Ushuaia – Fim da América


A cidade de Ushuaia é a mais austral do mundo, por isso também é conhecida como o “Fim do Mundo”. É a capital da província da Terra do Fogo (que na verdade é uma grande ilha na pontinha da América do Sul) e está rodeada de lindas paisagens montanhas, lagos, bosques…

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Ushuaia

A temperatura média é de 4°C. No verão as máximas chegam a 10°C e no inverno chegam facilmente a -20°C. Gostamos de ir em dezembro/janeiro (verão), pois todas as trilhas ficam acessíveis e o sol se põe quase às 23hs, o que torna o dia bem mais aproveitável. No inverno, algumas atividades ficam restritas, porém, passam a funcionar as estações de esqui e esportes de neve.

O turismo é a principal atividade econômica, mas como a cidade é pequena, os principais restaurantes, cafés, lojas e agências concentram-se na rua principal, a Rua St. Martin. É legal ficar em algum hotel no entorno desta rua.

O aeroporto é perto do centro. Por precaução tinhamos fechado o transfer com a empresa Rumbo Sur, porém vale muito mais a pena ir de taxi (o transfer foi 4 vezes mais caro do que a corrida de taxi que pegamos na volta do aeroporto)

DIA 01

Chegamos as 9hs da manhã em Ushuaia, fomos ao hotel deixar as malas e seguimos direto para a primeira atração: O Parque Nacional de Tierra del Fuego.

Para chegar no parque é só pegar uma van que sai de hora em hora de um ponto próximo ao porto. Se estiver em algum hotel nas proximidades da Rua St Martin da pra ir a pé, do contrário, um táxi da parte mais alta da cidade sai em torno de 40 pesos (cerca de 10 reais)

O preço da van foi 200 pesos ida e volta.

É necessário indicar o ponto que quer ficar no parque e prestar atenção aos horários de volta  e os pontos em que a van passa para retornar à cidade. Pegamos a van das 12hs e retornamos na ultima, que saía do parque às 19hs.

O ponto de chegada depende da(s) trilha(s) que se quer fazer.  Logo na entrada do parque há um guichê de venda das entradas onde se pode pegar mapas. Ah, a entrada no parque custa 100 pesos para cidadãos de países do Mercosul e, por sorte, quando fomos, havia um acordo com o Brasil e a entrada era grátis (uhuuu, nada melhor do que uma surpresa dessas numa viagem low cost!)

No parque, há 4 trilhas grandes e algumas menores. Das 4 grandes, 3 são de dificuldade média e 1 difícil. As pequenas são consideradas todas fáceis. Como tínhamos apenas a tarde resolvemos fazer a principal grande (Senda Costera) e, se desse tempo, parte de uma outra e algumas pequenas. O trajeto marcado foi o que fizemos.

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mapa das trilhas grandes

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mapa das trilhas pequenas (todas localizadas próximas ao Centro de Visitantes indicado no mapa de cima)

A parte 1 (em amarelo e que corresponde a trilha Senda Costera) fizemos em 3 horas (considerando paradas para fotos), fizemos uma parada no centro de visitantes e fizemos a parte 2 (em azul e que corresponde a parte das trilhas pequenas e o inicio da trilha 3) em mais 2 horas. É bom levar um lanche e água, pois são pouquíssimos pontos em que se pode comprar algo para comer.

Importante: Optamos por não fazer o trem do fim do mundo, que pareceu ser um passeio meio monótono, mas as mesmas vans que levam para dentro do parque, também deixam no ponto de partida do trem, que é um pouco antes da entrada do parque e aí se entra no parque a bordo do trem.

Na opção que fizemos, a van nos deixou na Baía Ensenada e nos pegou no Centro de Visitantes.

A Baía Ensenada é onde há o correio mais austral do mundo. Ele é bem bonitinho e por 10 pesos é possível ganhar um carimbo temático no passaporte (pena que estava sem o meu! Adoro essas coisas de turista feliz! rsrsrs).

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a agência postal mais austral do mundo!

Também é da Baía Ensenada sai a trilha Senda Costera que beira a costa até o Centro de Visitantes que fica próximo à Baía Lapataia.

