Uyuni – Roteiro Dia a Dia – Cordillera Traveller

As dicas práticas sobre o Uyuni estão nesse post aqui.

Como os roteiros feitos pelas agências que contratamos foram diferentes, optamos por fazer posts diferentes do dia a dia. Esse roteiro foi realizado com a Cordillera Traveller.

O roteiro realizado com a Estrella del Sur está nesse post aqui.

DIA 1 

O dia começou com um ônibus da Cordillera nos buscando no hotel às 07:00. Passamos pela emigração do Chile e fomos no mesmo ônibus até a imigração boliviana. 

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A fronteira já dá uma idéia do não-luxo que vem por aí.

Lá, trocamos para os jipes que iriam nos transportar pelos próximos 4 dias. No total, seriam 4 jipes. Dois deles foram ocupados com um grupo grande de 10 americanos. Os outros 2 foram ocupados com uma torre de babel. No nosso jipe estavam 2 brasileiros, 1 alemão, 1 holandesa, 1 francês e 1 chilena.

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Os jipes

Os motoristas meio que se dividiram em duplas de jipes o que foi ótimo. Se por um lado não lotávamos os lugares chegando todos os jipes juntos, por outro lado sempre havia um outro jipe próximo, o que dava uma mega segurança depois de ler tantos relatos de carros quebrados no meio do nada. 

Nós não tivemos esses problemas. Os carros da Cordillera eram bons e não vimos nenhum dos 4 motoristas bêbados ou com sono ao longo do caminho. O Isac, motorista do nosso carro, era muito cuidadoso na direção e, apesar de quieto como é comum aos bolivianos, sempre respondia com simpatia às nossas perguntas e puxadas de papo.  

Feita a imigração, já partimos em direção à Laguna Blanca e à Laguna Verde, que são ali pertinho. De todas que vimos, a Laguna Blanca foi a menos impressionante. Mas logo depois vem a Laguna Verde, com uma cor esmeralda que não parece de verdade e com o Vulcão Licancabur ao fundo. Linda demais!

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Laguna Branca – a menos bonita que vimos

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Laguna Verde – linda e sem nenhum filtro

Depois disso o tour passou pelo meio do Deserto de Dali, com uma parada rápida para foto. O deserto tem esse nome em função das cores das montanhas, que realmente lembram muito os quadros do pintor. De fato, parece que a qualquer hora vai aparecer um relógio derretendo na paisagem!

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Deserto de Dali

Continuamos até a Termas de Puritama, uma piscina de água termal aquecida naturalmente pela atividade vulcânica. Chegando no local, achei a piscina em si bem Piscinão de Ramos e fiquei com preguiça de entrar. Na minha opinião, vale mais a pena andar para a parte de trás da termas para ver a paisagem linda por lá.

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A piscina de água quente pode te decepcionar rs …

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…. mas as paisagens não!

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Depois, foi a hora de passar pelos Geysers. Confesso que estava com a expectativa baixa, achando que seriam bem parecidos com os do Atacama, mas a paisagem é completamente diferente. 

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Enquanto os geysers do Atacama ganham no tamanho e quantidade das colunas de fumaça, os Geysers da Bolívia se destacam mais pelas poças de água fervente e pela paisagem surreal. Se tivessem me desacordado e me deixado lá, eu juraria que estava em outro planeta.

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Geysers

O mais bizarro é poder andar livremente entre as “poças”, que estão em plena atividade e borbulhando. Cuidado é essencial, principalmente porque esse é o ponto do tour com maior altitude, então você não estará em seu estado normal. 

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A última parada no dia foi na Laguna Colorada, um dos pontos que mais me impressionaram na viagem. Os jipes param em uma espécie de monte elevado e a lagoa se estende pelos dois lados. O lado esquerdo é mais seco e menos bonito, mas tem muitos flamingos. Visite-o primeiro.

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E essa cor de água?

