Roteiro Pela Cidade do Cabo

A Cidade do Cabo é lugar que mais recebe turistas do país. Achei a cidade linda e bem cuidada. Tem muita gente que a compara ao Rio, mas a nossa é mais bonita!

Um bom lugar para ficar é perto da Victoria & Alfred Waterfront, um cais onde há vários restaurantes que você pode ir à noite para jantar. Os hotéis que ficam ali na região da marina costumam ser caros, mas o bom é que dá pra ir à pé, uma vez que não é muito recomendável andar pelas ruas da cidade à noite.

Nós ficamos no Harbour Bridge. Embora seja walking distance da marina, não é tão colado assim. Durante o dia, nós íamos à pé sem problemas. À noite, achamos melhor usar taxi e saia super baratinho.

** há vários hotéis também na região de Camps Bay, parte de praia que tem muitos restaurantes à beira mar. A região é uma graça e uma delícia, mas não é tão centralizada.

Obs. Débora: Dá pra usar o uber também! Funciona super bem e sai super barato.

Para locomoção, nós compramos o passe de dois dias no ônibus de turismo e fazíamos muitos percursos com ele, foi muito tranquilo! O bom é que ele também vai pra parte das vinícolas. Compramos o passe de 2 dias nesse site, com desconto.

Quando o ônibus ia dar uma volta muito grande ou o horário não combinava com o nosso, usávamos taxi.

DIA 1

Chegando no aeroporto, pegamos um taxi pro hotel. Deixamos as malas, tomamos um banho rapidinho e já saímos de novo. Fomos à pé do hotel para a Marina e ficamos por lá passeando pelo shopping, lojinhas, restaurantes e cafés.

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De lá, pegamos um táxi até a região de Camps Bay e fomos conhecer a praia que leva esse nome, com o famoso Morro dos 12 Apóstolos ao Fundo.

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Na avenida da praia, tem vários restaurantes, inclusive o Café Caprice, que fica cheio de gente bonita no final da tarde.

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DIA 2

No dia seguinte, que seria nosso primeiro inteiro, pegamos um passeio pela península, que incluía o Cabo da Boa Esperança. Hoje em dia, me arrependo muito. Gostaria de ter alugado um carro e feito o mesmo percurso sem ficar presa a horários. Mas tudo bem.

Fechamos com a African Eagle (indicação de uma amiga que já tinha usado) e escolhemos o Cape Peninsula Full Day.

O tour dirige pela Chapmans Peak Drive até o Cabo da Boa Esperança, parando em alguns pontos. A Chapman’s Peak é uma estrada costeira com vistas panorâmicas lindas!

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A primeira parada é Houte Bay (só pra foto). Nós só vimos a praia de cima da estrada e o tempo não ajudou muito na paisagem. Nessa região, é possível pegar um barco para a Seal Island (Ilha das Focas). Nós fizemos pra não ficar sem fazer nada esperando o resto da galera. Ver as focas é bonitinho e tal, mas eu não achei nada imperdível. Se não estivesse no tour, não teria feito.

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A segunda parada vale a pena. É na Boulder Beach, cheia de pinguins! Não pode descer pra areia pra não atrapalhar os animais, mas passamos pertinho deles por umas esteiras de madeira.

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Depois dos pinguins, chega o ponto alto da viagem: o Cabo da Boa Esperança! Ao contrário do que muitos pensam, o Cabo da Boa Esperança não é o ponto mais ao sul do continente africano, nem a junção dos Oceanos Índicos e Atlântico. Tudo isso está no Cabo das Agulhas, mais a leste. O Cabo da Boa Esperança ganhou fama porque, antigamente, pelo mar agitado, era muito difícil de contornar. Tanto é que sua denominação original era Cabo das Tormentas. Após ser contornado por Bartolomeu Dias pela primeira vez, o Rei João II mudou seu nome para Cabo da Boa Esperança, porque aquele fato lhe propiciaria o descobrimento das Índias.

Descendo do carro, já da pra ver a placa do Cabo da Boa Esperança e as ondas batendo no mar aquele dia mostraram um pouquinho da dificuldade que os portugueses deviam ter para contornar aquela pontinha.

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Um pouco atrás do Cabo da Boa Esperança, está o Cape Point. Vale a pena fazer a trilhinha porque, chegando nele, dá pra ver o Cabo da Boa Esperança de longe. O mar ali embaixo também é lindo, bem verde!

