Kyoto – A Cidade dos Templos e das Geixas

É em Kyoto que está tudo o que os turistas esperam do Japão tradicional:  templos antigos, jardins bem cuidados, arquitetura tradicional e gueixas. Foi a minha cidade favorita da viagem, como falei no post geral do Japão (aqui).

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O melhor é que Kyoto, apesar de todo o tradicionalismo, também é uma cidade moderna e cosmopolita, então caso você se canse da imersão histórica e cultural, facilmente encontrará outros programas.

Roteiro

Entre Hiroshima e Kyoto, nossa intenção era fazer uma visita ao Kawachi Fuji Gardens, um parque lindo que fica repleto de túneis e corredores de glicínias durante a primavera. Acontece que na noite em que iríamos para lá rolou um terremoto no Japão.

Nós estávamos em Hiroshima e sentimos apenas os reflexos dos tremores (que não foram fracos e foram suficientes pra nos acordar na madrugada com tudo balançando), cujo epicentro foi em Kumamoto. Como resultado, algumas linhas de trem para o sul foram bloqueadas. O parque ficava mais ao sul de Hiroshima e, como era o dia logo seguinte ao terremoto e não sabíamos quais trens estariam operando ou não, acabamos optando por desencanar da visita ao parque.

O que isso tem a ver com Kyoto? Como cancelamos nossa ida ao Kawachi Fuji Gardens, acabamos estendendo nossa estadia em Kyoto com mais um dia e uma noite. Assim, nossa visita à cidade foi bem tranquila e tivemos tempo de fazer tudo com muita calma e até incluir algumas coisas que não estavam antes no roteiro.

Eu acredito que 3 dias inteiros em Kyoto são suficientes para conhecer o principal da cidade. Nós ficamos 5 no total, mas um dia inteiro foi dedicado a um bate-e-volta a Nara e outro dia foi bem chuvoso e devagar (com atividades que poderiam ser facilmente encaixadas em outros dias do roteiro – Dia 3).

Nosso roteiro geral ficou assim:

Dia 1 – Templo Ginkakuji + Caminho do Filósofo + Templo Eikan-do  + Heian Jingu + Gion
Dia 2 – Nara + Pontocho
Dia 3 – Miyako Odori + Hospedagem no Ryokan
Dia 4 – Fushimi Inari + Kiyomizu-dera + Sannen Zaka + Cerimônia do Chá
Dia 5 – Bambuzal de Arashiyama + Templo Ryoan-ji + Templo Kinkaku-Ji + Palácio Imperial

 

Clique nesse link (aqui) para abrir o mapa interativo no GMaps

DIA 1

Nosso primeiro dia começou com uma visita ao TEMPLO GINKAKUJI. O local foi escolhido por um xogum para a construção de um palacete como refúgio da guerra civil e após sua morte foi transformado em templo.

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Ginkakuji

O nome que em japonês significa “pavilhão prateado” não se reflete na realidade. Os planos originais do xogum eram revestí-lo de prateado em semelhança ao templo dourado da cidade (o Kinkakuji – que foi de seu avô), mas ele morreu antes de poder completá-lo.

Para chegar até lá não há metrô, então o melhor é pegar as linhas 203 ou 5 do ônibus e parar na estação Ginkakuji-michi.

Do Templo Ginkakuji sai o CAMINHO DO FILÓSOFO (Tetsugagku-no-michi), uma das atrações mais conhecidas de Kyoto. O caminho de aproximadamente 2kms que beira um riacho é todo arborizado e ganhou esse nome por ter sido percorrido muitas vezes pelo filósofo Nishida Kitaro.

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Caminho do Filosofo

Se estiver na primavera, o caminho fica ainda mais exuberante, com diversas árvores floridas ao redor, principalmente cerejeiras.

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Logo pertinho do fim do Caminho do Filósofo está o TEMPLO EIKAN-DO. Embora ele não figure sempre entre as top atrações turísticas da cidade, foi um dos que mais gostamos de conhecer.

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Eikan-d0

O templo é, na verdade, um complexo, com diversos pavilhões de arquitetura tradicional. Os diversos prédios são ligados entre si por corredores de madeira e possuem diversos salões com tatames no chão, paredes pintadas e portas de madeira.

Além dos prédios, o templo possui jardins e bosques lindos e super fotogênicos. Por não ser tão cheio quanto os outros, tem uma atmosfera bem calma e passear pela área externa é uma delícia.

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Jardins do Eikan-do

De lá, fomos andando à pé até um dos templos mais famosos de Kyoto, o HEIAN JINGU. Embora não tenha tanta importância histórica (foi construído em 1895, para o aniversário de 1100 anos da cidade), ele fica bem no coração da cidade, é enorme e tem uma arquitetura que mescla o tradicional japonês com um pouco de chinês.

