Whistler/Blackcomb: Dentro e Fora das Pistas de Esqui

Visitei Whistler no carnaval de 2013 e trago até hoje comigo lembranças dessa viagem: duas cicatrizes no queixo e a indicação de que os médicos do hospital de lá são super competentes hehe. A prova está no post da Tailândia – se você olhar bem, vai ver meus esparadrapos para não pegar sol na cicatriz.

Já era final do dia, estava descendo a montanha em direção à cidade, na maior tranquilidade, brecando o snowboard para andar devagar e ir conversando. Quem não estava devagar era uma menina lá em cima, que caiu do esqui e, ao invés de tentar parar, esticou os braços e as pernas e veio descendo na maior velocidade. De todas as pessoas que ela podia ter acertado, eu dei essa sorte. Ela pegou em cheio bem no meio da minha prancha e, literalmente, me levantou! Como estava fazendo força para trás pra brecar, o impacto me fez voar de costas e bater de cabeça com tudo.

Eu fiquei desacordada acho que por menos de 1 minuto e, quando acordei, já tinha uma pessoa me embalando e me levando numa espécie de bobsleight ladeira abaixo. O atendimento deles é muito eficiente!

Aí chega a parte ruim: a batida de cabeça me fez esquecer metade do dia e o médico me proibiu de esquiar no outro, mas as fotos (e os amigos) estão aí para me lembrar e vou falar um pouquinho da montanha!

A Estrada para Whistler

Chegar em Whister já é uma atração turística! A estrada de Vancouver, apelidada de Sea-to-Sky, tem vistas maravilhosas. O trajeto de 120kms de ótimas pistas é feito entre o mar e as montanhas com picos de neve. Lindo!!

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O Complexo

Whistler e Blackcomb são duas montanhas vizinhas que formam o maior complexo de esqui da América do Norte e é considerado um dos melhores do mundo pela possibilidade de descer duas montanhas. Só para ter uma ideia, nesse site aqui tem um mapa interativo que compara a estação com outras da América do Norte.

As montanhas têm muita neve e a temporada de esqui é longa – de novembro a junho. Fora da temporada, ainda dá para esquiar em alguns locais de Blackcomb.

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Os equipamentos podem ser alugados por lá mesmo, em diversas localidades. Se for alugar online, uma dica: não precisa pegar o capacete. Quando você vai retirar seu equipamento, eles te dão, se você pedir. Nós tínhamos reservado no site (todas as reservas online dão desconto) só as botas e as pranchas. Chegando lá, um sexto sentido me fez encanar com o capacete e perguntei quanto era. O cara falou que nada e me deu. Ainda bem, o estrago do tombo poderia ter sido maior.

São 200 pistas com ótima sinalização e uma camada de aproximadamente 9 metros de neve. As pistas são divididas em verde (fáceis), azul (intermediárias) e algumas poucas pretas (radical).

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O complexo tem mais de 40 lifts, que podem te deixar em qualquer parte da montanha. Com um ticket, você pode usar todos (com exceção do Peak-2-Peak). Para a temporada de 2014.15, o preço de janela para dois dias é de 238 dólares canadenses, mas se você comprar adiantado no site, dá para conseguir descontos de até 60 dólares.

Se for experiente, há a opção de contratar diversas opções de pacote de helicóptero, para esquiar o topo da montanha.

Além do Esqui

O local, que foi sede dos jogos olímpicos de inverno de 2010, ainda tem um teleférico entre as duas montanhas com uma altura de dar medo e uma paisagem de tirar o fôlego: o Peak-2-Peak. O teleférico tem uma janela 360 graus, uma altura de 436m e 4,4 kms de extensão, percorridos em apenas 15 minutos. O ticket custa um pouco menos de 50 dólares canadenses.

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Vista do Peak-2-Peak

Também é possível fazer passeios de snowmobile, uma espécie de motoca no gelo.

Outra atividade para quem não estiver afim de esquiar são as trilhas à pé feitas pela montanha.

Se não ligar de dividir espaço com as crianças, em Blackcomb tem o Coca-Cola Tubepark, um tipo de tobogã na neve, para descer com bóias. Não fui, mas deve ser muito legal! Mais infos aqui.

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Coca-Cola Tubepark. Foto tirada do site.

Para terminar, são muitos restaurantes na montanha. O maior deles é o Roundhouse Lodge, Steeps Grill & Wine Bar, que fica pertinho do símbolo olímpico. O mapa e a descrição de todos estão aqui.

** à noite, se estiver por lá em algum domingo da alta temporada, também é possível assistir a um show com esquiadores passando por dentro de círculos de fogo, que acontece na base de Whistler.

