3 dias em Cartagena

Diferentemente de Bogotá, que optamos por um hotel mais moderno, em Cartagena queríamos ficar num lugar mais bonitinho… Escolhemos por ficar dentro da cidade murada – é onde fica o centro histórico e é muito mais charmoso. Optamos pelo Hotel Botique Las Carretas – o hotel é uma graça, bem localizado, atendimento bom e café da manhã também.

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Dica Maíra: fiquei hospedada no Hotel Casa Lola, uma gracinha de hotel, com um custoxbenefício perfeito! Embora ele não fique exatamente dentro da cidade murada, ele fica a menos de 700 metros a pé da Torre do Relógio, principal porta de entrada do centro histórico. Recomendo muitíssimo.  

Como chegamos de Bogotá quase na hora do almoço, fomos direto no bacana Crepes & Wafles: decidimos pelo buffet de saladas acompanhado por crepes, claro. E lá começou nosso vício pela limonada de coco – suco bem refrescante que teria em quase todos os restaurantes.

Dica Maíra: outro restaurante muito gostoso para almoçar e que fica em um região bem bonitinha do centrinho histórica é o La Cevicheria, que serve ceviches aos estilo colombiano. Muito gostoso. Lá também tem a limonada de coco, que simplesmente viciei!

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Carrera 7, que leva ao La Cevicheria

Em seguida, fomos conhecer o Palácio da Inquisição. Interessante ver o arsenal usado para tortura, mas, sinceramente, não achei algo imperdível… Há, também, o Museo del Oro – mas como já tínhamos visitado o maior deste gênero em Bogotá, achamos que não valeria a pena – e o Museu Naval, que também não conhecemos.

Acho que a graça de Cartagena, na verdade, é ver a história impregnada nas ruas. Passear à toa pelas vielas e admirar a arquitetura da cidade – e, no meio tempo, parar pra comer uma salada de frutas vendida nas ruas, ou, conforme o caso, uma arepa (bolinho de mandioca frito, recheado de carne ou queijo). Fui pela primeira opção!

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Dica Maíra: as ruazinhas do centro histórico são estreitas e a passagem de veículos não é limitada. Dependendo do dia e do horário, elas podem ficar bem cheias, inclusive com muitos ambulantes, o que pode atrapalhar curtir o clima da cidade. Minha dica é se afastar um pouco das ruas que cercam a praça da Torre do Relógio e a Praça Santo Domingo. 

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Ambas as fotos foram tiradas na Carrera 4, uma graça de ruazinha que merece visita

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Realmente, como a Dé falou, a graça de Cartagena é se perder pelas ruazinhas. Entretanto, vale a pena garabtir sua visita à Praça da Catedral, que além igreja de linda arquitetura, tem várias estátuas de bronze representado cenas do cotidiando. 

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Catedral

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Vale também passar pela muvucada Praça Santo Domingo para ver a famosa estátua de Gertrudes, uma das muitas gordinhas de Botero. 

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Gorda Gertrudes

Por fim, quem é amante de café sabe que o café colombiando é considerado um dos melhores do mundo e vale a pena provar um café na famosa rede Juan Valdez, uma espécie de starbucks colombiana, com produtos típicos do país. Há uma cafeteria na Calle 36 (quase com a Carrera 6). 

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Neste primeiro dia, fomos ver o pôr do sol no Café Del Mar. O bar fica em cima da muralha e oferece uma vista linda, ainda mais privilegiada com a música de fundo e um clericot na mão (caro, mas delicioso)!

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Em Cartagena, não tem aquelas praias bonitas que imaginamos quando pensamos no mar do caribe. E, por isso, é imprescindível contratar um passeio para alguma ilha. Assim, no dia seguinte fomos para o porto e fechamos com umas das diversas agências o passeio que ia direto para Playa Blanca (tinha a opção que parava na Isla del Rosário, que iríamos no seguinte).

O barco que nos levou estava mais cheio do que podia – pois é, não muito seguro. Acho que poderíamos ter pesquisado um barco maior ou melhorzinho! Mas, de todo modo, chegando lá a praia era bem bonita. Com um vendedor ambulante, alugamos snorkel  (era até bonito, mas também nada espetacular… e, pra piorar, o fundo do mar estava bem poluído),  depois tomamos um sol e ficamos andando pela areia. No preço do passeio, estava incluído o almoço: comida caseira, simples e gostosa – peixe, arroz de coco e plátano (uma espécie de banana frita). Logo depois já era hora de voltar.

