A calma de Luang Prabang

Inclui o Laos na minha viagem ao sudeste asiático em novembro de 2014 – mas, em razão do pouco tempo que tinha, tive que deixar a capital Vientiane de fora e apenas conseguir colocar a cidade de Luang Prabang no roteiro – uma cidade pequenininha, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, repleta de templos e calma, muito calma.

Visto: é feito na chegada do aeroporto (“visa on arrival”) e é bem fácil: basta preencher o formulário disponível no desembarque, entregar uma foto 3×4 e pagar a taxa de 31 dólares (um dólar pelo serviço). Quem não tiver a foto não tem problema: é só pagar mais um dólar para eles escanearem o passaporte e pronto.

Moeda: Em 2014, 1 dólar = 8.036 RIPs. Troquei dinheiro já no aeroporto, mas há casas de câmbio na rua principal da cidade, e achei a cotação bem similar.

Como chegar: eu peguei um voo da Bangkok Airlines (comprei pelo próprio site da companhia), mas há também a opção de voar pela Lao Airlines ou Vietnam Airlines – depende de onde e pra onde você estiver indo. Pesquisei as melhores opções pelo skyscanner.

Do aeroporto até o hotel, peguei um “taxi compartilhado” que paguei na hora (cerca de seis dólares) – a distância até o centro é pequena

Quanto tempo ficar: o principal de Luang Prabang pode ser conhecido em um dia, com bastante calma, parando pra almoçar e jantar tranquilamente, já que são diversos templos, mas os principais ficam relativamente próximos. Eu fiquei três dias (contando o que cheguei e um apenas para o passeio imperdível de elefante!) e achei suficiente.

Onde ficar: Fiquei hospedada no Mylaohome Boutique Hotel – não achei o hotel nada demais, mas a localização era ótima: pertinho do Night Market e a uma curta distância das principais atrações (na rua Sisavangvong).

 Sobre a cidade: Luang Prabang é extremamente pacata e parece que, além dos turistas que dão vida ao local, só se veem monges passeando. Por isso, não é de se estranhar que a atração principal seja conhecer os principais templos budistas que, embora mais simples que os da vizinha Tailândia, são de uma beleza encantadora.

O primeiro que conheci foi o Wat Mai Suwannaphumaham ( ou simplesmente ” Wat Mai”), localizado na Rua Sisavangvong. Pertinho dele, na mesma rua, logo aparece outro templo grandioso: Haw Pha Bang – embora não possa entrar nem bater foto de seu interior, já do lado de fora a arquitetura impressiona. Ele fica ao lado do Museu do Palácio Real, bem cuidado e que conta um pouco da história do país (para entrar no museu é preciso seguir o dress code de todos os templos: ter os joelhos e ombros cobertos – mas, para quem não tiver ido prevenido, é possível alugar uma saia, blusa ou pashimina na hora).

Em frente ao museu, fica a subida do monte Phu Si – faça uma pausa no começo da colina para conhecer o pequeno templo WAt Pa Huak, com pinturas do século XIX.

De cima, é possível desfrutar de uma boa visão da cidade – se conseguir, programe-se para subir no horário do pôr do sol. No dia que fui, a vista estava encoberta.. mas, como a subida não é tão pesada, valeu a pena do mesmo jeito.

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Por fim – e sempre na mesma rua – conheci o Wat XiengThong, cuja arquitetura de madeira e mosaicos também é bem bonita. Para visitar os templos é preciso pagar a entrada (mas custa menos de cinco dólares).

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Depois de conhecer alguns dos inúmeros templos da cidade, outra atração da cidade é caminhar sem pressa pelas margens do Rio Mekong – há, inclusive, alguns cruzeiros pelo rio, com direito a visita a Pak Ou Cave – onde cerca de 400 estátuas do Buda adornam o interior da gruta.

Como não tive tempo de fazer este programa, optei por almoçar e jantar em um dos vários restaurantes localizados na margem do rio. O Tamarind é um dos mais famosos por permitir provar diversos sabores locais de forma contemporânea.

A partir das 18h começa o night market na principal rua da cidade, que se estende até às 21h. São inúmeras opções de souvernirs (achei até mais barato que na Tailândia!), além de barraquinhas de sucos, sanduíches e crepes.

Ronda das Almas é um ritual bastante tradicional em que, por volta das seis da manhã, as pessoas entregam comida aos monges – aquilo que eles irão comer no restante do dia.

Acordei bem cedo para poder assistir a esta cerimônia e as calçadas aos poucos vão enchendo – tanto de turistas curiosos quanto dos locais que sabem da importância do seu gesto e arrumam as doações em pequenas cestas.

Não se trata de uma atração turística propriamente dita e o governo e os moradores lutam para que assim não seja. Portanto, se você for assistir – e eu recomendo que vá, afinal é um momento bem especial ver a cidade acordando para fazer esta generosidade aos monges – não dispare o flash na cara deles e mantenha o respeito, admirando a tradição de longe (minhas fotos, aliás, ficaram bem ruins por causa disso, mas são simbólicas!).

 

Passeio imperdível: ir andar de elefante. Você pode fazer o passeio de um dia inteiro – pra virar “mahout” (treinador) por um dia: andar no seu próprio elefante, alimentá-lo, dar banho, etc. Custa um pouco menos de cem dólares. A minha ideia inicial era essa, mas como a agência que contratei (jewel tour) não apareceu para me pegar no hotel, conforme combinado, tive que mudar os planos e escolhi outra dentre as diversas na rua da cidade.

Fiz o passeio de apenas meio dia (cerca de 50 dólares, com almoço incluído) para ir no Elephant Village, mas que, ainda assim, adorei: é possível andar no elefante, alimentá-lo (precisa pagar o equivalente a um dólar para um cacho de banana) e conhecer o filhote Max criado no acampamento.

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Ao final, antes do almoço, ainda tem tempo para aproveitar as cachoeiras – as quais, aliás, podem ser visitadas também de maneira independente. O azul da água das cascatas impressiona! A que conheci era a menor da região (Sae Waterfall), mas se você tiver tempo , inclua também a Kuang Si no seu roteiro.

Dica da Karine: Quando fomos, em 2016, tivemos tempo de conhecer a Kuang Si. Fica a 45 minutos do centro. Os tuktuks cobram cerca de 180.000/200.000 kips por viagem ida e volta (eles ficam esperando), então o preço fica menor se conseguir mais gente para ir junto. Vale a pena ir cedo e pegar o lugar vazio! A partir das 11 chegam as vans de excursão e o lugar fica lotado!

Diferente de todos seus vizinhos asiáticos, se estiver  com tempo, vale a pena incluir o Laos, e especialmente, Luang Prabang em sua viagem para a região.

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