El Calafate – Cidade dos Glaciares

El Calafate é uma das cidades mais famosas da Patagônia argentina. A cidade é super pequena (tem menos de 6 mil habitantes), mas é muito visitada por ser a mais próxima do Parque Nacional Los Glaciares. Como a principal atividade é o turismo, há uma vasta opção de hotéis e serviços. O centrinho é cheio de restaurantes, cafés, lojas e agências de turismo.

A avenida principal é a Av. Libertador e vale a pena ficar nos arredores dela. Nós ficamos no Hotel Don Pepe, a uma quadra da avenida principal e uns 3 quarteirões da parte mais  movimentada.

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Avenida Libertador

Obs Maíra: a parte mais movimentada da Av. libertador fica entre as ruas 25 de Mayo e Perito Moreno. Fiquei no Hotel Michelêngelo, que fica numa localização excelente. Tinha recebido boas indicações do Hotel ACA, mas estava esgotado quando fui reservar.  

A comida e a hospedagem não são caras, já os passeios…são bem carinhos e há pouca coisa pra se fazer por conta. Pelo menos uma coisa compensa a outra :).

Obs Maíra: fui em dezembro de 2015 e achei hospedagem cara e comida mais cara ainda! Apesar do nosso dinheiro valer mais, os preços da cidade são altos e uma água pode chegar a custar tranquilamente 10 reais em um restaurante. 

Gostei muito da variedade de restaurantes e cafés, mas, como ocorreu em Ushuaia (relato aqui), não achamos casas de câmbio abertas (elas tinham um horário super restrito de funcionamento, algo como de segunda à sexta das 10hs às 16hs), de forma que novamente trocamos os reais por pesos na base dos trocos nos restaurantes, agências e lojas.

Lugares legais, gostosos e que aceitavam reais numa cotação boa: Laguna Negra Café, Libro Bar (bem legal!), Pietro´s Bar (nesse usamos euro), Sorveteria Ovejita.

Obs Maíra: sobre comida, gostei MUITO do Libro Bar, apesar de ter achado super caro, vale a pena conhecer tanto o interior (numa livraria, com livros à vontade), como o exterior, com um deck e mesinhas na rua. 

Outra comida super tradicional da cidade é o cordeiro patagônio (ou patagônico? rs), assado em fogo de chão e exposto em várias vitrines de restaurantes. Comemos no Casimiro Biguá, uma churrascaria que está sempre cheia. 

Por fim, não dá pra não mencionar os sorvetes. O de doce de leite é hit e sucesso absoluto entre todos. Apesar da sorveteria La Ovejitas ser a mais famosa, preferi o sorvete da Tito´s. Na dúvida, vale provar as duas, em todos os dias possíveis hahaha. 

DIA 01

Chegamos em El Calafate por volta de 14h30. O aeroporto não fica tão proximo do centro então vale a pena fechar o transfer com alguma agencia. Fechamos com  a Ves Patagonia.

Tiramos o dia para conhecer o centro e dar uma volta no entorno do Lago Argentino, que beira a cidade toda.

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Lago Argentino

Passamos no supermercado La Anonima para comprar uns lanches (há recomendação de levar lanche aos passeios, pois nem sempre há lugar para comprá-los) e no posto de informação turística para pegar uns mapas e voltamos para o hotel. Tanto o supermercado quanto o posto de informação ficam no começo da Avenida Libertador.

DIA 02

Dia dedicado ao Glaciar Perito Moreno.

O Perito Moreno fica dentro do Parque Nacional Los Glaciares (a maior parte das atrações fica dentro do parque, pelo mapa abaixo dá pra ter uma ideia melhor).

MAPA GLACIARES

O parque fica a uns 80 km da cidade de El Calafate e é possível chegar lá de carro, de ônibus (saem da rodoviária) ou fechando um passeio com alguma agencia. A entrada ao parque custa 150 pesos por pessoa para cidadãos de países do Mercosul.

Embora o Perito Moreno não seja o maior glaciar é sem duvida o mais famoso, em virtude do fácil acesso e da estrutura montada no seu entorno: há uma série de passarelas que permitem vistas lindas e panorâmicas de todo o glaciar.

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as passarelas e o Perito Moreno

Como nós queríamos fazer as passarelas e o trekking em cima do glaciar, fechamos o passeio com a agência Hielo y Aventura. Essa é a unica que oferece o trekking (embora outras vendam o passeio, no final a prestadora do serviço é a Hielo y Aventura).

Fechando qualquer opção de trekking (veja mais abaixo as opções que existem), está incluso o transfer ida e volta, mais 2 horas livres para andar pelas passarelas. Em 2 horas não da pra andar por todas as “rotas” das passarelas, mas dá pra fazer metade delas tranquilamente. Se quiser conhecer todas as rotas,vale reservar um dia pra ficar só por lá.

