é necessário visto para brasileiros em visitas com tempo menor que 90 dias.

Mas é necessário tomar a vacina da febre amarela pelo menos 10 dias antes da sua visita e levar o Certificado Internacional de Vacinação. Você pode tomar a vacina em qualquer posto e depois levar sua carteirinha a algum endereço que emita o certificado. O site da ANVISA explica melhor e traz um link com os locais de emissão.

– Quando Ir

As estações da África do sul seguem o mesmo cronograma das nossas. No verão, é bem quente. No inverno, as chances de chuva são maiores.

Para o safári, o bom do verão é que a água seca e os animais procuram as poças para tomar água. Assim, fica mais fácil encontrá-los. Se quiser ver bebês, a época boa é a primavera (época que fomos e vimos vários).

Safári na África do Sul

Se prepare para um post lotado de fotos! É muito difícil escolher as melhores!!

Nas pesquisas da viagem, tinha visto que a África do Sul não é o melhor país do continente para fazer safári. Os melhores são Quênia e Tanzânia, onde fica um parque enorme, chamado Masai Mara (no Quênia) / Serengeti (na Tanzânia).

Mas como nós estaríamos por lá e era nossa primeira visita ao continente, não queria deixar passar a oportunidade de fazer um safári. No país, está o Kruguer Park, bem popular para a atividade.

Quando cheguei, fiquei um pouco decepcionada com a paisagem, porque esperava aquela savana africana, com poucas árvores altas. Na África do Sul, a mata é um pouco mais fechada, o que dificulta encontrar os animais. Mas a decepção foi só no começo. Depois do primeiro “game”, como eles chamam cada saída de jeep, já estava apaixonada!

– O que Levar

Se for no calor, leve roupas leves, boné e protetor solar. Os jeeps, na maioria, são abertos e você ficará no sol.

Em relação às roupas, as escuras e coloridas atraem mais insetos. O ideal é levar roupas claras e de cores neutras.

Repelente é outra coisa importante. Tente comprar o Exposis, mais potente que os brasileiros. Quando fui na medicina do viajante, a médica explicou que a ANVISA não libera para o Brasil quase nenhum químico usado nos repelentes gringos e que os nossos são muito fracos. O único que contém uma substância liberada pela agência é esse Exposis, recomendado por quase todos os centros que prestam esse serviço.

Binóculo. Às vezes, você vai precisar ver um bicho de longe e vai se arrepender se não tiver levado. Nós levamos só um e nos arrependemos de não ter um pra cada.

Não esqueça de levar roupa de banho, porque a maioria dos hotéis tem uma piscina para aproveitar entre um safári e outro.

– Os Hotéis

Além do Kruguer, vários hotéis tem suas próprias reservas para safáris. Os mais famosos e luxuosos hotéis da África do Sul são o Mala Mala e o Sabi Sabi, mas os preços são bem salgados.

Outro hotel famoso, que não é tão luxuoso (e caro) como os acima, mas também oferece um serviço de qualidade, é o Kapama. Foi o que escolhemos.

O Kapama tem um parque de 13.000 hectares, onde ficam espalhados os animais e seus 4 lodges: o Karula (mais luxuoso), o River Lodge (maiorzão, tipo hotel), o Buffalo Camp (que imita um acampamento tradicional de safári) e o Southern Camp (pequeno, com apenas 15 suítes).

Eu só sabia que não queria o River Lodge, porque é muito grandão e acho que perde um pouco da essência do safári, não parece que você está tão no meio da natureza. Minha opção era o Buffalo Camp, mas ele estava totalmente esgotado. Disponíveis, só o Karula e o Southern Camp, então escolhemos esse último, porque o primeiro estava muito caro heheh. E eu adorei nosso lodge! Todo feito de material natural, parecia que estávamos num daqueles filmes antigos em que os ingleses colonizadores saíam para fazer safári! Os quartos eram bem simples, mas nós quase não ficávamos lá. Ou estávamos no hall ou na piscina.