A trilha tem pontos lindíssimos e até que é bem sinalizada com estacas de madeira amarela no chão.

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durante a trilha..

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uma das paisagens da Senda Costera

Só no final fica meio monótona porque se afasta um pouco da costa entra numa parte mais fechada.

Chegando ao Centro de Visitantes, há um restaurante para recuperar as energias e descansar e de lá é possível acessar as trilhas menores. Fomos até o Lago Roca (onde há um camping e outro café/confiteria) e depois voltamos para fazer parte das trilhas menores la em torno do local onde havíamos marcado a volta.

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Chegamos ao hotel mortos de cansados. Eram quase 20h30 e o sol estava forte como se fossem 2 da tarde…passamos no supermercado perto do hotel para comprar água, aproveitamos para comprar uns sanduíches e cama! Por sorte o hotel tinha uma cortina bem grossa, porque o sol ainda estava lá firme e forte!

DIA 02

Nesse dia fizemos um passeio com agência. Fechamos ainda no Brasil com a Rumbo Sur, mesma agencia do transfer, o passeio de barco.

Há várias opções de passeios de barco e às vezes, a quantidade de opções confunde os turistas…na dúvida, peguei o mais completo que incluía: Isla dos Lobos, Farol do Canal de Beagle, Pinguinera e Estância Haberton.

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Isla los Lobos

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Farol do Canal de Beagle

O ponto alto é a Isla Martillo, onde estão os pinguins!

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O passeio dura o dia todo, sai as 9 e volta às 18. A ida é de barco e a volta de ônibus desde a Estância Haberton.

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museu marítimo da Estância Haberton

Algumas considerações sobre este passeio:

1) A não ser que se tenha algum interesse especial na história da Tierra del Fuego ou em animais marinhos, não há necessidade de fazer a Estância Haberton. É uma fazenda antiga com um restaurante e um museu, é bonitinho e tal, mas, pessoalmente, achei dispensável. O passeio de barco chega na estância umas 13hs,  deixa algumas pessoas que optaram por fazer esse “adicional” e volta com os outros turistas para Ushuaia. Se “pular” esse adicional,chega-se por volta de 15hs em Ushuaia e da pra fazer outra coisa.

2) Sobre os pinguins. Há apenas uma agencia que oferece descer na ilha Martillo (onde ficam os pinguins). Ela cobra um pouco mais por isso (e vale a pena checar se faz todos os demais pontos do canal). Achei que não valia muito a pena e passei essa. Não me arrependi. O barco chega muuuuito perto dos pinguins e dava pra ver do barco que a caminhada era feita numa área demarcada, então nem da pra andar super livremente entre os bichinhos..mas se quiser ficar lado a lado com um pinguim, procure pela agencia Piratour.

Chegamos em Ushuaia às 18hs, fomos para o bar Ideal (na rua San Martin) para comer e aproveitar o fim do dia.

DIA 03

Acordamos cedinho pq hoje o dia ia ser puxado.Queríamos conhecer mais dois lugares: Laguna Esmeralda e Cerro Martial e só tínhamos mais um dia. A moça da informação turistica (o stand fica perto do porto) disse que seria muita coisa pra se fazer no mesmo dia, mas resolvemos que não íamos acreditar nela…hahahah

As 8h45 estávamos no ponto das vans (o mesmo que leva para o Parque). A moça da informação turística nos tinha informado que de lá também saiam vans para a entrada da trilha da Lagunda Esmeralda. Chegamos lá, pagamos os 200 pesos por pessoa para as moças que ficam lá vendendo os tickets e aguardamos nossa van.

Para nossa surpresa, a van foi serviço particular! Apenas nós dois queríamos fazer a trilha da Laguna Esmeralda. Isso foi ótimo porque podíamos combinar qualquer horário de retorno com o guia (os horários de retorno são normalmente fixos, tipo 15hs, 17hs, mas como iríamos apenas nós, marcamos para 13h30).

