Cingapura – uma boa opção de conexão na Ásia

A Cingapura “moderna” nasceu como um entreposto comercial britânico estabelecido em 1819, para as rotas de comércio da Companhia das Índias Orientais entre a China e Índia. A decisão da Inglaterra de estabelecer um porto livre atraiu mercadores de toda a região, trazendo grande desenvolvimento ao local. Com exceção de um período de dominação japonesa, a região continuou sob domínio britânico até 1958, quando o Parlamento Britânico aprovou a criação do Estado de Cingapura

Cingapura, pela história e pelo atual desenvolvimento arquitetônico, sempre foi um país que eu gostaria de conhecer, mas nunca estava no topo das prioridades de viagens. Até que fomos a Bali e, das opções escala, acabamos optando por fazer conexão por lá e aproveitar para passar dois dias e meio na cidade.

A princípio, parece pouco, mas deu para fazer bastante coisa. A divisão dos dias ficou da seguinte forma:

Dia 1 – Chegada de SP às 13:20. Tarde na piscina do Marina Bay Sands. Final da tarde no Gardens by the Bay. Jantar no Ku de Ta.

Dia 2 – Manhã nas estufas do Gardens by the Bay e passeio pela área da Marina Bay. Tarde na Orchard Road. Jantar em Clarke Quay.

Dia 3 – Little India. Bairro Colonial. Bônus: Sentosa Island.

INFORMAÇÕES PRÁTICAS

Usei muito muito muito um site que adorei e indico. Chama Guia de Cingapura (link aqui) e tem quase todas as informações que você vai precisar do lugar, inclusive sugestões de roteiros.

Brasileiros não precisam de visto para Cingapura, apenas o passaporte com no mínimo mais 6 meses de validade e o certificado de vacinação contra a febre amarela.

O clima de Cingapura é tropical e não apresenta estações muito definidas. Em todas as épocas do ano, você sentirá bastante calor e umidade. A estação mais chuvosa é de outubro a março, mas na estação seca também podem ocorrer pancadas. Teoricamente, não existe melhor época para visitar o lugar. Só fique atento à Formula 1 que acontece na cidade (geralmente em setembro), porque a lotação pode aumentar consideravelmente, junto com os preços.

A moeda oficial é o Singapore Dollar, cujo símbolo é apenas $. Para evitar confusão, quando mencionar preços em Dólar de Cingapura no post, vou utilizar S$.

A melhor forma de se locomover pela cidade é o metrô. Cingapura conta com uma rede extensa de linhas e todas as atrações turísticas que visitamos eram servidas por alguma estação. Abaixo segue um mapa das linhas com todas as estações que mencionarei no post e mais informações podem ser obtidas diretamente no site do SMRT.

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Clique para aumentar.

NOSSO ROTEIRO

DIA 1

O turismo em Cingapura começa assim que você desce do finger do avião. Seu aeroporto (Changi) é considerado um dos melhores do mundo e conta com diversas facilidades e mimos. Caso queria curtir um pouco do aeroporto, o site oficial traz algumas sugestões de experiências aqui. Se estiver com malas fáceis e seu hotel for perto de uma estação de metrô (o que é bem provável), esse meio de transporte é o melhor para chegar e sair do aeroporto. Caso queira mais conveniência, é possível pegar um táxi (o preço gira em torno de S$25).

Já disse em vários outros posts que não faço questão nenhuma de bons hotéis, com algumas exceções. Cingapura foi uma delas, uma vez que o próprio hotel Marina Bay Sands é uma das atrações mais conhecidas da cidade, com a piscina de borda infinita elevada a 200 metros na plataforma que interliga as torres do hotel.

