Aproveitando a Conexão em Doha

Com os vôos da Qatar Airways ligando o Brasil a diversos países da Ásia e fazendo conexões em Doha, muita gente aproveita para passar pelo menos um diazinho na cidade e ver o que há de bom por lá.

Eu cheguei em Doha por volta de meio dia. Fiz imigração, fui para o hotel com calma deixar as malas e por volta das 16:00 saí para ir conhecer o MIA – Museum of Islamic Arts, a atração turística mais famosa de Doha.

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MIA

O MIA fica no final da Corniche, a avenida a beira mar da cidade. No final da tarde o calor dá uma trégua e ela fica cheia de gente, principalmente nas sextas e nos sábados. Vale a pena dar uma caminhada por ela antes de entrar no museu. Continue reading

Um Dia em Abu Dhabi

Embora Dubai seja a cidade mais conhecida, é Abu Dhabi a capital dos Emirados Árabes Unidos. Na mesma onda de sua vizinha, vem atraindo muitos turistas com suas construções modernas e atrações pensadas para visitantes.

A grande maioria das pessoas opta por conhecer a cidade em um bate-e-volta de Dubai. A viagem é de 150km e dura aproximadamente 1:30h. Nós fizemos assim e deu tempo de conhecer quase tudo.

Se não quiser fazer numa excursão partindo de Dubai, a melhor forma é alugando um carro. A estrada é ótima, mas é necessária uma carteira internacional de habilitação e um GPS é bem aconselhável.

Outra opção é ir de táxi. Pelo o que me informei, o preço de cada trecho de ponta deve ficar em torno de uns USD60, mais os valores dos táxis que você pegará para se deslocar por lá (como Dubai, Abu Dhabi não é uma cidade para ser percorrida à pé).

Pensando em um roteiro otimizado para quem vem de carro, a primeira atração seria a Sheik Zayed Grand Mosque, símbolo da cidade. Se nossa visita tivesse terminado aqui, eu já estaria feliz. A mesquita é linda, inteira em mármore branco, com 82 cúpulas.

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Para entrar, os homens devem estar com joelhos e ombros cobertos, mas caso necessitem, é possível pegar uma túnica branca. Para as mulheres, é fornecida uma abaya sem custo. Como em todas as mesquitas, precisa tirar os sapatos para entrar.

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Devidamente trajada e recebendo ajuda com a amarração do véu.

Como várias coisas por lá, a mesquita ostenta um superlativo: o chão do interior é revestido pelo maior tapete persa do mundo, de quase 6 mil m2.

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Não deixe também de dar uma passadinha no pátio interno. É lindo, inteiro branco, com desenhos de mármore colorido no chão.

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* Eu comecei meu tour pela mesquita, porque sou ansiosa. A atração mais perto de Dubai é a Yas Island, mas, como o trajeto é um semicírculo, a única diferença é que você irá ou iniciá-lo mais perto da chegada, ou terminá-lo mais perto da saída. Recomendo a inversão do meu roteiro caso vá a Abu Dhabi na sexta, uma vez que o interior da mesquita fica fechado no período da manhã desse dia e só reabre às 16:30h.

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Saindo da mesquita, seguimos para a Corniche Road, avenida litorânea onde estão os maiores edifícios da cidade. Há também parques e praias se quiser aproveitar os espaços públicos. A avenida é super frequentada por moradores.

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Logo no início, está o Emirates Palace, um hotel 7 estrelas, considerado o mais luxuoso do mundo. Para ter uma idéia, são mais de 1000 lustres em cristais Swarovki, cúpulas de mármore e mais de 100 elevadores. É onde se hospedam os reis dos Emirados, em uma ala separada. Se quiser entrar para conhecê-lo, é recomendável fazer reserva em seus restaurantes ou cafés. Uma opção é o bar Le Café, que exige um gasto mínimo de 100 AEDs.

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Se preferir render-se às compras, na avenida há também há o Abu Dhabi Marina Mall. O shopping não tem a mesma grandeza dos de Dubai e o pit stop não é imperdível.

* Entre o hotel e o shopping, fica a Heritage Villa, algumas tendas que simulam como era a vida dos beduínos. Nós perdemos pouquíssimo tempo. Entramos só para matar a curiosidade, mas não é nada demais. 

Continuando reto pela avenida e passando a ponte, chega-se à Saadiyat Island, que está sendo construída para ser o centro cultural da cidade. Ali, serão inauguradas filiais dos museus Louvre e Guggenhein. Quando nós fomos, não havia muita coisa, apenas maquetes dos projetos e apresentações de como seria o centro. Como isso foi em 2011 e a cidade cresce rápido, vale a pena dar uma pesquisada no que há para fazer por lá atualmente. Se for o mesmo, não sei se vale tanto a pena.

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Para terminar sua visita, a Yas Island é a ilha artificial onde estão a pista de corrida de Fórmula 1 da cidade e o Ferrari World.

A pista de corrida de Fórmula 1 fica no Yas Marina Circuit, com 5,5 kms de extensão. A melhor forma de conhecê-la é por meio do The Yas Hotel, que passa por cima dela. É possível entrar no hotel e ir a um bar que fica à beira da pista. Se estiver com sorte, pode pegar alguma corrida ou treino, porque o circuito também é utilizado para outras modalidades.

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O Ferrari World é um parque de diversões com atrações inspiradas na marca. Ali está a Formula Rossa, montanha-russa mais rápida do mundo, que chega a 240 km/h. Vale para os apaixonados por carros pelo fato de, além dos brinquedos, oferecer várias atividades ligadas à Ferrari, como carros de vários modelos espalhados pelo parque, simuladores para direção de uma Ferrari ou de um carro de Fórmula 1, simulador de pit-stop, etc. Nós pulamos essa atração, mas, depois da mesquita, é a mais visitada pelos turistas na cidade.

Saindo da Yas Island, você já estará pertinho da estrada que te levará de volta a Dubai!

Dubai: Dicas Práticas e o Que Conhecer

A região de Dubai sempre foi uma importante área comercial mas, até 1930/1940, a maioria das residências eram em forma de tendas beduínas. Em 1950, a cidade começou a ter mais construções, década em que também recebeu energia elétrica. Mas, apenas após a descoberta do petróleo, em 1966,  a cidade viu sua população crescer mais de 300%.

A evolução relativamente tardia foi substituída pelo desenvolvimento rápido. Hoje em dia, Dubai é uma cidade de superlativos, moderna e globalizada, embora a população ainda conserve hábitos tradicionais muçulmanos.

As mulheres, por exemplo, devem observar o hijab (no islã, vestuário que permite privacidade). Há várias formas de hijab, como a burca, a abaya e o xador. Embora aqui no Brasil nós tenhamos o costume de chamar de burca toda e qualquer vestimenta preta usada pelas mulheres árabes, o termo refere-se ao pano que cobre o corpo todo, até os olhos e o rosto. Nos Emirados Árabes, a burca não é obrigatória e a maioria das mulheres usa abaya, uma veste preta que deixa à mostra o rosto, as mãos e os pés. Vimos pouquíssimas mulheres usando burcas.

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Eu sendo vestida como uma Abaya em Abu Dhabi

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Detalhe para a máquina de sacar ouro! Gold to go.

O turismo na cidade vem crescendo rapidamente, principalmente pelo aeroporto de Dubai ter se consolidado como um importante hub para vôos que levam a diversos países do Oriente Médio e da Ásia. É uma ótima opção para casar com alguma viagem para aqueles lados.

Voo. A Emirates oferece voos diretos SP-Dubai. Nós já usamos várias vezes e a qualidade é muito boa. Outra opção é a Etihad, que faz voos diretos para Abu Dhabi.

Visto. Brasileiros precisam de visto para Dubai. Se o destino for uma conexão para outro país e sua visita for durar até 96 horas, o visto de trânsito pode ser solicitado no próprio aeroporto. Você só precisa de uma passagem de saída e do comprovante de reserva do seu hotel. Se estiver no Terminal 1 (outras cias aéreas), o visto é tirado na Arabian Adventures. Se estiver no Terminal 3 (da Emirates), há um balcão próprio para “Hotel & Visas for Dubai”.

Se for ficar mais de 96 horas, precisará tirar o visto de turismo. Se for chegar a Dubai com a Emirates, o visto pode ser solicitado online junto à cia aéra. Mais informações aqui.

Hospedagem. Em Dubai, há algumas regiões para hospedagem, a depender do seu objetivo. Se quiser relaxar nas praias, as melhores opções são Jumeirah ou a ilha The Palms.

Eu prefiro Jumeirah, pois fica mais perto dos shoppings e dos demais pontos turísticos. São vários hotéis na região, sendo  o mais famoso deles – e símbolo de Dubai – o Burj El Arab. Do mesmo grupo (Jumeirah), ainda há o Jumeirah Beach Hotel e o complexo de hotéis Madinat.

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Já me hospedei em 2011 no Madinat, que adorei! O lugar é um complexo de 2 hotéis (Mina A’Salam e Al Qsar), além de casas e vilas (Dar Al Masyaf e Malakiya Villa), todo interligado por um lago artificial, com arquitetura árabe e vizinho do Burj Al Arab. Vou falar mais para frente dele, pois acho que vale a pena conhecer mesmo se não for se hospedar por lá.