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Hall

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Piscina

Se quiser ficar no Kapama, sugiro que pesquise com bastante antecedência (com exceção do River Lodge, os demais lodges tem pouquíssimos quartos) e dê uma olhada no site qual dos hotéis tem mais a ver com você.

** Uma amiga ficou no Toro Yaka Bush Lodge, no Kruguer, e recomendou demais, porque o hotel só tem 6 quartos e o tratamento é super individualizado.

– Rotina

O esquema do Kapama (e acho que dos demais também) é o seguinte. Você paga um preço pela diária e nela já estão incluídas as refeições, bem como os safáris diurnos e noturnos (eles chamam cada saída de “game”).

Cada jeep pode acomodar até 8 pessoas, mas isso depende da lotação do lodge. O nosso não passava de 6. Quando você chega, o pessoal do hotel já te fala qual é seu ranger (motorista) e qual é o seu jeep. Você ficará com eles durante toda a sua estadia.

A agenda do dia segue esse roteiro:

– 05:00: seu ranger te acorda, o hotel serve chá/café e alguns biscoitinhos (o café da manhã vem só depois do game) e começa o safári diurno.  Durante o percurso, o ranger para em algum lugar e serve mais chá/café, pra gente poder esticar um pouco as pernas.

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A cara de sono

– 09:00: café da manhã

– 13:00: almoço

– 15:30: chá da tarde

– 16:30: safári noturno. O jeep sempre parava em algum lugar legal pra ver o pôr do sol e eram servidas algumas bebidas (a primeira é cortesia, as outras são pagas à parte). Anoitecendo, o jeep sai de novo, para observar os animais com hábitos noturnos.

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– 20:00: jantar

 – Os Games

Como eu disse, o Kapama tem 13.000 hectares por onde estão espalhados os animais, que vivem absolutamente livres e não são alimentados pelos humanos. É vida selvagem mesmo. Os animais não tem GPS, então, como disse nosso ranger, nós vemos o que a natureza nos dá. Pode ser que em uma saída você veja vários animais, pode ser que não veja nenhum. E é isso que deixa o passeio tão legal!

Os rangers são treinados para reconhecer sinais dos animais e tentar seguir algumas pistas. Um dia, por exemplo, vimos uma carcaça fresca de javali com uma pegada de leão. Com isso, o ranger sabia que o leão tinha passado por ali recentemente e a direção para a qual tinha ido, então saímos em busca dele. É a maior tensão procurando e, a hora que você encontra (se encontra), é a maior felicidade!

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O resto do café da manhã dos leões

Os jeeps também se comunicam por rádio, então, se algum encontra um animal, avisa o outro. Pode ser que um jeep que esteja longe passe o rádio avisando que encontrou um leopardo, por exemplo, que é super raro ver. Aí todos os rangers saem mega rápido em direção àquela região e você vai naquela expectativa de “será que vamos encontrar?”.

Os principais animais, chamados de big five, são: leão, elefante, rinoceronte, búfalo e leopardo. Nós vimos 4, o leopardo ficou faltando.

Os elefantes são bem fáceis de encontrar e não costumam ter muito medo do jeep. No nosso primeiro encontro, nosso jipe ficou rodeado deles, com alguns bebês, coisa mais fofa!!

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Coisa fofa!

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Os bufalos também não são difíceis de ver, porque são muitos e andam em bando.

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Os rinocerontes, apesar de não serem muito sociáveis, vimos bastante.

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A coisa fica difícil quando você quer encontrar os leões. No primeiro dia (o da carcaça de javali), nós sofremos e conseguimos encontrar só uma fêmea, bem escondida atrás das árvores.

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Passamos mais uns dias sem ver nenhum leão e já estava perdendo as esperanças quando encontramos esses filhotes mais lindos do universo. Como estavam sem a mãe, o carro pode chegar bem perto.

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Essa hora é meio tensa, porque a mãe fica muito agressiva para protegê-los. Então, o ranger estava a postos para sair de lá caso ela chegasse.

Já estava mais do que satisfeita tendo visto os bebês, mas, no final daquele dia, ainda demos a sorte de encontrar o rei da selva com sua juba!

