Xian

Nossa passagem por Xian tinha um objetivo bem definido: conhecer o Exército de Terracota. O pacote que pegamos com a agência já incluía o vôo interno e chegamos num dia no horário do almoço, partindo no final da tarde do dia seguinte.

DIA 1

Chegamos no aeroporto e nossa guia estava nos esperando. Como nós iriamos visitar os guerreiros apenas no dia seguinte pela manhã, deixamos as malas no hotel e saímos para explorar a cidade. Como já sabia que teríamos esse meio dia livre, dei uma pesquisada sobre o que mais teria pra fazer por lá e descobri que Xian também tem uma muralha que circunda o centro da cidade.

Nosso hotel ficava dentro da muralha, bem perto das Torres do Sino e do Tambor, o que facilitou conhecermos essa parte do centro à pé. O Xian Grand New World era bem localizado, mas meio velhinho e cansado. Pra uma noite, foi mais do que suficiente.

A Muralha de Xian é considerada a mais bem conservada da China Medieval e é bem grande e interessante. Subimos pelo South Gate e ficamos andando a esmo, mas é possível também alugar um bicicleta por lá.

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Descendo da muralha, subimos um pouco a Avenida Norte-Sul e chegamos nas Torres do Sino e do Tambor. O centro da cidade tem duas avenidas principais, a Norte-Sul e a Leste-Oeste, e é bem no cruzamento delas que ficam as torres. A essa hora, já estava escurecendo e elas ficam super bonitas iluminadas. Aquela região também é cheia de shoppings e restaurantes e decidimos adiantar o jantar por lá mesmo.

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Uma amiga nossa já tinha visitado a cidade e dado a dica para irmos no show de luzes na Wild Goose Pagoda. Então, depois de comer, arrumamos um táxi e fomos pra lá. O espetáculo é um show de luzes e águas dançantes, com uma musiquinha chinesa, que ocorre todos os dias às 20h. Bem legal e bonito, ainda mais considerando que não há muito mais o que fazer na cidade à noite.

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DIA 2

No dia seguinte, a guia nos pegou cedo no hotel para, finalmente, irmos visitar o Exército de Terracota!

O exército foi construído a mando do imperador Qin Shihuang, para guardar seu mausoléu. É formado por guerreiros, cavalos e carruagens em tamanho real, todos esculpidos em terracota. Após uma rebelião, o mausoléu foi saqueado, destruído e incendiado e ficou esquecido até 1974, quando foi encontrado por acaso por um fazendeiro que cavava um poço de água ali.

As esculturas ficam divididas em galpões, que foram construídos em cima das valas onde foram encontradas. Hoje em dia, apenas uma pequena parte está desenterrada e restaurada, ainda há muito por vir. Os guerreiros originais eram coloridos, mas assim que são desenterrados, perdem a cor em poucos minutos. Por essa razão, o governo decidiu manter uma parte intocada, até que haja uma tecnologia capaz de preservar as cores originais.

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O local com os galpões fica a uns 2 ou 3km de Xian e pra chegar lá você vai precisar arrumar um táxi ou um guia. Acho um guia interessante, porque não vi muitas sinalizações e explicações nos locais (não chequei se tem audio guide).

A hora que você entra no primeiro pavilhão, não dá pra conter o espanto. Eles são muitos e são enormes!!

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Cada soldado é diferente do outro, uma vez que foram feitos com base nos guerreiros humanos do exército real. Os detalhes das esculturas impressionam, pois foram reproduzidos os penteados de cabelo, o tipo físico do soldado, as feições do rosto, etc.

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Nos que estão ajoelhados, até a sola do sapato é desenhada!

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Estima-se que tenham sido utilizados milhares de trabalhadores e centenas de artesãos para a sua construção. Como o lugar era secreto, após o termino dos trabalhos, o Imperador ordenou que as portas fosse fechadas com os trabalhadores lá dentro, assim eles não poderiam indicar a localização do mausoléu.

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Vale lembrar que o exército foi feito para guardar o mausoléu em si, que até agora não foi desenterrado, embora os arqueólogos e historiadores já saibam sua exata localização. Se a guarda já impressiona, imagina o próprio mausoléu. O governo chinês ainda está em buscas de tecnologias que permitam a menor danificação dos objetos na hora de serem desenterrados.

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Pedaços desenterrados e catalogados, para depois serem montados e restaurados

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Arqueólogos trabalhando na reconstrução

Com certeza a China não se resume à Muralha (post aqui) e ao Exército de Terracota, mas essas atrações milenares eram as primeiras que vinham à minha cabeça quando pensava no país. Ainda quero voltar pra conhecer outras várias cidades e locais que me interessam por lá, mas já me sinto muito sortuda por ter visto com meus próprios olhos esses dois lugares.

Xie Xie, China. Nos vemos de novo!

Sudeste Asiático e China – Programando a Viagem

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Em 2012 decidimos conhecer o Sudeste Asiático e queríamos aproveitar que já estávamos por lá pra realizar um antigo sonho meu: conhecer a muralha da China.

Geralmente, o roteiro do Sudeste Asiático inclui Tailândia, Vietnam, Laos e Camboja, mas como decidimos incluir a China, o Laos ficou de fora.

Tínhamos só 20 dias de férias (que, juntando nos finais de semana, deu 22 de viagem) pra fazer tudo, então a parte da China ficou restrita a Pequim e Xian.

A China tem muitos lugares interessantes pra conhecer e o ideal é separar umas férias só para o país, mas a ansiedade de conhecer a muralha não me deixou fazer isso. Então combinamos de fazer as duas maiores atrações naquelas férias (muralha e soldados de terracota) e depois voltar alguma outra vez pra conhecer o resto do país.