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A praia na frente é privada para hospedes. O café da manhã (delicioso) do Mina A’Salam era na beira do lago, com vista para a praia.

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Praia com serviço excelente

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Vista do café da manhã

A ilha The Palms é um pouco mais afastada, mas também cheia de opções de hotéis. O mais famoso é o Atlantis, que também tem um parque aquático e uma série de atividades ligadas à água.

Se não ligar de ficar em completo isolamento e quiser uma experiência diferente, Dubai também tem hotéis no meio do deserto. Da segunda vez que fui à cidade, pegamos uma diária em um deles para ter a experiência. Achei legal, mas mais um dia ali teria me deixado bem entediada. Fiquei no Banyan Tree Al Wadi. Cada quarto é uma vila separada, com arquitetura e decoração bem típicas árabe. Todos têm sua própria piscina. O hotel oferece diversas atividades (quase todas pagas à parte), como passeios a camelo, safáris nas dunas, etc.

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Outro no mesmo esquema é o Al Maha.

Se sua opção for compras, o melhor é ficar na região do Dubai Mall, onde também há um “parque” com um lago artificial e vários restaurantes. É ali que está o Burj Khalifa, prédio mais alto do mundo. Em um dos seus andares, fica o Armani Hotel.

*Obs Débora: para quem quiser uma opção bem mais econômica: eu fiquei hospedada no Ibis Al Rigga, em Deira. O bairro nao tem nada de luxuoso, pelo contrário: é bem popular, mas é cheio de restaurantes e fast foods abertos até de madrugada. Além do bom custo benefício, o hotel fica bem perto do metrô – e a apenas três estações do aeroporto.  

Roupas. Eu acabei usando sempre calça e camisetas que cobriam o ombro. Se for entrar em qualquer mesquita, os ombros e joelhos devem estar cobertos – para homens e mulheres. Em lugares mais tradicionais, também é de bom tom cobri-los. No hotel é tranquilo, pode usar as roupas que quiser, inclusive biquíni na praia particular. Se for para a praia pública, não é muito aconselhável usar roupas de banho. Nos shoppings, também tive a impressão de ser mais tranquilo, vi muitas estrangeiras de shorts, mas o ar-condicionado é tão forte que não será problema usar calça e você vai se arrepender se não levar uma blusinha rs!

Locomoção. Em Dubai, é complicado andar à pé. As distâncias são longas e o calor é muito intenso. Nós fizemos tudo de táxi. A a cidade tem metrô, mas não posso dar dicas porque não usamos.

* Obs Débora: como meu hotel era bem perto do metrô, fui e voltei do aeroporto por meio dele. Também voltei do Dubai Mall de metrô, já que há a Estação Burj Khalifa sai praticamente de dentro do shopping. Apenas não o usei mais (apesar de ter estações em quase todos os principais pontos turísticos), porque optei por utilizar aqueles ônibus turístico “hop on hop off” para conhecer a cidade no único dia inteiro que passei por lá.

O que conhecer. Para dar uma noção de localização, segue um mapinha amador construído sobre o gmaps.

Mapa

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Burj Khalifa. O Burj Khalifa é o prédio mais alto do mundo, com 828 metros. No site, há uma comparação com outros prédios famosos. Há um deck de observação no topo e vale muito a pena subir. É uma altura tão grande que parece que a cidade lá embaixo é uma maquete! Para chegar é bem rapidinho, o elevador sobe a 10 metros por segundo. Pode haver filas na bilheteria, então sugiro comprar seu ticket online (aqui).

* é melhor comprar o ticket pela internet não apenas em razão das filas, mas para economizar mais de 50 doláres! O horário do pôr do sol (por volta das 17h) é o mais concorrido.

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Vista de cima do deck

No andar 122 (o deck de observação é no 124), há um restaurante, o Atmosphere. Se quiser jantar, vale a pena reservar. Da segunda vez que fomos a Dubai, tentamos ir sem reserva e não conseguimos.

Na frente do prédio, fica um lago artificial super grande. À noite, de hora em hora, acontece um show de águas de deixar o Bellagio de Las Vegas no chinelo. Você não vai se arrepender de ter ficado para assistir, mas pegar um lugar na beirinha do lago pode ser concorrido.

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Dubai Mall. O shopping é gigantesco, prepare as pernas! Para ter uma ideia, há lojas de departamento inteiras lá dentro, incluindo uma Galeria Lafayette e uma Bloomingdales. Você encontrará lojas de várias nacionalidades, de fast fashion a alta costura.

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Além disso, o shopping tem muitas opções para comer, várias filiais de restaurantes famosos ao redor do mundo, como Magnolia Bakery, Entrecote Paris, Cheescake Factory, Eataly, Petrossian e por aí vai.

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Red Velvet na Magnolia

No Dubai Mall, ainda há uma pista de patinação no gelo e o Dubai Aquaruim, que pode ser visto de fora. Se quiser, você ainda pode comprar um ticket para passar por dentro do túnel que construíram no meio dele. Também é possível mergulhar no aquário, com ou sem cilindro. As atividades estão aqui.

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** O Burj Kalifa e o Dubai Mall são vizinhos. No mesmo dia, dá para conhecer o prédio, o shopping e aproveitar para ficar por lá à noite, para ver o show de águas.  

Mall of the Emirates. O Mall of the Emirates é outro shopping enorme. Embora não tenha tantas lojas e restaurantes bacanas como o Dubai Mall, ele oferece uma pista de ski indoor. Vou falar que fui só pela curiosidade de conferir, mas ela é pequena, não tem tanta graça assim.

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The Palms. A maioria das atrações turísticas da ilha ficam por conta das atividades aquáticas do hotel Atlantis. É possível nadar com golfinhos e focas, mergulhar, curtir um parque aquático, etc. Mais informações estão aqui.

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Atlantis

Al Fahidi District.  Na região, foram preservadas diversas casas de arquitetura árabe, com seus pátios internos e suas torres de vento, principalmente em Al Bastakia. Hoje em dia, essas casas são museus e lojas.

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Ali fica também o Dubai Museum, construído em um antigo forte. O museu não tem muita coisa, são cenários e esculturas mostrando como era vida da população.

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Old Deira. Da região de Al Fahidi, é possível pegar um Abra ou Down (barcos tradicionais árabes), para atravessar a Dubai Creek. No outro lado, está a região de Deira.

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Embarcação típica

Andando por perto da água, há mais construções típicas.

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Também em Deira, estão o Mercado de Especiarias e o Mercado do Ouro. O mercado do ouro é formado por diversas lojas de jóias, uma ao lado da outra, em uma espécie de calçadão coberto. O tamanho das jóias expostas impressiona bastante!

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O mercado de especiarias é cheio de barraquinhas abertas, também cobertas com um teto comum.

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*Em toda essa parte “histórica”, eu esperava uma coisa super autentica árabe, mas me decepcionei um pouco, achei tudo meio turístico. 

Como Al Fahidi District e Deira são perto um do outro, vale a pena juntá-los em um só dia. Se não quiser fazer sozinho, o Sheikh Mohammed Centre for Cultural Understanding (SMCCU) oferece diversos passeios guiados pelos distritos históricos e mercados. Alguns tours incluem também refeições culturais, onde são servidas comidas árabes e os guias explicam diversos aspectos da cultura e da religião. Aliás, esse é o intuito do centro, divulgar a cultura e os costumes da população local, com o lema “Open doors. Open minds“. Se tivesse tido mais tempo, teria dado uma passada para conferir, li que eles abordam aspectos interessantes.

Burj Al Arab. Se você não está hospedado no Burj Al Arab, mas quer conhecer o hotel que virou o símbolo da cidade, a única forma é reservando um almoço ou jantar em um dos seus restaurantes. O hotel só permite a entrada de hóspedes e pessoas com reserva.

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Nós fomos ao Al Mahara. Para chegar no famoso restaurante, você pega um elevador que simula um submarino, como se estivesse descendo para o fundo do mar. Chegando lá, o aquário do chão ao teto que ocupa quase o restaurante todo garante a continuidade da experiência. Não é barato, mas o ambiente é bem legal e a comida estava excelente. A única chatice é que eles exigiam paletó para homens.

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Se não quiser gastar, outra opção é o Skyview Bar, que fica no topo do hotel e, pelas fotos do site, pareceu ter vistas bem bonitas.

Complexo Madinat. Se não tiver hospedado em algum dos hotéis do complexo Madinat Jumeirah, vale a pena dar uma passadinha lá para conhecer. Como eu disse na hospedagem, todos os prédios foram construídos em arquitetura típica árabe e são interligados por um lago. Para se locomover no complexo, há barquinhos típicos de Dubai (abras), que fazem o transporte pela água. Além de muitos restaurantes, o lugar tem uma imitação de um mercado típico, com algumas lojas.

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Desert Safari. É um dos passeio mais populares em Dubai. Fizemos com a Arabian Adventures, empresa de turismo do próprio Sheik. Apesar de chamar safári, a atividade mais se aproxima de um rali. São carros 4×4 que te buscam no seu hotel e fazem um passeio pelas dunas, que fica bem emocionante em algumas horas. No final do dia, os carros param para ver o pôr-do-sol.