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Heian-jingu

 

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Um dos santuários

Quando fomos, estava rolando uma apresentação típica no pátio com alguns dançarinos e percussões, foi bem legal de assistir.

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Como ainda estava cedo e queríamos visitar a região de Gion no final da tarde, decidimos ir até lá à pé, explorando a cidade. Descemos a Avenida Jingu-michi, uma das principais da parte velha da cidade. Demos uma quebrada por dentro seguindo o rio até chegarmos à Rua SHINBASHI-DORI, considerada uma das mais bonitas da Ásia.

Shinbashi

Shinbashi dori e Shirakawa-minami dori

Fique esperto porque a Shinbashi-Dori é bem comprida e sua parte bonita é a entre o Rio Kamo e a Rua Hanamikoji Dori (mapa acima).

A Shinbashi é realmente muito bonitinha, com várias construções de arquitetura tradicional. O mais importante: muito, muito menos cheia do que a Rua Hanamikoji Dori, que é conhecida pelas casas tradicionais.

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Shinbashi-dori

Mas nós ficamos encantados mesmo com outra rua, que forma uma espécie de V com a Shinbashi e beira um riacho: a SHIRAKAWA-MINAMI DORI.

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Shirakawa-minami dori

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Na beira do riacho há vários restaurantes com janelões de vidro. Muitos deles oferecem almoço ou jantares com gueixas. Nós até chegamos a pesquisar os preços, que são bem altos, e acabamos desistindo.

De lá, descemos à pé até a Avenida Shijo Dori, que corta no meio o BAIRRO DE GION, conhecido como a região das gueixas de Kyoto. A área principal fica ao redor da Shijo Dori, entre o Rio Kamo e o Yasaka Shrine.

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Ruas do Bairro de Gion

Ali são muitas lojinhas de produtos tradicionais japoneses, de comidinhas típicas (muitas docerias) e restaurantes. A maioria das construções está restaurada e segue o estilo tradicional.

A rua mais famosa do bairro é HANAMIKOJI DORI (na parte ao sul da Shijo Dori), onde fica o TEATRO MIYAKO-ODORI, famoso pela apresentação de gueixas (fomos assistir em outro dia).

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Hanamikoji dori lotada!

A região de Gion é a região das gueixas e, além do teatro, elas trabalham em diversos restaurantes e estabelecimentos por lá. Elas são a principal atração da região e a brincadeira de encontrar e fotografar uma gueixa saiu um pouco do controle entre os turistas. A saga é tanta que há até placas indicando para não importuná-las.

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Não incomode a gueixa! Rs

Como muitas delas trabalham ali na região, elas geralmente estão apressadas para chegar ao seu compromisso e não costumam parar para falar muito com os turistas. Entretanto, quando elas estão de saída (geralmente mais tarde da noite), são super simpáticas.

É bacana ficar pelo bairro durante a noite, quando ele é mais agitado. Nós aproveitamos para jantar num restaurante japonês do pai de uma amiga de um amigo (indicação longínqua, mas que foi excelente), super tradicional de sushi. Ali na região há muitos deles. Minha dica é procurar nas paralelas à Hanamikoji Dori, já que os restaurantes dessa rua são mais turistões e superfaturados.

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DIA 2

Nosso segundo dia foi dedicado para conhecer Nara, uma bate-e-volta muito comum desde Kyoto. Post aqui.

O trem para Nara parte da KYOTO STATION (da JR), que tem uma estrutura super futurística e moderna.

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Estação de Kyoto

Aproveitamos que estaríamos por lá para conhecer o skyway, uma passarela suspensa a 45 metros do hall central. Todo envidraçado, o túnel oferece boas visões panorâmicas da cidade, inclusive da Kyoto Tower.

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Kyoto Tower

À noite fomos conhecer outra região tradicional da cidade e que fica coladinha em Gion: a ÁREA DE PONTOCHO. A “área”, na verdade, é uma ruazinha estreita, que beira a margem esquerda do Rio Kamo. Ali estão muitos restaurantes e bares, um colado no outro, basta escolher o que você gosta mais. A região fica bem cheia e animada à noite e é uma ótima opção para o jantar. Nós gostamos tanto que voltamos várias outras vezes.

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A rua estreita e longa de Pontocho

DIA 3

Kyoto com chuva e dia de procurar atividades indoor. Para nossa sorte, aquele dia no horário do almoço tínhamos a apresentação das gueixas no MIYAKO ODORI.