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Além desses, muitos outros animais habitam o local.

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Sem contar as paisagens.

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Eu adorei e não conheço uma pessoa que tenha voltado de uma viagem dessas sem vontade de voltar pra fazer outras! Uma vez dividimos o jeep com um inglês que estava na África pela 11ª vez.

– Outras Atividades

Além dos safáris, o hotel oferecia diversas outras atividades.

Nós tínhamos reservado o passeio de balão, mas não conseguimos fazer em nenhum dia, por causa do vento. No final, não fiquei tão chateada porque, como a mata era fechada, não sei se teríamos visto muita coisa lá de cima, além da paisagem.

Em outro dia, fizemos o elephant back safári, que é um passeio nas costas dos elefantes. Todos os elefantes que fazem esse passeio foram resgatados da vida selvagem com algum problema (muitos deles pequeninhos, rejeitados pelas mães … que dó) e não se adaptariam de volta.

Nosso elefante era fêmea e demos a sorte do filhote dela ter nos acompanhado durante todo o percurso. Foi muito gostoso!

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Outro programa bom é fazer uma massagem no SPA, que fica no River Lodge.

Iríamos fazer também uma caminhada na mata, mas o tempo dificultou. Estava ventando todos os dias. Parece não ter relação nenhuma, mas o ranger tem que ficar bem atento a qualquer barulho na mata e o vento pode não deixar ele perceber com clareza se o movimento das plantas é só de ar ou se é de algum animal chegando. Medo!

Essa é uma viagem que indico muito, foi uma das que mais gostei! Eu amei a experiência de safári, é diferente de qualquer outra coisa que já tinha feito. Como todo mundo que volta da África, voltei apaixonada e já planejando uma viagem pro Quênia e pra Tanzânia. Já pra bucket list!

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Roteiro Pela Cidade do Cabo

A Cidade do Cabo é lugar que mais recebe turistas do país. Achei a cidade linda e bem cuidada. Tem muita gente que a compara ao Rio, mas a nossa é mais bonita!

Um bom lugar para ficar é perto da Victoria & Alfred Waterfront, um cais onde há vários restaurantes que você pode ir à noite para jantar. Os hotéis que ficam ali na região da marina costumam ser caros, mas o bom é que dá pra ir à pé, uma vez que não é muito recomendável andar pelas ruas da cidade à noite.

Nós ficamos no Harbour Bridge. Embora seja walking distance da marina, não é tão colado assim. Durante o dia, nós íamos à pé sem problemas. À noite, achamos melhor usar taxi e saia super baratinho.

** há vários hotéis também na região de Camps Bay, parte de praia que tem muitos restaurantes à beira mar. A região é uma graça e uma delícia, mas não é tão centralizada.

Obs. Débora: Dá pra usar o uber também! Funciona super bem e sai super barato.

Para locomoção, nós compramos o passe de dois dias no ônibus de turismo e fazíamos muitos percursos com ele, foi muito tranquilo! O bom é que ele também vai pra parte das vinícolas. Compramos o passe de 2 dias nesse site, com desconto.

Quando o ônibus ia dar uma volta muito grande ou o horário não combinava com o nosso, usávamos taxi.

DIA 1

Chegando no aeroporto, pegamos um taxi pro hotel. Deixamos as malas, tomamos um banho rapidinho e já saímos de novo. Fomos à pé do hotel para a Marina e ficamos por lá passeando pelo shopping, lojinhas, restaurantes e cafés.

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De lá, pegamos um táxi até a região de Camps Bay e fomos conhecer a praia que leva esse nome, com o famoso Morro dos 12 Apóstolos ao Fundo.

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Na avenida da praia, tem vários restaurantes, inclusive o Café Caprice, que fica cheio de gente bonita no final da tarde.

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DIA 2

No dia seguinte, que seria nosso primeiro inteiro, pegamos um passeio pela península, que incluía o Cabo da Boa Esperança. Hoje em dia, me arrependo muito. Gostaria de ter alugado um carro e feito o mesmo percurso sem ficar presa a horários. Mas tudo bem.

