Nós Fomos Para a Índia …. e Amamos!!!

Nossas Impressões Gerais

Esse post teve início após uma conversa nossa no whatsapp sobre a saudades que estávamos da Índia e como nós tínhamos amado aquele país. Sobre como queríamos que a viagem tivesse durado mais tempo e o fascínio que ela exerceu sobre a gente.

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Rajastani e seu saree

Mas logo depois ficamos pensando o que exatamente nos tinha feito gostar tanto. A Índia não é um país com belezas naturais exuberantes, com construções históricas marcantes (os palácios dos marajás são maravilhosos, mas com certeza não são eles que te farão gostar ou não do país) ou com uma culinária sensacional (acredite: por mais que você ame curry e comida apimentada – e nós amamos -, a comida non spicy da Índia já é uma comida extremamente apimentada pro nosso paladar e fica difícil comer por tantos dias seguidos). A Índia, também, não é um país fácil de digerir e, sim, há muita pobreza e muita sujeira pelas ruas.

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Amber Fort – Jaipur

Não tem, então, explicação específica para o amor que tantos visitantes sentem pelo país. Chegamos à conclusão que deve ser a aura que o cerca e sua população. Uma mistura dos tempos áureos da Índia antiga, com a resignação das pessoas com a pobreza atual, somada à fé e ao misticismo que são tão fortes durante toda a viagem que se tornam quase palpáveis.

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Rajastani e seu turbante

Como dissemos no post antes de ir (aqui), a Índia atrai magneticamente alguns. Depois de voltar, isso nunca nos pareceu tão verdadeiro. Com certeza, foi assim com a gente. E olha que não somos praticantes de yoga, meditação…enfim, não temos nenhum interesse específico que pudesse potencializar nossa experiência no país, simplesmente fomos, vimos, sentimos e amamos!

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Cerimônia Aarti em Varanasi

Informações Práticas

O Roteiro

As informações práticas sobre o país e nosso roteiro estão no post anterior (aqui) e ainda bem que não aconteceu nenhum imprevisto que nos tenha feito mudá-lo. Tudo correu exatamente como o planejado. Algumas impressões pós-viagem foram incluídas por lá também!

Discutindo nossas lembranças de viagem, chegamos à conclusão que talvez não tivéssemos gostado tanto do país caso a nossa visita não tivesse incluído o Rajastão e Varanasi no roteiro. No Rajastão, estão as cores da Índia e a alma da população. Em Varanasi, está a fé e um clima que é impossível descrever em palavras.

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Cerimônia pré-casamento em Jaipur

Sim, o Taj Mahal é maravilhoso, mas se nossa visita tivesse se limitado a Agra e Delhi (as duas cidades que rondam o roteiro da maioria dos turistas), não teríamos a mesma impressão da Índia. Delhi é uma cidade grande e movimentada, não chega a ser cosmopolita e moderna, mas é difícil sentir a verdadeira alma do país só andando por lá. Agra parece ter se desenvolvido unicamente em função do Taj.

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Umas das demonstrações culturais que vimos no Rajastão

Hotéis

Outro ponto crucial para termos gostado: ótimos hotéis. Quem acompanha o blog sabe que não somos nada frescas em relação a hotéis (que recomendados o quê, Booking? A gente quer mesmo é ordenar por preço e do menor para maior). Mas depois de um dia na Índia, pode acreditar que a última coisa que você vai querer na vida é passar perrengue no seu hotel!

Pode soar pedante, mas para um hotel ser bom na Índia, geralmente ele tem que ser de 4 estrelas para mais, preferencialmente de rede internacional para garantir o padrão de qualidade. Ficamos em um 4* (Ramada, em Varanasi, que não era administrado pelo Ramada) pior do que muitos 3* ou hostels europeus.

Caso você queira conforto de verdade, para não errar é legal optar pelos 5* de rede. Explicamos. Em Delhi, ficamos no Le Meridien, que era 5* e era excelente. Na mesma cidade, também nos hospedamos no Metropolitan, também 5*, mas que tinha uma crosta de poeira em cima do chuveirinho. Optar pelo padrão de qualidade de uma rede internacional pode fazer toda a diferença.

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Oberoi Udaivilas – um sonho no meio do Rajastão

Por outro lado, os hotéis 5* plus da Índia (redes Oberoi e Taj) são sensacionais e um sonho. Os hotéis do Rajastão ficam em palácios dos antigos Marajás ou são construídos no mesmo estilo arquitetônico. Uma atração à parte. O turista por lá é rei e todos os funcionários estão sempre sorrindo e dispostos a ajudar. A atenção especial se reflete nos mínimos detalhes (recepção com chuva de pétalas, previsão do tempo impressa no quarto, menu de travesseiros…) e a sensação de descansar num quarto de marajá depois de um dia pelas movimentadas ruas indianas vale muito a pena!

Nosso Guia

Não podíamos deixar também de mencionar o guia sensacional que nos acompanhou na maior parte da viagem – outro ponto que também foge ao nosso perfil, já que sempre viajamos por conta própria e uma pessoa desconhecida do nosso lado durante muito tempo geralmente começa a incomodar.

Como dissemos no post anterior, pegamos um guia e carro privativos, porque ficar em grupos grandes realmente não nos agrada muito e queríamos montar o nosso roteiro e ter o nosso tempo para visitar as atrações.

E depois de camelar pelo mercado local ou pelos ghats do Ganges, com tanta gente, cheiros e buzinas, entrar no carro com ar, sem ter que ficar negociando preço com o motorista do tuc tuc ou ficar sacolejando no rickshaw era um luxo bem-vindo.