Depois vá para o lado direito para ver a Laguna Colorada em toda sua beleza. Difícil, descrever, só vendo as fotos mesmo. 

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Nossa hospedagem da primeira noite foi logo em frente à Laguna Colorada. Quase todas as agências param por lá, mas a Cordillera tem um prédio próprio. Como é muito pertinho da Laguna Colorada, primeiro paramos no alojamento para almoçar. O purê de batatas com salsichas foi uma refeição simples, mas muito gostosa! Depois de devidamente alimentados, partimos para conhecer a Laguna Colorada e voltamos para o alojamento no final da tarde. 

Nesse dia dividimos o quarto com mais 4 pessoas. O prédio tem apenas um banheiro com chuveiro (quente e bom). Tomei banho logo que cheguei, por 10 bolivianos e o banheiro estava limpinho.  Já achei ótimo, porque em todos os relatos que li as pessoas não têm banho nessa primeira noite. 

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Nosso quarto compartilhado

Vale a pena levar um saco de dormir para todas as noites. Não que os lugares sejam muuuuito sujos, mas cada grupo passa apenas uma noite em cada alojamento. Obviamente eles não lavam e trocam os lençóis todos os dias no meio do deserto. 

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Nosso jantar foi simples. Uma sopa de legumes seguida de macarrão com molho vermelho. Antes de dormir fomos para a frente do alojamento para espiar o céu mais lindo que já vi! Não sou super entendedora de configurações de máquina e a olho nu o céu é ainda mais estrelado que nas fotos. Vale a pena se encapotar e enfrentar o frio. 

Essa primeira noite também quase todo mundo sente os efeitos da altitude. É uma noite mal dormida em geral. Ajuda se você mantiver sua cabeça mais elevada que o resto do corpo. Remédio para dor de cabeça também é bem-vindo. 

DIA 2

Nosso tour começou pelo outro lado da Laguna Colorada, que não é colorado. Nesse ponto a lagoa é azul, mas a paisagem nem de longe é menos bonita.

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Laguna Colorada do outro lado – linda também!

De lá, partimos para o Deserto de Siloli, um local com montanhas lindas e algumas formações rochosas decorrentes de erupções vulcânicas antigas. A formação mais famosa é a Árvore de Pedra.

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Deserto de Siloli

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Arbol de Piedra

Do Deserto de Sioli, fomos em direção às chamadas Lagunas Altiplânicas. A primeira a ser visitada foi a Laguna Honda

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Laguna Honda

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Todas as lagoas são lindas e com muitos flamingos, mas meu coração bateu mais forte pela Laguna Hedionda. Ela estava um pouco seca em um dos lados e o enxofre que fica no seu fundo estava exposto, formando um tapete amarelo lindo de se ver!

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Laguna Hedionda seca de um lado …

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… Laguna Hedionda cheia do outro.

Almoçamos ali na Laguna Honda. Comida simples (arroz branco, atum, milho, tomates) e vista luxuosa!

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Lunch with a view!

Da Laguna Honda partimos para a Laguna Cañapa.

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Laguna Cañapa

Tinha lido em vários lugares que esse segundo dia era meio chatinho, com muitos deslocamentos, mas o nosso não foi, não! Já estava super satisfeita de ter visto tantas coisas lindas naquele dia, mas ainda tinhamos mais lugares para visitar, entre eles o Mirador do Vulcão Ollague. 

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Mirador do Vulcão Ollague

E depois dirigimos por meio do Salar de Chiguana. Nosso motorista parou perto de uma linha de trem ainda ativa que escoa minerais da Bolívia para o Chile e pudemos tirar algumas fotos bacanas!

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Salar de Chiguana

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À noite, chegamos no hotel de sal, que já fica na bordinha do grande deserto. Tudo é feito de sal, as paredes, as camas, os bancos. Bem legal! Esse dia jantamos frango assado com batata frita, o que pareceu um banquete depois de tanto enlatado. O único ponto negativo foi o banheiro compartilhado, que deixava bastante a desejar, principalmente na pressão e aquecimento da água. 

