Mangue Seco – Nas Terras de Tieta

Mangue seco é uma praia no norte do Estado da Bahia, quase na divisa com o Estado do Sergipe, que ficou conhecida turisticamente por ter sido o cenário da famosa novela de Tieta, que posteriormente virou filme. As filmagens foram baseadas no livro de Jorge Amado, que se refugiou exatamente naquele local na época da ditadura e escreveu o romance Tieta do Agreste.

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Mas o posto de destino turístico não é merecido apenas pelo interesse cinematográfico/literário. O lugar de dunas branquíssimas, cercado de mar, rio e palmeiras é realmente maravilhoso e de deixar qualquer turista de boca aberta.

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Rio Real

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Chegando no portinho de mangue seco, é necessário atravessar as dunas para chegar até a praia. Você pode optar por ir à pé (mas não é perto e andar nas dunas no calor deve ser de matar) ou contratar um passeio de buggy (que eles chamam de bugre). Os passeios são feitos por uma associação e os preços são fechados (e caros).

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O passeio curto custa R$80,00, o passeio médio custa R$120,00 e o passeio longo custa R$150,00.

Nós optamos pelo passeio médio e é uma delícia andar por entre aquelas dunas branquinhas, com o vento fresquinho batendo no cabelo.

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A primeira parada é a duna do esqui-bunda, que na época em que fomos estava bem pequena (lembre-se que as dunas são móveis) e não atraiu muito a nossa atenção.

A segunda parada foi no morro do pôr do sol, de onde é possível ter um panorama lindo da região, com o rio de um lado, o mar do outro e todas as dunas no meio.

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A terceira para foi nos coqueiros chamados Romeu e Julieta, que são 2 coqueiros um ao lado do outro, que parecem parte de um cenário.

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Durante todo o passeio o bugueiro vai explicando a geografia da região e dando várias explicações sobre as locações da novela e do filme Tieta. Confesso que não guardei quase nada porque era muito pequena na época da novela e me lembro de muito pouco ou quase nada. Sei que os coqueiros gêmeos da foto de cima foram usados na abertura e a igrejinha do povoado era a igreja da Perpétua e só rs!

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No fim do passeio, o bugueiro nos deixou na praia e combinamos um horário para ele nos pegar de volta. Nosso bugueiro era o Paulinho e gostamos bastante dele.

A praia em si – apesar de ser uma longa faixa de areia, com o mar quentinho e palmeiras ao fundo – não tem nada de muito diferenciado das muitas outras praias lindas que temos pelo nordeste brasileiro.

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Praia de Mangue Seco

Na areia estão diversos restaurantes, com mesas montadas embaixo de tetos de sapê, com cadeiras ou redes. É possível ficar por lá o dia todo petiscando e bebendo. A iguaria típica do local é o aratu, uma espécie de caranguejinho da região. O pessoal do povoado passa nos quiosques vendendo a “moquequinha de folha”, feita de carne de aratu cozida, desfiada e temperada, enrolada em folha de palmeira. Além disso, muitas meninas passam vendendo cocadinha mole. Tudo é uma delícia.

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Moquequinha de aratu na folha

Na volta do passeio de buggy, como ainda tinhamos um tempinho antes do horário que combinamos com o barqueiro (fizemos o passeio por conta própria, sem agência – dicas mais pra frente), decidimos dar uma voltinha pelo povoado, que tem as ruas de areia e no máximo uns 600/700 metros de extensão.

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Povoado de Mangue Seco

Além da “igreja da Perpétua”, não há muito o que ver, mas é bem gostoso andar por lá, apesar do sol. Para quem quiser ficar hospedado na praia, há algumas pousadas na cidadezinha.

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Igreja “da Perpétua”

Como chegar

Tanto em Salvador como em Aracaju é fácil contratar excursões que passam o dia em Mangue Seco. Caso queira fazer por conta própria, não é difícil e explico abaixo.

Para chegar até lá, há diversas opções, dependendo de onde estiver vindo. É possível chegar de carro a partir da Praia Costa Azul, mas o veículo precisa ser 4×4 e é necessário observar que em alguns pontos da praia o trajeto é proibido por prejudicar a desova de tartarugas.

O jeito mais comum de chegar é de barco, atravessando o Rio Real.

Vindo de Salvador

O trajeto mais simples é dirigir até o Porto de Pontal (ou Porto do Cavalo), pela Rodovia Verde (BA-099), que depois vira SE-100 ao cruzar para o Sergipe, e um pouco depois de passar o centro da cidade de Indiaroba pegar à direita na Estrada Pontal-Indiaroba. Do porto, pegar uma lancha que atravesse o Rio Real até o porto de Mangue Seco. O trajeto dura 15 minutos.

Para quem quiser jogar no Google Maps e ir seguindo o trajeto, não é possível achar “Porto de Pontal”, então jogue Estrada Indiaroba Pontal, 445.

Segue o print do GMaps para quem estiver vindo de Salvador. O mapa interativo, com o trajeto já marcado, está aqui.

Salvador - Mangue Seco

Clique no link acima indicado para ver o mapa no Google Maps e conseguir dar zoom

* Atenção: para quem vai por Pontal, tome cuidado, pois há relatos de placas falsas que indicam Mangue Seco para que o carro fique atolado na areia e o turista sofra algum tipo de golpe. 

Vindo de Aracaju

Para quem vem de Aracajú também é possível ir a partir de Porto de Pontal (acima), mas há outro ponto de saída mais próximo. Nós colocamos o porto de Pontal no GPS (Estrada Indiaroba Pontal, 445) e fomos seguindo a estrada SE-100. Passamos a primeira ponte grande e continuamos seguindo. Você alcançará uma segunda ponte, pequena. Antes de cruzar a ponte, fique à direita (há placas escrito Mangue Seco) e você já estará em um pequeno porto com lanchinhas que levam a Mangue Seco.

Se já quiser colocar direto no Google Maps, o endereço aproximado é  Estrada do Mato, 461  – no GMaps não aparece nenhuma ponte ou rio, parece que é um ponto no meio da terra, mas aproximando bem dá para ver.

Nós ficamos desconfiados a princípio, mas depois vimos que o local faz parte de uma associação de barqueiros e fizemos com eles mesmo. Deu tudo certo, nossa travessia durou 15 minutos e no horário de volta combinado nosso barqueiro já estava em Mangue Seco nos esperando. O valor para abril/2015 foi de R$150,00 por lancha.

Segue o print do GMaps para quem estiver vindo de Aracaju. O mapa interativo está aqui.

Aracaju - Mangue Seco

Clique no link acima indicado para ver o mapa no Google Maps e conseguir dar zoom

Apesar de poder ficar bem cheio em altas temporadas, com grandes excursões chegando, o lugar vale a pena ser conhecido, por ser um dos muitos paraísos que nosso país tem a oferecer.

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