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Exterior do Miyako Odori

As apresentações de dança e canto das gueixas ocorrem na primavera e no outono e são um espetáculo bem bonito de ser visto. Os principais teatros são o Gion Odori (apresentações de 1 a 10 de novembro) e o Miyako Odori (apresentações durante todo o mês de abril).

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Interior do teatro

Os cenários e quimonos são um espetáculo à parte e vale muito a pena assistir a uma apresentação caso esteja por lá no período em que elas acontecem. Nós compramos nosso ingresso com antecedência no próprio site do teatro (aqui). É possível combinar a apresentação com a cerimônia do chá.

As gueixas são umas das principais atrações turísticas de Kyoto e a cidade mantém bem viva sua cultura. A gueixas (ou geiko, em japonês) são mulheres que estudam durante o período de 5 anos em uma casa de gueixas, para dominar as artes tradicionais japonesas, entre elas a dança, o canto e a cerimônia do chá. Enquanto estão em treinamento, essas mulheres são chamadas de maiko. Os adornos de cabelo, as roupas e as maquiagens são lindas e todo mundo fica encantado ao cruzar com elas nas ruas!

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Gueixas (ou maikos) em Kyoto

Saindo do teatro fomos para o MERCADO NISHIKI, onde são comercializados diversos alimentos típicos japoneses. São mais de 130 lojas, algumas das quais são fornecedoras da Casa Imperial em Tóquio. Uma ótima opção para um dia chuvoso, mas não uma atração imperdível. Caso tenha interesse por facas, no mercado fica uma das lojas mais famosas do país (a Aritsugu) e é possível encomendar uma sob medida para você, que é feita na hora.

Aquele dia nós ainda teríamos outra atividade tradicional na cidade, nos hospedaríamos num RYOKAN.

Os ryokans são pousadas tradicionais japonesas, onde os viajantes se hospedavam antigamente. Tudo é em estilo japonês, os quartos são de tatames e há futons no lugar das camas.

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Quarto no Hiiragiya

Kyoto, por ser uma cidade tradicional, tem vários ryokans e alguns bens famosos. Dois dos melhores do país estão por lá: o Tawaraya e o Hiiragiya. A hospedagem não é barata, mas acho que vale a pena por ser também uma experiências incrível, além de, por que não, uma atração do país.

Geralmente a hospedagem no ryokan inclui o jantar e o check-in deve ser feito até às 17h para que você escolha o horário da sua refeição e para que eles tenham tempo de preparar tudo.

Nós nos hospedamos no Hiiragiya Ryokan com uma promoção que pegamos no site Japanican.

Fomos (muito) bem recepcionadas por uma das donas do local, que nos explicou que o ryokan está na sua família há 6 gerações e que nos ajudou a amarrar a espécie de kimono que eles oferecem para você ficar no interior do alojamento.

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No ryokan

Cada quarto tem sua própria camareira, que cuidará de você da melhor forma possível. É só sair do seu quarto um minutinho para quando você voltar estar tudo impecavelmente arrumado.  Depois de um tempinho que tínhamos chegado, ela bateu à nossa porta com duas espécies de chá (entre eles o matchá) e diversos biscoitinhos.

O ryokan que nos hospedamos incluía um jantar kaiseki (mais no post geral do Japão – aqui) na diária e foi uma ótima forma de termos também mais essa experiência típica. Você escolhe o horário do seu jantar e do seu café da manhã e tudo é arranjado para você ou no seu quarto, ou no restaurante do hotel.

DIA 4

Depois de um café da manhã com direito a todos os mimos no ryokan, foi hora de juntar nossas coisinhas e voltar para o nosso hotel hehe.

Fomos cedo e foi só o tempo de deixar as mochilas para já estarmos de volta na rua. Naquele dia iríamos conhecer um dos principais cartões postais de Kyoto, o FUSHIMI INARI SHRINE.

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Fushimi Inari

O complexo de santuários foi dedicado aos deuses do arroz e do saquê no século 18. Como o papel da agricultura diminuiu nos tempos atuais, o alcance das divindades do templo foi estendido à prosperidade nos negócio em geral.

Para garantí-la, os comerciantes doam toriis laranjas ao templo, que formam uma das paisagens mais famosas do país. Os toriis se sucedem por 4kms montanha acima, cercados pela vegetação.

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Nós subimos até um primeiro view point (Yotsutsuji intersection – na metade do caminho), de onde se avista a cidade de cima e nos demos por satisfeitas. Chega uma hora em que os toriis começam a ficar mais falhados e o caminho montanha acima é cansativo.

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Kyoto vista do Fushimi Inari

Além dos toriis, há muitas esculturas de pedra de raposas no complexo, pois o animal é considerado o mensageiro de Inari.