Fechamos com a African Eagle (indicação de uma amiga que já tinha usado) e escolhemos o Cape Peninsula Full Day.

O tour dirige pela Chapmans Peak Drive até o Cabo da Boa Esperança, parando em alguns pontos. A Chapman’s Peak é uma estrada costeira com vistas panorâmicas lindas!

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A primeira parada é Houte Bay (só pra foto). Nós só vimos a praia de cima da estrada e o tempo não ajudou muito na paisagem. Nessa região, é possível pegar um barco para a Seal Island (Ilha das Focas). Nós fizemos pra não ficar sem fazer nada esperando o resto da galera. Ver as focas é bonitinho e tal, mas eu não achei nada imperdível. Se não estivesse no tour, não teria feito.

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A segunda parada vale a pena. É na Boulder Beach, cheia de pinguins! Não pode descer pra areia pra não atrapalhar os animais, mas passamos pertinho deles por umas esteiras de madeira.

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Depois dos pinguins, chega o ponto alto da viagem: o Cabo da Boa Esperança! Ao contrário do que muitos pensam, o Cabo da Boa Esperança não é o ponto mais ao sul do continente africano, nem a junção dos Oceanos Índicos e Atlântico. Tudo isso está no Cabo das Agulhas, mais a leste. O Cabo da Boa Esperança ganhou fama porque, antigamente, pelo mar agitado, era muito difícil de contornar. Tanto é que sua denominação original era Cabo das Tormentas. Após ser contornado por Bartolomeu Dias pela primeira vez, o Rei João II mudou seu nome para Cabo da Boa Esperança, porque aquele fato lhe propiciaria o descobrimento das Índias.

Descendo do carro, já da pra ver a placa do Cabo da Boa Esperança e as ondas batendo no mar aquele dia mostraram um pouquinho da dificuldade que os portugueses deviam ter para contornar aquela pontinha.

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Um pouco atrás do Cabo da Boa Esperança, está o Cape Point. Vale a pena fazer a trilhinha porque, chegando nele, dá pra ver o Cabo da Boa Esperança de longe. O mar ali embaixo também é lindo, bem verde!

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Na volta, o passeio ainda parou no Jardim Botânico Kirstenbosch, dedicado às espécies nativas da África do Sul. Confesso que não sou a maior fã de jardins botânicos e geralmente pulo essa parte do roteiro, mas esse fica num lugar muito lindo! Quando a gente entrou, parecia a ilha do Jurassic Park heheh. O ônibus de turismo também passa por lá, vale a pena dar uma paradinha!

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Na volta, ficamos pela região da marina e escolhemos um cafezinho qualquer para jantar.

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DIA 3

A partir desse dia, usamos o ônibus de turismo pra nos locomover. O ônibus tinha um ponto quase em frente ao nosso hotel, então era muito conveniente pra gente.

Começamos nosso dia na Table Mountain, cartão postal da cidade. O dia não estava muito bonito, mas a previsão era de sol, então subimos achando que ia melhorar. Dá pra subir fazendo à pé fazendo trilha ou de bondinho. Nós subimos de bondinho.

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Chegando lá, estava um mega neblina e um frio absurdo! Não dava pra ver nada lá embaixo, o que me deixou bem decepcionada! O ponto bom é que nós estávamos literalmente no meio das nuvens e foi uma experiência legal por esse lado.

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Se você pegar um dia limpo, dá pra ir andando por cima da montanha e vendo a cidade de vários ângulos. A Karine pode compartilhar umas fotos mais animadoras!

Aliás, não é incomum ter uma nuvem em cima de Table Moutain, como se fosse a “toalha da mesa”, como é chamada.

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Dica da Karine: quando nós fomos, demos sorte e o dia estava bem limpo. O topo da montanha é um parque enorme, dá pra passar um tempão andando pelas trilhas de lá. De todos os ângulos é possível avistar paisagens lindíssimas. Como venta muito, as nuvens podem encobrir o topo a qualquer momento, formando, como a Ma já disse, a “toalha da mesa”

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** compramos nossos tickets da Table Mountain, da Robben Island e da Groot Constantia online nesse site.

