Bali – Programando a Viagem

** Os posts de Bali subiram na ordem errada. Fique atento porque são 6, na ordem correta: Programando a Viagem, Ubud, Bali Leste, Arredores de Ubud, Bali Central e Praias.

Embora Bali nunca tivesse rondado o topo da minha lista de viagens, fui para lá em abril de 2014 e posso dizer que quase fiquei por lá vendendo cangas, não queria mais vir embora! Poderia ter passado um mês facilmente, mesmo não sendo a maior fã de praia.

Antes de eu ir, ninguém tinha me falado que AMOU Bali. Então, eu serei essa pessoa: me apaixonei pela ilha. O clima do lugar, o exotismo dos templos, a beleza das praias, a simpatia e a simplicidade das pessoas, tudo encanta! Até eu, que sou super acelerada, entrei no ritmo deles e fiquei em paz.

Mapa Interior

Quando ir. Bali tem duas estações: a seca e a chuvosa. Como a ilha é influenciada pelo regime das monções, vale a pena se programar para ir na temporada seca. Se você for na chuvosa e der o azar de pegar uma monção, pode ser que fique uma semana inteira embaixo de chuva. A alta temporada é entre maio e setembro, mas nós fomos em abril e pegamos todos os dias limpos. As chuvas e monções vão de novembro a março.

Durante julho e agosto, a ilha fica muito cheia e, se puder, evite. As estradas são simples e haverá trânsito de arrancar os cabelos. Na ilha, você notará que Bali é o quintal dos australianos, razão pela qual vale a pena tentar fugir dos meses de férias deles (e de todo o resto da Europa).

Se sua opção for surf, programa-se para os meses de junho e julho, quando as ondas estão maiores e ocorrem os campeonatos na ilha.

Como chegar. Para vôos Brasil-Bali com só uma escala, há a opção da Qatar Airways (escala em Doha). Todas as outras companhias fazem duas escalas.

Para aumentar suas opções de vôo, tente também pesquisar um vôo de borda para um destino lá perto e, depois, um vôo low cost de lá para Bali. A Air Asia vai te ajudar bastante nesse último.

Chegando no aeroporto de Denpasar, é necessário primeiro pagar uma taxa do visto (o visto é tirado no aeroporto de Bali mesmo) e depois passar pela alfândega. Se quiser poupar filas, fique atento e vá primeiro ao bancão de pagar a taxa (do lado oposto) e depois para a imigração. Muita gente faz o contrário e acaba tendo que enfrentar a fila da imigração duas vezes.

Dinheiro. O dinheiro oficial é a Rupia Indonesia e essa é a moeda utilizada em todas as transações. 1USD compra aproximadamente 11Rps. Nós levamos dólares e trocávamos em casa de câmbio, era bem tranquilo. Só vale ficar atento porque, como tudo por lá é na casa dos milhões, a pessoa da casa de câmbio pode mandar algumas notas a menos. Não tenha vergonha de conferir. Outro ponto importante: eles só aceitam notas de USD posteriores a 2006.

Estando em Bali, tudo é muito barato. Come-se super bem, em restaurantes legais, com o equivalente a 10/15 dólares por pessoa.

Como dividir o roteiro. Quando sondava meus amigos que já foram para Bali, uma dica muito comum era: foque no interior, as praias não são tudo aquilo que falam. Li essa afirmação muitas vezes na internet também. Eu discordo muito em relação à beleza das praias (explico melhor no post específico), mas concordo que o interior merece muito a visita.

Para balancear entre praias/cultura, montamos duas bases diferentes na ilha. Escolhemos Ubud como ponto de hospedagem/base para o interior e Seminyak, com a mesma função, para as praias.

Nosso roteiro ficou assim:

Dia 1 – Chegada a Bali. Deslocamento a Ubud e dia livre.

Dia 2 – Ubud. – Palácio Real, Templo Pura Saraswati, Ubud Market. Dança balinesa no Café Lótus à noite.

Dia 3 – Bali Leste. Tirta Gangga, Pura Besakih e Goa Gajah.

Dia 4 – Arredores de Ubud. Monkey Forest e Tegallalang.

Dia 5 – Bali Central. Ulun Danu Temple e Jatiluwih Rice Fields.

Dia 6 – Bali/Gili Trawagan.

Dia 7 – Gili Trawagan/Bali. Pôr do sol em Tanah Lot.

Dia 8 – Praias. Seminyak. Potato Head e Ku de Ta.

Dia 9 – Praias. Padang Padang, Impossibles, Uluwatu.