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Se quiser, dá para incluir um jantar num acampamento beduíno. Nós fizemos e, apesar de ser super turistão, eu gostei! O acampamento é montado no meio do deserto, com tendas e tapetes. De lá, é possível dar uma volta de camelo. Há café árabe, narguiles e é servido um jantar, com uma comida bem gostosa. Para as mulheres, há uma tenda onde é possível fazer aquele desenho típico de hena nas mãos. Após o jantar, há uma apresentação de dança do ventre. O passeio começa umas três da tarde e volta para o hotel já à noite.

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Há outra opção que sai de manhã. Aqui.

Passeio de Balão. Quando fomos, em 2011, essa atividade não era feita em Dubai. Se eu voltar para lá um dia, está no topo das minhas pendências! A empresa que faz o passeio é a Balloon Adventures e no site tem mais informações.

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Foto de divulgação tirada do site

Pular de Paraquedas. Outra atração relativamente nova da cidade. O salto acontece em cima da ilha The Palms e maiores informações você encontra aqui. Se você é corajoso, o Skydive é o maior centro de paraquedismo do mundo. Dizem (e as fotos confirmam) que a paisagem lá de cima é bem legal. Dá para ver a ilha artificial que foi construída para imitar o mapa mundi (que só toma forma vista do céu).

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Foto de divulgação tirada do site

Outro passeio bem comum para quem está em Dubai é passar o dia em Abu Dhabi. Tem post exclusivo aqui.

Quando fui para Dubai, não achei que fosse gostar tanto. Não sou muito ligada a construções modernas. Mas a cidade me surpreendeu positivamente, eu me diverti pra caramba. Meus amigos que conheceram também voltaram só elogios. Não importa quantas vezes você for, a cidade em constante expansão sempre irá te surpreender!

Petra

De todos os lugares que já visitei, Petra foi, sem dúvida, um dos mais impressionantes, daqueles de arrepiar e ficar boquiaberta. Fomos pra lá em setembro de 2013, aproveitando uma viagem à Israel (post aqui).

O complexo de Petra fica na cidade jordaniana de Wadi Musa, que vive praticamente em função do turismo das ruínas. Famosa pelas gigantescas construções perfeitamente esculpidas nas rochas cor-de-rosa, Petra tornou-se Patrimônio Mundial da UNESCO em 1985 e foi eleita em 2007 uma das novas 7 maravilhas do mundo.

A antiga cidade foi fundada por volta do século VI a.C. pelos Nabateus, um povo árabe nômade que se fixou na região para estabelecer uma rota comercial importante em direção à Síria. As influências dos lugares por onde passaram estão evidentes nas construções que misturam características greco-romanas e orientais.

Apesar das tentativas de invasão, a cidade ficou sob controle dos Nabateus até I d.C quando finalmente foi conquistada pelos romanos. Após a queda do império, Petra passou pelas mãos dos bizantinos e, após dois fortes terremotos, ficou praticamente esquecida, apenas habitada e protegida por beduínos locais (por isso também é conhecida como “Cidade Perdida”). Em 1812, foi “descoberta” por um explorador suíço que conseguiu entrar na cidade fortemente guardada fingindo ser um árabe da Índia que queria fazer um sacrifício no túmulo do Profeta Aarão (irmão de Moisés que teria sido enterrado em um monte próximo à Petra).

O local então, passou a ser estudado por arqueólogos e foi aberto à visitação. Hoje, o complexo – denominado Parque Arqueológico de Petra – é a principal atração turística da Jordânia e oferece uma ótima estrutura para o turista. O filme “Indiana Jones e a Ultima Cruzada” de 1989, certamente deu uma forcinha para divulgação do turismo por lá!

– Como chegar:

 A Jordânia faz fronteira com Israel, Síria, Arábia Saudita e Iraque, sendo também possível acessar facilmente o país pelo Egito.

 Nós fomos por Israel, pegando a fronteira sul – Araba Border que fica na cidade de Eilat. Fomos de avião de Tel Aviv a Eilat (cia Arkia), pegamos um táxi no aeroporto que nos deixou na fronteira (fica a 5 min do aeroporto). Atravessamos a fronteira a pé (isso mesmo!! Rsrsr) e do outro lado já havia um táxi esperando para nos levar à Petra. Há diversos taxistas que ficam esperando do lado jordaniano da fronteira, mas fechamos o táxi com antecedência direto com o hotel. O trajeto entre a fronteira e Petra leva cerca de 2 horas.

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Vindo de Israel, há mais duas fronteiras. A Allenby/Rei Hussein, próxima à Jerusalém e a e Sheikh Hussein, um pouco mais acima, ambas mais próximas de Jerusalém do que a que usamos.

Escolhemos a fronteira de Araba, em Eilat por dois motivos (i) iríamos atravessar a fronteira em um feriado (Rosh Hashana) e ninguém sabia nos informar se os postos da fronteira estariam abertos neste dia e (ii) ouvi alguns relatos de pessoas com dificuldade de obter o visto nas fronteiras (obs: na Allenby/Rei Hussein não há posto de imigração, é necessário tirar o visto antes, nas outras duas há como tirar o visto na hora).

A fronteira de Eilat é a mais “turística”. Há vários passeios que saem da cidade para uma visita de um dia à Petra, então achamos mais seguro.

Vale lembrar também que não é possível atravessar a fronteira Allenby/Rei Hussein de carro. Nas outras fronteiras é possível, mas há um trâmite específico para troca de placa… se for esta sua opção, informe-se melhor antes de ir!

Na fronteira, paga-se uma taxa e o visto. Em agosto de 2013 tido ficou cerca de 30 JD (equivalente a uns US$ 40,00). Na fronteira de Eilat há um posto de câmbio, mas é recomendável já ter esse dinheiro antes, para caso o posto não esteja aberto.

 No aeroporto de Amã também há um posto de vistos. De Amã à Petra são cerca de 3 horas de carro.

Informações úteis:

Idioma: árabe

Moeda: Dinar jordaniano (JD) – equivale a uns US$1,5 e é bom ter um pouco de dinheiro em espécie para gorjetas e lanches.

Visto: É necessário, é possível obter na maior parte das fronteiras e no aeroporto.

Melhor época para visitar: Abril/Maio e Setembro/Outubro

** Dica especial: Demos sorte. O taxista indicado pelo hotel era super simpático. Era guia também e estava montando uma agencia de viagens dele. Ele nos deu várias dicas que fizeram toda a diferença! No final, ainda preparou de cortesia um jantar típico beduíno. Nos lugares muito turísticos sempre há aqueles “guias” espertos que fazem de tudo para tirar uma graninha do turista né? Em destinos mais exóticos, o receio de cair numa roubada fica ainda maior…por isso essa dica é bem útil! Seguem , então, os contatos do Faleh, que indico de olhos fechados: Faleh El-Salamin – agência Beduin Desert Joy

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– Onde ficar:

Na cidade de Wadi Musa, a única atração é Petra. Vale a pena, então, ficar perto da entrada do parque.

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Há várias opções de hotéis bem próximos à entrada e os preços são super convidativos. Escolhemos o Petra Palace Hotel, pela proximidade – fica a 2 minutos a pé da entrada do parque – e pelo preço. Foi muito mais barato do que qualquer hotel em Israel e o conforto é suficiente já que o interesse é quase não ficar por lá. Um pouco mais pra frente – e ainda mais perto da entrada – há o Movenpick (5 estrelas com um preço bom, mas não tinha disponibilidade, é preciso reservar com antecedência) e o Petra Guest House que conheci apenas lá e fica praticamente na porta da entrada do Parque.

Caso opte por ficar no centro de Wadi Musa, há vários hotéis que oferecem transfer em alguns horários até a entrada do Parque e sempre há taxis disponíveis para a ida e a volta. A corrida custa uns US$5.

Se fosse hoje, escolheria o Petra Guest House, é bem bonitinho e a localização é imbatível.

– Onde comer:

Na rua de acesso ao Parque, há restaurantes simples de comida típica beduína e pratos rápidos. Dentro do parque há lanchonetes para um lanche à tarde ou um almoço rápido durante o passeio. Após o passeio, no fim da tarde/noite, vale a pena conhecer o restaurante Al Ghadeer Roof Garden que fica no terraço do hotel Movenpick e oferece uma linda vista e o Cave Bar, um bar bonitinho na entrada do Centro de Visitantes (do lado do hotel Petra Guest House) que ocupa uma caverna de 2000 anos.

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Como conhecer:

Para conhecer bem Petra e todos os seus melhores pontos, é preciso ficar, pelo menos, 2 dias. As atrações estão espalhadas por mais de 5 quilômetros quadrados e, especialmente no calor, as pausas para descanso em uma rara sombrinha são essenciais!

Além da possibilidade de fugir dos horários mais turísticos, outra vantagem de ficar mais tempo é o preço. Os ingressos para quem vai pernoitar na Jordânia são quase a metade do preço oferecido para quem vai fazer um bate-e-volta (há vários tours de um dia vindos de Israel e do Egito) e há opções de ingressos para múltiplos dias que permitem entrada e saída ilimitada do parque e valem muito a pena. A ideia, é claro, é fortalecer a economia da região.