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Antigamente, era possível comprar um day pass para aproveitar a piscina, mas hoje em dia ela é restrita aos hóspedes. Então não teve jeito, acabamos nos hospedando por lá e arcando com a diária hiper salgada. A economia foi ainda mais pro saco quando descobrimos que o hotel exige uma hospedagem mínima de duas noites, o que fez o custo da viagem aumentar consideravelmente (depois das duas noites obrigatórias, trocamos para o hotel Conrad Centennial Singapore, que ficava na região da marina mesmo, pertinho de uma estação de metrô). Apesar de ser bem muquirana com hotéis, achei que valeu muito a pena a hospedagem no Marina Bay Sands, tanto pela piscina, como pela vista maravilhosa das janelas dos quartos e da localização bem perto a várias atrações turísticas.

Enfim, para fazer jus ao preço pago (e considerando que com o cansaço da viagem não iriamos conseguir fazer muita coisa), reservamos a tarde do primeiro dia todinha para aproveitar a piscina.

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Aproveitando a vista.

Caso você não esteja hospedado no hotel, há a opção de visitar o Sands Sky Park, o deck de observação que fica em uma das pontas da plataforma elevada do hotel e oferece vistas lindíssimas da cidade. Como fica aberto das  9:30am às 10:00pm, pode ser bacana reservar o final da tarde e pegar a vista de dia e à noite. O preço é de S$23 para adultos e é possível comprar o ticket online aqui.

Obs.: o antigo restaurante do topo do hotel que só abria de noite foi substituído pelo Ce La Vie, que abre o dia todo e pode ser uma ótima alternativa ao passe. Com reserva no restaurante você pode subir e aproveitar a vista.

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No final da tarde, quando começou a escurecer, fomos para o Gardens by the Bay (que é super perto do hotel, é só atravessar uma passarela), para ver as mega árvores iluminadas.

Os Gardens by the Bay são vários jardins que formam um enorme Jardim Botânico às margens da baía. São diversos temas de jardins, como chinês, o malaio, o de flores e frutas, etc. Mas a parte que atrai o maior número de turistas é a parte Supertree Grove, que abriga as mega árvores. Num grande jardim, estão erguidas estruturas de aço em forma de árvores, com as laterais cobertas por plantas. Essas estruturas recolhem a água da chuva e contém células fotovoltaicas que acumulam energia para sua iluminação no final do dia.

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O acesso aos jardins abertos e às mega árvores é gratuito, exceto caso queira acessar a passarela que passa pelo topo das supertrees. Para entrar nas estufas (vou falar no Dia 2) é necessário pagar.

Conforme a noite vai chegando, as árvores vão acendendo, formando um cenário bem bonito. Às 19:45 e às 20:45 ocorre um espetáculo de luzes e som, mas nada muito imperdível, caso não consiga estar lá nesses horários.

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Gardens by the Bay vistos da janela do nosso quarto

Vale a pena visitar o lugar de dia e à noite, para conhecer os jardins e estufas nesse primeiro período e ver as mega árvores iluminadas no segundo. Como estávamos ali pertinho, visitamos o lugar na nossa primeira noite e depois voltamos na próxima manhã. Se você não estiver hospedado no hotel, uma boa estratégia é programar a visita para o final da tarde, assim não precisa voltar duas vezes.

Outra vantagem de visitar os jardins à noite é que, na volta, é possível ver tanto a Singapore Flyer quanto o hotel iluminados.

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Voltando do Gardens by the Bay não tivemos dúvidas: voltamos para a piscina para aproveitar a vista – agora com toda a iluminação noturna.

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Mais à noite, fomos jantar no Ku de Ta hoje em dia chama Ce La Vie, que fica no deck de observação e pode ser uma boa opção para quem não estiver hospedado no hotel aproveitar a vista noturna. Vale a pena fazer reserva antes e pedir uma das mesas do lado de fora.

DIA 2

Gardens by the Bay

No segundo dia, saímos cedo em direção ao Gardens by the Bay para visitar as estufas que não tínhamos visto na noite anterior. Além dos jardins abertos, o parque oferece duas estufas com vegetações temáticas: a Flower Dome (Cúpula das Flores) e a Cloud Forest (Floresta Tropical).