O templo fica um pouco afastado do centro de Kyoto. Para chegar até lá há duas opções. De JR, pega-se a linha Nara até a estação Inari. De metrô, pega-se a linha Keikan até a estação Fushimi-inari.

De lá, pegamos a mesma linha de metrô e fomos para a estação Kiyomizu-gojo para visitar outro templo, o KIYOMIZU-DERA.

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Kiyomizu-dera

O salão principal desse templo tem uma varanda sustentada por pilares de madeira e o complexo todo tem jardins muito bonitos.

Logo embaixo do salão principal há uma fonte de água e acredita-se que bebê-la garante saúde e longevidade.

No complexo ainda está o santuário Jishu-jinja. Ali, há um par de pedras separadas por 18 metros. Se você fechar os olhos e conseguir caminhar entre elas, seu desejo no amor estará garantido. Mas fique esperto porque a lenda não é tão boazinha assim e, se você errar o alvo, o efeito é exatamente o contrário rsrs!

Ali pertinho fica outra região de arquitetura tradicional japonesa, a ÁREA DE SANNEM-ZAKA e NINEN-ZAKA. Foi um dos bairros da cidade que mais gostei de visitar. Os nomes referem-se às principais ruas da região.

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Sannem-zaka

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Ninen-zaka

Saindo do templo Kiyomizu-dera pela rua Matsubara-dori (cheia de lojinhas) e virando na primeira à direita logo você cairá nessa área.

O bairro tem uma arquitetura tão linda quanto a de Gion, mas com muito menos turistas e muito mais charme. Vale a pena perder um tempinho por ali, vendo as lojinhas de objetos e comidinhas tradicionais, além das casas de chá.

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Dá para ir à pé do Kiyomizu-dera até o Yasaka Shrine pelo meio dessas ruazinhas.

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Mapa do Japan Guide

** Caso você estej em Kyoto na primeira semana de abril (sakura), vale a pena uma passada no Maruyama Park, que fica repleto de cerejeiras em flor. 

Para finalizar nosso dia, ainda participamos de uma CERIMÔNIA DO CHÁ, outro programa famoso em Kyoto. A cerimônia completa é super rígida e pode chegar a demorar 3h. Nós optamos por fazer uma cerimônia mais light e com explicações em inglês.

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Meu matchá na cerimônia do chá: tem que ter espuma!

Essa  cerimônia express dura cerca de 1h. Começa com uma demonstração do preparo do matchá (primeira colheita de folhas do chá verde). Depois disso, explica-se o significado de cada ritual e os participantes são convidados a fazer seu próprio matchá.

A casa é um lugar pequenininho e não muito fácil de achar em Gion, ao lado do Yasaka Shrine. Mais informações e reservas podem ser obtidas no site deles.

DIA 5

Nosso último dia em Kyoto, para variar, começou super cedo. Eu sempre procuro listar os pontos mais famosos da cidade (e, consequentemente mais cheios) e tentar colocá-los no começo de cada dia. Fazendo assim, é possível chegar logo no horário de abertura e conhecer o local sem tantos turistas em volta.

Isso fez toda a diferença quando fomos conhecer o tão famoso BAMBUZAL DE ARASHIYAMA.

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Arashiyama

A “floresta” de bambus é cortada por algumas trilhas e é muito gostoso andar por lá enquanto o vento balança a vegetação. Por ser uma atração bem popular e pelo clima ser totalmente diferente quando o lugar está vazio, vale muito a pena tentar chegar cedo.

Por mais que você insista, as fotos não conseguem mostrar a dimensão do lugar, só indo para saber mesmo. Vou colocar abaixo algumas fotos profissionais que mostram o lugar um pouco melhor!

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Fonte: welcomekansai.com

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Fonte: cnn.com

Para chegar até lá, pegamos o JR na Estação Nijo (linhas Hashidate ou San-in) até a Estação Saga-Arashiyama. Da estação fomos andando até o bambuzal, o que dá cerca de 1km.

Para sair do bambuzal, pegamos uma pequena linha de trem (não é JR) chamada Keifuku Kitano Line. Sua estação inicial/final é a Arashiyama e ela leva até a estação Ryoan-ji, que fica a cerca de 750 metros do templo de mesmo nome.

É no TEMPLO RYOANJI que está o jardim de pedras mais famoso do Japão. Como estávamos perto, decidimos conhecer, já que esse tipo de jardim é um ponto alto da cultura japonesa.