 ** Para comprar o ingresso mais barato, leve o comprovante da reserva do seu hotel.

Quando fomos o preço do ingresso era 55 JD para 2 dias (para ter uma ideia, o ingresso do bate-e-volta era 90JD, o de 1 dia era 50JD e o de 3 dias 60JD), vale checar no site:

A dica mais preciosa dada pelo Faleh foi o roteiro. Chegamos numa sexta por volta de 11hs e íamos embora no domingo cedo. Ele nos indicou ir direto para Petra, sugeriu um itinerário de atrações e nos orientou a fazer tudo sozinhos, sem contratar nenhum dos inúmeros “guias” que ficam em todo o parque oferecendo visitas guiadas e transporte em camelos e mulas. Dessa forma iríamos aproveitar muito mais.

E foi isso mesmo que aconteceu. Pegamos um mapa no Centro de Visitantes e estávamos com um guia desses da Folha que tinha a explicação de cada uma das atrações. Segue abaixo o roteiro sugerido e, em seguida, a descrição dos nossos 2 dias pelas atrações principais:

Dia 01 – seguir pelo Siq com calma para apreciar o caminho até o Tesouro, visitar as atrações térreas (inclusive o teatro romano) até o início da Collonaded Street e voltar.

Dia 02 – acordar cedinho, passar pelo Tesouro para tirar foto rapidinho e seguir reto até o teatro. Visitar as atrações superiores (Royal Tombs) para ter uma vista geral do parque. Passar pela Collonaded Street até o fim (Great Temple). Começar a subida em direção ao Monastério (não “perdendo” tempo no Tesouro, onde estão a maior parte dos turistas, dá para pegar o Monastério praticamente vazio e também não enfrenta o calor bem na hora da subida). No retorno do Monastério, dá pra almoçar com calma, passar pelo Museu, Igreja Bizantina retornar com calma para o Tesouro.

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** Dicas para fotos: no início / meio da manhã ou à tardinha, com o sol inclinado, ficam em destaque as cores rosadas das rochas. Com o sol à pino, as rochas mudam de cor e ficam alaranjadas.

** Mais dicas do Faleh: Não é recomendável aceitar os transportes de cavalo, carruagem, camelo ou burro que são insistentemente oferecidos em todos os lugares do parque. Ele nos disse que teoricamente esse passeio não é permitido dentro do parque (a não ser para idosos e pessoas com mobilidade reduzida) e, por ser informal, não são raras denúncias de tentativas de “extorquir” o turista. O transporte à cavalo só é oficialmente permitido até a entrada do Siq e, quando se compra o ingresso está incluído este transporte do Centro de Visitantes até o começo do Siq (um percurso de 600m), mas ele recomendou também recusar este, pois o guia te enche tanto para oferecer o passeio interno que nem dá pra prestar atenção na paisagem do caminho.

Nós seguimos a dica dele até porque gostamos de andar para aproveitar o caminho. Não vou dizer que não é cansativo fazer tudo andando porque é, mas com um bom tênis e preparados psicologicamente para a “maratona” dá pra fazer numa boa. Se for enfrentar o transporte, prepare uma gorjetinha.

As atrações de Petra – Roteiro de 2 dias

Vou dar uma ideia dos principais pontos a visitar conforme o roteiro que fizemos, mas as atrações estão ao longo de todo o caminho, vale observar com calma, subir nas pedras para buscar outros ângulos, enfim, explorar mesmo o lugar!

PRIMEIRO DIA

Tudo começa pelo Siq. O Siq é o caminho que leva à entrada de Petra, tem cerca de 1,2 km. É um desfiladeiro estreito, com paredes avermelhadas altíssimas – atingem até 80 metros. No caminho há diversos vestígios do povo Nabateu, com destaque para as calhas escavadas nas paredes que preveniam enchentes e faziam parte do moderno sistema de abastecimento hidráulico da cidade.

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O caminho é longo e sinuoso e, a cada curva, o coração bate mais rápido: é a ansiedade de ver ao vivo a maior atração de Petra, o Al-Khazneh (Tesouro).

Finalmente, após uma das curvas, surge entre uma fresta do desfiladeiro, a paisagem mais esperada: aquele templo enorme que é infinitamente mais impressionante e grandioso do que eu imaginava. É bem difícil conseguir explicar, ficamos parados só olhando, mudos, por um tempão.

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O monumento é enorme, tem 30 metros de largura e 43 de altura e, por ter sido esculpido em uma enorme rocha, cada detalhe foi preservado da erosão e do desgaste do tempo. Naquela hora, no inicio da tarde, as rochas estavam intensamente alaranjadas. É daquele tipo de paisagem que não cansa olhar e que precisa ser apreciada por todos os ângulos possíveis!

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O nome vem de uma crença dos beduínos de que a urna esculpida em seu topo continha tesouros, porém, não se sabe exatamente qual foi seu real uso. Não é possível entrar no lá, mas nem precisa. Na hora pensei que, se a viagem acabasse ali, já estava satisfeita! Rsrsrsrs

Mas ainda tinha muito mais! Após mais uma caminhada, surgem os vestígios de uma cidade inteira escavada na rocha. A maior parte das construções eram tumbas, cuja grandiosidade era proporcional à importância social do sepultado. Os Nabateus eram beduínos que viviam em tendas então os monumentos eram construídos para homenagear os mortos, à semelhança dos costumes egípcios.

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Dá para subir nas diversas cavernas e apreciar o colorido natural das pedras, parecem pintadas à mão. No primeiro dia, percorremos este trecho até o Anfiteatro Romano, outra obra incrível esculpida na rocha que, estima-se, comportava 10.000 pessoas. Apesar de ter características romanas, o teatro foi construído antes do domínio romano. Os Nabateus, vale lembrar, eram nômades e trouxeram para Petra todo a influência arquitetônica dos lugares por onde passaram.

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Entramos pela lateral no teatro para conhecer a parte interna e depois e ficamos rodando pelas proximidades dele até o fim da tarde. Na volta, ficamos mais uns 10 minutos babando pelo Tesouro que, a esta hora, já tinha outra cor, um rosa tão intenso quanto o laranja que vimos logo na entrada.

SEGUNDO DIA

No segundo dia, voltamos bem cedinho para Petra. Mais uma caminhada, uma vista igualmente emocionante do Tesouro (com direito a mais uma pausa por lá, claro) e passamos rapidinho direto à região do teatro. Subimos no morro logo a frente dele para ter uma vista panorâmica e, em seguida fomos em direção às Tumbas Reais, que ficam um pouco mais acima.

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As tumbas foram construídas para o sepultamento de reis Nabateus. O que mais chama a atenção é a cor das pedras que, em virtude de várias reações químicas ocorridas ao longo do tempo, formam verdadeiras pinturas nas paredes. Há, ainda, resquícios da utilização do local como igreja na época da dominação dos bizantinos.

Descendo das tumbas, seguimos em direção à Collonaded Street, uma avenida com características típicas romanas com escavações arqueológicas dos dois lados. No fim da avenida chega-se ao Grande Templo. As escavações no local ainda estão em andamento para se identificar se o local era mesmo um templo ou se era a sede do governo Nabateu. Esse complexo é enorme e, segundo os arqueólogos, os espaços teriam sido cisternas, salas de banho, teatro etc.

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Há, um pouco mais à frente, dois outros templos, com destaque para o Qasr al Bint, que possui a maior fachada de Petra. Estes edifícios, diferentemente dos anteriores, não são esculpidos nas pedras, de forma que os desgastes do tempo são mais aparentes. Mesmo assim, as construções são lindíssimas e é possível entrar e conhecer melhor cada detalhe.

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Acabamos deixando para ficar lá mais tempo na volta, já que queríamos pegar o Monastério (Al-Deir ) vazio.

O Monastério é o segundo edifício mais conhecido de Petra, o maior de todos eles e o mais distante do portão principal. Diria que é tão impressionante quanto o Tesouro. Para se chegar lá são mais de 800 degraus e uma caminhada reforçada ladeira acima. Ao longo do caminho inúmeras barraquinhas de souvenirs (fiquei imaginando como essas pessoas subiam todo dia até lá para vender seus artesanatos e me sentia ridícula reclamando da minha única subida! rsrsr) e também muitas propostas de carona de mula até o topo que, seguindo os conselhos do Faleh, foram devidamente recusadas.

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Resistimos bravamente e finalmente chegamos! Como valeu a pena! A vista é tão fascinante quanto a do Tesouro, pois chega-se por trás do monumento, anda-se um pouco para frente e, ao virar para vê-lo, a surpresa é enorme! Mal dá tempo de recompor o fôlego perdido na subida …

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Do outro lado do monastério há uma lanchonete para sentar, apreciar a vista e recompor as energias para…..subir mais!! Isso mesmo! Há diversas plaquinhas que apontam para um morro acima e disputam o título de melhor vista de Petra.

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Já estávamos lá mesmo, não íamos desistir no finzinho né? Recuperamos o fôlego e fomos lá! A vista é realmente linda, compensa o esforço. Vale achar um lugar pra sentar e apreciar a paisagem…Nessa hora, meus pensamentos estavam todos voltados para a perfeição e grandiosidade das construções….tudo aquilo foi feito há mais de 3 mil anos!!!