A van nos deixou no meio da estrada Ruta 3 (uns 20 minutos de trajeto), há um recuo com um plaquinha “Laguna Esmeralda” que marca o inicio da trilha. Há duas entradas: essa e outra mais a frente numa cafeteria. Nessa segunda, parece que se cobra 10 pesos para ingressar na trilha, na nossa entrada: 0 pesos!

A trilha é muito bem sinalizada com plaquinhas e estacas azuis. Tem 4,5 km só a ida, há algumas subidas e muita lama (é muito recomendável estar de tênis impermeável ou alugar na cidade uma galocha).

O caminho até a Laguna é bem variado, de mata fechada a terreno bem lamacento e cheio de troncos caídos, até um descampado lindo com pequenas cachoeiras.

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parte lamacenta da trilha!

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parte final da trilha, já quase chegando na Laguna

Nossa ida demorou 1h30. A volta demorou 1h15, pois há mais descidas. Ficamos na Laguna por cerca de 1 hora. Estava frio e o tempo não estava muito bom, mas valeu muuuuito a pena…que laguna linda! Realmente verde esmeralda, emoldurada pelas montanhas com topos nevados…linda mesmo!!! Esse passeio é imperdível!!

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Chegando na Laguna!

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A Laguna Esmeralda de perto!

Na volta, começou uma chuvinha chata…muita gente estava chegando na hora que estávamos saindo, demos sorte!

Passamos no hotel para comer algo e trocar de roupa, pois ficamos meio molhados com a chuva. A essa hora a chuva estava passando e o sol até se arriscou a aparecer (de acordo com o pessoal de lá, o tempo nessa época é mesmo imprevisível e muda toda hora). Começamos então a segunda jornada: o Cerro Martial.

O Cerro é uma montanha que no inverno transforma-se em estação de esqui. No verão, ainda há neve, mas o local vira um ponto de trekking. A entrada do Cerro fica bem próxima ao centro de Ushuaia, então pedimos um taxi e fomos até a base. O taxi ficou cerca de 90 pesos.

Pelos relatos que tinha lido em outros blogs, achei que seria possível pegar o teleférico para subir, porém quando chegamos lá o teleferico estava em manutenção, então passamos no guichê de entrada e pegamos o mapinha das trilhas…..

MAPA CERRO MARTIAL

Estávamos cansados, mas não tinha muita opção: dá-lhe subida a pé. As trilhas lá são curtas (menos de 2km cada no máx), mas são chatinhas porque são íngremes…chegamos até metade da trilha Sendero del Glaciar em 1 hora.

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Sendero Glaciar

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Em busca da neve 🙂

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Na descida fizemos a trilha Sendero del Fillo que leva a um ponto com vista panorâmica da cidade.

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Na hora em que voltamos – umas 17h30 – havia gente chegando, ou seja, dá sim pra fazer tranquilamente esse passeios com um adicional de outro. Talvez seja chatinho pelo cansaço de andar bastante em um dia só, mas tempo dá sim!

 Voltamos, pegamos um taxi (vários ficam na base do cerro esperando os turistas) e fomos direto pra um restaurante no centro pra recuperar do dia intenso! Gostamos de conhecer o Bar Ideal, que fica na avenina principal.

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fachada do Bar Ideal

DIA 04

Nosso voo para El Calafate saía meio-dia, então acordamos tarde, tomamos café com calma, arrumamos as malas e saímos para dar a última andadinha no centro até a placa para a foto mais tradicional da cidade (a placa fica logo após o porto de saída dos barcos de passeio).

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Estava um tempo bem chatinho…

Pegamos um taxi e fomos ao aeroporto. Nossa próxima parada foi El Calafate e o relato continua aqui. No final da viagem fomos para Torres del Paine (cidades de Puerto Natales e Punta Arenas) e esse relato está aqui.

Veja também:

Patagônia – Planejamento e Roteiro

El Calafate – Cidade dos Glaciares

Ushuaia – Fim da América

2 Dias Inteiros no Parque de Torres Del Paine – Relato Maíra

Torres del Paine (Puerto Natales e Punta Arenas) – Relato Karine

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5 thoughts on “Ushuaia – Fim da América

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