Costa Amalfitana – Nosso Roteiro

Quando comecei a escrever sobre a Costa Amalfitana, fiquei em dúvida se dividiria o post em dois, com dicas práticas e passeios. Acabei fazendo (as dicas práticas estão aqui), mas a minha dúvida tinha um motivo: um post de passeios/roteiro pode acabar parecendo meio incompleto.

Todo mundo fala tanto da Costa Amalfitana, que, quando fiz minhas pesquisas pré-viagem, sentia que elas não estavam rendendo muito, que estava deixando passar algo ou que não tinha um santo blog que poderia me dar dicas detalhadas do que fazer no lugar rs!

Depois descobri que é assim mesmo. Com exceção das vilas de Ravello, não há lugares para indicar visitar. O turismo na região é andar pelas ruazinhas das cidades, comer, tomar limoncello, passear de barco e ir à praia (embora esse último programa possa ser bem decepcionante para os brasileiros).

Por isso, no post com dicas dos hotéis, falei que vale a pena investir num bacana se tiver reservado vários dias para a região. Você ficará bastante nele. Nós ficamos só dois, então não tivemos tanto tempo de pernas para o ar.

Viemos de Capri (post aqui) com um barco que nos deixou em Sorrento de manhã cedo. Desembarcamos na Marina Piccola e já aproveitamos para conhecer a região, com suas pracinhas e ruas.

Com uma caminhada rápida pela Corso Italia, chegamos até a Hertz (fica no Ascott Hotel) para pegar nosso carro. De lá, com as malas no porta-malas mesmo, já partimos direto para Ravello.

Em Ravello, os destaques são duas vilas de famílias tradicionais dos séculos XI e XIII.

A Villa Ruffollo, na minha opinião, é um dos lugares mais lindos da Itália. É possível visitar as partes dos edifícios da família, como a sala de jantar, mas todo mundo está interessado mesmo é nos jardins e no belvedere. Vou deixar as fotos falarem por mim.

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A Villa Cimbrone tem poucos edifícios originais e hoje em dia abriga um hotel e um restaurante. Mas é possível conhecer os jardins, que são lindos. O ponto principal é o terraço, com vista para o mar e diversos bustos de mármore, bem bonito também!

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Nós paramos o carro em um estacionamento pertinho da Piazza Centrale. Na praça, há uma igrejinha e vários restaurantes com mesinhas ao ar livre, onde dá para tomar uma água e descansar depois da visita. A entrada da Villa Ruffollo fica na própria praça. Para chegar à Villa Cimbrone, uma perguntadinha resolve, mas é ali pertinho, a uma caminhada de 10 minutos.

** Um pouco mais a frente de Ravello está Vietri Sul Mare, cidade com várias lojas de fábrica de cerâmica pintada à mão. Se tiver interesse, vale a pena conhecer. Nós não fomos.

Voltando para Positano, fomos deixar as malas no hotel e aproveitamos para caminhar pela Via Cristoforo Colombo. Subindo a rua um pouquinho (perto do estacionamento do Le Sirenuse – tem mapa nas dicas práticas), você fica de frente para o mar. É uma das melhores vistas da cidade.

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De lá, fomos para a praia. As praias da costa amalfitana deixam um pouco a desejar, porque em geral são bem cheias, com areia escura e mar não tão azul. O que vale mesmo é pegar um barco para aproveitar o azul do mar mais para o fundo.

Demos uma volta na praia (aproveitamos para já reservar o barco para o dia seguinte) e ficamos passeando pelas lojinhas (bem turistonas) nas ruas de pedestre perto do mar.

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Ruazinhas perto da praia

No fim da tarde, vale a pena parar em algum dos restaurantes com mesinhas na calçada que ficam no mesmo lugar da Via Cristoforo Colombo que falei acima. Outra opção é o bar ou restaurante do próprio hotel Le Sirenuse.

Nós sentamos no Ristorante Bar Bruno e ficamos bebendo, esperando a noite cair para jantar. Deu para aproveitar bem a paisagem de dia e à noite!

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No dia seguinte, fomos direto para o porto fazer o passeio de barco que tínhamos reservado. Optamos por pegar um barco só para nós dois, assim a gente podia parar onde quisesse e aproveitar para almoçar em algum restaurante gostoso no caminho. Na praia de Positano (lado direito de quem chega), fica uma barraquinha atrás da outra com empresas de passeios. Há a opção de alugar um barco só para você ou pegar um passeio pronto dessas empresas.

Não pesquisei muito sobre o que fazer, o barqueiro foi dando a dica de onde era legal parar para mergulhar. É bem bonitinho ir passando por mar pelas cidades e vendo as casinhas nas encostas, uma paisagem típica da Costa Amalfitana. Se já não tiver ido para Capri, há passeios de barco que passam o dia na ilha (apesar de eu achar que vale a pena dormir por lá).

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Chegando em Amalfi, o plano inicial era descer e conhecer a cidade, mas acabamos ficando com preguiça e decidimos gastar mais tempo no almoço. Já tinha pesquisado que, embora bonitinha como todas as demais da costa, a cidade não tinha nada de imperdível. Achamos que seria mais do mesmo. Mas fica aqui a dica da Duomo de Amalfi.

Para almoçar, o Conca Del Sogno é um restaurante maravilhoso, com comida ótima e uma vista espetacular, a mesinha fica praticamente no mar! Dá pra esticar um pouquinho depois no beach club de lá.O esquema é o mesmo do Fontelina e eu adoro poder ir da espreguiçadeira para o mar sem o fator areia no meio. Vale a pena reservar com antecedência.

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Não tiramos foto no restaurante, então peguei essa do site deles.

Outro restaurante muito indicado por uma amiga foi o Il Pirata, em Praiano. Passamos na frente com o barco e pareceu bastante com o Conca, no mesmo esquema restaurante e lugares para tomar sol.

À noite, repetimos o dia anterior e escolhemos outro restaurante aleatório para jantar e aproveitar mais um pouquinho aquela vista maravilhosa. Outra opção seria jantar no restaurante do Hotel San Pietro. Tinha até feito reserva porque queria conhecer, mas na hora deu preguiça. Se fosse ficar mais dias por lá, teria ido com certeza!

Sinceramente, achei que os dois dias que passamos por lá mais os outros dias que passamos em Capri foram suficientes. Dias a mais seriam só para aproveitar a paisagem e o mar mais um pouco, não teria feito nada extra. A partir dessa informação, cabe a cada pessoa montar seu roteiro, dependendo do objetivo.

Boa viagem!

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