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Descendo do Monastério, na base do morro, há um restaurante e a entrada para o Museu Arqueológico de Petra, com achados das escavações na região. É pequeno e vale a pena uma visitinha. A entrada é gratuita.

No caminho de volta também olhamos com mais calma as construções próximas à Collonade Street e fizemos um desvio para passar pela Igreja Bizantina, construída na época do domínio deste império.

Na saída, mais uma pausa para fotos no Tesouro para fechar a visita com chave de ouro!

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* O Parque oferece uma atração à noite chamada “Petra by night”: é um passeio pelo Siq até o Tesouro à noite. O Siq fica iluminado com velas e há uma apresentação de músicos. Não se entra em Petra, o ponto final é o Tesouro. O passeio não é feito todos os dias e enquanto estávamos lá não havia nenhum agendado (quando fomos, eles eram realizados nas segundas, quartas e quintas, vale conferir aqui).

Pelo que ouvi, não é nada imperdível e não precisa mudar todo o roteiro da viagem para para não perder essa atração, é bem turisticão mesmo. Considerando, porém, que não há muito o que fazer nesse horário na cidade, se houvesse disponibilidade enquanto estávamos lá, acho que teríamos ido sim…seria uma experiência a mais em Petra!

Segue uma foto do passeio que peguei no site do Parque:

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Israel – Planejando a Viagem

Israel já estava no topo da minha “lista de desejos” de viagem há um tempo quando resolvemos ir pra lá, em setembro de 2013.

Não sou católica, judia, muçulmana ou adepta de uma das diversas religiões que adotam o país como sede. Sou, na verdade, uma apaixonada por História e sempre morri de vontade de conhecer este país, que foi – e ainda é – palco de vários dos acontecimentos mais marcantes da história da humanidade.

 Israel é um país relativamente novo, criado em 1948 em decorrência de uma resolução da ONU no pós-guerra. O país ocupa a maior parte da região conhecida como a Terra de Israel, uma área que, além da importância religiosa, é uma ponte natural entre a Ásia, a África e a Europa, tendo sido conquistada por grandes impérios: egípcios, assírios, babilônios, persas, gregos, romanos, bizantinos, árabes, turcos e ingleses. Cada um deixou um rastro por lá.

 A viagem pelo país, de fato, não deixa a desejar no aspecto histórico-cultural. A acomodação de tanta bagagem em um território pequeno resulta em uma paisagem de contrastes, em que é possível “mudar de país” ou viajar no tempo, apenas atravessando uma rua.

 Bom, vamos ao que interessa na prática! Vou tentar fazer este post da forma mais completa possível porque, quando fui programar minha viagem, encontrei pouquíssima informação na internet. Cheguei até a ligar no consulado para ter algumas informações logísticas.

 A primeira coisa que vem na cabeça ao se planejar uma viagem a Israel é: É SEGURO?

 A resposta é SIM! Diria que a segurança é até reforçada demais, os procedimentos de imigração e checagem de bagagens nos aeroportos são super reforçados (bem mais que nos EUA) e, como o serviço militar é obrigatório para todos os israelenses (homens e mulheres), as ruas são cheias de jovens com seus fuzis pra lá e pra cá…..

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Tá, confesso que este excesso de segurança chega até a dar uma incoerente sensação de perigo, mas isso parece tão comum por lá que acabamos nos acostumando e, no final, não tivemos qualquer problema em toda a viagem.

Superado o receio de viajar pra lá, o próximo passo é planejar a viagem:

 – QUANDO IR

 A melhor opção é ir durante a primavera e o outono (nos meses de outubro, novembro, abril, maio, junho). No inverno (por volta de dezembro a março) faz frio e há mais possibilidade de chuvas. No verão (julho/agosto) o calor é bem forte.

 Fomos no comecinho de setembro. Pegamos MUITO, MUITO calor.

 Fique atento para os feriados judaicos, pois nessas datas tudo fica fechado ou com horário de funcionamento muito restrito. As principais datas comemorativas são: Rosh Hashana, Yom Kippur, Chanucá e Pessach. As datas não são fixas e é altamente recomendável checá-las ao preparar a viagem para não correr o risco de “perder” um dia (ou vários dependendo da extensão do feriado).

 – COMO VIAJAR POR LÁ

 Sempre quando vou programar uma viagem, a primeira coisa que vejo é se dá pra alugar um carro. Para mim é sempre a melhor opção, que dá mais liberdade e conforto.

 Não achei que esta seria a opção escolhida em Israel porque tinha medo de entrarmos em alguma região de conflito, de só haver placas em hebraico, de as estradas não serem sinalizadas. Conversando com um amigo que esteve lá, porém, resolvi apostar! E não me arrependi!

 As estradas são ótimas e muito bem sinalizadas, o GPS funcionou direitinho (com uma exceção que expliquei melhor no post do roteiro) e a liberdade de tempo e locomoção foi, sem dúvida, crucial para o sucesso da viagem.

 Explico: O turismo em Israel, obviamente, é bastante voltado para os roteiros religiosos e os pontos que ficam nas rotas das peregrinações ficam abarrotados de fiéis durante os horários “comuns” dos tours. De carro, dá pra chegar antes ou ficar até depois do “horário de pico”. Além disso, alguns lugares, na minha opinião, valeram uma olhadinha, uma foto e ok, tchau, enquanto outros mereceram um tempinho adicional.

 – QUANTO CUSTA

 Viajar em Israel não é muito barato. Em agosto de 2013, as diárias em hotéis de um nível ok (nada muito low cost dessa vez – ufa! – mas também sem luxo pra não acostumar mal… rsrsrsr) giram em torno de US$ 180,00 / US$ 200,00 o casal.

 O carro (um compacto automático) para sete dias foi US$ 350,00.

 A passagem do Brasil não sei dizer porque emendei a viagem direto da Turquia, mas o vôo interno (de Tel Aviv para Eilat) foi bem baratinho (cerca de US$ 80,00 ida e volta) pela cia aérea local Arkia.

 – DICAS ÚTEIS:

 * Não é necessário visto. Se você tem planos de visitar algum país árabe, é recomendável pedir para não carimbarem o seu passaporte na entrada. Eles já estão acostumados a este pedido e carimbam um papelzinho à parte.

* A segurança nos aeroportos é reforçada mesmo…já vá psicologicamente preparado

* A moeda é Novo Shekel Israelense. É bom ter um pouco, mas a maior parte dos lugares aceita cartão e, nos lugares turísticos, dá pra usar dólares e euros.

* O idioma é hebreu, mas da pra se virar bem com o inglês.

* Tente construir seu roteiro evitando ficar em Jerusalem no sábado. O shabat vai do por do sol da sexta feira até o pôr do sol do sábado e quase tudo fica parado por lá (inclusive transportes públicos). Uma boa opção é aproveitar os restaurantes, praias e shoppings de Tel Aviv neste dia.

 – O ROTEIRO

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Nosso roteiro foi mais curto do que poderia ter sido. Vou mostrar como fizemos e aproveito para sugerir alguns lugares em que valeria a pena uma estadia maior*. A descrição dos passeios em cada cidade está neste post aqui e, para Jerusalém, há um post especial aqui:

 Dia 1: Chegada – Tel Aviv – Ceasarea – Tel Aviv (pernoite em Tel Aviv)

Dia 2: Tel Aviv – Haifa – Akko – Tiberias (pernoite em Tiberias)

Dia 3: Tiberias – Kana – Nazareth – Caphernaum – Tabgha – Tiberias (pernoite em Tiberias)

Dia 4: Tiberias – Yardenit – Jerusalém (pernoite em Jerusalém)

Dia 5: Jerusalém – Belem – Jerusalém (pernoite em Jerusalém)

Dia 6: Jerusalém – Masada – Ein Bokek – Jerusalém (pernoite em Jerusalém)

Dia 7: Jerusalém – Eilat (trajeto de avião) – Jordânia

(Continuação da viagem na Jordânia aqui)

 *Ficaria mais um dia pra conhecer Tel Aviv (a cidade é bonita, muito nova e moderna, como não era o foco da viagem acabei nem conhecendo), mais um em Jerusalem (sou suspeita, amei a cidade) e reservaria pelo menos um dia para ficar em Eilat (cidade de praia, só para curtir as lindas praias do Mar Vermelho e descansar um pouco. No meu roteiro, só serviu de porta de entrada para Jordânia)

 No mapa a rota ficou assim:

TRECHO DE CARRO:

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TRECHO AÉREO

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Israel dia a dia

DIA 01 – TEL AVIV e CEASAREA

 O aeroporto Bem Gurion fica localizado entre as cidades de Jerusalém e Tel Aviv. Assim que chegamos, fomos direto em direção à Tel Aviv.

 A cidade é super nova e moderna, cheia de barzinhos na beira da praia, shoppings e restaurantes bonitinhos. Vale a pena conhecer melhor se você tiver um tempinho a mais.

 Como modernidade, badalação e compras não eram o foco da viagem, apenas passamos por Tel Aviv, deixamos as malas no hotel e fomos direto para Ceasarea, que é pertinho de lá.