DIA 03

Nesse dia acordamos cedinho para ver o nascer do sol no salar. Apesar de termos visto muitas e muitas fotos maravilhosas desse horário no lugar, nós não demos sorte. No dia que fomos, o céu estava com muitas nuvens e, naquele horário, o salar não estava em todo seu esplendor.

De lá, seguimos direto para a Isla Incahuasi. O salar tem algumas “ilhas”, que na verdade são pedaços de terra no meio do sal, mas apenas essa é visitada, por ter como atrativos muito cactus, que podem chegar a até 10 metros de altura.

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Dá para comprar o tamanho das pessoas com os cactus

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Isla Incahuasi

Na nossa visita à ilha, o céu ainda estava com muitas nuvens. Nosso café da manhã foi montado aos pés da ilha e ficamos por lá, admirando a imensidão branca do salar e assistindo com alívio as nuvens limpando o céu e o sol aparecendo.

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De lá, o carro vai cruzando pelo meio do nada no salar, com uma parada para fotos. Os motoristas dão várias idéias, inclusive para as fotos em perspectiva. Eu não sou muito fã desse tipo de foto, mas, já que estava todo mundo fazendo, entramos no clima hehehe.

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Depois da parada para fotos, o carro continua seguindo pelo Salar em direção à cidade de Uyuni. No caminho, está o museu de sal, que, na verdade, é o primeiro hotel de sal que foi construído na região. Hoje em dia ele está desativado e foi transformado em um museu. 

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Primeiro hotel de sal da região. Hoje em dia, um museu.

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Ali em frente está também o totem do rally Paris-Dakar, que passa pelo local.

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Já chegando na cidade de Uyuni, há uma parada num cemitério de trens, com maquinários e vagões que serviam na antiga estrada de ferro que ligava

Muita gente não gosta dessa parada, principalmente pelo lixo que é levado ao local pelos fortes ventos da região. Eu gostei bastante, porque adoro uma velharia hehe. 

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Depois do cemitério de trens, fomos para um restaurante almoçar (a comida estava incluída no preço do nosso tour). Após o almoço, nosso jipe nos deixou no escritório da Cordillera (por volta de 13:30), informando que às 15:30 trocaríamos de jipe e sairíamos já em direção ao nosso albergue daquela noite, já no caminho em direção a San Pedro.

Nessas duas horinhas livres na cidade, aproveitamos que estava rolando uma feira local pertinho da agência da Cordillera (era uma sexta-feira, não sei se ela acontece todos os dias e fomos para lá dar uma volta. 

Às 15:30 embarcamos em outro jipe com um novo motorista e foram 3 horas de estrada até a hospedagem daquela noite. De todos, foi nosso pior hotel. A energia tinha acabado e o banho foi totalmente frio.

Dia 4

No dia seguinte, acordamos cedo e fomos numa batida só até a fronteira da Bolívia/Chile e depois para San Pedro. 

Considerando que depois que o tour chega na cidade de Uyuni não há mais nada a fazer além de deslocamento e considerando a qualidade do hotel da última noite, eu pesquisaria a opção de terminar meu tour na cidade de Uyuni no terceiro dia (o tour de 3 dias da Cordillera Traveller é assim) e de Uyuni mesmo já pegar um ônibus de volta a San Pedro do Atacama (isso caso suas passagens de borda não sejam pela Bolívia). 

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3 thoughts on “Uyuni – Roteiro Dia a Dia – Cordillera Traveller

  1. Pingback: Uyuni – roteiro dia a dia – Estrella del Sur | Diários de Férias

    • Diego, lembro que cheguei a pesquisar essa opção, mas não tive resultados confiáveis pq meu retorno seria 31/dez e muita coisa estaria fechada. Se não me engano, há um ônibus que faz Uyuni/San Pedro. Sugiro que vc entre em contato com algumas agências e pergunte tanto do ônibus, como do transfer compartilhado.

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