Egito – Informações Práticas

Conhecer o Egito era um sonho desde a infância. Em 2011 eu estava com passagens compradas, mas precisei cancelar a viagem porque foi exatamente no auge da primavera árabe e dos protestos contra Hosni Mubarak. Durante muito tempo não me senti tranquila para visitar o país, até que as coisas ficassem relativamente calmas por um tempo.

Sonho realizado!

Apesar de algumas notícias esparsas de atentado, a situação no Egito parece estar mais estável nos últimos anos e o número de turistas está voltando a crescer. Isso foi suficiente para decidir retomar os planos de viagem e, no final de 2017, eu e a Karine finalmente visitamos o país.Para ficarmos mais tranquilas, optamos por fechar a viagem com uma agência e ter um guia conosco durante os passeios. Apesar de sermos fãs do turismo por conta, um bom guia no Egito faz toda a diferença. A maioria deles é formada em egiptologia e é muito legal contar com alguém com tanto conhecimento para ir explicando sobre os desenhos, hieróglifos e arquitetura das inúmeras construções que fazem parte do roteiro básico.

Hoteis e Cruzeiro Pelo Nilo

Como nós tínhamos apenas uma semana, visitamos o Cairo e depois fizemos um cruzeiro pelo Rio Nilo, para ir visitando os templos que ficam ao longo de suas margens. Essa foi outra característica da viagem que fugiu um pouco ao nosso estilo, já que ninguém do grupo de amigos gosta de cruzeiro. Exatamente por isso pesquisamos bastante se valeria a pena fazer o cruzeiro pelo Nilo.

No final, para o tempo de viagem que teríamos, o cruzeiro acabou sendo a melhor opção. Tirar o cruzeiro teria nos economizado dois dias, mas perderíamos a visita a alguns templos. Como nosso tempo livre era só de uma semana e com os 2 dias economizados não conseguiríamos ir a outra região do Egito, optamos por pegar o cruzeiro mesmo. Caso sua viagem inclua outros lugares ou você tenha ainda menos tempo que a gente, é algo para considerar. Na parte do roteiro falo qual seria nossa opção caso não tivéssemos feito o cruzeiro.

Cruzeiro pelo Nilo

O maior ponto positivo do cruzeiro é a facilidade da logística, já que você visita templos localizados em diversas cidades sem ter que ficar se preocupando em como fazer o deslocamento. Outra coisa legal é a navegação em si, já que os egípcios fazem essa atividade há milhares de anos e não deixa de ser interessante pensar que você está no tão famoso Rio Nilo. As paisagens também são bem bonitas.

O ponto negativo do cruzeiro é que os navios não são aqueles transatlânticos enormes com mil opções para passar o tempo. O nosso tinha uma piscina bem pequena (que nem usamos), umas mesinhas no andar superior e só. Como as visitas aos templos são no período da manhã, durante a tarde e a noite ficávamos com pouca coisa para fazer.  Além disso, os navios “standard” são um pouco velhos e as acomodações não são das mais confortáveis. A comida não era ruim, mas era pouco variada.

Nosso navio foi o Grand Princess e, pelo o que vimos passando por dentro dos muitos outros que também estavam fazendo o trajeto, todos eram muito parecidos. Caso queira algo mais confortável, sugiro procurar navios de redes de hospedagem internacional, como os do Oberoi (são dois, aqui e aqui) ou os do Movenpick (todos aqui), mas leve em conta que o preço é mais alto.

No Cairo, ficamos hospedados no Hotel Mena House, colado nas pirâmides de Gizé. Apesar de ele ser antigamente da rede Oberoi, ele não é tãaao luxuoso quanto os Oberois que ficamos na Índia, mas é muito confortável. No final, isso importará muito pouco caso você se hospede lá, porque o que mais você pode querer quando o café da manhã é com essa vista para as pirâmides?

Amanhecer no Mena House com a melhor vizinhança que se pode imaginar.

Embora a localização seja privilegiada para conhecer as pirâmides, o hotel não é tão central para as demais atividades na cidade. Como nos dias que ficamos no Cairo fizemos tanta coisa e chegamos no hotel tão tarde, isso importou pouco para a gente, porque não teríamos pique para fazer mais nada além de comer e dormir.

Se tivéssemos mais tempo, teríamos incluído o Mar Morto no roteiro, mas acabou ficando para uma próxima viagem.

Roteiro

Nosso roteiro, tirando os dias de chegada e de saída, ficou assim:

– Dia 1: Cairo. Pirâmides de Gizé, Darshur, Memphis e Saqqara.

– Dia 2: Vôo Cairo-Aswan. Visita ao Templo de Philaé e passeio de feluca no final da tarde pelo Nilo. Noite em Aswan.

– Dia 3: Visita a Abu Simbel e embarque no navio.

– Dia 4: Navio. Vista ao Templo de Kôm Ombo.

– Dia 5: Navio. Visita ao Templo de Edfu, Karnak e Luxor.

– Dia 6: Passeio de balão em Luxor, visita ao Templo de Hatsheptsut, Vale dos Reis, Vale das Rainhas. Vôo Luxor-Cairo.

– Dia 7: Cairo. Visita à citadela e ao museu do Cairo.