Ceasarea é uma cidade pequena, assim denominada em homenagem ao imperador romano César Augusto. A parte nova é cheia de condomínios de casas de luxo e campos de golfe e a parte antiga, nosso destino, abriga as ruínas da antiga cidade, com construções datadas desde o período helênico (século 3 a.C) ao das Cruzadas (século 12 d.C.).

As principais atrações são as ruínas do antigo palácio do Rei Herodes (século 1 d.C), o hipódromo e o auditório, que foi restaurado e hoje é palco de shows e concertos.

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Estas atrações estão dentro de um “parque” nacional, que conta com estacionamento, placas explicativas e estrutura completa para os turistas.

Fora do “parque”, é possível visitar o antigo aqueduto romano, que fornecia o suprimento de água no local e está super bem conservado.

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Passamos a tarde toda visitando a cidade e voltamos para dormir nos arredores de Tel Aviv.

 

DIA 02 – ROTEIRO HISTÓRICO – HAIFA, AKKO E TIBERIAS

Acordamos cedinho e fomos em direção à Haifa e Akko.

Haifa é a terceira maior cidade de Israel e abriga o maior porto do país. É cheia de praias movimentadas e é um exemplo de tolerância religiosa.

Além das igrejas, mesquitas e sinagogas, também conta com templos de diversas minorias religiosas, com destaque para o templo da religião Bahai, cuja sede mundial fica em Haifa. A sede fica em um complexo no topo do Monte Carmelo e conta com um jardim maravilhoso, um verdadeiro cartão postal da cidade.

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O interior dos jardins pode ser acessado integralmente em uma visita guiada (vale conferir os horários com antecedência aqui), porém, caso você perca a hora da visita (o que aconteceu conosco) dá para entrar até a metade.

Saindo de Haifa, fomos em direção a Akko (ou, em português, Acre..rsrs). Akko é uma cidade pequena, rodeada por muralhas. Abrigava um importante porto e, por isso, foi sempre muito disputada por diversos povos (cruzados, otomanos, árabes..até Napoleão tentou fincar sua bandeira por lá). As principais construções datam do período das Cruzadas, em que a cidade ficou sob domínio ocidental cristão. A mais interessante é um túnel utilizado pelos templários que liga o porto ao interior da cidade.

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Dá para pegar um mapa no Centro de Visitantes que fica bem no centro e caminhar pelos pontos turísticos em uma tarde. No Centro também é possível comprar ingressos conjuntos que dão direito a acessar várias atrações da cidade. Há também ingressos que combinam os pontos turísticos de Akko com outras atrações turísticas próximas (por exemplo Rosh Hanikra).

Rosh Hanikra é a ultima cidade do norte de Israel, de onde já da pra ver o Líbano. A maior parte dos tours combina Haifa, Akko e Rosh Hanikra. Nossa ideia inicial era seguir essa rota, mas acabamos optando por ficar mais tempo em Akko e seguir direto para Tiberias, onde iríamos dormir. Resolvemos “pular” Rosh Hanikra, já que vimos pelas fotos que o legal lá é mesmo beleza natural, nada histórico…mais uma vez, optamos por nos manter focados no propósito da viagem.

Chegamos em Tiberias já no começo da noite, deu pra andar um pouquinho pelo centro e jantar.

Tiberias é famosa por ficar a 200 m abaixo do nível do mar. Por conta disso, o ar é bastante “denso” e deixa as paisagens mais amplas estranhamente “embaçadas”. A cidade é também famosa por margear o Lago Kinneret, mais conhecido por nós com o nome de “Mar da Galiléia”.

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A cidade é grande e é roteiro turístico para os israelenses, que aproveitam as “praias” que circundam o lago. Há uma estrutura bem completa de hotéis, restaurantes e comércios. Optamos por ficar em um hotel próximo ao centro, com acesso a pé para o “calçadão” que fica bem movimentado à noite. Ficamos no Leonardo Hotel Tiberias.

Por estar perto de alguns dos principais pontos de peregrinações cristãs, a cidade é local de hospedagem para diversos tours. O turismo da cidade mesmo pareceu ser mais voltado para os israelenses, que aproveitam as praias e passeiam de barco pelo lago.

 DIA 03 – ROTEIRO “RELIGIOSO” – Kanna, Nazareth, Caphernaum e Tabgha

Este dia foi dedicado a um roteiro mais religioso, na verdade, mais cristão. Para quem conhece os principais relatos bíblicos é interessante relacionar as paisagens às histórias.

Aqui vale uma dica: apesar de Israel ser um país judeu, de abrigar importantes comunidades muçulmanas e de diversas outras religiões, os católicos dominam os roteiros religiosos. Eles chegam em ônibus lotados e não medem esforços para entrar nos locais sagrados, então é sempre bom tentar evitar os horários de pico ao visitar esses lugares.

 Ah, vale lembrar que nos locais sagrados não é possível entrar de bermuda, shorts ou saias com comprimento acima dos joelhos. Se estiver de regata também é preciso cobrir os ombros.

 Kfar Kanna (ou Cana)

Saímos cedinho de Tiberias em direção à Kfar Kanna, um minusculo vilarejo árabe que fica no meio do caminho entre Tiberias e Nazareth. O local é famoso para os cristãos. De acordo com os relatos bíblicos, foi lá que Jesus realizou o milagre da transformação da água em vinho.

O lugar mais importante no vilarejo é a igreja católica, construída em 1879, no local tradicional do milagre do vinho. Dá pra parar na rua principal e subir para a igreja a pé. Nesta rua principal já da pra ver diversas lojinhas de souvenir vendendo lembrancinhas como o “vinho do milagre”.

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Nazareth

Nazareth é um dos principais destinos dos peregrinos cristãos. Foi na cidade que, de acordo com os textos bíblicos, o anjo Gabriel anunciou a Maria que ela iria receber o menino Jesus e é também o lugar onde Jesus passou a sua infância e juventude.

 Dá pra parar o carro em algum estacionamento nas proximidades da atração principal da cidade: a Basílica da Anunciação e fazer o roteiro pela cidade a pé (perto da igreja há um posto turístico para pegar um mapa).

A Basilica da Anunciação foi construída no local onde tradicionalmente ficava a casa de José e Maria e onde, de acordo com os católicos, a mãe de Jesus recebeu a visita do anjo Gabriel.

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A construção é imponente, conta com um portão todo trabalhado e, no pátio externo, há imagens de Nossa Senhora retratada por diversos países.

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Ao lado da Basilica, foi construída a Igreja de S. José, no local em que teria sido a carpintaria do “pai” de Jesus.

 A alguns quarteirões da imponente basílica está a Igreja da Anunciação, bem mais simples e construída no local em que, para os cristãos ortodoxos, houve a visita do anjo Gabriel à Maria (de acordo com os ortodoxos, a aparição foi feita próxima a um poço, o Poço de Maria).

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Por abrigar estes importantes pontos turísticos, Nazareth também é cheia de restaurantes, hotéis e comércios. Vale dar uma passeada pelo mercado árabe local, cheio de barraquinhas com temperos orientais e tecidos coloridos.

Terminamos o roteiro em Nazaré no horário do almoço. Comemos por lá e seguimos de volta na direção de Tiberias. Os demais locais a visitar ficavam próximos à cidade onde voltaríamos para passar a noite.

 Já na beira do Mar da Galileia, colocamos no GPS a direção ao Monte das Bem Aventuranças.

No local há uma igreja bonitinha e um jardim super bem cuidado. De acordo com a tradição cristã, foi neste local que Jesus proferiu o sermão da montanha, que dita os preceitos gerais que todos devem seguir para obter a salvação.

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Saindo de lá, descendo o morro, fomos em direção a Caphernaum, cidade citada na Biblia como local de residência do apóstolo Pedro e de várias pregações de Jesus. Hoje há no local uma igreja construída sobre as ruínas da cidade, que estão expostas para visitação.

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Um pouco mais a frente, chega-se em Tabgha, onde teria ocorrido o milagre da multiplicação dos peixes. O local é também marcado por uma igrejinha.

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Terminado o roteiro, retornamos à Tiberias e passamos o resto do dia por lá, descansando um pouco da maratona do dia!

 DIA 04 – YADERNIT + JERUSALEM

Para variar, acordamos cedinho e nosso destino final era finalmente Jerusalém. No caminho, passamos por Yadernit, um local onde passa o Rio Jordão e os peregrinos param para serem “batizados” como Jesus.

 Aqui vou ser bem sincera, passamos por lá porque era caminho. Não quero “menosprezar” a visita, mas, pelo que li nos guias, o local em que o batismo de Jesus teria ocorrido fica na verdade do lado jordaniano do rio. O Yadernit é um lugar simbólico, representativo…mas, é claro, o que vale mais é a energia do local e a fé de cada um. Pelo que vi, as pessoas “batizadas” saíam da água bastante emocionadas.

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Há uma estrutura bem turística por lá, com lojinhas e serviço de foto para o batismo.

 Saímos de lá direto para Jerusalém (post especial aqui)

 DIA 05 – BELEM + JERUSALEM

 Depois de passar quase o dia todo aproveitando Jerusalém (post aqui), pegamos o carro e fomos até Belém (ou Bethelem). Há agencias em Jerusalém que oferecem este passeio de meio-dia, mas resolvemos ir com nosso carro pra ficar mais em Jerusalém. Há também uma opção de ir de ônibus, saindo do terminal do portão de Damasco.