Dia 10 – Praias. Balangan, Pandawa, Green Bowl, Nusa Dua, Jimbaran

Dia 11 – Retorno

** Revendo meu roteiro, acho que excluiria Tegallalang, passaria a Floresta dos Macacos para o dia que separamos para visitar Ubud e diminuiria a parte do interior de 4 para 3 dias inteiros (1 para Ubud, 1 para Pura Besakih e Tirta Gangga, 1 para Ulun Danu e Jatiluwih). O dia extra, usaria para Danau Batur e Monte Agung (veja Bali Central) ou para mais tempo em Gili.

Hotéis. Bali tem muitas opções de hospedagem, uma simples pesquisa no booking.com resolverá seus problemas.

Em Ubud, o melhor lugar para se hospedar é nos arredores da Monkey Road. É nela (na região do Three Monkeys Café) que ficam vários restaurantes gostosinhos para passar a noite.

Nós optamos pelo Sri Ratih Cottages, porque pegamos uma promoção praticamente imperdível no Booking. Os quartos são simples, mas o hotel é bem bonitinho, com, arquitetura típica de Bali: piscina de pedra e um jardim todo cheio de esculturas, que são enfeitadas com flores todas as manhãs.

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Os quartos são casinhas espalhadas pelo jardim e você passa por ele para chegar à piscina e à recepção. Ficava a uns 2kms da parte legal da Monkey Road e o taxi dava 3 dólares até o Ubud Market.

Em Seminyak, há duas opções de hospedagem. Resorts à beira mar ou hotéis na região da Restaurant Street (chama Jl. Kayu Aya ou Jl. Laksmana ou Oberoi Road). Como já sabia que a praia de Seminyak não era tudo isso e nós iríamos aproveitar outras praias, optamos por ficar na rua dos restaurantes, assim poderíamos sair à pé para jantar. Recomendo demais nosso hotel, que ficava bem no meio do agito, mas, como era recuado, era super silencioso. Os quartos eram ótimos e a piscina também! Ficamos no Amadea Resort & Villas.

Como se deslocar. Se você quiser conhecer bem Bali, irá percorrer vários quilômetros. Apesar de ser uma ilha, Bali é grande (são quase 6.000 km2) e os deslocamentos são demorados. Mesmo na região das praias, de Seminyak para as mais bonitas era necessário pegar algum tipo de transporte.

Lendo as dicas da Drieverywhere, ela falou tão bem do motorista que eles contrataram que decidimos seguir a dica. Entramos em contato com o Roby aqui do Brasil mesmo e fechamos com ele um preço fixo para que ele nos acompanhasse um X número de dias. E ele é ótimo mesmo! Os carros que ele usava eram sempre bons e com ar-condicionado, ele era prudente nas estradas e tem boa comunicação em inglês, além de ser uma simpatia!!

Se não quiser fechar com um motorista, quase todos os taxistas que você pegar vão se oferecer para passar o dia com você. O preço gira em torno de 50/60 USDs por dia. Se achar algum que goste, procure fechar com ele todos os dias que for usar carro, assim dá para negociar o preço. Foi o que fizemos com o Roby. A Dri já deixou o contato dele no blog dela, mas replico aqui: wayanrobyparwantoroby@yahoo.com (o telefone dele não é mais o mesmo que está no post dela).

Bali (683) (800x450)

Roby

** contratar um motorista ou um taxi não significa que você não terá que montar seu roteiro. Eles podem até sugerir alguns lugares para você conhecer (geralmente os mais turísticos), mas não são guias de viagem e vale a pena fazer sua pesquisa independente.

Tinha lido em vários lugares que o trânsito de Bali era uma loucura (em termo de regras) e que alugar um carro não era tão aconselhável. Eu não achei o trânsito tão absurdo (já visitei lugares muito piores) e não acho que a mão inglesa seja um problema para dirigir. O aluguel de carro em Bali é bem barato e sai bem mais em conta do que estar com um motorista. O lado ruim de você estar com o seu próprio carro é que os engarrafamentos da ilha são intensos e, se você está com um motorista local, ele conhecerá alguns caminhos alternativos. Dirigindo por conta própria, você ficará restrito aos caminhos principais dados pelo GPS e – acredite – poderá ficar bem irritado parado em congestionamentos. Outro ponto: pelo menos no Google Maps senti dificuldade em encontrar alguns templos que estava pesquisando. Não sei se é tão fácil jogar o nome do seu local de destino e encontrar no GPS. A mesma rua em Bali pode ter diversas denominações.

Outra opção é alugar uma moto. O bom é que dá para desviar do trânsito. O ruim é que algumas distâncias são bem longas e desconfortáveis (principalmente no interior). Além disso, acho que deve ser difícil conseguir coordenar a moto com o GPS (além do mesmo problema para encontrar os lugares que citei no aluguel de carro). Para a região das praias (que é só uma estrada), acho que é uma boa opção.

O roteiro detalhado região por região está nos próximos posts.

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8 thoughts on “Bali – Programando a Viagem

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