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Gardens by the Bay vistos de cima, com as estufas à esquerda

O preço para a visitação de uma estufa é de S$ 12. Caso queira visitar as duas, o pacote sai por S$20. Chegamos no horário de abertura das estufas (09:00am) e decidimos ir primeiro à Cloud Forest. Não tinha muita fila para comprar, mas caso já queira garantir seu ingresso, é possível comprar aqui.

Foi uma boa estratégia, pois fomos os primeiros a entrar e o lugar estava vazio. Apesar de não ser a maior fã de turismo botânico, achei essa estufa muito legal e impressionante, recomendo a visita. Logo na entrada, há uma imitação de cachoeira tropical.

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No térreo, pega-se um elevador que leva ao topo da montanha e desce-se pelas passarelas, em meio a nuvens artificialmente criadas. Me lembrou as atrações da Disney, pela perfeição das criações. Realmente, você se sente no meio de uma floresta (não sei se a visita com o lugar meio cheio pode tirar essa sensação).

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De lá, partimos para a Estufa das Flores e, talvez por já ser mais tarde, estava um pouco mais cheia. O clima dessa estufa é mediterrâneo e ali estão diversos tipos de espécies vegetais, agrupadas por categorias. O lugar é bonito, com várias colorações, mas acho que vale mais para estrangeiros que não tem tanto contato com vegetação. Não sei se impressiona muito os brasileiros, a não ser que você seja um amante de flores.

Como, sinceramente, não somos super fãs de jardins botânicos, acabamos nem passando pelos jardins temáticos abertos.

Região da Marina Bay

De lá, voltamos para o Marina Bay Sands e ficamos um tempinho perambulando pelo complexo, conhecendo o shopping e o cassino que ficam por lá.

Conhecido o complexo, saímos em direção ao ArtScience Museum, que tem uma arquitetura modernosa, que lembra uma flor de lótus aberta. O museu tem uma coleção permanente pequena e foi criado mesmo para abrigar exposições itinerantes. Nós não vistamos porque tínhamos pouco tempo, mas caso queira conhecer, vale a pena checar o que está em exibição. Site oficial aqui.

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Helix Bridge, Marina Bay Sands e ArtScience Museum

De lá, partimos para a Helix Bridge, uma ponte de pedestres com estrutura moderna toda feita em aço, com formato que lembra a estrutura do DNA. Nós percorremos de dia, mas à noite ela ganha mais charme ainda com a iluminação.

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Helix Bridge

Após atravessar a ponte, você terá duas opções. A primeira é virar à direita e conhecer a Singapore Flyer. A roda-gigante ao estilo London Eye é a maior do mundo e oferece vistas lindíssimas da cidade. São 28 cápsulas com ar-condicionado. Mais informações podem ser obtidas no site oficial, inclusive com opção de compra online. Como nós estávamos no hotel, com uma vista parecida com a que teríamos na roda gigante, optamos por não conhecê-la.

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Singapore Flyer

Viramos então à esquerda e fomos em direção aos Theaters on the Bay. Os teatros são famosos por hospedar espetáculos da Broadway americana, como o Mamma Mia, além de concertos de música clássica.

Chegando nos teatros e virando à esquerda, você estará pertinho do Merlion Park.  O parque em si não tem nada além de alguns bancos, mas abriga a estátua que é símbolo oficial da cidade: o Merlion que jorra água.

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Merlion: símbolo oficial da cidade.

O Merlion é uma figura mitológica, metade leão, metade peixe. O leão (“singa”) faz referência ao animal que um príncipe de Sumatra teria avistado ao chegar na ilha. O peixe faz referência à história de Cingapura como forte cidade marítima ao longo dos anos.

Além do Merlion, a vista do parque com o Marina Bay Sands ao fundo é belíssima, tanto de dia quanto à noite.

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Nós fizemos todo esse trajeto à pé porque queríamos ir conhecendo tudo, mas a caminhada não é tão pequena assim e o sol e a umidade fazem o cansaço dobrar de tamanho. Caso queira ir direto do Marina Bay Sands ao Merlion Park (e vice-versa), há a opção de pegar um water-taxi, que fica por volta de 4 dólares de Cingapura.