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Dica Maíra: como tinha lido muito sobre a superlotação dos passeios à Playa Blanca, acabamos optando por pegar um barco privado, que nos levou à Playa Blanca de manhã e às Islas del Rosário à tarde. Quando fui (novembro/2015), tanto o passeio das Islas del Rosário quanto o da Playa Blanca custavam cerca de 80 dólares por pessoa. Ou seja, os 2 passeios sairiam 160 dólares por cabeça. O barco (pequeno) que alugamos custou cerca de 440 dólares. Estávamos em duas, então o barco representou um custo extra de 60 dolares cada. Caso estivessemos em 3, o aluguel do barco já teria saído mais barato que os passeios regulares, com a vantagem de estar em um barco privado e poder fazer os 2 passeios em um dia só.  

Também tinha lido em 100% dos lugares sobre a superlotação da Playa Blanca (até o hotel nos orientou), então fiquei muito surpresa ao descer lá e não ter absolutamente ninguém junto conosco na praia. Pelo o que pude perceber, a extensão da Playa Blanca é grande, então não sei se nosso barqueiro nos deixou em algum lugar mais vazio, longe de onde param os barcos de excursão regulares.  

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O mar da Playa Blanca realmente é daquele azul translucido estilo Caribe, com água calmas e quentes. Com base na nossa experiência, achei que valeu MUITO a pena conhecer. Talvez não tivesse gostado se tivesse encontrado uma praia lotada e cheia de ambulantes, como li nos relatos.

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A tarde, fomos conhecer o Castillo San Felipe de Barajas. Pegamos um taxi até lá e dispensamos os guias que se oferecem na entrada. E importante: comprar água antes de subir porque lá em cima não tem! Além da própria construção, a vista que se tem da cidade faz a subida valer a pena!

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Dica Maíra: embora o Castillo San Felipe leve o nome de castelo e o mapinha do lugar até tente uma explicação técnica para tanto, o lugar é mais o que conhecemos como um forte. Não espere visitar aposentos ou outras coisas. O Castillo é constituído de muralhas de defesa e canhões. Uma parte interessante são os túneis subterrâneos que interligavam todo o castelo. É possível entrar para conhecer, só cuidado para não se perder.

Eu muito zuada na foto, mas é a única que tenho dos túneis hahah

Eu muito zuada na foto, mas é a única que tenho dos túneis hahah

Quem me conhece sabe o quanto sou enlouquecida por história e como amo visitar esse tipo de local. Entretanto, não achei a visita imperdível  (embora o Castillo seja um dos principais pontos turísticos da cidade). 

À noite, depois do jantar, paramos em um dos bares com mesinhas nas calcadas para tomar um mojito e ouvir os cantores de rua. Embalados pelo clima romântico, fizemos, por fim, um passeio de charrete – pode parecer meio brega (e é!), mas combina muito com a atmosfera de lá!

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No terceiro e último dia, fomos ao porto novamente (é pertinho da cidade murada, e demorávamos mais ou menos uns 15 minutos a pé do nosso hotel) e contratamos o passeio para a Isla del Rosario. O percurso, no barco,  é bonito. Mas o passeio em si, sinceramente, achei bem mais ou menos – embora fosse bonita a paisagem, era um hotel regular com uma praia privativa em que só podíamos nadar em uma área delimitada (em função da quantidade de água-viva) ou ir bem para o fundo, quando fôssemos fazer skornel (opção paga a parte). Havia a alternativa, também paga separada, de ir até o oceanário, mas achamos que fosse ficar corrido e desistimos. O almoço, regular, estava incluído.

isla del rosario

Dica Maíra: nosso passeio às Islas del Rosário (que fizemos junto com a Playa Blanca, como contei acima) foi no mesmo esquema. Paramos no hotel Gente de Mar e pudemos usar a praia privativa deles, pagando só pelo o que consumimos. A praia do hotel é bonita (não tinha água viva hehe), mas não aquele azul caribe que vimos na Playa Blanca. Me lembrou muito o mar de Angra. 

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Praia do hotel Gente de Mar

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No retorno do passeio, demos mais uma última volta pela cidade – o programa principal era mesmo andar pela cidade murada -, conseguimos aproveitar a piscina do hotel, e fomos jantar. Gastronomia em Cartagena, aliás, é um ponto forte.

