Costa Oeste – 3 ou 4 dias em San Francisco

No primeiro dia de San Francisco, chegamos já quase no final da tarde, pois tínhamos visitado algumas cidades do Vale do Silício antes. De qualquer forma, aproveitamos que ainda estávamos de carro e passamos em algumas atrações.

SanFrancisco

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Embora San Francisco fique na Califórnia, ela tem um clima bem mais urbano, super diferente das demais cidades que visitamos durante a nossa viagem. Mas a falta de praias é suprida pelos muitos parques da cidade, além das muitas atrações oferecidas por ela.

O primeiro ponto que visitamos foi a Lombard Street. Embora seja uma das muitas ruas íngremes da cidade, uma parte dela se destaca e chama muito a atenção dos turistas. Por que? Porque ela é toda feita em zigue-zague, com curvas super fechadas. Além disso, ela é super bem cuidada, com canteiros de flores por toda a sua extensão.

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Uma boa forma de conhecê-la é dividir seu passeio em duas etapas. A primeira, se estiver de carro, é descê-la dirigindo, para sentir o drama das curvas rs! A segunda é parar o carro lá em cima, aproveitar a vista linda e depois descê-la à pé, vendo de perto e com calma os canteiros.

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De lá, partimos para a Coit Tower. Sem muitas pretensões históricas, a Coit Tower foi construída para embelezar a cidade de San Francisco e ponto. É verdade, esse foi o propósito da torre desde o começo, não era para vigiar incêndios, nem qualquer outra desculpa! Acho digno. Embora a torre seja dotada de murais, seu principal atrativo é mesmo a vista 360 graus que ela oferece da cidade.

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Alcatraz visto da Coit Tower

Já no final do dia, resolvemos cruzar a Golden Gate de carro. Para o nosso azar, o tempo estava péssimo e simplesmente não dava para ver quase nada da parte de cima dela. Fomos apenas até o parque que fica do outro lado da ponte e voltamos.

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Juro que é a Golden Gate rs! Torres totalmente encobertas.

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Do outro lado da ponte

Mas caso você tenha mais sorte e o dia esteja bom, na outra margem do rio fica a cidade de Sausalito, que beira a praia e tem diversos restaurantes na orla, com uma vista linda da Golden Gate.

No segundo dia, acordamos cedo e partimos para a Alamo Square, onde ficam as Painted Ladies. Esse termo “painted ladies” é usado na arquitetura americana para descrever casas em estilo vitoriano pintadas em 3 ou mais cores que destaquem seus detalhes arquitetônicos. As painted ladies de São Francisco também são conhecidas como “Post Card Row”, porque são construídas uma ao lado da outra, dando um charme extra à rua. Essa visita não demora mais de 15 minutos, porque é só olhar de fora as casinhas e dar uma volta na praça.

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De lá, encontramos um amigo que estava morando na cidade e sugeriu de tomarmos café da manhã no Cliff House, um restaurante a beira mar. O lugar é muito gostoso e de manhã há várias pessoas praticando esportes no mar, que fica praticamente embaixo da janela do restaurante. O restaurante existe desde 1863, embora o prédio que esteja lá não seja o original. Nas paredes há várias fotos antigas, tanto do restaurante e de seus frequentadores, como dos Sutro Baths.

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Cliff House

Os Sutro Baths são vizinhos ao Cliff House. Idealizados por Adolph Sutro, o complexo foi aberto em 1896 e abrigava a maior piscina indoor do mundo, além de muitas outras piscinas e restaurantes. Depois que o local tornou-se comercialmente inviável, ainda foi convertido em uma pista de patinação no gelo (oi?!?), até ser abandonado e destruído completamente por um incêndio em 1966. Hoje em dia, apenas suas ruínas estão à beira-mar.

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Ruínas do Sutro Baths

Colado aos banhos está o Lands End, um parque com trilhas que oferecem ótimas fotos da Golden Gate, quase sem turistas, apenas com alguns locais fazendo seus esportes matinais. O único problema é que nesse dia o céu estava muito nublado, as fotos saíram cinza e a ponte saiu sem topo.

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Mas o lugar mais tradicional da ponte é mesmo o Bridge Pavillion Information & Store, não pela loja que fica lá dentro, mas por ser um dos melhores lugares ao pé da ponte para tirar fotos. Não é à toa que muitos ônibus de turismo também param por lá.

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O tempo realmente não ajudou, nem esse sinal de V na foto rs!

De lá, não é difícil chegar até a Marine Drive, uma rua que beira o mar e também tem panoramas lindos da ponte.

Aliás, uma boa dica, caso faça questão de fotos da ponte com o tempo limpo, é se programar para visitá-la à tarde, quando San Francisco fica com menos neblina e é mais provável de conseguir ver a Golden Gate com sol.

