Safári na África do Sul

Se prepare para um post lotado de fotos! É muito difícil escolher as melhores!!

Nas pesquisas da viagem, tinha visto que a África do Sul não é o melhor país do continente para fazer safári. Os melhores são Quênia e Tanzânia, onde fica um parque enorme, chamado Masai Mara (no Quênia) / Serengeti (na Tanzânia).

Mas como nós estaríamos por lá e era nossa primeira visita ao continente, não queria deixar passar a oportunidade de fazer um safári. No país, está o Kruguer Park, bem popular para a atividade.

Quando cheguei, fiquei um pouco decepcionada com a paisagem, porque esperava aquela savana africana, com poucas árvores altas. Na África do Sul, a mata é um pouco mais fechada, o que dificulta encontrar os animais. Mas a decepção foi só no começo. Depois do primeiro “game”, como eles chamam cada saída de jeep, já estava apaixonada!

– O que Levar

Se for no calor, leve roupas leves, boné e protetor solar. Os jeeps, na maioria, são abertos e você ficará no sol.

Em relação às roupas, as escuras e coloridas atraem mais insetos. O ideal é levar roupas claras e de cores neutras.

Repelente é outra coisa importante. Tente comprar o Exposis, mais potente que os brasileiros. Quando fui na medicina do viajante, a médica explicou que a ANVISA não libera para o Brasil quase nenhum químico usado nos repelentes gringos e que os nossos são muito fracos. O único que contém uma substância liberada pela agência é esse Exposis, recomendado por quase todos os centros que prestam esse serviço.

Binóculo. Às vezes, você vai precisar ver um bicho de longe e vai se arrepender se não tiver levado. Nós levamos só um e nos arrependemos de não ter um pra cada.

Não esqueça de levar roupa de banho, porque a maioria dos hotéis tem uma piscina para aproveitar entre um safári e outro.

– Os Hotéis

Além do Kruguer, vários hotéis tem suas próprias reservas para safáris. Os mais famosos e luxuosos hotéis da África do Sul são o Mala Mala e o Sabi Sabi, mas os preços são bem salgados.

Outro hotel famoso, que não é tão luxuoso (e caro) como os acima, mas também oferece um serviço de qualidade, é o Kapama. Foi o que escolhemos.

O Kapama tem um parque de 13.000 hectares, onde ficam espalhados os animais e seus 4 lodges: o Karula (mais luxuoso), o River Lodge (maiorzão, tipo hotel), o Buffalo Camp (que imita um acampamento tradicional de safári) e o Southern Camp (pequeno, com apenas 15 suítes).

Eu só sabia que não queria o River Lodge, porque é muito grandão e acho que perde um pouco da essência do safári, não parece que você está tão no meio da natureza. Minha opção era o Buffalo Camp, mas ele estava totalmente esgotado. Disponíveis, só o Karula e o Southern Camp, então escolhemos esse último, porque o primeiro estava muito caro heheh. E eu adorei nosso lodge! Todo feito de material natural, parecia que estávamos num daqueles filmes antigos em que os ingleses colonizadores saíam para fazer safári! Os quartos eram bem simples, mas nós quase não ficávamos lá. Ou estávamos no hall ou na piscina.

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Hall

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Piscina

Se quiser ficar no Kapama, sugiro que pesquise com bastante antecedência (com exceção do River Lodge, os demais lodges tem pouquíssimos quartos) e dê uma olhada no site qual dos hotéis tem mais a ver com você.

** Uma amiga ficou no Toro Yaka Bush Lodge, no Kruguer, e recomendou demais, porque o hotel só tem 6 quartos e o tratamento é super individualizado.

– Rotina

O esquema do Kapama (e acho que dos demais também) é o seguinte. Você paga um preço pela diária e nela já estão incluídas as refeições, bem como os safáris diurnos e noturnos (eles chamam cada saída de “game”).

Cada jeep pode acomodar até 8 pessoas, mas isso depende da lotação do lodge. O nosso não passava de 6. Quando você chega, o pessoal do hotel já te fala qual é seu ranger (motorista) e qual é o seu jeep. Você ficará com eles durante toda a sua estadia.

A agenda do dia segue esse roteiro:

– 05:00: seu ranger te acorda, o hotel serve chá/café e alguns biscoitinhos (o café da manhã vem só depois do game) e começa o safári diurno.  Durante o percurso, o ranger para em algum lugar e serve mais chá/café, pra gente poder esticar um pouco as pernas.