Dentre as opções, está o restaurante El Santíssimo – outra alternativa era o La Vitrola (mas achamos o esquema meio fresco por não poder entrar de bermuda – apesar do calor que fazia – e desistimos). Fizemos a reserva pelo site antes de viajar para não ter erro.

el santissimo

(foto do site oficial do restaurante!)

eu já na sobremesa (não deu tempo de bater foto do prato principal! hehe)

 Decidimos pelo “menu completo” com tudo incluído (bebida, entrada, prato principal e sobremesa) por algo em torno de 80,90 reais. E, com um clima, atendimento e comida perfeitos, o El Santíssimo fechou o feriado com chave de ouro.

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Dica Maíra: eu fui ao La Vitrola e, embora a comida seja muito boa, não achei o restaurante nada demais. A banda que toca ao vivo toca muito pouco e o ambiente é de um restaurante bem tradicional, nada que chame a atenção. Entre o La Vitrola e o El Santissimo, ficaria com o El Santissimo. 

Caso opte por ir ao La Vitrola, vale a pena entrar em contato com seu hotel para que eles reservem para você. O restaurante só permite a entrada com reserva (vimos muita gente barrada na porta) e as reservas só são feitas por telefone. Por sua vez, o El Santíssimo dá para reservar pela site (aqui). 

Outra opção de jantar é o restaurante San Pedro, que fica na praça da Catedral e coloca mesinhas para fora à noite. Um clima bem gostoso e comida idem. 

Restaurante San Pedro à direita

Restaurante San Pedro à direita

Outra opção mais turística para o jantar é escolher algum dos restaurantes com mesinhas na calçada da Praça Santo Domingo. É comum alguns artistas de rua fazerem shows por lá. 

Por fim, para quem estiver procurando uma oportunidade de dançar salsa, tinhamos lido muito bem sobre o Babar. Chegamos até a tentar ir para lá numa quinta-feira, mas o lugar estava super vazio!  Como o lugar é bastante frequentado pelo locais, pode ser que na sexta fique mais cheio, como nos disse uma das garçonetes que perguntamos. Como não paga para entrar, não custa conferir. Os reviews do Trip Advisor podem ser vistos aqui

Babar - para dançar

Babar – para dançar

Roteiro: Bogotá Express

Fomos pra Bogotá usando o sistema de milhas da LAN e aproveitando uma promoção por seis mil pontos cada trecho.

Estávamos em dúvida se ficávamos hospedados na Zona Rosa – parte mais moderninha da cidade – ou na Candelária, região central, perto da maioria dos pontos turísticos. Mas decidimos pela primeira opção e acho que é a melhor pra poder aproveitar a noite. Ficamos no Hotel B3 Virrey, bem moderno e com bom custo/benefício.

Obs Maíra: seguindo a dica da Dé, também me hospedei nesse hotel. Ele fica bem pertinho (+/- 1km) da Zona Rosa, bairro que está para Bogotá como Jardins está para São Paulo. São muitos restaurantes e lojas na rua, numa área bem bonita e policiada.

Na minha opinião, a Zona Rosa é a melhor área para se hospedar. Caso queira/possa gastar mais um pouquinho, vale a pena procurar algum hotel nessa área. Ela é delimitada pelas Carreras 11 e 15 e Calles 80 e 85. Dentro dessa área também fica a área de pedestres chamada de Zona T, pelo formato em T das Calle 83 e Carrera 12a, onde estão muitos bares.

Dois bons restaurantes que fomos na Zona Rosa foram o Di Lucca (italiano delicioso e com preço justo) e El Bandido Bistro (moderninho – no jantar vale fazer reserva). Ambos muito frequentados por locais e bonitinhos. 

Chegamos tarde de São Paulo e na primeira noite só tivemos tempo de deixar as malas no hotel e ir, de taxi, até um dos bares do Parque 93. A região é uma delícia e bem policiada.

No dia seguinte, fomos de taxi para a região da Candelaria, direto ao Museu del Oro – bem interessante, com um acervo de peças em ouro dos povos pré-colombianos impressionante! É considerado um dos mais importantes do mundo neste gênero. Em cinco minutos depois que chegamos, ia começar uma visita guiada e aproveitamos a oportunidade. Achei que valeu bastante a pena para entender melhor a história das peças e dos povos. A visita é de graça e não precisa ser agendada, basta estar lá no horário. Nós fizemos em espanhol, mas há também em inglês. Para saber os horários das visitas e do funcionamento do museu, clique aqui

A pé, seguimos para conhecer a Plaza Simon Bolívar, também muito bem policiada.  Embora eu particularmente tenha achado um pouco sem graça (nada demais, na verdade), é um ponto histórico importante: lá está o Palácio do Governo, da Justiça e a Catedral Primaz da Colômbia.