Aproveitando que estávamos na parte alta da cidade, partimos para a região dos píers.

Primeiro uma passada na Ghiardelli Square, onde fica a loja de mesmo nome que produz os famosos chocolates.

Ali do lado da praça está o Fisherman’s Wharf, a região que se estende desde essa praça até o Píer 35. Ali que fica um dos extremos da linha de bonde Powell-Hyde. Apesar de ter sido transformada em ponto turístico, a área ainda tem presença forte de barcos pesqueiros e barracas de peixe. Vale a pena observar os famosos dungeness crabs de San Francisco.

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O píer mais famoso, turístico , bonitinho e agitado de San Francisco é o Píer 39. São muitas atrações por lá. Diversas lojinhas, onde é possível achar todas as quinquilharias turísticas possíveis, um parquinho de diversões e vários restaurantes.

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O Bubba Gump, praticamente um clássico americano, também tem uma unidade por lá e é uma boa opção de almoço, porque garantir uma mesa na janela pode significar ficar quase debruçado sobre a água.

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Vista do Bubba Gump. À tarde, o tempo costuma melhorar um pouco e a neblina ceder.

Outra atração do Píer 39 são os leões marinhos, umas das marcas registradas do local. Eles são simpáticos, numerosos e sua presença se faz notar rápido, tanto pelo cheiro forte, quanto pela sinfonia de roncos. Muito legal ficar observando.

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Também conhecemos o Pier 1, onde fica o Ferry Building Market Place, uma espécie de Mercado Municipal de San Francisco.

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Desse píer é possível avistar a Bay Bridge, contemporânea à Golden Gate. Embora também seja suspensa, ela não é tão turística, mas é muito famosa nos EUA por ser uma das maiores pontes suspensas do país (apenas à título de curiosidade, a comparação de tamanho entre as pontes se dá pela extensão da estrada entre suas torres).

No final da tarde, fomos visitar outra área super famosa da cidade: Castro. San Francisco é conhecida por sua grande comunidade gay e por ter sido sede de diversos movimentos por direitos de gays e lésbicas. E Castro é o principal bairro gay da cidade. Na sua rua principal, a Castro Street, fica o famoso Teatro Castro, que dá nome ao bairro. Construído em 1920, é um dos únicos teatros dos anos 20 ainda em funcionamento no país. A região tem muitas lojas e cafés e é bem gostosa para dar uma volta.

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Teatro Castro

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Nosso último dia “inteiro”de viagem foi dedicado a uma visita a Alcatraz. A atração que muita gente faz questão de não visitar (entendo e respeito que não gosta de visitar antigas cadeias) foi uma das que eu mais gostei em toda a viagem. Eu já disse mil vezes no blog que amo história e sempre fico fascinada em visitar lugares que foram palco da história de tantas pessoas.

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A ida para a ilha já é uma atração em si, com um panorama lindo da cidade de San Francisco e da Golden Gate, que continuam ao desembarcar no antigo presídio.

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Golden Gate vista de Alcatraz

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San Francisco vista de Alcatraz

Alcatraz teve diversas funções ao longo dos tempos, como farol, forte etc, mas foi seu ultimo uso,  até 1933, como prisão federal, que trouxe fama à ilha. Devido a sua situação geográfica, o presídio ficou conhecido como “A Rocha” e foi uma das prisões mais seguras do mundo, abrigando os criminosos americanos mais perigosos da época. Alguns de seus detentos são ilustres, como o mafioso Al Capone.

Várias fotos ampliadas do regulamento estão espalhadas pela visita, além de alguns objetos, principalmente na última parte.

Várias fotos ampliadas do regulamento estão espalhadas pela visita, além de alguns objetos, principalmente na última parte.

Hoje em dia o presídio é aberto a visitação e é possível comprar seu ticket do barco com antecedência pelo site oficial. Aí é só chegar no píer 33 no horário combinado e embarcar. Não há horário de volta, você pode pegar qualquer barco de retorno, basta ficar atento no último horário de volta para a cidade.

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Chegando na ilha, o melhor é alugar um audio guide (tem até em português), que vai te levando pelas várias partes do presídio, contando diversos fatos ocorridos, as rebeliões, as tentativas de fuga, como era o funcionamento do presídio, etc. Eu não sou a pessoa mais paciente com audio guide, acho eles lerdos demais, mas gostei muito desse de Alcatraz, é super bem feito e não fica chato em nenhum momento.

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Todo mundo com seus audio guide, pelos corredores do presídio.

Dentro do presídio muitas celas foram conservadas do jeito que eram e o audio guide vai te guiando por um trajeto que percorre as principais partes do local, como refeitório, local de banho, partes administrativas, pátio etc.

