Chapada dos Guimarães em 2 Dias Inteiros

A Chapada dos Guimarães é um destino que cabe perfeitamente em um feriado. Com 4 dias, é possível conhecer bem as principais atrações do local.

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Para chegar, deve-se pegar um voo até Cuiabá e depois uma estrada de aproximadamente 120 Kms até a cidade de Chapada dos Guimarães. Se não quiser contratar um transfer, há um ônibus da empresa Rubi que faz esse percurso. Horários aqui.

Os melhores hotéis/pousadas são um pouco afastados da área urbana. Nós optamos por nos hospedar no centrinho da cidade, que é bem pequena, mas tem vários restaurantes abertos à noite. Jantamos um dia no Restaurante Pomodori, que tem as famosas empadas de frango com pequi e carne com jiló. As duas são muito gostosas, mas sabores mais tradicionais também estão disponíveis, além de pratos de comida. No outro dia, comemos na Pizzaria Margherita, bem bonitinha e com uma massinha fina e crocante.

Como era ano novo (2013-2014), quase todas as acomodações estavam com pacote para a semana toda e nós sofremos para encontrar uma que aceitasse só três noites. Acabamos encontrando a Pousada Bom Jardim, que preferimos não recomendar rsrs!! O (único) lado bom é que ela fica mais no centro impossível, na frente da igreja.

Para procurar pousadas, além do Booking.com, usamos esse site aqui. Também tem esse e esse.

A época ideal para visita é no período de seca (abril a setembro). De outubro a março, há bastante chuva. Nós fomos nesse último período e, embora tenhamos pegado sol na maioria do tempo, uma pancada de chuva atrapalhou um pouquinho o final do nosso segundo dia. No inverno, há bastante nebulosidade e as paisagens ficam prejudicadas.

Para conhecer as atrações do lugar, é necessário pegar um guia, a não ser que você conheça muito bem a região (mesmo assim, para conhecer a Fazenda Santa Rita, será obrigatório estar acompanhado). Nós contratamos um guia com carro, mas, se quiser ir com o seu veículo, é possível contratar só o guia.

Fechamos com a agência Chapada Off Road. Nosso guia foi o Rosan, dono da agência, que é excelente! Recomendo de olhos fechados.

Como nós só teríamos dois dias inteiros, o Rosan deu uma personalizada no roteiro e conseguimos encaixar os lugares mais interessantes nesses dois dias. Nós queríamos incluir a Lagoa Azul, a Cidade de Pedras e a Cachoeira Véu de Noiva. O resto veio de bônus. Se for ficar mais tempo, há outros lugares legais para conhecer. O mais popular, além dos que fizemos, é subir ao morro São Jerônimo. Uma lista com várias atrações você pode encontrar aqui.

Como estávamos sem carro, fechamos com eles também os traslados aeroporto/chapada. O valor foi de R$ 80,00 por pessoa (todos os valores foram cotados para 4 pessoas, o preço individual é maior).

Para o passeio na Fazenda Santa Rita + Mirante do Centro Geodésico, o valor foi de R$ 140,00 por pessoa. Inclui a entrada dos atrativos, guia, almoço, seguro e equipamentos de proteção. O preço do transporte foi de 60,00.

Para o passeio no Parque da Chapada dos Guimarães + Cidade de Pedras, o valor foi de R$ 120,00 por pessoa. Como o valor de entrada era mais barato e não estava incluído almoço (embora a agência dê um lanchinho e umas barrinhas para levar), eles não cobraram pelo transporte.

DIA 1

Nosso passeio começou às 09:00h e partimos em direção ao Parque Ecológico da Chapada dos Guimarães.

Logo na entrada, está a Cachoeira Véu de Noiva, uma queda d’água de 86m, bem bonita, que é vista de um mirante. O governo proibiu vê-la a partir do lago formado embaixo da queda, em razão de deslizamentos.

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A Véu de Noiva não faz parte do circuito das cachoeiras, nossa próxima atração, ainda dentro do parque. O circuito não é feito de carro. É uma trilha de aproximadamente 7 quilômetros e 4 horas, mas não é difícil, pois tem várias paradas ao longo do caminho, incluindo tempo para banho nas 7 cachoeiras.

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No início da trilha (parte no sol), fomos passando pelo cerrado e, nessa parte, o Rosan fez toda a diferença. Como ele é formado em biologia, conhecia muito bem as plantas e frutas típicas da região. Ao longo do caminho, ele ia parando para nos mostrar, colhendo as frutas que estavam maduras para a gente provar.

No final do circuito das cachoeiras, ainda passamos pela Caverna Casa de Pedra.

Saindo do parque, partimos para a Cidade de Pedras, um dos lugares mais impressionantes da viagem! Tem esse nome devido às formações rochosas lembrarem as ruínas de uma cidade.

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Mas o que impressiona mesmo é a paisagem, com uma vista linda dos paredões alaranjados.

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DIA 2

O segundo dia foi dedicado às atrações da Fazenda Água Fria. Logo no início da trilha, está uma ponte de pedras, que oferece uma visão panorâmica da região.

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A próxima parada foi a Caverna Aroe Jari, nome que significa morada das almas. Para entrar na maior gruta do Brasil, é necessário estar acompanhado de uma lanterna, pois o lugar é bem escuro. Nós não fomos, mas, na seca, é possível acessar o salão dourado, com paredes revestidas de pedras brilhantes. Deve ser bem legal.

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Saindo da caverna, chegamos à Lagoa Azul. O nome já diz tudo e o melhor horário para visitá-la é entre 14:00 e 16:30 horas, quando a incidência do sol a deixa ainda mais azul.

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Outro ponto da Fazenda que visitamos foi a Caverna Kiogo Brado, que impressiona mais pelo tamanho. Conhecê-la é bem rápido. Só há uma passagem para atravessá-la, de não muito mais de 200m.

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Boa parte dos percursos na Fazenda é no sol, então vale a pena levar boné, óculos escuros e protetor solar.

Voltando para a entrada da Fazenda, é servido um almoço (incluído no preço do ingresso) caipira, bem simples, mas que estava uma delícia! Vale a pena provar a “compota” de Buriti que fica lá na cozinha junto com seu arroz e feijão. Os doces também são um capítulo à parte. Com a fome que você estará depois de ter andado tanto, não tem como achar nada ruim.

Saindo da Fazenda Água Fria, nós fomos em direção ao Mirante do Centro Geodésico. Embora o pessoal da chapada diga que ali fica o ponto central da América do Sul, a localização oficial fica em Cuiabá. Discussões à parte, a grande estrela do lugar é a paisagem, com uma visão ampla de campos e morros, que vai até Cuiabá em dias claros. É onde muita gente se reúne para o pôr-do-sol. Para o nosso azar, no caminho, começou uma chuva pesada. Chegando lá, a visibilidade estava bem prejudicava, com um temporal que não parava. Acabamos desistindo até de descer do carro.

No dia seguinte, já pegaríamos a estrada para o Pantanal do Mato Grosso. Com mais tempo, essa é uma viagem que dá para casar legal com a Chapada.

Nossa visita foi rápida, mas adoramos! Se você gosta de ecoturismo, vale a pena considerar o destino para seu próximo feriado.

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