Obs Maíra: como fiz a Patagônia de carro (meu roteiro está logo abaixo do da Ká, nesse post aqui), fechei o passeio com a Hielo y Aventura sem transfer e fomos até o parque com o nosso carro. Apesar do cansaço após o trekking (fiz o Big Ice, falo mais pra frente), na volta ficamos um tempo andando pelas passarelas. As mais famosas são primeiro e segundo balcão, que te deixam frente a frente com o glaciar, mais ou menos no meio dele.

Mas, além dessas, vale muito a pena fazer a passarela que leva até a vista panorâmica do Lago Argentino. De todas as passarelas, achei a que tem as panorâmicas mais bonitas!

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Lago Argentino visto das passarelas

O mais legal das passarelas, além, é claro, da paisagem impressionante, é poder ver e ouvir de pertinho o gelo se quebrando e caindo na água…é algo sensacional. Demos sorte no dia com o tempo, o sol estava forte e isso contribuía para que mais pedaços de gelo se quebrassem…olha só que demais esse pedação que tivemos a sorte de “flagrar”:

montagem

Obs Maíra: se o dia for de sol, em 15 minutos nas passarelas já é possível ver os pedaços se quebrando. Consciência ambiental à parte (glaciar derretendo não é uma boa), é uma experiência sensacional mesmo, como já disse a Ká. Dependendo do tamanho do pedaço que se quebra, o barulho é tão grande que chega a doer os ouvidos!

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Gelo quebrando

Após a caminhada, comemos nosso lanche e fomos para o trekking. O ônibus da agencia nos levou até um porto, após uma navegação de 20 minutos na frente do glaciar chaga-se à “base” da Hielo y Aventura, de onde se tem visões muito lindas também do Perito Moreno.

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vista do ponto de partida do trekking (do outro lado das passarelas)

 

Com relação ao trekking, há duas opções: mini trekking e Big Ice. A diferença entre os dois é o tempo em que  se caminha no gelo e a parte do Perito Moreno que ser percorre. No Mini trekking a caminhada no gelo duara 1h30 e caminha-se mais próximo à base. No Big Ice, a caminhada é de quase 4hs mais pro meio do glaciar.

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o ponto de início das caminhadas

Lendo as orientações do site da empresa quando fui fechar e de alguns blogs que consultei, fiquei até com medo de fazer, de tantas recomendações e contra-indicações que havia. Mesmo assim, resolvi que ia encarar o Big Ice.

Para minha tristeza, porém, quando mandei o e-mail para reservar, estava esgotado nos dois únicos dias que teria disponível :(. Não sei se era por conta da alta temporada, mas meu contato foi quase 1 mês antes e já estava lotado!!! Pedi para nos colocarem na lista de espera, liguei na agência pra pedir de novo, passei lá um dia antes pra ver se tinha alguma desistência, mas nada! O negócio é concorrido viu?

Fomos, então, de mini trekking mesmo. Apesar do nome, também tem um monte de recomendação no site da agência.

Voltando ao relato: Deixamos as mochilas no refúgio da agencia, andamos um pouquinho numa trilha beirando o lago e, chegando próximo ao gelo, o guia faz novamente as recomendações com aquele tom de ” se alguém quiser desistir, ainda é tempo”.

Nenhuma desistência. Colocamos, então, uns “grampones” nos tênis…são tipo umas garras para andar no gelo (aliás, é muito recomendável ir com calçado impermeável, pois há partes do gelo que estão meio derretidas e é obrigatório ir de luvas – se não tiver, eles emprestam por lá)

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“grampones”

Fomos divididos em grupos de uns 10 e, após a explicação de como andar com os grampones, começamos a caminhada pelo glaciar.

Quanto ao cansaço minha impressão foi a seguinte: é BEM tranquilo, super encarável. Sinceramente, achei um exagero as limitações….a caminhada no gelo dura 1h30, mas é muuuuito devagar e com várias paradas. O Big Ice com certeza é mais puxado, mas conversando com um pessoal que fez, vi que também tiveram a mesma opinião.

De qualquer forma, qualquer que seja a escolha, vale a pena! A paisagem é realmente muito linda e vale muito a pena a experiência!

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No final, ainda ganhamos whisky com gelo do glaciar e alfajor.

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fim do passeio

Obs Maíra: seguindo os conselhos da Ká, reservei e paguei o Big Ice pela internet já aqui do Brasil e fizemos o trekking de 4h. Para o Big Ice, é realizada uma trilha de aproximadamente 1h pela montanha que beira o glaciar, assim o trekking sobre o gelo já começa bem lá para dentro.