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Celas com objetos pessoais.

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Chuveiros

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Cardápio do último café da manhã servido no presídio

Não sei se não é possível a visita com guias ou se nós demos sorte, mas não havia nenhum grupo com guia no dia que visitamos o local. Apenas cada um com seu audio guide. Isso é ótimo porque, como cada um começa o tour em um momento, por várias vezes ficamos sozinhos, como a hora que visitamos o pátio – chegou a ser até assustador rs!

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Sozinha no pátio escutando as histórias do audio guide.

Muitas histórias são contadas durante o tour. A mais famosa delas é a da fuga de três detentos, planejada minuciosamente por sete meses. Os fugitivos cavaram a parede das celas com colheres, formando buracos que davam acesso aos dutos de ventilação e levavam ao teto do presídio. Pularam a cerca de arame farpado até o mar e escaparam com botes e coletes feitos com capas de chuva. Para despistar os guardas durante a noite, deixaram nas camas cabeças feitas com páginas de revista e perucas (uma delas está em exposição).

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Ao longo da história de Alcatraz, 36 pessoas tentaram fugir: 23 foram presas novamente, 6 mortas por policiais e 4 se afogaram. Apenas os três ainda tem paradeiro desconhecido, mas a mãe de dois irmãos que fugiram recebeu um buquê de flores sem cartão em todos os seus aniversários até morrer. A história ficou tão famosa que virou até filme com Clint Eastwood (Escape from Alcatraz) e um episódio do Myth Busters tentando desvendar se eles poderiam ter fugido mesmo ou não.

O local ainda oferece um night tour, mas eu confesso que sou bem medrosa para essas coisas, então preferi a visita diária mesmo rs!!

Nós pegamos o primeiro barco para Alcatraz, fizemos todo o trajeto do audio guide e ainda perdemos um tempo considerável no “mini museu” que fica no final do passeio. Mesmo assim, perto do horário do almoço já estávamos de volta a San Francisco. Se reservar meio dia para a visita será tempo suficiente.

Como não sabíamos quanto tempo iríamos demorar, acabamos não colocando muitos outros compromissos naquele dia. Voltamos de Alcatraz e fomos para a região da Union Square (passamos no hotel, que era ali do lado, porque eu estava morrendo de calor. A roupa mudou, mas o dia é o mesmo).

Como ainda não tinhamos andado de bondinho, resolvermos dedicar um tempo a um dos ícones da cidade. Os bondinhos (cable cars) são um dos meios de transporte mais populares da cidade desde o final do século XIX. Há três linhas: a Powell-Hyde, a Powell-Mason e a California Street Line.

Das três linhas, as que cobrem a maior parte das atrações turísticas são a Powell-Hyde e a Powell-Manson. As duas rotas são muito parecidas, com o mesmo ponto inicial, entre as ruas Powell e Market, perto da Union Square. A diferença é que linha Hyde faz um pequeno desvio para a esquerda e sobe até o Aquatic Park, bem perto da Ghirardelli Square, passando pela Lombard Street. A Mason sobe mais reto e termina também na região do Fisherman`s Wharf, só que mais próxima o Píer 39.

cable-car

Aproveitamos que estávamos na Union Square, descemos até a Market St. e embarcamos no bondinho na estação inicial (ou final – dependendo do sentido). Nós escolhemos a linhas Powell-Hyde e demos uma volta completa com ele, indo e voltando.

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Em um dos bondinhos ícones de San Francisco.

 De volta à região da Union Square, ficamos por lá visitando as muitas lojas que marcam presença por lá, além de cafés e galerias de arte. A Macy`s da praça é enorme e uma perdição para quem estava de casa nova, como nós. No topo da loja, há uma Cheescake Factory que é uma ótima opção de jantar, para ver a cidade iluminada.

O dia seguinte foi só empacotar as malas, fazer check-out no hotel e voltar para o Brasil. Infelizmente, chegava ao fim nossa viagem pela Califórnia.

Veja também:

A Costa Oeste dos Estados Unidos – Roteiro e Informações Gerais

Costa Oeste: 2 ou 3 Dias em Los Angeles

Costa Oeste – Los Angeles a Las Vegas de Carro: Calico Ghost Town

Grand Canyon e Hoover Dam

A Rota 66

Costa Oeste – Venice Beach e Santa Mônica

Costa Oeste – Malibu, Santa Bárbara, Solvang, San Luiz Obispo e Morro Bay

Costa Oeste – Big Sur e Carmel by the Sea

Costa Oeste – Vale do Silício

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8 thoughts on “Costa Oeste – 3 ou 4 dias em San Francisco

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