Osaka e Castelo de Himeji

Osaka não é uma cidade que tenha tantos pontos turísticos assim e os dois dias inteiros que tivemos para conhecê-la foram mais do que suficientes. Entretanto, é a segunda maior área metropolitana do Japão depois de Tóquio, então, caso tenha interesse em compras e restaurantes, sua visita pode se estender mais.

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Além disso, de Osaka podem ser feitos alguns bate-e-volta famosos, como Nara (que fizemos desde Kyoto) e Kobe. É de Osaka também que é feito o bate-e-volta a um dos castelos mais famosos do Japão, o de Himeji. Nós conseguimos encaixar tranquilamente em uma manhã.

Como chegaríamos de trem na cidade pela Estação Osaka da JR e sairíamos por lá para o aeroporto, optamos por pegar um hotel na região da estação. Também não se mostrou uma alternativa ruim para conhecer os outros pontos da cidade, já que do lado da Osaka Station está a estação Umeda do metrô, que nos levava fácil a qualquer lugar. Ficando por ali você tem fácil acesso tanto à loopline da JR, quanto às linhas do metrô.

Para ver o mapa no Gmaps, clique aqui.

DIA 1

Nosso primeiro dia tínhamos separado inteiro para um bate-e-volta ao Castelo de Himeji, um dos mais famosos do Japão.

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Himeji Castle

De fato, o castelo é enorme, lindo e muito bem preservado. Ficamos bem impressionados quando o vimos por fora. Himeji também tem essa fama pois nunca foi destruído por guerras ou desastres naturais, sendo um dos 12 castelos originais do país.

Entretanto, a imponência do exterior não se reflete tanto assim na visita ao seu interior, pois todos os vários andares que podem ser visitados estão vazios!

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Interior do castelo de Himeji

Então é legal visitar para conhecer a arquitetura (sóbria) do interior dos castelos japoneses e imaginar como deveria ser a vida lá dentro, mas, sinceramente, eu senti falta de alguns objetos/móveis expostos. Fomos visitando os vários andares, mas no final fica tudo muito repetitivo.

Por ser assim, a visita acaba sendo rápida (nós terminamos antes do horário do almoço) e, como nossa ida à cidade era só para conhecer o castelo mesmo, decidimos voltar para Osaka.

De Osaka até Himeji basta pegar o shinkansen (estação Shin-Osaka) da linha San-yo, que desce na Himeji Station. O deslocamento dura cerca de 40 minutos. De lá é só andar por cerca de 1km pela avenida Otemae-dori  para chegar até o castelo.

No final da tarde fomos para uma das áreas mais famosas de Osaka: Dotonbori. A área ao redor da estação Namba do metro é o bairro de entretenimento mais famoso da cidade. A principal rua da região é a que corre paralela ao canal de mesmo nome. O mais legal é visitá-la durante a noite, quando todas as luzes de neon se acendem.

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Canal Dotonbori

Para chegar até lá a estação de metrô mais próxima é a Namba. A estação é gigantesca, então procure a saída 14, que cai na Avenida Mido Suji. Depois é só seguir na direção norte até encontrar o canal e você já estará na principal parte de Dotonbori.

A região de Namba (ou Minami) pode ser dividida em três partes principais: a beira do Canal Dotonbori, a rua principal de Dotonbori (que fica paralela ao canal) e a Shinsaibashi Shopping Arcade (uma rua coberta que fica perpendicular ao canal).

Na parte do canal, está o Glico Man, o letreiro mais famoso da cidade. Instalado em 1935, a animação de um corredor cruzando a linha de chegada virou símbolo da marca de doces Glico.

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Glico man

É da Ponte Tazaemon-bashi que se tem a melhor panorâmica da região, com todos os letreiros de neon /led refletindo no rio.

Logo na saída dessa ponte está um dos restaurantes mais famosos de takoyaki da cidade (o Atchichi). Prepare-se para as filas. O takoyaki é um bolinho bem gostoso recheado de polvo, uma das comidas mais tradicionais de Osaka.

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Takoyaki da Atchichi

Ainda no canal, vale observar o exterior da loja Don Quijote, com uma espécie de roda gigante. Ainda mais legal que a fachada é seu interior, onde pode ser encontrado tudo e mais um pouco. Comidas mil (não deixe de provar os sabores diferentes de kit kat), utensílios de beleza, papelaria – tudo tax free.

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Loja Don Quijote

Já na rua principal de Dotonbori (que fica paralela ao canal) há inúmeros restaurantes disputando qual tem o letreiro/escultura mais chamativa.

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Rua principal de Dotonbori

Um dos mais famosos é o Kuidaore Taro, um palhaço que toca bateria, instalado em 1950. Outra atração é o carangueijo que se mexe do restaurante Kani Doraku, mas são muitos restaurantes que agora adotaram esse marketing. O de sushi tem uma grande sushi na frente, o de carne tem uma vaca e assim por diante.