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Já cheguei no gelo cansada hahaha

Como disse nosso guia, a trilha pela montanha é a pior parte! A hora que entramos no gelo, apesar de ter bastante subidas e descidas, as paisagens são tão lindas e o ventinho tão gostoso que quase não percebemos o cansaço durante a caminhada.

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Subindo

Nosso guia era muito experiente e nos levou a lugares maravilhosos, diria uns dos mais lindos que já vi na vida! Passamos por riachos no meio do glaciar e cavernas de gelo, tudo de tirar o fôlego. 

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A agência pede para cada um levar seu almoço, que acontece no meio do glaciar. O nosso foi à beira de um lago de águas azuis. 

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Cenário do almoço

Após o almoço, ainda subimos até um ponto alto onde pudemos ter uma vista 360 graus do glaciar e depois foi hora de voltar. 

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Só gelo ao meu redor

Achei cansativo sim, afinal é um total de quase 4 horas andando, mas nada impossível de fazer! Seja qual for sua opção, acho que o trekking pelo glaciar é um programa imperdível, afinal, não é em qualquer lugar do planeta que temos essa opção. 

DIA 02

Neste dia fizemos um passeio contratado pela internet com a agencia Patagonia Chic e realizado com a empresa Solo Patagonia. Um passeio de barco pelos glaciares chamado Navegação Todo Glaciares.

Esse passeio também é feito no Parque Los Glaciares, mas entra-se direto no porto (não há tempo para as passarelas) e a intenção é ver outros glaciares do Lago Argentino diferentes do Perito Moreno. Em cada entrada no parque, paga-se uma nova taxa de entrada (150 pesos por pessoa)

É um passeio bem tranquilo, ideal pra relaxar um pouco! Passa pelo Glaciar Spegazzini e pelo Upsala, com vistas maravilhosas de icebergs gigantes e paisagens muito lindas!

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O passeio acaba por volta de 15hs, da tempo de passar o resto do dia no centrinho.

Obs Maíra: também fiz o passeio e, para ser bem sincera, não gostei tanto. Depois de ter andando pelo meio do glaciar no dia anterior, ver alguns glaciares de dentro do barco não empolgou muito. Além disso, os barcos são enormes e é um luta contra as multidões encontrar um lugarzinho para conseguir tirar foto. Se voltasse para lá, acho que teria usado esse dia para conhecer El Chatén.  

DIA 03

Íamos embora à tarde e não encontramos muitas opções atrativas de passeio de 1/2 dia. Só pra registrar, as opções que nos deram foram: um museu sobre a historia do gelo e dos glaciares + ice bar, uma caverna com pinturas rupestres (esse me empolgou até eu descobrir que as pinturas eram fake), algumas estâncias com parques com esportes radicais (não nos empolgou)…

Acho que se tivesse mais um dia, visitaria o Glaciar Viedma, que é o maior de todos os glaciares do parque ou iria fazer o tour de um dia a El Chaltén.

Aproveitamos nosso tempo “livre” para conhecer  a cidade. Uma dica boa é alugar uma bike e dar uma volta pela ciclovia que beira o Lago Argentino. As paisagens são lindas. A ciclovia passa também pela Laguna Nimez, uma reserva de pássaros bem próxima ao centro.

LAGUNA NIMEZ

Laguna Nimez

Nós fomos caminhando até a Laguna. Para andar pelo entorno, não é preciso pagar a a entrada, já que há um caminho que circunda praticamente toda a reserva (há, inclusive uma entrada por trás da reserva, onde há uma “prainha” do lago argentino que estava aberta (!!)). Para entrar e caminhar pelo meio da reserva paga-se 70 pesos.

A melhor parte foi pegar um grupo de flamingos voando.

LAGUNA NIMEZ 2

Obs Maíra: caso esteja de carro, vale pena ir margeando o Lago Argentino no sentido da prefeitura naval. Chega uma hora em que você estará bem pertinho dele (mais ou menos na altura da Isla Solitária – ilha que fica no lago) e é possível estacionar o carro e caminhar cerca de 200m até a borda. Nós fomos para lá em um final de tarde e é uma delícia!

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Beira do Lago Argentino

Almoçamos no centro e fomos a pé a rodoviária para pegar o ônibus até Puerto Natales (continua aqui).

Veja também:

Patagônia – Planejamento e Roteiro

El Calafate – Cidade dos Glaciares

Ushuaia – Fim da América

2 Dias Inteiros no Parque de Torres Del Paine – Relato Maíra

Torres del Paine (Puerto Natales e Punta Arenas) – Relato Karine

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4 thoughts on “El Calafate – Cidade dos Glaciares

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