Hong Kong em 1 Dia (e duas noites)

Minha passagem por Hong Kong foi bem rápida. Da primeira vez que fui à China, acabei focando na parte mais tradicional do país e meu roteiro não incluiu Hong Kong e Shangai. Então aproveitei que estava com uns dias de férias sobrando a mais além dos dias do roteiro do Japão e embarquei uns dias antes para conhecer essas duas cidades que estavam na minha bucket-list.

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Hong Kong

Cheguei em Hong Kong por volta das 14:00 no aeroporto internacional e peguei o airport express, uma linha do MRT que leva até a estação Central, que fica na ilha de Hong Kong. De lá, peguei a linha vermelha do MRT, que cruza o rio e leva até a parte de Kowloon, onde estava hospedada.

Hong Kong é composta basicamente de três partes diferentes: Kowloon (que fica no continente), a ilha Hong Kong e a Ilha Lantau. Na hora de escolher a hospedagem, fiquei em dúvida se ficaria na ilha de Hong Kong ou em Kowloon, mas acabei escolhendo essa última.

A melhor área de Kowloon para se hospedar é a de Tsim Sha Tsui, preferencialmente perto da estação de mesmo nome, que fica na linha vermelha do MRT que passa pela Nathan Road. Ali estão vários shoppings e restaurantes e dá para sair à noite tranquilamente à pé para comer.

Como os hotéis em Hong Kong estavam muito caros, eu acabei ficando duas estações de metrô para cima, na estação Yu Ma Tei. A região por ali não é das mais bonitas, mas meu hotel ficava bem perto do metrô e foi fácil de chegar/sair de transporte público para vários locais.

No dia em que eu cheguei não deu para fazer muita coisa, então só peguei o MRT até a estação Tsim Sha Tsui, a mais perto da Avenida das Estrelas.

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A avenida das estrelas, que fica à beira da península, é uma espécie de calçada da fama, que mescla marcas em cimento de mãos/pés de artistas chineses com algumas estátuas. A mais famosa e procurada para fotos é a do Bruce Lee. Entretanto, a avenida das estrelas está passando por uma reforma (que vai até 2018), então, se você quiser muito ver as estátuas e placas de cimento, elas estão temporariamente acomodadas ali perto, no Jardim das Estrelas.

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Esculturas e placas realocadas ao Jardim das Estrelas

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Mas, sejamos sinceros, a estrela de Hong é mesmo seu skyline e o melhor lugar para observá-lo é da própria Avenida das Estrelas – e essa é a principal razão pela qual os turistas vão pra lá, já que a maioria dos artistas chineses é desconhecida para nós.

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Skyline visto da Avenida das Estrelas

E a vista de Hong Kong desde Kowloon é linda, com todos aqueles prédios modernos e arranha-céus subindo na linha do horizonte.

Fiquei por lá até o anoitecer, porque queria ver o skyline iluminado. Todos os dias, às 20:00, acontece a chamada Symphony of Lights, considerado pelo Guiness o maior show permanente de luzes e sons.

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Skyline iluminado

A verdade é que o show não é nada imperdível, só umas músicas e alguns feixes de luz saindo de cima dos prédios – e muita, muita gente se apinhando nos parapeitos. O que é imperdível é o próprio skyline iluminado, que pode ser visto em qualquer outro horário da noite e com bem menos gente.

No dia seguinte acordei bem cedo para tentar conhecer o máximo da cidade possível no único dia inteiro que eu teria por lá.

Meu primeiro programa era a Ilha Lantau, onde fica o Monastério Po Lin e o Grande Buda. Para chegar até lá, o jeito mais fácil é por meio do Ngong 360 cable car. Basta ir até a Estação Tung Chung (linha amarela do MRT) e depois ir seguindo à pé as placas para o cable car.

O cable car possui a cabine normal e a chamada crystal cabine, que tem também o chão de vidro. Para driblar a fila, é possível comprar os ingressos online aqui. Vale a pena ir aproveitando a vista que se tem lá do alto. Descendo do cable car você já estará numa espécie de vilinha, com vários restaurantes e lojinhas.

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Seguindo por ela, você já avistará o Grande Buda, uma estátua de bronze de 34 metros de altura, sentada em uma flor de lótus.

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Vale a pena subir os muitos degraus até ela, pois lá de cima a vista das montanhas é linda. A estátua também é cercada por outras estátuas de bodhisattvas.

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Descendo as escadas e seguindo para a direita, você já estará no Monastério Pon Lin, um dos mais bonitos que já visitei. Só exterior dos prédios do monastério já valeria a visita, com arquitetura e cores típicas chinesas.

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Mas o monastério ainda abriga dois salões com uma decoração de tirar o fôlego. O mais famoso é o Grande Hall dos Dez Mil Budas, uma sala impressionante, toda dourada.

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Embora não tão conhecido, também achei o Hall do Templo Principal lindo, bem colorido, com três budas sentados ao meio, simbolizando o presente, o passado e o futuro.

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Valeu muito a pena ter ido cedo ao monastério, principalmente pelo lugar ainda estar vazio e ter aproveitado o clima de tranquilidade do alto das montanhas.