** o bondinho fecha quando está ventando muito, então não é aconselhável deixar para o seu último dia de visita

Voltando pro chão, pegamos nosso ônibus para o Centro da cidade e fomos conhecer a região à pé. Essa foi a região que achei mais degradada, mas tem coisas bem interessantes, que valem a pena visitar. Não me senti insegura, só tomei cuidado como tomo normalmente no centro de São Paulo, onde trabalho.

No bairro, está a Greenmarket Square, uma praça onde fica uma feira de artesanato muito legal! Mesmo que não vá comprar nada, vale a pena passar por lá pra conhecer.

Numa paralela da praça, fica a St. Georges Mall Street, uma rua de pedestres com alguns dançarinos e músicos de rua.

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Na outra paralela, está a Long Street, com vários edifícios em estilo vitoriano que remetem à época da colonização do país.

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Pra quem se interessar por flores, na Adderley Street fica uma feira cheia de espécies sul africanas. Passamos sem querer e deu vontade de comprar várias.

Ainda no centro, fica o bonito prédio da Prefeitura e Iziki Castle of Good Hope. Não paramos em nenhum dos dois, só vimos do ônibus de turismo. Apesar do nome castle, esse último prédio na verdade era uma espécie de forte, que hoje em dia abriga um museu com acervo militar.

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Colado no centro, fica o bairro Gardens, um bairro super arborizado, onde ficava uma antiga horta utilizada para abastecer os navios que cruzavam o Cabo da Boa Esperança. O bairro não tem muita coisa, o mais gostoso é andar pela Government Avenue, que mais parece um parque.

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No bairro, também ficam alguns edifícios antigos, como a St. Geoge`s Cathedral, o Parlamento e o Planetário.

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** Se estiver no ônibus turístico, aproveite a linha azul (península) para fazer uma volta pelas praias. Como a cidade é bem espalhada, pegar o ônibus é uma boa opção pra ver tudo e a narração tem várias explicações. Depois, você pode voltar sozinho pros lugares que mais gostou. 

Obs Débora: Pertinho do centro, tem um bairro malaio super charmoso e colorido chamado Bo Kaap. Se estiver com o ônibus turístico, vale a pena descer na parada indicada para dar uma volta por lá. Cada casa é pintada de um cor diferente!

No final da tarde, pegamos o ônibus turístico noturno até a montanha de Signal Hill, onde acontece um famoso pôr do sol.

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Nessa noite, fomos jantar no África Café, um restaurante esquema mega turistão, mas super famoso na Cidade do Cabo. O preço é fixo e são servidos pratos de várias partes da África. Apesar de ser voltado para turistas (rola até uma dancinha no meio do jantar rs!), achei a experiência legal e a comida boa!

DSC02282 (800x451) Se quiser desencanar do caricato e ir a um restaurante contemporâneo, a cidade é sede do Test Kitchen, eleito um dos melhores restaurantes do mundo.

Dia 4

Nesse dia, fomos até a Marina para pegar um passeio para a Roben Island, ilha onde ficava o presídio que abrigou Mandela por 18 anos.

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** nosso passeio inicial era no DIA 2, mas não houve saída de barcos nem no DIA 2, nem no DIA 3. É muito comum os barcos serem cancelados. Se fizer questão de ir, recomendo não deixar para o último dia.

O barco parte da Marina e durante o percurso dá pra ter uma vista bem bonita da Table Mountain, mas prepare-se para o vento!

Chegando na ilha, um ônibus vem te buscar e você tem que, necessariamente, fazer o tour com eles. Os guias que fazem o percurso são ex-prisioneiros do local. Achei esse fato muito legal, mas o nosso guia falava muito baixinho num inglês super difícil de entender, tivemos que nos esforçar pra conseguir ouvir tudo.