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Mesmo sem ter entrado em nada além do Gardens by the Bay, todo esse trajeto durou uma manhã inteira e já estávamos bem cansados a essa hora. Demos uma entradinha no Hotel Fullerton, menos para conhecer a mais para aproveitar um pouquinho o ar condicionado e descansar hehehe.

Atrás do hotel, fica o Singapore River, com uma vista linda de casinhas ao estilo antigo de Cingapura. O que se avista é Boat Quay, que era o principal cais do antigo porto de Cingapura. Hoje em dia, as antigas casas restauradas abrigam diversos restaurantes (margem esquerda de quem olha para o rio) e pode ser uma boa opção de esticadinha para o almoço.

Nós não fomos até lá porque jantaríamos no Clarke Quay, que é bem similar. Pegamos a Fullerton Road, passando pelos diversos prédios modernos de escritório e conhecendo um pouco do Business District, até chegar à estação de metrô.

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Business District

O próximo destino seria a Orchard Road. Para facilitar a visualização, segue um mapa da região da Marina Bay.

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Orchard Road

Apesar do nome, a Orchard Road, pelo tamanho e movimentação, mais parece uma avenida, com um shopping ao lado do outro. Alguns mais simples, outros mais modernos, se seu intuito é ir às compras, esse lugar é parada obrigatória.

Caso seu estilo de turismo não inclua perder tempo com compras (como o nosso), as atrações ficam por conta da arquitetura futurística de alguns shoppings, das esculturas nas calçadas e de observar o vai e vem do lugar.

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A avenida é bem comprida e nós optamos por percorrer o pedaço que vai da estação Orchard  do metrô até a estação Dhoby Ghaut, o que já foi uma caminhada considerável. Fomos passando tanto por dentro dos shoppings, como pelas calçadas. Vá com calçados confortáveis, porque se perder por dentro dos shoppings é bem fácil, você entra em um e sem perceber já está em outro.

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Para mim, o shopping que mais valeu a pena visitar foi o ION (fica logo em frente à estação Orchard do metrô), que tem uma arquitetura linda por fora, além de lojas e restaurantes de luxo no seu interior.

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Entrada do shopping ION.

Voltando da Orchard Road, piscina do hotel de novo, para repor as energias hehehe. Passamos o final da tarde e o começo da noite todo por lá e depois voltamos pro quarto para tomar um banho para nos arrumar.

Clarke Quay

À noite, fomos até a área de Clarke Quay, que antigamente era um cais auxiliar para abrigar pequenos barcos. Após um período de decadência, foi restaurado e hoje em dia abriga diversos restaurantes. Alguns estão à beira do rio, outros estão na parte do complexo que é coberta por uma tenda transparente, com uma iluminação bem bonita à noite. Vale a pena jantar por lá, mas não deixe para ir muito tarde, porque a animação acaba cedo.

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Clarke Quay

Como se não estivéssemos cansados o suficiente, voltamos andando até a parte da Marina, para observar e fotografar a região iluminada à noite.

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** Esse dia foi bem cansativo e deu pra fazer tudo isso porque tenho um ritmo BEM rápido de viagem. Caso não goste de se cansar ou prefira curtir com calma os locais, talvez seja interessante dividi-lo em dois. 

DIA 3

No último dia, para variar um pouquinho, acordamos bem cedo, fizemos check out no Marina Bay Sands e fomos de mala e cuia para o Conrad. Iríamos passar apenas mais uma noite, mas a diferença de preço representou uma boa economia.

Região de Little India

Depois que fazer o check in e deixar as malas no hotel, fomos em direção a Little India. Geralmente não costumo visitar bairros “temáticos” nas cidades, mas, como não conheço a Índia (problema resolvido aqui) e esse bairro de Cingapura é conhecido como uma Índia“light”, acabamos indo para lá.

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Usei como base o roteiro rápido do Guia de Cingapura (aqui), mas acabei excluindo bastante coisa.