 A ida para lá de carro rendeu dicas preciosas!

 Apesar de ficar muito próxima à Jerusalém (cerca de 10 km), a cidade de Belém fica em território palestino.

Demoramos para perceber que isso estava deixando nosso GPS maluco. Há uma opção no GPS Garmin para “evitar áreas de conflito”. Nós nem sabíamos que isso existia até então, mas, como a opção estava marcada, o GPS não deixava a gente se aproximar de Belém…

 Fomos seguindo as placas da estrada mesmo e o caminho foi tranquilo.

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A cidade é cercada por muros, construídos por Ariel Sharon para separar Israel das áreas palestinas sob a alegação de impedir a ocorrência de atentados terroristas. Já nas proximidades, onde há um posto de controle de entrada, diversos “flanelinhas” ficam do lado de fora da cidade tentando parar os turistas dizendo que não é possível entrar na cidade em carros com placa de Israel. Eles se oferecem para guardar seu carro e te levar em vans para o interior da cidade.

Não acredite neles. Dá sim para entrar com carro de placa israelense, em especial se o carro for alugado (dá pra saber isso pq todos os carros alugados são brancos e cheios de adesivos imensos com o nome da empresa locadora). Os táxis israelenses não entram, te deixam na “fronteira” e dá pra pegar um táxi palestino do outro lado.

Passamos pelo posto de controle e entramos na cidade.

Como o incidente do GPS nos atrasou um pouco fomos direto ao ponto principal, a praça da Manjedoura, onde fica a Igreja da Natividade. No caminho daria pra visitar a Tumba de Raquel, local sagrado para os judeus, fortemente vigiado por guardas israelenses.

 Para chegar na praça principal, basta seguir as placas. Na frente da Igreja há um estacionamento.

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A igreja foi construída no século IV d.C. e passou por uma reconstrução no sec.XIX.

A Igreja é bastante simples (a entrada é um buraco de pedra de 1 m de altura), o que contrasta com a importância do acontecimento por ela homenageado: o nascimento de Cristo. A sobriedade, porém, pode ser explicada pelo mesmo motivo que justifica a modéstia estrutura da Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém: dada sua importância, o controle da igreja é dividido entre diversas denominações cristãs, de forma que as obras de conservação, restauração e reforma dependem do consenso entre todas elas…como o consenso nunca ocorre, praticamente não há manutenção.

Dentro da igreja, fica a gruta onde, segundo a tradição cristã, nasceu Jesus. Há sempre uma fila enorme de peregrinos que querem tocar na estrela que marca o ponto exato onde o nascimento teria ocorrido. Aqui também vale a dica dos horários alternativos (cedinho ou já no fim da tarde/começo da noite)

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Após a visita, retornamos a Jerusalém. O controle de saída é bem mais reforçado que o da entrada….

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DIA 06 – MASADA, MAR MORTO + JERUSALEM

Neste dia passamos a manhã e a tardezinha em Masada e no Mar Morto e o resto do dia em Jerusalem.

O caminho até Masada, que foi reconhecida pela Unesco como Património Histórico da Humanidade em 2001, é bonito e bem sinalizado.Há alguns postos de controle israelenses, mas nada que impeça a viagem independente.

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O complexo turístico conta com estacionamento, restaurantes e lojinhas. O sítio arqueológico é bem organizado, com plaquinhas explicativas e mapas que indicam as principais atrações a serem visitadas.

Masada era uma fortaleza judaica localizada em um monte rochoso de difícil acesso próximo ao Mar Morto. Por conta da localização estratégica, o rei Herodes, após a conquista do local entre os anos 37 e 31 aC, mandou erguer um enorme palácio, cheio de piscinas e casas para hospedes. Os inúmeros armazéns e cisternas indicam que o palácio foi construído para aguentar por bastante tempo um eventual cerco. Após a morte de Herodes, alguns judeus se refugiaram da invasão romana no local e resistiram por 2 anos até a definitiva conquista. A fortaleza ficou esquecida e abandonada por um tempão, até ser “redescoberta” em 1838. O parque foi aberto ao público em 1966.

É possível acessar o topo por um teleférico ou por uma trilha íngreme (Caminho da Cobra) que, sinceramente, só loucos resolvem fazer naquele calor infernal! Alguns mais empolgados começam a subir a trilha ainda de madrugada para ver o nascer do sol na fortaleza.

A vista do topo é realmente espetacular. É possível avistar o enorme deserto de um lado e o azul intenso do Mar Morto do outro.

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Ein Bokek – Mar Morto

Saindo de Masada fomos aproveitar uma das praias do Mar Morto. O Mar Morto é o ponto mais baixo da Terra (417 metros abaixo do nível do mar). A salinidade anormal da água é fruto da evaporação da água em velocidade maior do que a da reposição.

O mar também é famoso pelas propriedades de cura vindas dos minerais presentes na lama e do brometo (isso mesmo!) do ar. Confesso que eu estava interessada mesmo nas propriedades cosméticas dessa lama toda e principalmente em levar pra casa um potinho com essa fonte de juventude rsrsrsrsr!

Ao longo da costa do mar, há diversos “complexos” de hotéis, praias, spas, alguns públicos outros privados, acessados mediante o pagamento de uma taxa.

Para quem desejar e tiver tempo, penso que seria uma boa passar uma noite em algum dos spas para aproveitar os tratamentos e aproveitar a estrutura que a maior parte deles oferece na costa.

Como disponibilidade de tempo não é nosso forte, resolvemos ir a alguma praia que oferecesse tudo que um bom turista no Mar Morto quer: flutuar e se encher de lama!

A estância balneária mais famosa é a Ein Gedi, que faz parte de um kibbutz de mesmo nome. Ir lá é uma oportunidade para conhecer o kibbutz, um tipo de comunidade típica israelense com origem no comunismo que prega a autossuficiência e a divisão equitativa da produção. Sendo o local mais famoso, é também o mais turístico…passamos lá na frente e o estacionamento estava tão cheio de ônibus turísticos que resolvemos ir a uma opção mais “local”.

Se Ein Gedi não estivesse tão cheio, iria optar por ficar por lá, porque sabia que a estrutura era muito boa e queria conhecer o kibbutz. Porém, como estava impossível, seguimos uma dica que tinha visto no Guia da Folha e fomos para Ein Bokek, um complexo menor que, embora não estivesse vazio, não tinha sinal de turistas….

O complexo é público, oferece chuveiros e banheiros. A parte ruim é que poucas pessoas falam inglês, tive que fazer uma baita mímica para conseguir comprar um potinho de lama!! Rsrsrs

A lama de Ein Bokek não está tão acessível (não da pra usar a lama do chão mesmo, ela fica disponível em algumas “fontes” ao longo da praia), então fomos na barraquinha e compramos um potão da lama retirada de outro local mais à frente..era super barato e, afinal, não podíamos passar sem a tradicional foto né?

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A experiência de entrar no Mar Morto é única! A água é tão densa que é viscosa e realmente não dá pra afundar. A única recomendação é não mergulhar e evitar entrar na água se estiver com algum machucado porque vai arder bastante.

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Após o banho de mar, tomamos uma ducha, demos uma volta nas lojinhas e voltamos à Jerusalém.

*DICA PARA AS MENINAS: As principais marcas de cosméticos do mar morto são a AHAVA e a PREMIER. Não são super baratas, mas bem mais em conta que no Brasil. Trouxe de lá um creme da Ahava e uma máscara da Premier. A da Premier achei meio oleosa, mas o creme da Ahava é ótimo!! Recomendo!!

Jerusalém

Quando comecei a pensar no roteiro da viagem para escrever aqui no blog já tinha uma certeza: haveria um post 100% dedicado à Jerusalém. A cidade, que respira fé, é palco de um espetáculo cultural indescritível e, com certeza, foi um dos roteiros mais interessantes que já fiz.

 A Divisão da Cidade

A cidade de Jerusalém tem história que não cabe nem em mil posts. É sagrada para as três grandes religiões monoteístas: judaica, cristã e muçulmana e reinvidicada como capital por dois países (Jordânia e Israel), por isso, sempre esteve no centro de disputas. Foi conquistada por judeus, babilônicos, romanos, bizantinos, assírios, árabes, otomanos, ingleses. O plano da ONU quando da criação do Estado de Israel era submeter a cidade a um controle internacional, porém, Israel e Jordânia dominaram a área e, após a Guerra dos Seis Dias, o domínio integralizou-se israelense.

Esse mosaico de influências na história da cidade está estampado em todos os cantos e fica ainda mais evidente na parte denominada Cidade Velha (dentro das muralhas), onde vivem cerca de 40.000 pessoas. Fora das muralhas está a Cidade Nova, com construções modernas, mas que obrigatoriamente seguem os padrões estéticos sóbrios da cidade.

As muralhas são uma atração por si só. São enormes (a altura média é 12m e a espessura média 2,5 m) e se estendem por 4 km. É possível subir e caminhar por elas.

A Cidade Velha é cortada por diversas ruas bem estreitas e é dividida em 4 bairros (denominados “quarters”) o judeu, muçulmano, cristão e armênio.