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Na volta, o passeio ainda parou no Jardim Botânico Kirstenbosch, dedicado às espécies nativas da África do Sul. Confesso que não sou a maior fã de jardins botânicos e geralmente pulo essa parte do roteiro, mas esse fica num lugar muito lindo! Quando a gente entrou, parecia a ilha do Jurassic Park heheh. O ônibus de turismo também passa por lá, vale a pena dar uma paradinha!

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Na volta, ficamos pela região da marina e escolhemos um cafezinho qualquer para jantar.

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DIA 3

A partir desse dia, usamos o ônibus de turismo pra nos locomover. O ônibus tinha um ponto quase em frente ao nosso hotel, então era muito conveniente pra gente.

Começamos nosso dia na Table Mountain, cartão postal da cidade. O dia não estava muito bonito, mas a previsão era de sol, então subimos achando que ia melhorar. Dá pra subir fazendo à pé fazendo trilha ou de bondinho. Nós subimos de bondinho.

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Chegando lá, estava um mega neblina e um frio absurdo! Não dava pra ver nada lá embaixo, o que me deixou bem decepcionada! O ponto bom é que nós estávamos literalmente no meio das nuvens e foi uma experiência legal por esse lado.

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Se você pegar um dia limpo, dá pra ir andando por cima da montanha e vendo a cidade de vários ângulos. A Karine pode compartilhar umas fotos mais animadoras!

Aliás, não é incomum ter uma nuvem em cima de Table Moutain, como se fosse a “toalha da mesa”, como é chamada.

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Dica da Karine: quando nós fomos, demos sorte e o dia estava bem limpo. O topo da montanha é um parque enorme, dá pra passar um tempão andando pelas trilhas de lá. De todos os ângulos é possível avistar paisagens lindíssimas. Como venta muito, as nuvens podem encobrir o topo a qualquer momento, formando, como a Ma já disse, a “toalha da mesa”

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** compramos nossos tickets da Table Mountain, da Robben Island e da Groot Constantia online nesse site.

** o bondinho fecha quando está ventando muito, então não é aconselhável deixar para o seu último dia de visita

Voltando pro chão, pegamos nosso ônibus para o Centro da cidade e fomos conhecer a região à pé. Essa foi a região que achei mais degradada, mas tem coisas bem interessantes, que valem a pena visitar. Não me senti insegura, só tomei cuidado como tomo normalmente no centro de São Paulo, onde trabalho.

No bairro, está a Greenmarket Square, uma praça onde fica uma feira de artesanato muito legal! Mesmo que não vá comprar nada, vale a pena passar por lá pra conhecer.

Numa paralela da praça, fica a St. Georges Mall Street, uma rua de pedestres com alguns dançarinos e músicos de rua.

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Na outra paralela, está a Long Street, com vários edifícios em estilo vitoriano que remetem à época da colonização do país.

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Pra quem se interessar por flores, na Adderley Street fica uma feira cheia de espécies sul africanas. Passamos sem querer e deu vontade de comprar várias.

Ainda no centro, fica o bonito prédio da Prefeitura e Iziki Castle of Good Hope. Não paramos em nenhum dos dois, só vimos do ônibus de turismo. Apesar do nome castle, esse último prédio na verdade era uma espécie de forte, que hoje em dia abriga um museu com acervo militar.

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Colado no centro, fica o bairro Gardens, um bairro super arborizado, onde ficava uma antiga horta utilizada para abastecer os navios que cruzavam o Cabo da Boa Esperança. O bairro não tem muita coisa, o mais gostoso é andar pela Government Avenue, que mais parece um parque.

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No bairro, também ficam alguns edifícios antigos, como a St. Geoge`s Cathedral, o Parlamento e o Planetário.

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** Se estiver no ônibus turístico, aproveite a linha azul (península) para fazer uma volta pelas praias. Como a cidade é bem espalhada, pegar o ônibus é uma boa opção pra ver tudo e a narração tem várias explicações. Depois, você pode voltar sozinho pros lugares que mais gostou. 

Obs Débora: Pertinho do centro, tem um bairro malaio super charmoso e colorido chamado Bo Kaap. Se estiver com o ônibus turístico, vale a pena descer na parada indicada para dar uma volta por lá. Cada casa é pintada de um cor diferente!

No final da tarde, pegamos o ônibus turístico noturno até a montanha de Signal Hill, onde acontece um famoso pôr do sol.