Saindo de lá continuei minha saga para ver Hong Kong do alto e fui para um dos pontos turísticos mais famosos da cidade: o Victoria Peak ou The Peak.  Para chegar até ele é possível subir com o peak tram (um bondinho que sempre tem filas gigantes) ou com o ônibus de linha nº 15 (fui com ele e foi tranquilo).

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Vista do The Peak – a neblina é bem comum em Hong Kong

O The Peak é o ponto mais alto de Hong Kong e de lá é possível ter uma vista bem bonita da cidade. A maioria dos lugares diz que, se você tiver que conhecer apenas um ponto da cidade, é melhor ir até lá. Caso queira ter uma vista ainda mais privilegiada, o ponto mais alto do The Peak é o Sky Terrace, uma plataforma para a qual você precisa comprar um ingresso.

Eu, particularmente, não vi taaanta graça assim no The Peak. Não sei se porque quando fui a cidade já estava começando a ficar encoberta com a típica neblina. A vista é realmente bonita, mas eu acho o skyline visto da avenida das estrelas mais bonito. Perguntei pra Karine e ela também teve essa mesma impressão. De qualquer forma, viagem é uma coisa muito pessoal e o The Peak é um dos pontos favoritos entre os turistas que visitam Hong Kong.

Voltando do The Peak, aproveitando que eu estava no lado da Ilha de Hong Kong, aproveitei para conhecer a área do centro financeiro. Ali, alguns poucos prédios neoclássicos (como a câmara legislativa e a corte do judiciário) contrastam com os diversos arranha-céus modernos e espelhados da cidade. Entre eles, alguns ganham destaque.

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Os bondes são herança britânica

Um dos mais modernos é o do Bank of China, embora não seja tão popular entre os chineses. A torre com arquitetura arrojada é considerada agressiva e os adeptos do feng shui afirmam que ela projeta más energias contra os outros prédios.

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Bank of China

Do outro lado, está o prédio do HSBC, que tem o feng shui mais forte em Hong Kong. Na data de sua finalização, em 1985, o prédio foi considerado o mais caro já construído no mundo. No térreo do prédio estão dois leões e reza a lenda que esfregar suas patas traz sorte.

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Leão do HSBC

Durante os domingos, centenas de trabalhadores da Indonésia e das Filipinas ocupam a área Central, montado espécies de bunkers de caixas de papelão, onde eles comem, jogam cartas, conversam etc.

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Trabalhadores no dia de folga

É bem interessante o contraste com os muitos shoppings de luxo e lojas de marca que estão espalhados por essa região. Aliás, em tempo, Hong Kong é uma cidade sem impostos, então caso tenha interesse em compras, vale a pena separar um bom tempo para essa região (o IFC é o principal shopping da cidade).

Para voltar até a área de Kowloon, optei por pegar a Star Ferry. Praticamente uma instituição de Hong Kong, os barcos atravessam a baía entre a ilha e Kowloon desde 1888. Para se deslocar é muito fácil, basta seguir as placas em inglês, comprar sua ficha na máquina e embarcar. A viagem dura 10 minutos e a vista é panorâmica durante todo o tempo!

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Em contraste com as lojas de grife de Hong Kong, Kowloon possui diversos mercados de rua numa pegada bem de comércio chinês (leia-se: preços baixos e qualidade idem). Um dos mais famosos é o Ladies Market, que apesar do nome não vende só coisas para mulheres. Lá pode ser encontrado de tudo um pouco: roupas, quinquilharias eletrônicas, bolsas, souvenires e comida de rua. No mesmo estilo é o Temple Street Night Market, que vende as mesmas coisas, só que funciona durante a noite. Não espere muito, é como se fosse um grande camelódromo – onde você pode achar os produtos made in china vendidos aqui direto da fonte.

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Temple Street Night Market

Kowloon ainda tem outros mercados temáticos famosos. O Goldfish Market (especializado na venda de peixinhos dourados em sacos plásticos), o Jade Street (especializado na venda da pedra de mesmo nome) e o Cat Street (onde são encontradas antiguidades) são alguns deles.

Todos eles ficam ao redor da Nathan Road, avenida que corta Kowloon na vertical. Quanto mais perto do sul da península, mais ocidentalizada e bonitinha ela é. Subindo mais ao norte, a rua vai ficando um pouco mais feia, mas muito mais tradicional!

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Extremos sul da Nathan Road e, abaixo, arredores da avenida mais para o norte.

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Um programa que ficou faltando no meu roteiro foi um bate-e-volta até Macau. A Karine fez, mas enquanto não sobe o post dela, deixo esse post da Drieverywhere, caso tenha um dia a mais na região.

Outra coisa que queria muito ter feito e acabei deixando passar porque só tinha um dia na cidade era comer no  Tin Ho Wan, o restaurante com estrela Michelin mais barato do mundo. O lugar é especializado em Dim Sum, mas, como está sempre com grandes filas, nem coloquei no roteiro.

Caso você, como eu, esteja sem tempo para encarar as filas do Ton Ho Wan, mas queira provar os famosos dim sum, a rede Din Tai Fung é muito famosa e está espalhada por toda a China. Foi lá que terminei meu dia em Hong Kong.

Depois de toda essa maratona, cama do hotel que meu vôo para Xangai partia bem cedo no dia seguinte.

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