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Duas turistas no meio da multidão – mercado local de Jodhpur

Para melhorar tudo, o Bhawani (nosso guia) era excelente! Tinha um conhecimento prático absurdo dos locais, além de uma mega base histórica (até linha do tempo impressa ele entregou pra gente). Ele também pertencia a uma família hindu bem tradicional, então conseguia tirar todas as nossas dúvidas – que não eram poucas – sobre os costumes e tradições locais, que ainda são muito fortes no país. Para finalizar, era extremamente solícito: 100% dos nossos pedidos foram atendidos.

Bhawani, queremos andar por um mercado local“. “Bhawani, queremos experimentar massagem Ayuvérdica“. “Queremos ir no Mc Donalds“. “Queremos fazer mapa astral“. “Bhawani, precisava imprimir isso fora do hotel porque aqui tá caro“. “Será que a gente pode assistir um filme de Bollywood?“. “Queremos conhecer um supermercado“. E por aí foi! Tá sem rúpia trocada? Deixa que o Bhawani compra pra você e depois você paga. Com ele não tinha tempo ruim. A primeira resposta era sim, depois ele se virava pra ver como ia fazer.

Outro ponto que foi ótimo: o pessoal na Índia é esperto e o turista para eles é um cifrão ambulante. Tem o preço Índia e o preço turista, tem que barganhar. E barganhar fica muito mais fácil quando você tem uma noção do que seria justo. O guia já nos dava o briefing de quanto dar de gorjeta para algum serviço específico, quanto no máximo pagar em alguma rua de comércio, quanto sairia um tuc tuc para voltar à noite para o hotel de determinada região etc.

O Bhawani foi praticamente nosso pai durante a viagem e essa segurança nos ajudou a evitar muitos perrengues que com certeza teríamos passado.

Caso não opte por contratar agência, recomendamos fortemente entrar em contato com o Bhawani e pegá-lo direto como guia. Ele pode se encarregar de reservar um carro com motorista pra você. Aliás, caso tivéssemos indicação de um guia bom antes da viagem, certeza essa seria nossa estratégia: fechar passagens e hotéis por conta e contratar só o guia e motorista. Ele fala inglês e um ótimo portunhol!

Segue o contato que está no cartão dele.

Bhawani Singh Sajara –  tel: +91 9414411973 – e-mail: bhawanissajara@yahoo.co.in (apesar de desconfiarmos que o final deve ser.com.in)

Comida e Precauções

Sobre as nossas impressões gerais, só falta o quesito “passar mal” rs!! Essa é uma preocupação de 100% dos turistas, afinal, ninguém quer perder dias de viagem passando mal no quarto de hotel. Fomos em 4 e apenas uma pessoa passou mal (duas vezes). E nós comemos de tudo e em todos os lugares. De restaurante de hotel 5* a samosas em restaurante de beira de estrada. De Mc Donalds ao iogurte famoso do mercado local em Jodhpur.

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O Mc Donalds respeita a tradição local e não oferece carne vermelha

Tomamos algumas precauções, como não tomar água (isso inclui sucos) ou coisas com gelo em restaurantes que ficassem fora de (bons) hotéis. Frutas só as descascados por nós mesmos e saladas e legumes crus a gente preferiu evitar. Além disso, escovar os dentes somente com água mineral (mesmo nos hotéis palácio). Por fim, um álcool gel para passar periodicamente na mão.

Observação: você vai ser famoso!

Ainda antes de começar a falar sobre os locais visitados, mais uma observação. Não estranhe se indianos vierem pedir para tirar fotos com você, muitos deles.

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Se você for mulher, em Delhi vale a pena tomar cuidado com os meninos que moram na cidade, estão acostumados a ver ocidentais por toda a parte, mas mesmo assim pedem foto. Como o contato entre meninos e meninas hindus é limitado por conta da religião, os meninos veem uma oportunidade de tirar uma casquinha e não é difícil as mãos tentarem subir para o peito ou descer para o bumbum rs!! Logo você já vai aprender a diferenciar, mas para não dar bobeira a gente só aceitava tirar fotos com mulheres e famílias. Pra grupos só de meninos a gente falava não na cara dura.  Um “no” com um sorriso simpático já é o suficiente para eles desistirem.

Nos próximos posts, a parte prática. O que fizemos em cada cidade e como foram nossos dias na Índia!

Veja também:

Nós Vamos Para a Índia!! – o que esperávamos, nosso roteiro e dicas práticas

Nós Fomos Para a Índia …. e Amamos!!! – impressões gerais e mais dicas práticas

Delhi: a capital do subcontinente indiano

Udaipur – A Primeira Parada no Rajastão

Ranakpur – Os Templos Jainistas

Jodhpur – A Cidade Azul

Jaipur – A Cidade Rosa do Rajastão

Fatehpur Sikri – A capital abandonada do Império Mongol

Agra e o Taj Mahal

A cidade sagrada de Varanasi

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12 thoughts on “Nós Fomos Para a Índia …. e Amamos!!!

  1. Pingback: Delhi: a capital do subcontinente indiano | Diários de Férias

  2. Pingback: Udaipur – A Primeira Parada no Rajastão | Diários de Férias

  3. Em um mundo cada vez mais homogeneizado, talvez o que a Índia tenha de melhor é justamente está aparência de que parou no tempo.

    Apesar de a cultura moderna também ter chegado lá com força, a Índia parece ser um dos poucos lugares do mundo em que se pode ter uma experiência parecida com a dos antigos viajantes.

  4. Pingback: Ranakpur – Os Templos Jainistas | Diários de Férias

  5. Pingback: Jodhpur – A Cidade Azul | Diários de Férias

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