Observações:

*Em quase todos os roteiros, você já embarca no navio na cidade de Aswan, que teria sido no nosso Dia 2. Entretanto, quando fomos, o Nilo estava com o nível bem baixo e os navios não conseguiram chegar até Aswan. Então dormimos a noite do Dia 2 em um hotel em Aswan e embarcamos somente no Dia 3 em um ponto mais para cima do Nilo. Não fez diferença no roteiro, pois nesse dia o navio fica atracado em Aswan para fazer o passeio a Abu Simbel no dia seguinte. 

*No dia 5 nós conseguimos fazer todos aqueles templos porque pedimos para a agência nos levar de carro de Edfu a Luxor, que seria bem mais rápido do que de navio. Quem vai de navio só consegue fazer o templo de Luxor no final da tarde e deixa para conhecer o templo de Karnak no dia 6. Fique atento porque, dependendo do horário do seu voo de volta ao Cairo, fica muito corrido fazer tudo no Dia 6 e pode não dar tempo de conhecer alguma coisa.  

*Não é impossível conhecer os templos principais pelos quais o cruzeiro passa de carro. Aliás, é uma opção bastante viável. Eu consideraria o seguinte roteiro:

Dia 1 – Cairo.

Dia 2 – Vôo Cairo – Aswan. Visita a Abu Simbel e Kôm Ombo. Deslocamento a Luxor e noite em Luxor.

Dia 3 – Luxor. Templos de Karnak e Luxor.

Dia 4 – Luxor. Vale dos Reis e o Templo de Hatsheptsut. Vôo Luxor-Cairo.

Dia 5 – Cairo.

Nessa opção ficam de fora os Templos de Edfu e Philae (são lindos e amei ter conhecido, mas não são tão imperdíveis quanto os demais), mas você economiza dois dias inteiros de viagem.

Guia e Agência

Como contei nas observações do nosso roteiro acima, tivemos alguns imprevistos durante a viagem, principalmente relacionados ao navio (coisa que percebemos não ser tão incomum). Nesse ponto foi ótimo termos feito a viagem com agência, porque os navios vão se comunicando com as agências, informando atrasos, mudanças de itinerário etc.

Todos os imprevistos (como ter que reservar uma noite de hotel em Aswan , ir de carro até à cidade de embarque, ir de Edfu a Luxor de carro etc) foram resolvidos pela agência, sem nenhum custo extra e com eficiência. Fiquei imaginando se simplesmente bateríamos com a cara na água em Aswan caso tivéssemos reservado o navio por conta própria.

Nós fechamos nosso pacote com a agência Horus Viagens. Reservamos com eles o guia, os hotéis, os trajetos terrestres (dentro das cidades e inter-cidades) e os voos internos. O atendimento foi todo via whatsapp e eles foram bem atenciosos. A coisa é um pouco informal (não tínhamos vouchers nem nada), mas deu tudo certo.

Um dos destaques da agência foi o nosso guia. Ele era mais jovem, bem legal (isso importa porque você passa bastante tempo com o guia no navio) e, o mais importante, formado em egiptologia e com um conhecimento técnico ótimo. Ele já morou no Brasil e fala português fluente. Ele foi nosso guia em todas as cidades e recomendamos bastante. Seguem os contatos:

Abdallah Khattab
insta: @abdallah.nabil.khattab
facebook: Abdallah Nabil Khattab

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Nós e Abdallah, que fez um tour de 3 horas no Museu do Cairo para tirar todas as nossas dúvidas!

Fechamos os passeios privativos para ficarmos mais livres para montar a programação do jeito que queríamos. Nos deslocamentos terrestres, tínhamos uma van só para a gente e o Abdallah ia conosco. Nos voos, o guia não nos acompanhava e foi tudo muito tranquilo, não nos sentimos inseguras em nenhuma parte do tempo.

As passagens de borda fechamos por conta própria, com a Ethiopian Airlines. Tínhamos ouvido muita gente falar mal e ficamos até com receio de comprar por essa companhia, mas o preço era muito mais barato que os das demais, além do tempo total de voo ser menor. No final, não tivemos nenhum problema. As malas chegaram e os aviões eram bons. A única coisa que achei muito ruim (mesmo!) foi a comida – e não sou fresca para comer. O aeroporto da Etiópia também não é dos mais confortáveis para conexão (senti falta de opções de comida porque nossa conexão era longa), mas já fiquei em bem piores.

Clima

Nós fomos para o Egito na semana entre o Natal e o Reveillon, que é o inverno deles (de novembro a abril). O clima estava perfeito, pois tivemos sol todos os dias e as temperaturas não eram altas. Durante a manhã e à noite fazia bem frio, então é recomendável ir com um agasalho quente por cima e se vestir em camadas, para ir tirando ou colocando roupas conforme as temperaturas subam ou caiam. Eu evitaria o inverno caso sua viagem inclua a região do Mar Morto, porque o inverno deles é frio para praia para nós brasileiros.

Caso você vá no verão (maio a outubro), lembre-se que a maioria das regiões visitadas é desértica, então é bom prepara-se para enfrentar altas temperaturas durante o dia.

Na sequência vamos fazer posts específicos de todos os nossos dias na viagem.

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2 thoughts on “Egito – Informações Práticas

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