Falando em sushi, foi em Osaka que foi inventado o conveyor belt (ou o sushi de esteirinha hehe). Como eu falei no post geral do Japão (aqui), o sistema é bem simples: os pratinhos com os diversos tipo de sushi vão passando pela sua frente e basta você puxar o que mais gosta. No final, a conta é paga pelo número de pratinhos que você empilhou. Vale a pena ter essa experiência tipicamente japonesa na cidade onde ela foi inventada.

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Converyor belt sushi

Outra comida muito tradicional de Osaka é o okonomiyaki, uma espécie de panqueca que pode conter os mais diversos ingredientes. Uma rede conhecida da comida é a Fugetsu, que tem uma filial em Dotonbori.

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Okonomiyaki

Por fim, a Shinsaibashi Shopping Arcade é uma rua coberta de 600 metros, cheia de lojas que fica perpendicular ao canal, bem ao norte/sul da Ponte Tazaemon-bashi.

DIA 2

Como amanheceu um dia lindo de sol, decidimos conhecer o Castelo de Osaka, mais pelo parque que fica ao seu redor. Como já tínhamos visitado o Castelo de Himeji no dia anterior, nem nos preocupamos em entrar no de Osaka, o vimos apenas por fora – e ele é bem lindo!

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Castelo de Osaka

O castelo é cercado por um fosso e é possível subir nas suas muralhas, de onde se tem visões panorâmicas bem bonitas.

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O parque do castelo tem cerca de 2 quilometros quadrados e fica cheio de cerejeiras durante a sakura, mas mesmo fora dessa época os jardins e bosques são bem bonitos.

A estação da JR mais próxima é a Osakajokoen, que fica na loopline do trem que corre a cidade.

Para a tarde, tínhamos programado um passeio por America Mura, uma região com lojas, cafés e bares, onde se aglomeram jovens com roupas e cabelos bem modernosos ao estilo japonês. Mas depois do almoço começou uma chuva chata e, dada nossa experiência não tão legal com lugares desse tipo em Tóquio (leia-se Harajuku, post aqui), decidimos mudar de planos.

Fomos então para o Grand Front Osaka, um complexo comercial que foi inaugurado em 2013, numa área um pouco degradada da cidade, que está em recuperação.

O complexo é conectado à Osaka Station por passarelas e nas suas torres estão muitas lojas e restaurantes. No primeiro prédio vindo da estação (South Building), está o Panasonic Center, um showroom interativo da marca onde é possível conhecer as mais novas tecnologias em desenvolvimento/lançamento.

No segundo prédio (North Building) está o Knowledge Capital, que ocupa vários andares do prédio com lojas, serviços e showrooms criados com tecnologia de ponta.

Nós perdemos um tempo no complexo porque estávamos com a tarde livre, mas, sinceramente, não achei o lugar tão imperdível assim.

Chegando o final da tarde, voltamos à nossa programação original e fomos conhecer o Umeda Sky Building. O prédio de 173 metros de altura tem duas torres interligadas por uma plataforma flutuante no topo, da qual é possível observar a cidade.

É legal deixar sua visita para o final da tarde, assim você poderá ter a visão panorâmica da cidade tanto de dia, quanto de noite.

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Umeda Skybuinding

A plataforma de observação tem dois andares, um mais baixo coberto e outro mais alto aberto. A ligação entre eles se faz por meio de escadas rolantes que passam no vão das duas torres. Uma arquitetura bem legal.

Durante o dia, na plataforma mais baixa, não deixe de observar o prédio da TKP, pelo meio do qual passa uma avenida. Nós ficamos abismados que essa construção quase não é mencionada nas atrações da cidade. Como assim um prédio com uma avenida no meio e ninguém fala nada?

A combinação um pouco estranha surgiu porque ambas as construções (a highway e o prédio) começaram meio que ao mesmo tempo. O dono do terreno não abriu mão de construir um prédio no local, embora já houvesse o plano da cidade de construção da avenida. Depois de 5 anos de discussão, as partes chegaram num acordo e a highway passa pelo meio do prédio, entre o 5o e o 7o andar.

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A avenida que corta o prédio da TKP

Já da segunda plataforma a graça é mesmo o skyline da cidade. Deixe para visitá-la durante a noite, quando ela é iluminada com luz negra e seu chão se acende, simulando um jardim de flores. É por essa iluminação que a passarela é chamada de Floating Garden Observatory.

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Osaka vista do Umeda Skybuing

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Floating Garden

De todas as cidades que visitamos no Japão, Osaka foi a que menos me encantou. Acho que por dois motivos principais. Primeiro porque já tínhamos visto tanta coisa linda e legal, que já não estavamos mais com aquele encantamento incial. Segundo porque a cidade está mais para a parte modernista do Japão do que para a tradicional e, em termos de modernidade, é difícil Tóquio perder para alguém.

De qualquer forma, como eu disse nesse post aqui, Osaka possui um grande aeroporto internacional e é uma ótima opção para começar ou terminar sua viagem. E, estando por lá, porque não uma paradinha de alguns dias?

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2 thoughts on “Osaka e Castelo de Himeji

  1. Pingback: Nara – A primeira Capital do Japão | Diários de Férias

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