Escolhendo a Época

A primeira coisa a se pensar numa viagem à Ásia é escapar da época das monções, com chuvas fortes e tufões que podem estragar sua programação. O problema é que em cada país o clima é diferente , então se seu roteiro incluir vários países, descobrir a melhor época pode ser um quebra-cabeças.

Na nossa viagem não foi difícil, porque na costa oeste da Tailândia (praias que visitamos), no Vietnã e no Camboja as monções vão de maio a outubro.

Então a melhor época para a visita seria de dezembro a abril. Acontece que na China faz frio, muito frio no inverno (quando é o nosso verão), então pra fugir das temperaturas baixas, o melhor mês seria o de abril.

Roteiro

Nosso roteiro ficou da seguinte forma (clicando nos links, vai direto pro post específico):

Dia 1. Dom. Bangkok. Chegada e tarde livre. Noite na Khaosan Road.

Dia 2. Seg. Bangkok. Manhã- Mercado Flutuante (Damnoen Saduak). Tarde- Wat Traimit, Wat Pho, Grand Palace e Wat Arun. Noite – Sirocco Sky Bar

Dia 3. Ter. Ayuthaya . Noite: mercado noturno para ver show de ping pong

Dia 4. Qua. Bangkok/Ho Chi Minh. Museu da Guerra e City Tour.

Dia 5. Qui. Ho Chi Minh. Túneis e Cu Chi.

Dia 6. Sex. Ho Chi Minh/Siem Reap. Aldeia Flutuante. Noite. Pubstreet e arredores.

Dia 7. Sab. Siem Reap. Nascer do Sol em Angkor Wat. Tarde – South Gate, Templo Banyon, Royal Enclosure, Phimeanakas, Baphun e Terraço dos Elefantes.

Dia 8. Dom. Siem Reap. Ta Prohm logo cedo. Prasat Kravan e Srah Srang. Neak Pean,Preah Khan.

Dia 9. Seg. Siem Reap/Phuket. Dia no hotel e noite na área de Patong.

Dia 10. Ter. Puket/Ko Phi Phi Don. Livre.

Dia 11. Qua. Ko Phi Phi. Phi Phi Leh, Maya Bay e Lagoa Azul. Final da tarde no view point para por de sol e já ficar para as baladinhas de LohDaLum.

Dia 12. Qui. Ko Phi Phi/Krabi. Railay beach e hotel.

Dia 13. Sex. Krabi. James Bond Island e caiaque na grutas.

Dia 14. Sab. Krabi/Bangkok/Pequim. Deslocamento.

Dia 15. Dom. Pequim. Praça Tiannamen, Cidade Perdida e Palácio de Verão. Noite: Mercado Noturno de Donghuamen

Dia 16. Seg. Pequim. Muralha da China e Ming Tombs.

Dia 17. Ter. Pequim. Parque Tian Tan e Templo do Céu, Templo Lama, Hutongs, Torres do Tambor e do Sino.

Dia 18. Qua. Pequim/Xian. Muralha de Xian, Forest of Stones Tablets. Noite: Show de Luzes na Big Wild Goose Pagoda.

Dia 19. Qui. Xian/Pequim. Guerreiros de Terracota e retorno a Pequim.

Dia 20. Sex. Pequim/Dubai. Dia no Banyan Tree Al Wadi.

Dia 21. Sab. Dubai. Dubai Mall.

Dia 22. Dom. Dubai/SP. Retorno.

Achei que com esse roteiro deu pra conhecer bem todas as cidades, mas aqui vale uma observação. Eu, particularmente, não gosto de passar horas no mesmo ponto turístico ou ficar descansando no hotel, café ou restaurante. Tenho um ritmo de viagem rápido e gosto de planejar os roteiros assim.

O fato de termos feito Tailândia em duas partes (Bangkok e depois praias) foi pra aproveitar ao máximo cada lugar, devido aos horários de voos.

Passagens

Pegamos as passagens de ponta pela Emirates, numa super promoção, por R$2.500,00 ida e volta. Vale a pena ficar de olho porque a Emirates sempre lança uns descontos. O voo SP-Dubai dura umas 15 horas e Dubai-Bangkok mais umas 6. A mesma coisa na volta.

Esse ano voamos de Qatar e achei a qualidade da Emirates infinitamente melhor! Agora a Singapore Airlines também tem voos SP/Cingapura, então vale a pena pesquisar.

Pro voo não ficar muito puxado, acrescentamos dois dias de descanso em Dubai na volta. Como já conhecíamos a cidade, ficamos o primeiro dia só relaxando num hotel no meio do deserto e o segundo no Dubai Mall, porque também somos filhos de Deus hehehe.

Para as passagens internas fomos secos no skyscanner (eu sempre faço as buscas por ele pra comparar preços e horários, mas compro a passagem direto nos sites das cias aéreas), que traz todas as low costs asiáticas! Geralmente a AirAsia vai resolver todos os seus problemas, mas acabamos decidindo mesmo pelos horários de voos e usamos as seguintes cias aéreas, sem problemas em nenhuma delas.

Bangkok/Ho Chi Mihn – Air Asia (1:30h de voo)

Ho Chi Mihn/Siem Reap – Cambodia Angkor Air (1:20h de voo)

Siem Reap/Phuket – Bangkok Airways (3:00h horas de voo)

Krabi/Bangkok – Air Asia (1:20h de voo)

Bangkok/Pequim – Air China (5:40h de voo)

Pequim/Xian/Pequim – Air China

Os deslocamentos Phuket/Ko Phi Phi e Ko Phi Phi/Krabi fizemos com o barco do hotel de Ko Phi Phi, que oferecia uma lancha bem mais rápida que a balsa normal.

Os roteiros detalhados sobre cada cidade, assim como as explicações sobre como tirar os respectivos vistos, estão nos próximos posts.