Bali – Ubud e Considerações Gerais Sobre o Interior

** Os posts de Bali subiram na ordem errada. Fique atento porque são 6, na ordem correta: Programando a Viagem, Ubud, Bali Leste, Arredores de Ubud, Bali Central e Praias.

Como eu disse no post de dicas práticas (aqui), nós usamos a cidade de Ubud como base para conhecer o interior da ilha. Apesar das coisas não serem longe, as estradas são ruins e muitas são em forma de serra, o que faz os trajetos demorarem. Trechos de aproximadamente 100km podem demorar cerca de 2:30 horas.

Nós já sabíamos disso e, como também não queríamos ficar nos sobrecarregando, programamos duas atrações por dia. Assim, não ficaríamos muito tempo no carro indo de um lugar para o outro e sobraria tempo para curtirmos a piscina, massagens, etc. Foi ótimo porque, em alguns dias, o Roby (nosso motorista, recomendação nas dicas práticas) sugeria alguma coisa extra e dava para encaixar sem problemas.

Para tentar otimizar os trajetos, nós dividimos o interior da ilha entre o que chamamos de Ubud, Arredores de Ubud, Bali Leste e Bali Central.

Ubud

No DIA 1, chegamos e o Roby já estava nos esperando no aeroporto para nos levar ao hotel. Não programamos nada para o dia, apenas ficamos relaxando na piscina.

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Mapinha de Ubud. Clique para aumentar

À noite, fomos jantar no Casa Luna , um restaurante bem bonitinho e gostoso. Fica quase na frente do Café Lótus, na Jl. Raya. Se quiser fazer aulas de culinária, programa bem famoso em Bali, o Lonely Planet sugere as aulas desse restaurante.

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Bebidas típicas: Bintang e Lemongrass Tea

Separamos o DIA 2 inteiro para conhecer a cidade de Ubud. Apesar de coisas lindas, não há tanto volume de pontos turísticos. Esses, você mata em meio dia e a outra metade do tempo dá para separar para algumas experiências, como aulas de culinária, massagens, ketuts, etc.

Começamos pelo Templo Pura Saraswati (Jl. Raya), onde fica o Café Lotus. O destaque do templo fica por conta dos jardins, com lagos cheios de flores de lótus.

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Pura Saraswati

Passando os jardins, nós conseguimos entrar no templo por uma porta que fica na lateral e estava aberta, mas não sei se realmente era permitido, dada a ausência total de turistas lá dentro. Pelo o que percebemos, o lugar era mais usado para guardar os adornos do show de dança que ocorre à noite. Apesar de bem pequeno, foi um dos templos mais bonitos da viagem.

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Interior do Pura Saraswati

Saindo de lá, fomos para o Ubud Palace, na mesma rua, onde até hoje mora a família real. O complexo é grande mas, quando fomos, apenas uma parte estava aberta à visitação.

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Na frente do Palácio, fica o Ubud Market, onde é possível comprar desde souvenires turísticos até artesanato local. Prepare-se, pois lá dentro não há ar-condicionado e é muito calor.

Na rua lateral ao palácio (Jl. Suweta), fica o Pura Marajan Agung, templo privado da família real, mas dá para visitar de fora.

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Pura Marajan Agung

Esses são os principais pontos turísticos da cidade. Se quiser estender sua visita, na lateral do Pura Saraswati há uma rua ( Jl. Kajeng) que, subindo até o final, te levará a um pequeno campo de arroz. Nós fizemos porque estávamos com muito tempo, mas, se já for separar uma parte do seu roteiro para visitar outros campos de arroz famosos (como Tegallalang e Jatiluwih), nem precisa perder tempo.

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Falando sobre as experiência que você pode ter na cidade, uma atividade bem famosa é provar a tradicional massagem balinesa. Fomos na indicação do Lonely Planet e escolhemos o Botanica Spa para fazer nossa primeira massagem. O resultado foi que não arriscamos nenhum outro, quase todos os dias batíamos cartão por lá. As salas são voltadas para uma mata, com um rio que passa atrás fazendo aquele barulho delicioso de água.

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São vários tipos de massagem oferecidos. Nós íamos sempre na “balinese massage”. Antes, eles te dão uma espécie de formulário, para escolher a intensidade da sua massagem, as áreas em que quer focar, o aroma do seu óleo etc. É uma delícia! Na própria sala de massagem, já há um chuveiro, porque a massagem balinesa tradicional é feita com óleos e não dá para ir embora sem tomar um banho antes.

Após o sucesso de Comer, Amar e Rezar, muitas pessoas procuram passar pelos locais mostrados no filme. A atividade mais popular é procurar os “curandeiros” da cidade, chamados balian. Alguns atendem estrangeiros, outros não. Vale a pena lembrar que esse é o tratamento de saúde que a maioria dos locais ainda usa, então é importante respeitar algumas regras. Vestir-se respeitosamente e não apontar os pés para o balian são duas das mais importantes.

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Pelas ruas de Ubud

E vá de mente aberta: os tratamentos são públicos e, às vezes, dolorosos, com “massagens” bem profundas, cutucões com varetas e até ervas mascadas pelo curandeiro. Para marcar consultas, o melhor é pedir para a recepção do hotel. Se quiser se aprofundar no assunto, o Made Surya é um expert em curandeiros e oferece até workshops, além de visitas a balians tradicionais. No site, é possível conseguir mais informações. Nós não fizemos nenhum desses programas.

O ketut mostrado no filme é o Ketut Liyer e é bem popular entre os turistas. A consulta é pública e custa aproximadamente USD25. Segundo o Lonely Planet, ele limita-se a falar de aspectos gerais da sua vida, como amor, negócios etc. A maioria dos taxistas sabe o local. Outra figura que aparece é Wayan Nuriasih, que tem uma loja no centro de Ubud. Você diz sua doença e ela sugere o tratamento, que custa de USD50 para mais.

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Pelas ruas de Ubud

À noite, compramos um ticket para assistir a uma dança típica no Café Lotus. Se quiser, eles vendem pacotes com jantar e show, mas acho o restaurante muito longe do palco. Nós compramos só o ingresso do show e assistimos em cadeiras colocas bem na frente do palco. Fico dividida entre recomendar ou não o programa porque, ao mesmo tempo que a dança e os figurinos são bonitos, achei tudo muito longo e parado. No final, já não aguentávamos mais. Também é possível assistir a dança no Ubud Place, mas, no Café Lotus, a apresentação acontece na frente no templo (ou seja, um cenário lindo!).

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Como já estávamos por lá, decidimos jantar no Café Lotus mesmo. A comida estava média e achei o preço um pouco acima da média. De qualquer forma, vale pelo cenário, já que o templo atrás fica todo iluminado à noite.

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Um restaurante que recomendo é o Three Monkeys Café, que fica na Monkey Road, super indicado pelo Lonely Planet. Foi o restaurante que mais gostamos da cidade, tanto que voltamos outros dias. Ele fica quase todo em uma varanda, de frente para um mini campo de arroz, super bonitinho! Se estiver sentindo um pouco de falta de comida ocidental, a pizza deles é uma delícia.

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Three Monkeys

Nessa parte da Monkey Road (descendo da Jl. Raya, um pouco depois do campo de futebol), há vários outros restaurantes legais.

Os outros dias estão divididos em Bali Leste, Arredores de Ubud, Bali Central, Gili Trawagan e Praias de Bali.

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6 thoughts on “Bali – Ubud e Considerações Gerais Sobre o Interior

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