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A cara de sono

– 09:00: café da manhã

– 13:00: almoço

– 15:30: chá da tarde

– 16:30: safári noturno. O jeep sempre parava em algum lugar legal pra ver o pôr do sol e eram servidas algumas bebidas (a primeira é cortesia, as outras são pagas à parte). Anoitecendo, o jeep sai de novo, para observar os animais com hábitos noturnos.

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– 20:00: jantar

 – Os Games

Como eu disse, o Kapama tem 13.000 hectares por onde estão espalhados os animais, que vivem absolutamente livres e não são alimentados pelos humanos. É vida selvagem mesmo. Os animais não tem GPS, então, como disse nosso ranger, nós vemos o que a natureza nos dá. Pode ser que em uma saída você veja vários animais, pode ser que não veja nenhum. E é isso que deixa o passeio tão legal!

Os rangers são treinados para reconhecer sinais dos animais e tentar seguir algumas pistas. Um dia, por exemplo, vimos uma carcaça fresca de javali com uma pegada de leão. Com isso, o ranger sabia que o leão tinha passado por ali recentemente e a direção para a qual tinha ido, então saímos em busca dele. É a maior tensão procurando e, a hora que você encontra (se encontra), é a maior felicidade!

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O resto do café da manhã dos leões

Os jeeps também se comunicam por rádio, então, se algum encontra um animal, avisa o outro. Pode ser que um jeep que esteja longe passe o rádio avisando que encontrou um leopardo, por exemplo, que é super raro ver. Aí todos os rangers saem mega rápido em direção àquela região e você vai naquela expectativa de “será que vamos encontrar?”.

Os principais animais, chamados de big five, são: leão, elefante, rinoceronte, búfalo e leopardo. Nós vimos 4, o leopardo ficou faltando.

Os elefantes são bem fáceis de encontrar e não costumam ter muito medo do jeep. No nosso primeiro encontro, nosso jipe ficou rodeado deles, com alguns bebês, coisa mais fofa!!

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Coisa fofa!

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Os bufalos também não são difíceis de ver, porque são muitos e andam em bando.

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Os rinocerontes, apesar de não serem muito sociáveis, vimos bastante.

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A coisa fica difícil quando você quer encontrar os leões. No primeiro dia (o da carcaça de javali), nós sofremos e conseguimos encontrar só uma fêmea, bem escondida atrás das árvores.

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Passamos mais uns dias sem ver nenhum leão e já estava perdendo as esperanças quando encontramos esses filhotes mais lindos do universo. Como estavam sem a mãe, o carro pode chegar bem perto.

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Essa hora é meio tensa, porque a mãe fica muito agressiva para protegê-los. Então, o ranger estava a postos para sair de lá caso ela chegasse.

Já estava mais do que satisfeita tendo visto os bebês, mas, no final daquele dia, ainda demos a sorte de encontrar o rei da selva com sua juba!

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Além desses, muitos outros animais habitam o local.

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Sem contar as paisagens.

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Eu adorei e não conheço uma pessoa que tenha voltado de uma viagem dessas sem vontade de voltar pra fazer outras! Uma vez dividimos o jeep com um inglês que estava na África pela 11ª vez.

– Outras Atividades

Além dos safáris, o hotel oferecia diversas outras atividades.

Nós tínhamos reservado o passeio de balão, mas não conseguimos fazer em nenhum dia, por causa do vento. No final, não fiquei tão chateada porque, como a mata era fechada, não sei se teríamos visto muita coisa lá de cima, além da paisagem.

Em outro dia, fizemos o elephant back safári, que é um passeio nas costas dos elefantes. Todos os elefantes que fazem esse passeio foram resgatados da vida selvagem com algum problema (muitos deles pequeninhos, rejeitados pelas mães … que dó) e não se adaptariam de volta.

Nosso elefante era fêmea e demos a sorte do filhote dela ter nos acompanhado durante todo o percurso. Foi muito gostoso!

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Outro programa bom é fazer uma massagem no SPA, que fica no River Lodge.

Iríamos fazer também uma caminhada na mata, mas o tempo dificultou. Estava ventando todos os dias. Parece não ter relação nenhuma, mas o ranger tem que ficar bem atento a qualquer barulho na mata e o vento pode não deixar ele perceber com clareza se o movimento das plantas é só de ar ou se é de algum animal chegando. Medo!

Essa é uma viagem que indico muito, foi uma das que mais gostei! Eu amei a experiência de safári, é diferente de qualquer outra coisa que já tinha feito. Como todo mundo que volta da África, voltei apaixonada e já planejando uma viagem pro Quênia e pra Tanzânia. Já pra bucket list!

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4 thoughts on “Safári na África do Sul

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