Estrada Real – Ouro Preto e Mina da Passagem

As dicas gerais sobre a Estrada Real estão nesse post aqui.

Nosso DIA 1 foi só de deslocamento. Saímos de São Paulo de manhã bem cedinho e, devido a vários acidentes na estrada, acabamos chegando em Ouro Preto já no final da tarde. Os planos originais eram visitar a Mina da Passagem antes de chegar a Ouro Preto, ainda com as malas no carro. Mas, devido ao trânsito, nem passamos por lá, porque chegamos na região no horário em que ela já estava fechada.

Aproveitamos, então, apenas para dar uma volta por Ouro Preto, que estava com várias igrejas iluminadas pelas celebrações do Feriado de Tiradentes, jantamos cedo e fomos para o hotel descansar.

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Igreja São Francisco de Assis iluminada – Ouro Preto.

No DIA 2, pulamos da cama bem cedo, porque o roteiro (arrojado rs!) incluiria a Mina da Passagem (que era para ter sido visitada no dia anterior), Ouro Preto e Congonhas.

Mina da Passagem

Como eu disse, acordamos bem cedo, para sermos uns dos primeiros a entrar na Mina da Passagem (site oficial aqui) e estar de volta em Ouro Preto bem cedo. A mina é a maior mina de ouro aberta à visitação do mundo.

Ela fica aberta das 09:00 às 17:00 e chegar no primeiro horário é uma boa estratégia, porque a descida é feita apenas por um carrinho. Cada carrinho que desce (com aproximadamente 8 ou 10 pessoas) é recebido por um guia, que fará o tour pela mina. Como são apenas 3 grupos por vez lá embaixo, a fila pode demorar um pouco caso você não pegue logo os primeiros grupos.

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Carrinho de desce para a mina. A ladeira tem um total de 315 metros.

Uma vez lá dentro, o guia vai contado a história da mina, de como era a rotina na época do império, curiosidades históricas e sobre o processo de extração de ouro. Alguns dos equipamentos utilizados na época do império ainda estão lá embaixo.

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Lá embaixo, ainda há uma lagoa linda e transparente, onde é possível fazer mergulho com cilindro.

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Parece rasa pela transparência da água, mas a lagoa é bem profunda.

Ouro Preto

Voltamos para Ouro Preto por volta das 10:30. Como era feriado de Tiradentes, as cidades históricas de Minas estavam lo-ta-das e enfrentamos filas grandes para entrar tanto nas igrejas, quanto nos museus. Por isso, nosso roteiro original foi um pouco diminuído.

Ouro Preto foi o ponto focal da corrida do ouro brasileira no século XVIII e a enorme riqueza gerada pela exploração da mineração deu origem a construções lindas, com interiores riquíssimos. Em 1789, foi ali que nasceu a Inconfidência Mineira. Os historiadores ainda não entraram em consenso se Tiradentes teria sido enforcado em Ouro Preto (na Praça Tiradentes) ou no Rio de Janeiro, mas de qualquer forma a cidade é cheia de história.

O centro é onde está a grande maioria das atrações turísticas. Nos hospedamos no Hotel Colonial, que não era nada demais, mas era muito próximo à Praça Tiradentes (ao redor da qual ficam várias atrações turísticas). Apesar do preço (no feriado) ser meio salgado para o que ele oferecia, era o único que não estava com pacote para todos os dias do feriado e nos deixou reservar apenas uma noite.

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Rua Conde de Bobadela ainda cedo.

Nosso hotel ficava em uma travessa da Rua Conde de Bobadela, a mais movimentada da cidade, com vários restaurantes, pousadas e bares. Deixamos o carro e as malas no hotel e fizemos tudo à pé.

Ouro Preto

O link para o mapa é esse aqui.

Começamos pela Igreja São Francisco de Assis, uma das mais famosas da cidade e considerada a obra prima de Aleijadinho, responsável tanto pelo altar-mor quanto pelos laterais. O teto foi pintado por Mestre Ataíde.

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Igreja São Francisco de Assis.

** As informações de todas as igrejas, com horários de funcionamento, podem ser consultadas aqui. Fique atento porque, a depender do dia, algumas podem abrir só de manhã, só à tarde, ou fechar para o horário do almoço.

Na frente da Igreja, fica uma feirinha de artesanato com muitas coisas em pedra sabão, a pedra tradicional o estado de Minas.

Ali perto, quase na Praça Tiradentes, está a Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Bem bonita por fora, seu interior é da última fase barroca, leia-se, decoração um pouco menos rica. De qualquer forma, é a única do estado com painéis de azulejos portugueses na capela-mor. Os púlpitos e os altares laterais foram feitos por Aleijadinho, enquanto o altar-mor é de Mestre Ataíde.

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Nossa Senhora do Carmo

Tentamos visitar o Teatro Municipal, que é o mais antigo do país. Não conseguimos pois estava em reforma, mas fica pertinho da Igreja Nossa Senhora do Carmo.

Ainda na Praça, fica o Museu da Inconfidência. Como ele só abre após o meio-dia e nossa pousada era ali do lado, deixamos para visita-lo na volta. Caso você não vá se hospedar ali por perto, vale a pena deixar a Praça e suas redondezas para mais tarde.

De lá, paramos para almoçar e depois fomos visitar a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, a mais linda da viagem! A riqueza do interior com a decoração barroca toda folhada a ouro é de impressionar.  Como não pode bater foto, peguei uma da internet para você se certificar que não vai deixá-la passar em branco no seu roteiro.

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Exterior da Nossa Senhora do Pilar

Ouro Preto-MG

Interior da Nossa Senhora do Pilar. Fonte: http://www.abim.inf.br/

Caso não esteja cansado de igrejas, nos arredores fica Nossa Senhora Rosário dos Pretos . Nós vimos só de fora mesmo, pois seu destaque é a arquitetura circular.

Na volta, antes de pegar as malas no hotel, visitamos o Museu da Inconfidência. Embora o acervo não seja imperdível, é interessante pelos objetos e manuscritos referentes à Inconfidência. Os principais destaques são o Panteão dos Inconfidentes e os pedaços da forca em que morreu Tiradentes.

*caso você tenha um ritmo mais lento de viagem, recomendo fortemente reservar um dia inteiro para Ouro Preto. Como nós temos um ritmo mais rápido, decidimos por incluir Congonhas no mesmo dia.

Congonhas

No nosso plano original (que a essa hora já estava para lá de furado), ainda iriamos para Congonhas (a 60kms de Ouro Preto), exclusivamente para visitar o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, onde está a obra mais famosa de Aleijadinho: Os 12 Profetas.

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Talvez por termos incluído a Mina da Passagem de manhã, talvez pelas filas de Ouro Preto, chegamos em Congonhas muito no final da tarde e os últimos turistas estavam sendo expulsos da igreja. Resultado: não conseguimos conhecer seu interior. Por outro lado, os 12 profetas iluminados são bem bonitos à noite e pudemos apreciá-los sem mais ninguém zanzando pela escadaria – e o guardinha foi super camarada em deixá-la aberta até terminarmos de ver com calma cada uma das 12 esculturas.

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Outro ponto positivo é que os Passos da Paixão de Cristo (série de estações da Via Crucis, representadas em esculturas, que ficam em frente ao Santuário) estavam vazias. Nada de ficar de empurra-empurra para conseguir vê-las pela porta. Como todas as estações são iluminadas, não há nenhum problema em visitá-las mais à noite.

De Congonhas, pegamos a estrada para Entre Rios, onde paramos apenas para dormir.

Continua aqui e aqui.

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3 thoughts on “Estrada Real – Ouro Preto e Mina da Passagem

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