Basicamente, pegamos o metrô até a estação de metrô Farrer Park e pegamos a saída que leva à Seragon Road. A principal rua do bairro, se você der sorte, pode estar decorada para algum festival indu, mas quando fomos não tinha nada de diferente.

Fomos andando por ela e fizemos um pequeno desvio à esquerda para conhecer o Mustafá Centre, um grande shopping que traz dos produtos mais variados. São vários andares, os mais interessantes são os com jóias ao estilo indiano, o de roupas e o de comidas.

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De lá, voltamos à Seragon Road e fomos andando em direção ao Templo  Sri Veeramakaliamman, a principal atração do bairro, conhecido por sua fachada bem decorada e colorida. Fomos até a região, na verdade, só para conhecer esse templo e FUEN FUEN FUEN, ele estava em reforma, da fachada ao interior. Que decepção!

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Único pedaço da fachada não coberto.

De qualquer forma, tinha um templo temporário montado ao lado, com alguns deuses e rituais acontecendo. Não foi o que esperávamos, mas foi legal.

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Fotos do celular

Continuamos descendo a avenida em direção ao Little India Arcade, um prédio do século 20 com algumas lojinhas no térreo. Praticamente em frente a ele, do outro lado da avenida, fica o Tekka Centre, que tem um mercado de alimentos, uma loja de roupas indianos e um hawker. Um hawker é uma espécie de praça de alimentação, com várias lojinhas de alimentos e mesas no centro. Em Little India é bem interessante andar por esse hawker, porque a maioria de frequentadores é indiana e os cheiros te levam direto para a Índia. Também vale observar que a maioria deles come com a mão, sem nenhum talher.

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Hawker do Tekka Centre

Pra completar nosso passeio pelo bairro, fizemos um desvio para conhecer a House of Teng Tang Niah, uma construção toda colorida que é um dos poucos prédios remanescentes das antigas vilas chinesas que ocupavam a região.

Nosso tour foi rápido e acho que não deve ter demorado mais do que duas horas. Entramos no metrô Little Índia e fomos conhecer outro lugar a cidade: o bairro colonial.

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Roteiro reduzido de Little India

Civic District

Como eu disse, nós usamos e abusamos do Guia de Cingapura e nosso roteiro do Civic District também foi baseado no deles (aqui).

Chegamos no bairro pela estação Esplanade e nossa primeira parada foi o Raffles Hotel, aberto em 1887 e no qual grande parte da alta sociedade colonial já esteve hospedada. O hotel é super tradicional e vale e pena a visita, principalmente porque é possível andar por suas dependências e ter um gostinho de como era a vida colonial.

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Não deixe de passar pelo Long Bar do hotel, que mantém a arquitetura tradicional, além de ser o criador do famoso drink Singapore Sling. Sobre as mesas, ficam saquinhos de amendoim como cortesia aos clientes.

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Detalhe para os abanadores no teto. Me senti na época colonial.

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Péssima blogueira, que só lembra de tirar foto quando o drink está acabando rs!

Continuamos pela Bras Basah Road e passamos em frente ao Singapore Art Museum. Demos uma desviadinha pelo parque que fica em frente a ele para espiar a arquitetura do Singapore History Museum, mas não entramos em nenhum dos dois.

Fomos em direção à Armenian Road, passando em frente ao Peranakan Museum, também com arquitetura típica colonial.

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Peranakan Museum

No fim da rua, viramos à esquerda e caímos na Hill Street, onde já aparece a Central Fire Station, antigo quartel general dos bombeiros.

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Logo à frente, está o Funan Digitalife Mall, shopping de produtos eletrônicos. Da saída do shopping, já dá para avistar o MICA Building, um prédio com várias janelas coloridas, que chama a atenção.

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Viramos à esquerda na High Street e chegamos ao prédio do Parlamento.

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Ali por perto, há vários prédios públicos, como a Prefeitura e a Suprema Corte, mas nós optamos por virar à esquerda e chegar direto ao lugar onde Sir Stamford Raffles (colonizador britânico) teria pisado em Cingapura pela primeira vez, em 1918. O Sir Stamford Raffles Landing Site hoje tem uma estátua em sua homenagem.