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Nós começamos o roteiro pelos prédios do presídio, passando pelas celas dos prisioneiros (incluindo a do Mandela), pelo pátio e por outras partes comuns. O guia vai contando várias histórias muito interessantes!

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Saindo dos prédios, passamos por outros lugares com o ônibus e descemos na pedreira onde os prisioneiros trabalhavam. Dessa parte, dá pra ver a Table Mountain de longe.

Entramos no ônibus de novo para voltar para o píer e embarcar. Chegando lá, o barco que tinha nos levado quebrou e demos a sorte de fazer o trajeto de volta no barco DIAS, o mesmo barco de levou Mandela à Cidade do Cabo quando ele foi liberado da prisão!

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À tarde, pegamos o ônibus turístico que faz o tour pelas vinícolas e, como só tínhamos uma tarde, fomos direto para a Groot Constantia, a mais antiga da África do Sul.

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A vinícola é bem bonita, com bastante área verde e dá pra fazer um tour pelas parreiras. Nós fizemos o tour por dentro da produção e uma degustação de vinhos.

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O melhor de todos é um vinho de sobremesa, um dos mais famosos do mundo. No ônibus turístico, eles dão a informação que até Napoleão era fã desse vinho. Trouxemos alguns pra casa e eles acabaram rapidinho!

Obs Karine: o vinho super famoso chama-se Vin de Constance, é um vinho doce de sobremesa, uma delícia.

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A vinícola também tem um restaurante bem gostoso e aproveitamos para almoçar por lá.

Obs Karine:  Na região de Constantia não deixe de conhecer o restaurante La Colombe, que serve uma comida francesa deliciosa em um ambiente maravilhoso. É considerado o melhor restaurante da África do Sul e um dos melhores do mundo.

** As demais vinícolas do ônibus de turismo oferecem só degustação e loja de vinhos, a Groot Constantia é a mais legal. As vinícolas mais famosas da África do Sul não ficam na Cidade do Cabo, mas em Stellenbosh e Franschhoek, que são cidadezinhas lá perto. Dedicar alguns dias para as vinícolas é um passeio bem comum pra quem gosta de vinhos. A Ka vai fazer um post específico sobre elas – AQUI

** Outro passeio muito comum pra quem está na Cidade do Cabo é Garden Route. A Flávia, minha amiga que já contribuiu com várias dicas pro blog, vai fazer um post específico também.  

À noite, fomos jantar no V & A Waterfront. Segui a dica da Flávia (ela contribui mesmo rs) e comemos no Karibu, um restaurante de comida africana, mas não caricato como o Africa Café. Experimentei um fillet com molho de Amarula que estava uma delícia!!

Pra terminar o roteiro, acho que um dos passeios mais famosos na Cidade do Cabo é mergulhar com os tubarões brancos. Eu confesso que amarelei, mas a Ká é corajosa e conta como foi hehhe. O post está aqui.

Joanesburgo (e um oi de Pretória)

Antes de ir, tinha lido em mil lugares e escutado de várias pessoas que Joanesburgo é uma cidade muito perigosa. Então, ficamos meio receosos e decidimos pegar um hotel no Emperors Palace, um complexo com casino, lojas e muitas opções de restaurantes para jantar à noite. Nós tínhamos reservado o Mondior, mas chegando lá recebemos um upgrade pra o D’oreale Grande, um 5 estrelas muito bom.

O complexo fica pertinho do aeroporto e oferece um serviço de shuttle regular para lá.

** outra opção de área que pesquisei é a região de Sandton, que tem vários hotéis além de um shopping bem grande, o Sandton City.

Durante o período que ficamos na cidade, acabei percebendo que, tomando as devidas precauções, não é uma coisa tão absurda e as referências tendem a ser um pouco exageradas. Acho que é uma coisa tipo Rio ou São Paulo (um pouco pior), que você tem que saber em que regiões pode andar. Também jantamos todos os dias no complexo do hotel pra não dar bobeira por aí à noite.

DIA 1

No dia que chegamos, desencanamos de fazer qualquer coisa e, aproveitando nosso upgrade, só ficamos na piscina do hotel o no casino rs!