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O maior deles é o Bairro Muçulmano, onde estão várias igrejas (sim, igrejas cristãs), o início da Via Dolorosa, a Cúpula da Rocha (mesquita) e o mercado central (Souk Central). A cidade de Jerusalém é a terceira mais importante para os muçulmanos, atrás apenas de Meca e Medina. Um detalhe interessante de se observar é que, na porta da casa de algumas famílias muçulmanas há um cartaz que indica que um membro daquela família já foi à Meca, o que é um motivo de muito orgulho para eles.

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O Bairro Judeu é, na minha opinião, o mais bonitinho, acho que porque é um pouco mais amplo. É onde fica o Muro das Lamentações.

O Bairro Cristão tem mais de quarenta igrejas e mosteiros. No centro encontra-se a famosa Basílica do Santo Sepulcro. Um guia nos disse que muitas das propriedades foram adquiridas pela Igreja Católica do império turco-otomano que, passando por dificuldades financeiras, precisou vendê-las.

O Bairro Armênio é o menor de todos e o mais calmo. Os armênios fixaram-se em Jerusalém por volta do ano 300 d.C. e algumas famílias lá se mantiveram até hoje.

– Onde ficar

A maior parte dos pontos turísticos está dentro das muralhas e há hotéis super bem localizados por lá.

Se estiver sem carro, vale a pena a experiência de ficar dentro da cidade velha. Como estávamos de carro e praticamente não há hotéis com estacionamento dentro da cidade antiga, optamos por ficar fora, mas muito perto do Portão de Damasco, um dos mais movimentados para acessar o interior das muralhas. Ficamos no Hotel Addar  que ocupa um prédio histórico restaurado. Nota 7,0..nada de mais nem de menos, quase não parávamos lá.

Achei nossa localização ótima, dava para ir e voltar da cidade velha a pé tranquilamente. Porém, se me perguntarem a melhor localização, diria que é próxima ao portão seguinte, o Jaffa Gate. O motivo é meio tosco, mas como é um blog de dicas, não vou ficar miguelando as percepções né? Preferi o Jaffa porque achei a entrada mais bonita, próxima ao shopping a céu aberto Mamilla Mall que merece uma passadinha rápida. O Portão de Damasco fica próximo à rodoviária então é bem movimentado e com muito comércio de rua (barraquinhas barulhentas).

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PASSEIOS

Abaixo segue a listinha dos principais pontos e o tempo aproximado que levei pra fazer cada uma das visitas. Vale lembrar que esse tempo é só pra dar uma ideia, pois é bem pessoal, depende bastante do interesse de cada um – e também das filas dos lugares. Eu, por exemplo, não sou adepta da “slow travel” então não costumo fazer muitas paradas para descanso durante o dia.

* Dica importante: praticamente nenhum lugar pode ser acessado com roupas curtas, cabeça descoberta, regata…tenha sempre à mão um lenço ou uma pashimina.

DENTRO DA CIDADE VELHA

– City tour (2h30)

Pra ter uma ideia geral de tudo e decidir o melhor roteiro, resolvemos iniciar com o roteiro guiado da Sandeman’s. É uma empresa de guias autônomos que fazem roteiros gratuitos ou bem baratos. Recomendo muito! Os guias são ótimos e o roteiro é perfeito para ter uma visão geral da cidade velha.

A rota passa pelos quatro bairros e inclui um passeio pelos telhados das casas com uma vista privilegiada para a Cúpula da Rocha, cartão postal da cidade.

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– Via Sacra (2h, incluindo entrada no Santo Sepulcro)

Corresponde ao caminho que peregrinação que Jesus percorreu com a cruz, desde o local onde foi condenado à morte até onde foi crucificado. O caminho tem cerca de 600 m e 9 das 14 estações estão marcadas nas paredes (é só uma plaquinha mesmo que, em alguns pontos, é até difícil de enxergar, as outras estão dentro da Igreja do Santo Sepulcro).

O caminho fica lotado de turistas, de procissões e termina no local mais concorrido pelos peregrinos, o Santo Sepulcro. Por conta disso vale a pena buscar os horários mais alternativos possíveis, fomos super cedo e conseguimos evitar o tumulto.

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A Igreja do Santo Sepulcro abrange, segundo a tradição cristã, os locais em que Jesus foi crucificado, sepultado e onde ressuscitou.

A Igreja, assim como a Natividade de Belém, é super simples e parece até descuidada. Isso porque também pertence a diversas denominações cristãs, de forma que todas as modificações e reformas dependem de decisão unânime. De acordo com o guia, uma escada que está no alto de uma janela na entrada da igreja permanece lá há um tempão porque estava lá quando foi aprovada a regra do consenso e, desde então, sua retirada nunca foi aprovada por todos.

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– Muro das Lamentações (1h)

Local mais sagrado para os judeus, onde, todos os dias, milhares vão fazer suas orações.

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O muro é o que sobrou do Segundo Templo dos Judeus. Explicando rapidinho, foi construído um templo – o Primeiro – para abrigar as Tábuas com as leis que Deus passou a Moisés. Após a destruição do Primeiro Templo, foi construído um Segundo Templo com o mesmo propósito e que também é completamente destruído, restando apenas a muralha que sustentava a lateral do prédio. O curioso é que as fundações do templo mesmo encontram-se “sob domínio” muçulmano, ficam onde hoje está a Mesquita da Cúpula da Rocha.

O acesso ao Muro é separado por gênero, há uma área para homens e outra para mulheres. É possível entrar e conhecer de perto a tradição de colocar um pedido nas frestas entre os gigantescos blocos.

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Ao lado do muro, fora das muralhas, há algumas ruínas para visitar.

– Cúpula da Rocha (1h30)

A Mesquita é o cartão postal da cidade de Jerusalém. É impressionante. O acesso a ela é restrito para turistas que só podem entrar nos jardins do seu entorno em horários pré-determinados (não é possível visitar o interior da mesquita).

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O acesso fica ao lado do Muro das Lamentações. Recomendo fortemente perguntar aos guardas ou em um posto de informação turística quais os horários de abertura – eles não são fixos – e, com base nisso, programar o passeio pela cidade, de forma a não perder a oportunidade de entrar lá.

Não é possível entrar de bermuda (nem abaixo do joelho) e, para mulheres, com a cabeça descoberta. Eles não avisam isso na entrada, apenas quando se chega no pátio da mesquita, aí, caso você esteja “fora dos padrões” é imediatamente conduzido a uma “lojinha” que está estrategicamente posicionada para vender panos para cobrir os turistas…rsrsrsrsr

OBS: Como pegamos um feriado em Jerusalem (Rosh Hashana), não conseguimos ir ao Museu da Torre de David que conta com uma exposição permanente sobre a história cultural, histórica e arqueológica de Jerusalém e exposições temporárias ao longo do ano. Em algumas noites há, no museu, um espetáculo de luzes.

FORA DA CIDADE VELHA

– Monte das Oliveiras (3hs)

O Monte das Oliveiras é famoso por concentrar as belas igrejas e oferecer algumas das melhores vistas da Cidade Velha. Não é longe do centro, mas é uma subida bem chatinha. Fomos pra lá de carro.

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No começo da subida há a Igreja da Tumba da Virgem Maria e a cripta onde ela teria sido sepultada. Ao lado, há a Basílica da Agonia, construída no local onde Jesus teria passado as ultimas horas antes de ser preso (na lateral da igreja, está o jardim em que teria havido a traição de Judas).

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Mais pra cima há o Domo da Ascenção, local onde Cristo ascendeu aos céus quarenta dias após a ressurreição (e onde há uma pegada que supostamente é de Jesus) e a Igreja Pater Noster, onde ele teria ensinado o Pai-Nosso, oração que está retratada em diversos idiomas nas paredes da igreja.

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No alto do monte, há mirantes que oferecem uma vista linda da cidade e do gigantesco cemitério judeu, super concorrido, pois se acredita que o juízo final acontecerá nesta área e os enterrados lá serão, no dia do juízo, os primeiros a ascenderem ao paraíso.

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– Yad Vashem – o Museu do Holocausto (ficaria o dia todo!! Separe, pelo menos, 1/2 dia)

Sou suspeita para falar deste Museu. Sempre quis conhecê-lo e, para mim, foi sem dúvida um dos pontos altos da viagem. Já falei que gosto muito de História, mas sou fascinada pelos acontecimentos da Segunda Guerra. Pode parecer estranho ou até macabro, mas, na verdade, o que mais me intriga e que não canso de tentar entender é como o conflito pôde tomar proporções tão inimagináveis como as relatadas neste museu.

Independentemente do grau de interesse pelo tema, vale visitar este museu. O complexo é impressionante. É formado pela galeria principal – que abriga o museu com objetos pessoais, vídeos, relatos, etc – galerias menores com diferentes significados (sala da memória, homenagem às crianças judias, etc) e uma extensa área verde, onde se encontra a Avenida dos Justos, com árvores plantadas em homenagem aos não judeus que ajudaram a salvar vidas no período nazista (incluindo o mais famoso deles, Oscar Schindler).

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Há áudio-guias disponíveis em vários idiomas e a entrada é gratuita. Se possível, tente ir bem cedo ou mais tarde para evitar as diversas excursões de escolas.