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Atrás, as casas típicas do Boat Quay contrastando com a arquitetura moderna dos novos prédios.

Voltamos para o metrô (estação City Hall) pela North Bridge Road para conhecer a St. Andrews Cathedral.

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Nosso tour pelo Civic Distric tomou umas 2 horas, mas o roteiro pode demorar bem mais caso haja interesse em entrar nos muitos museus que aparecem pelo caminho.

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Roteiro pelo Civic District

Quando estávamos programando a viagem, ficamos em dúvida se nesse último dia visitaríamos a Sentosa Island ou se conheceríamos Little India e Civic District. Acabamos optando por esse último, porque a Sentosa Island é um tipo de parque de diversões combinado com um Universal Studios e nós preferimos conhecer coisas que não acharíamos em outros países. Achei os dois bairros interessantes, mas não imperdíveis. Com menos tempo em Cingapura, eu optaria por focar na região da Marina Bay e Orchard Road, que são bem legais!

** Outros bairros típicos, que não conhecemos por já termos ido ao Oriente Médio e à China, são o Arab Quarter e a China Town. Caso haja interesse, o Guia de Cingapura traz roteiros bem detalhados aqui e aqui

Sentosa Island

Apesar da Sentosa Island não estar em nosso roteiro original, como no último dia nosso tour pelos bairros típicos de Cingapura terminou por volta de 14 horas, não resistimos à tentação de dar uma passadinha na ilha.

Para chegar até lá, há três opções. De teleférico, de trem ou à pé. Para as três formas de transporte, é necessário ir à estação de metrô Harbourfront. De lá, é possível pegar o teleférico (S$29), o trem (S$4) ou ir andando pela Sentosa Board Walk (grátis). Mais informações aqui.

A Sentosa é uma ilha tropical, com praias, além de um parque de diversões e um Universal Studios. Como a entrada do Universal ficaria em torno de S$150 dólares para nós dois e chegaríamos tarde, achamos que não valeria a pena pagar. Além do mais, quando quisermos passar no Universal, prefiro ir à Disney heheh. De qualquer forma, se você tiver um dia sobrando, o site oficial traz maiores informações.

Nos limitamos, então, a conhecer a ilha e o parque de diversões, cuja entrada não é paga (apenas as atrações). Não fizemos muita coisa, demos uma passeada com o ônibus e à pé, mas nada nos atraiu muito, porque a maioria das atividades é para crianças. A lista pode ser conferida aqui.

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Uma das prais tropicais da ilha.

Entretanto, uma das atrações da ilha chama muito a atenção dos adultos: o I Fly Singapore. O túnel de vento que simula um pulo de paraquedas é o maior do mundo. É caro, como todos os túneis de vento (aproximadamente S$100), mas é muito legal.

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Nós ficamos em dúvida se fazíamos ou não fazíamos, mas acabamos comprando o ticket e não me arrependo. O ticket dá direito a 2 “vôos”, pena que passa tão rápido. Os ingressos podem ser adquiridos com antecedência aqui.

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“Voando” indoor rs!

Da Sentosa, voltamos para o hotel e estávamos tão cansados que acabamos jantando num Outback que ficava lá embaixo e fomos dormir. No dia seguinte, nosso voo para Bali partiria às 09:00am.

Cingapura me surpreendeu muito positivamente. Com certeza, há muito mais para fazer por lá do que o que fizemos. Com o tempo curto, nos limitamos a fazer as coisas mais turísticas e típicas. De qualquer forma, muitas das atrações que deixamos de lado são reproduções de atrações ocidentais (como shows da Broadway e Universal Studios), voltadas ao público asiático.

Fica aqui a dica de uma boa parada caso esteja planejando a viagem para algum lugar da Ásia. Cingapura também pode te surpreender.

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One thought on “Cingapura – uma boa opção de conexão na Ásia

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