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Jardim de pedras do Templo Ryoanji

Confesso que, pela fama, esperávamos algo mais grandioso. O jardim de pedras do Ryoanji não se diferenciou muito dos outros vários que vimos nos outros templos de Kyoto. Até tentei ler sobre a história do jardim de pedras para ver se achava a justificativa da sua fama, mas suas origens são incertas.

A acerca de 1,5km à pé do Ryoanji está um dos templos mais famosos e mais bonitos da cidade, o KINKAKU-JI.

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Kinkaku-ji

Dessa vez, o local fez jus à fama. O templo zen tem seus dois últimos andares cobertos em folhas de ouro e fica lindo refletido no lago que está a seus pés.

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Do mesmo modo que Gikakuji (que foi inspirado nesse original), ele foi construído como vila de aposentaria de um shogum e, após sua morte, transformado em templo.

Caso esteja vindo do centro de Kyoto, a forma mais fácil de chegar até esse templo é pela linha de ônibus 205, que sai da Kyoto Station.

Nosso dia começou cedo no bambuzal e a visita aos dois templos não foi demorada. Era horário do almoço quando terminamos tudo.

Decidimos, então, conhecer o PALÁCIO IMPERIAL. Vale lembrar que Kyoto foi a capital japonesa e residência da família imperial até 1868.

Da mesma forma que o Palácio Imperial de Tóquio, o Palácio Imperial de Kyoto tem apenas os seus jardins abertos à visitação (chamados de Kyoto Imperial Park). Entretanto, no de Kyoto é possível fazer um tour guiado* oferecido pela administração pela parte interna dos muros e ver – ainda que de fora – os prédios que eram destinados ao uso da família real.

*update: a partir de julho/2016 os visitantes podem explorar o interior sem necessidade de reservar e participar de um tour guiado. 

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Arquitetura do Imperial Palace

O palácio imperial não estava no nosso roteiro original e foi incluído apenas porque nesse dia nossa tarde ficou livre. O parque ao seu redor é bem bonito, mas a visita ao interior não é tão imperdível assim, já que não é possível entrar em nenhum dos prédios.

Para chegar até lá, basta pegar a linha de metrô Karasuma e descer na estação Imadegawa.

Onde se Hospedar

As atrações turísticas de Kyoto são relativamente espalhadas e a melhor forma de acessá-las varia entre ônibus, metrô e JR (trem). Assim, não existe uma região de hospedagem que seja bem centralizada entre elas.

Geral Kyoto

De uma forma bem generalizada, as principais atrações turísticas ficam na grande região de Higashiyama (templos como Ginkakuji, Eikan-d0, Nanzen-ji, Heina Shrine e Kiyomizu dera), em Gion (restaurantes e arquitetura típica) ou para o nordeste (templo Kinkakuji e, mais afastado, região de Arashiyama). O Fushimi-inari fica mais ao sul.

Muita gente opta por ficar perto da própria Kyoto Station, de onde, de fato, saem a maioria das linhas (seja de ônibus, metrô ou trem) para os diferentes pontos da cidade. Entretanto, a região não é das mais charmosas e morre um pouco à noite.

Muita gente também opta por ficar na própria região de Gion, pelo agito noturno e por ser um bairro com arquitetura tradicional. Acho uma boa região para se hospedar, principalmente por poder fazer várias coisas à pé. Entretanto, é uma região de ruas estreitas e para entrar e sair dela você pode enfrentar bastante trânsito.

Nós optamos, então, por ficar na região central de Kyoto. Nosso hotel (Mitsui Garden Hotel Kyoto Sanjo) ficava a menos de um quarteirão da estação de metrô Karasuma Oike, onde passam as linhas Karasuma (norte-sul) e Tozai (leste-oeste).

Pela Karasuma Line, a estação Karasuma Oike está a 3 estações da Kyoto Station – o que tornou bem fácil o nosso acesso por transporte público a várias atrações turísticas.

Nosso hotel também ficava a cerca de 2kms à pé da região mais agitada de Gion/Pontocho. Nós íamos e voltávamos à pé tranquilamente de noite para jantar. Quando batia muita preguiça, o táxi também não saía caro.

Gostei bastante da nossa escolha, mas, se voltasse para Kyoto, ficaria hospedada perto da Estação Shijo (também na Karasuma Line), que fica ainda mais perto da Kyoto Station (2 estações) e da região de Gion (cerca de 1km à pé). Acho que é perto o suficiente do agito para ir à pé e longe o suficiente para entrar/sair com tranquilidade. Além disso, o fato de estar a duas estações de metrô da Kyoto Station é uma mão na roda para acessar as diversas formas de transporte público que você utilizará para se locomove na cidade.

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2 thoughts on “Kyoto – A Cidade dos Templos e das Geixas

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