Hospedagem                   

Tanto na base de Whistler, como na base de Blackcomb, há vilas com hotéis.

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Clique para aumentar

A vila de Whistler (Village) é a maior (mas mesmo assim é bem pequena) e tem mais opções de restaurantes e coisas para fazer no final do dia.

Decidimos nos hospedar por lá, porque nela há gôndolas que sobem tanto para Whistler, como para Blackcomb.

Ficamos no Crystal Lodge. Embora os quartos não sejam nada demais, a localização é ótima, pertinho da subida das montanhas, para não ter que ficar andando muito com toda a parafernália de equipamentos.

Mais grudado ainda na gôndola, está o Carleton Lodge.

Se quiser ficar em Blackcomb (Upper Village, a dez minutos de caminhada da Village), há dois ótimos hotéis: o Fairmont Chateau tem localização privilegiada, praticamente na subida, e o Four Seasons tem excelente qualidade.

Outra opção de hospedagem, com bem menos coisas, é Creekside, que também fica aos pés de Whistler.

A Vila de Whistler

A vila aos pés de Whistler é uma graça e cheia de lojinhas e restaurantes. Se esqueceu algum equipamento para esquiar, pode ficar tranquilo que lá tem de tudo!

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A parte marcada em amarelo no mapinha é exclusiva para pedestres.

Na praça dos jogos olímpicos, há uma pista de patinação no gelo (caso ainda não esteja exausto à noite).

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Dos muitos restaurantes, o mais famoso é o Araxi (tinha reserva para a noite que caí, fuen fuen fuen).  Dá para reservar aqui do Brasil pelo Open Table.

Se estiver procurando por um après ski, o mais popular é o Garibaldi Lift Co. Bar & Grill, que fica em cima a gôndola de Whistler.

O Que Levar

Não sou uma mega expert para dar altas dicas do que levar para uma pista de esqui, então deixo as dicas mais básicas, por desencargo de consciência.

casaco e calça próprios de esqui. Não dá para não levar, você vai precisar para esquentar e cortar o vento.

Como eu sou muito friorenta, o meu casaco tem um daqueles revestimentos que brilham por dentro, ou seja, é muito quente. Se você não sente tanto frio ou faz muitas manobras com o esqui ou com o snow, dá para ser um normal.

Uma dica é procurar calça e casaco com muitos bolsos, assim você pode guardar câmera, tickets, lipstick e algumas peças de roupa que você vai tirar ao longo do dia.

** algumas estações também alugam o casaco e a calça de esqui. 

 – blusa de algodão por baixo do casaco. Eu não vou com nenhum casaco além do casaco de nylon do esqui. Ao longo do dia, me dá calor de ficar me mexendo, caindo e levantando. Se tivesse um outro casaco por dentro, com certeza tiraria e não teria onde guardar. Eu vou com uma blusa de algodão de manga comprida e gola alta, mas tem gente que vai até de camiseta de manga curta. O importante é ser de algodão, para permitir a transpiração.

calça de algodão por baixo da calça de esqui. Eu acho que no começo/final do dia, a calça gelada do esqui não é suficiente para esquentar. Tenho um tipo de uma legging bem fininha de algodão que uso por baixo e é muito boa. Mas a maioria das pessoas não usa nada.

luvas. Não dá para ser qualquer luva, tem que ser uma luva própria para neve, daquelas impermeáveis, porque você vai cair e ela vai molhar heheheh.

gorro. Não é imprescindível, só se quiser ficar bem quentinho. Muita gente não usa e no meio do dia em sempre acabo tirando e guardando o meu no bolso do casaco.

gola de pescoço. Não sei o nome técnico. É como se fosse um cachecol/gola larga, que dá pra puxar até cobrir o nariz. Dá para ver melhor na foto abaixo. Se estiver calor, não é imprescindível, mas num dia muito gelado ou de muito vento, protege o rosto. A minha é de fleece, com aquele revestimento metálico por dentro. Bem quentinha e corta super o vento. Quando fica quente, também tiro e guardo no bolso do casaco.

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óculos. Mesmo que não esteja sol, a neve reflete muita luz e é difícil ficar sem os óculos. Os de esqui são grandes para proteger também do vento, com um elástico atrás. A cor da lente também pode variar de acordo com o clima. O meu tem lente amarelada, que é indicada para dias com nevoeiro e pouco sol, mas uso também em dias claros e nunca tive problema (apesar de não ser o mais indicado).

** O equipamento de esqui/snow e o capacete podem ser alugados em quase todas as pistas. A não ser que você seja um atleta de alta performance, não vale a pena comprar e ficar carregando no avião. 

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3 thoughts on “Whistler/Blackcomb: Dentro e Fora das Pistas de Esqui

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