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A área dos restaurantes é bem grande e com esse teto imitação de Las Vegas

DIA 2

No dia seguinte, pegamos um tour pelo Soweto. Durante o apartheid, foram criadas diversas townships, áreas dedicadas à moradia de negros. O Soweto (abreviação de South West Township) é a mais famosa delas, em decorrência do Levante do Soweto, que foi manchete em vários jornais pelo mundo. Foi um protesto de mais de 10.000 estudantes contra a imposição do Afrikaans como língua primária nas escolas. A polícia abriu fogo contra os estudantes e tal fato abriu os olhos do mundo contra o apartheid, gerando diversas sanções econômicas.

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Achei o passeio muito legal, com muitos lugares e informações históricas.

Nossa primeira parada foi um mercado a céu aberto, com lojas e barracas vendendo todo tipo de coisas.

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De lá, seguimos para o memorial construído em memória de Hector Pieterson, morto durante o Levante do Soweto, eternizado nessa foto.

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No local, há um museu sobre o evento e demais resistências ocorridas no bairro, muito interessante. Adorei visitar.

Outro local famoso é a antiga casa de Nelson Mandela, que hoje foi transformada num museu.

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Nosso motorista/guia era de lá e sabia bastante coisa sobre o lugar. Nós conversamos muito com ele e perguntei tanto sobre como era morar lá durante o apartheid e como era morar agora, que, no final, ele acabou levando a gente até a casa dele, para conhecermos como era por dentro uma das casas construídas pelo governo no Apartheid.

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No caminho para lá, ainda passamos pelo Soccer City e o motorista parou para que déssemos uma olhada de longe ..

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Ao invés de voltar para o hotel, pedimos para o guia nos deixar no Museu do Apartheid. O museu já começa com uma idéia simbólica de como era a segregação. No seu ticket, pode vir tanto a inscrição white como non-white. Dependendo da sua “classificação”, você pega uma entrada específica.

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O conteúdo do museu é muito bacana. Embora tenha diversos objetos da época, o principal mesmo são as fotos do cotidiano, notícias de jornal e os vídeos realizados durante o regime e na luta contra ele. Como não podia deixar de ser, é uma visita que você termina triste, principalmente considerando que esse preconceito ainda não foi completamente extinto.

DIA 3

No nosso roteiro original, ficaríamos esse um dia e meio em Joanesburgo e mais tempo na Cidade do Cabo. Como já falei, precisamos mudar todo o roteiro e decorrência da disponibilidade do Kapama, então ficamos mais tempo do que o planejado em Joanesburgo.

Pesquisando sobre o que poderíamos fazer nesse dia, achei o Lion Park, que é uma espécie de Simba Safari (em escala muito maior). Pode até ser uma boa opção pra quem não vai fazer safári, mas, pra nós que já tínhamos feito, é tudo muito zoológico.

O que me convenceu a ir pra lá é que, além da parte “safári”, eles têm uma parte de zoológico mesmo e entre os animais estão filhotinhos de leões. Como eles estão mais acostumados com pessoas, dá pra entrar na “jaula” deles pra brincar.

Quando li isso e vi algumas fotos, fiquei enlouquecida! Era a hora de matar a vontade que passei de esmagar aqueles filhotes fofos que vimos no Kapama. Lá fomos nós. Logo de manhã, eles ainda estavam meio dorminhocos, então não brincamos tanto assim (tirando que, na primeira vez, dá um certo medinho hehehe).

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Mas não me conformei e, no final da visita, resolvemos entrar de novo. Dessa vez eles estavam mais acordados e nós com menos medo. Já chegamos apertando. Fala se não é uma fofurice total?!

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**nem sonhar em fazer isso com os filhotinhos selvagens no safári, hein?

Aproveitando a parte da manhã que os animais estão mais calmos, conseguimos entrar na jaula dos adolescentes, mas não rolou muita interação porque eles estavam capotados. Na dos adolescentes, precisamos entrar com uma mulher do parque, porque eles já são relativamente grandes.