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Nessa noite, fomos jantar no África Café, um restaurante esquema mega turistão, mas super famoso na Cidade do Cabo. O preço é fixo e são servidos pratos de várias partes da África. Apesar de ser voltado para turistas (rola até uma dancinha no meio do jantar rs!), achei a experiência legal e a comida boa!

DSC02282 (800x451) Se quiser desencanar do caricato e ir a um restaurante contemporâneo, a cidade é sede do Test Kitchen, eleito um dos melhores restaurantes do mundo.

Dia 4

Nesse dia, fomos até a Marina para pegar um passeio para a Roben Island, ilha onde ficava o presídio que abrigou Mandela por 18 anos.

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** nosso passeio inicial era no DIA 2, mas não houve saída de barcos nem no DIA 2, nem no DIA 3. É muito comum os barcos serem cancelados. Se fizer questão de ir, recomendo não deixar para o último dia.

O barco parte da Marina e durante o percurso dá pra ter uma vista bem bonita da Table Mountain, mas prepare-se para o vento!

Chegando na ilha, um ônibus vem te buscar e você tem que, necessariamente, fazer o tour com eles. Os guias que fazem o percurso são ex-prisioneiros do local. Achei esse fato muito legal, mas o nosso guia falava muito baixinho num inglês super difícil de entender, tivemos que nos esforçar pra conseguir ouvir tudo.

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Nós começamos o roteiro pelos prédios do presídio, passando pelas celas dos prisioneiros (incluindo a do Mandela), pelo pátio e por outras partes comuns. O guia vai contando várias histórias muito interessantes!

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Saindo dos prédios, passamos por outros lugares com o ônibus e descemos na pedreira onde os prisioneiros trabalhavam. Dessa parte, dá pra ver a Table Mountain de longe.

Entramos no ônibus de novo para voltar para o píer e embarcar. Chegando lá, o barco que tinha nos levado quebrou e demos a sorte de fazer o trajeto de volta no barco DIAS, o mesmo barco de levou Mandela à Cidade do Cabo quando ele foi liberado da prisão!

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À tarde, pegamos o ônibus turístico que faz o tour pelas vinícolas e, como só tínhamos uma tarde, fomos direto para a Groot Constantia, a mais antiga da África do Sul.

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A vinícola é bem bonita, com bastante área verde e dá pra fazer um tour pelas parreiras. Nós fizemos o tour por dentro da produção e uma degustação de vinhos.

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O melhor de todos é um vinho de sobremesa, um dos mais famosos do mundo. No ônibus turístico, eles dão a informação que até Napoleão era fã desse vinho. Trouxemos alguns pra casa e eles acabaram rapidinho!

Obs Karine: o vinho super famoso chama-se Vin de Constance, é um vinho doce de sobremesa, uma delícia.

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A vinícola também tem um restaurante bem gostoso e aproveitamos para almoçar por lá.

Obs Karine:  Na região de Constantia não deixe de conhecer o restaurante La Colombe, que serve uma comida francesa deliciosa em um ambiente maravilhoso. É considerado o melhor restaurante da África do Sul e um dos melhores do mundo.

** As demais vinícolas do ônibus de turismo oferecem só degustação e loja de vinhos, a Groot Constantia é a mais legal. As vinícolas mais famosas da África do Sul não ficam na Cidade do Cabo, mas em Stellenbosh e Franschhoek, que são cidadezinhas lá perto. Dedicar alguns dias para as vinícolas é um passeio bem comum pra quem gosta de vinhos. A Ka vai fazer um post específico sobre elas – AQUI

** Outro passeio muito comum pra quem está na Cidade do Cabo é Garden Route. A Flávia, minha amiga que já contribuiu com várias dicas pro blog, vai fazer um post específico também.  

À noite, fomos jantar no V & A Waterfront. Segui a dica da Flávia (ela contribui mesmo rs) e comemos no Karibu, um restaurante de comida africana, mas não caricato como o Africa Café. Experimentei um fillet com molho de Amarula que estava uma delícia!!

Pra terminar o roteiro, acho que um dos passeios mais famosos na Cidade do Cabo é mergulhar com os tubarões brancos. Eu confesso que amarelei, mas a Ká é corajosa e conta como foi hehhe. O post está aqui.

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5 thoughts on “Roteiro Pela Cidade do Cabo

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