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Subindo um pouco a rua em frente à praça, já nos deparamos com o Museu Botero – pra ver as obras dos gordinhos mais famosos do mundo! O museu é de graça e bem bacana, além de ficar num espaço bem agradável. Uma atração imperdível.

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Há diversos restaurantes turísticos na região da Candelária, e escolhemos aleatoriamente um pra almoçar.

Dica Maíra: Também não fui, mas para quem estiver com mais tempo, vale a pena visitar o Centro Cultural Garbriel Garcia Marquez, que também fica na região da Candelária. 

Depois do almoço, fomos ver Bogotá do alto: pegamos um taxi e fomos ao Cerro de Monserrate (era pertinho e o taxi saiu bem barato). Aqui só uma observação: a ideia original era fazer este programa de manhã e visitar os museus a tarde, mas como o tempo estava encoberto quando acordamos, invertemos a ordem para aproveitar melhor a vista panorâmica lá de cima.

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Você pode escolher subir a pé (mas a subida é puxada e, em razão da altitude – são mais de três mil metros de altitude -, não é muito recomendada), de teleférico ou funicular. Escolhemos esta última opção. Para saber os horários e preços de cada opção, que variam conforme dia e horário, clique aqui.

É um programa imperdível. Lá em cima há opções de dois restaurantes – mas, em função dos preços, preferimos deixar pra comer lá só a sobremesa e o café. Uma ótima desculpa para continuar aproveitando a vista. Visitamos o Santuário e, por fim, as lojinhas de souvenirs. E só mais um detalhe: leve um casaco que lá em cima faz frio!

À noite, fomos no restaurante/bar/balada Andres Carnes de Res, em Chia (a mais ou menos 40 minutos de Bogotá). Este restaurante tem uma outra unidade mais perto, em Bogotá mesmo, mas optamos por ir no original (reservamos pelo site antes de viajar porque o lugar é cheio). Um taxi do nosso hotel nos levou e ficou nos esperando. O próprio restaurante também disponibiliza esse serviço de taxi, mas pelo hotel ficou um pouco mais barato.

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Assim que entramos, ficamos até meio tontos com o lugar – é uma poluição visual sem tamanho! Até o cardápio é uma atração à parte. Mas não demora muito para entender o porquê da fama do lugar. A comida é ótima e as bebidas (gigantes! Tomem cuidado!rsrs) também! Lá se vê de tudo: casais, turmas de trabalho, aniversários de família, amigos dançando, locais e gringos aproveitando desta experiência única.

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Obs Maíra: o restaurante realmente é um espetáculo a parte. Gigante, ele ocupa uma área de mais ou menos 4 quarteirões. 

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Estavamos lá bem em 31/outubro, no dia da festa de Halloween deles (o Halloween na Colômbia é muito forte e todos saem fantasiados pelas ruas) e o lugar ficou ainda mais louco e animado com todas as pessoas fantasiadas. Com certeza um programa imperdível para quem está em Bogotá!

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No dia seguinte, já pegamos o voo para Cartagena. Se pudesse refazer nosso roteiro – se tivéssemos mais tempo! -, colocaria um dia a mais em Bogotá para conhecer a Catedral de Sal (que fica na cidade vizinha de Zipaquira – mais informações aqui), passear com calma no Centro Cultural Garcia Marques (é um espaço com uma grande livraria e café) e principalmente pra curtir com calma a região dos bares bonitinhos na Zona T. Atrações que ficaram faltando no nosso roteiro.

Dica Maíra: eu incluiria nas dicas jantar uma noite na Zona G, região descolada que foi revitalizada e está na moda entre os locais, destacando-se pela gastronomia. Não conseguimos ir pois era domingo e a maioria dos restaurantes da capital fecha, mas tinhamos no nosso roteiro o restaurante Bistronomy, a casa mais informal dos irmãos Rausch. A dupla vem fazendo o maior sucesso na Colombia e são atualmente jurados do Master Chef daquele país. O restaurante Criterión, também deles, é listado como um dos melhores da América Latina. O site deles traz informações sobre todas as casas, aqui.

Mas achei que, apesar disso, foi suficiente para conhecer o básico e pra me surpreender – em muito! – com a capital colombiana.