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Também tomamos coragem pra entrar na jaula de uma cheetah, que a mulher jurou que era boazinha, desde que nos limitássemos a passar a mão só na cabeça dela e não encostar no corpo.

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Quem me conhece sabe como eu amo animais. Nas minhas fotos de viagem, sempre tem um cachorro de rua que virou meu amigo, uma gatinha fofa da pousada, algum passarinho que eu achei por aí e até o macaco de bali que resolveu atacar de cabelereiro e me fazer um penteado. Então, só essa interação com os animais já me fez amar esse passeio (embora uma parte de mim tenha muito dó de eles estarem ali presos). O resto, não gostei muito ….

Além de entrar nas jaulas, ainda fomos ver a alimentação dos leões. Os carros formam um círculo em volta de uma parte de grama, chega um caminhão carregando um búfalo/boi inteiro e solta lá. Os leões, a hora que enxergam o caminhão, já vão atrás dele. É legal ver eles se alimentando, o macho alfa empurrando os outros porque ele escolhe as partes que vai comer e tal. O problema é que é muito de longe. Se soubesse, teria levado um binóculo.

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Também fomos conhecer uma caverna bem bonita, mas que realmente não lembro o nome. Se você se interessa muito por cavernas, vale a pena ir. Se não, deixaria passar …

Pelo o que percebi, paga-se a entrada do parque e algumas atrações são pagas à parte. Como nós pegamos no hotel um passeio pra lá, todas as entradas já estavam incluídas.

DIA 4

No caminho para o Lion Park, vimos que a estrada era tranquila e era a mesma que ia a Pretoria, capital da África do Sul. Então, no dia seguinte, como estávamos sem fazer nada, decidimos alugar um carro e ir conhecer a cidade.

Como fomos de última hora, não fizemos um mega roteiro detalhado. Olhei meu guia da África do Sul na hora e fomos colocando os endereços no GPS.

Nossa primeira parada foi a Church Square, onde fica o Raadsaal (parlamento da República do Boêres). Os bôeres eram colonos de origem holandesa e francesa que, após a 1ª Guerra dos Bôeres, garantiram a independência de sua República em relação à Inglaterra. Essa independência só durou até a 2ª Guerra dos Bôeres, que levou à criação da União Sul-Africana. Também na praça, fica o Palácio da Justiça e uma estátua de Paul Kruguer, antigo presidente daquela república.

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Holanda, é você?

Andando pelas ruas da cidade, é comum se deparar com isso.

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Passamos por alguns outros lugares, mas o que mais gostei mesmo foi Union Buildings, contruído para abrigar escritórios da União Sul-Africana. O prédio não é aberto ao público, mas o parque onde está construído sim e a construção é bem bonita.

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Voltando a Joanesburgo, ainda fomos conhecer o Sandton City, um shopping com prédios de escritórios que é legalzinho, mas nada de turístico. Como disse no começo do post, essa também é uma área boa para se hospedar na cidade.

Obs Débora: do lado do Sandton City, fica a Nelson Mandela Square, onde há várias opções gostosas de restaurantes.

Quando fui para Joanesburgo, pegamos o ônibus turístico de dois andares (aquele da mesma empresa que de Cape Town, “hop on, hop off”) e achei ótimo para conhecer a cidade. Passa em diversos pontos turísticos interessantes e ainda é possível combinar com o tour ao Soweto – muito bem organizado e mais barato do que os tours tradicionais.

Um dos lugares que não podem faltar no roteiro é uma visita à Constitution Hill – local que abriga a atual Corte Constitucional do país (é possível visitar a principal sala do Tribunal) e o Complexo Old Fort Prison, prisão pela qual importantes líderes políticos passaram, como Gandhi e Mandela. Conseguimos fazer um tour guiado gratuito e achei muito interessante! Ao lado do Museu do Apartheid e do Soweto, é excelente para entender um pouco da história do país.

E essa foi nossa passagem pela África do Sul! Vai ficar pra sempre no ranking das melhores!