Roteiro por Praga

Esse post faz parte da série Europa em 20 Dias.

Ficamos dois dias e meio em Praga. O tempo foi super suficiente e até acho que esse meio dia da chegada poderíamos ter deixado pra Budapeste.

Praga é considerada por muitos a cidade mais linda do Leste Europeu e realmente não decepciona (embora, como já falei, divida minha opinião com Budapeste). Os prédios antigos estão muito bem conservados e a proibição de carros no centro antigo da cidade deixa tudo mais limpo, aumentando a sensação de voltar no tempo.

Viemos de Budapeste num trem diurno que demorou umas sete horas. O trajeto foi bem cansativo, porque o trem era velho, os espaços apertados e daqueles que você tem que ficar olhando pro passageiro da sua frente.

O lado bom de ir de trem, pelo menos, é que da estação (que fica colada na Praça Venceslau)  pegamos um metrô que desceu bem pertinho de onde ficaríamos hospedados. Nós ficamos no Hotel Rott, que fica a uns 50m da Praça da Cidade Velha. A localização não poderia ter sido melhor, porque fizemos absolutamente tudo à pé. O único porém é que demos azar de pegar um quarto que era colado na cozinha no Hard Rock Café, então ouvíamos barulho de pratos a noite toda. Se for pegar esse hotel, mande uma observação na reserva pra evitar esse inconveniente.

DIA 1

Como nosso trem chegou à tarde, achamos que não seria uma boa opção ir para os lados do castelo, que já estaria muito cheiosde turistas.

Decidimos, então, pela região da Praça Venceslau. A Praça era um antigo mercado medieval de cavalos. Hoje em dia, abriga diversos edifícios, além do prédio da Nova Prefeitura, em estilo Art Noveau. Também foi palco do protesto contra a violência policial que deflagrou a Revolução de Veludo, que acabou com o regime comunista no país.

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Aproveitamos e almoçamos um cachorro quente lá na praça, que foi indicação de uma amiga. Era realmente gostoso e bem lotado de locais.

De lá, voltamos à pé em direção à cidade antiga, passando pelo Portão da Pólvora, que fica ao lado da Casa Municipal.

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Torre da Pólvora

Ficamos andando pelas ruazinhas ao redor da praça e acabamos entrando no Museu do Terror, atração famosa da cidade, mas que me pareceu mais um daqueles brinquedos de parque de diversões do que um museu propriamente dito. Se estiver com as horas contadas, pode pular sem dó.

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 Como ainda era cedo, demos um pulinho na Ponte Carlos IV pra ver suas estátuas e torres.

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À noite, fomos fazer um dos famosos Ghost Tours da cidade. Na Praça da Cidade Antiga, há várias pessoas oferecendo e pegamos a agência McGuee’s. O Ghost tour é feito à noite e vai passando por diversos pontos da cidade velha, contando as lendas existentes. A parte boa é que toda lenda tem algum contexto histórico, que o guia acaba contando antes da lenda em si. Você tem a opção de pegar só a parte térrea do tour (fizemos o tour da Old Town, mas há outros), ou a parte térrea combinada com o que eles chamam de underground, mas que na verdade é só uma visita aos porões da antiga Prefeitura, onde funcionava uma prisão.

Eu achei uma coisa meio filme de terror, meio Disney. O cara veste uma roupa preta e uma cartola, que achei desnecessário hahah (mas é que algumas crianças fazem esse passeio) e faz umas vozes tentando ser assustador – essa é a parte Disney.

A parte do terror fica por conta do underground. Antes de descer, o guia abandona a voz caricata e fala sério que várias pessoas viram espíritos por lá, ouviram vozes, que algumas fotos já saíram com vultos estranhos. Diz que a descida é por sua conta e risco e que se alguém estiver com receio, pode ficar esperando ali. Duas pessoas ficaram.

Eu vejo dando risada filmes de terror, de zumbis ou daqueles que cortam as cabeças e jorra sangue. Mas não chega perto de mim com um filme de espírito! Tenho até que fechar o olho e tampar os ouvidos quando passa um trailer e eu estou no cinema (hahah sério). Pra mim, deu medo! Pode ser que pra você continue só na parte Disney. A visita é totalmente no escuro, só iluminada pelas lanternas que levamos. E ele vai contando como era a prisão, a história de alguns prisioneiros e de espíritos.

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Depois do tour, fomos numa indicação da minha amiga e decidimos jantar no Francouzka, restaurante que fica na Casa Municipal e é lindíssimo. Se quiser esticar, a U Fleku é uma cervejaria super antiga que serve cerveja artesanal!

DIA 2

No dia seguinte, acordamos cedinho e, como nosso hotel era ali, fomos pra Praça da Cidade Antiga. Estava vazia e pudemos admirar a arquitetura com calma, sem um monte de gente atrapalhando.

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Da praça, dá pra ver a Igreja que, pra mim, tem a arquitetura mais linda da Europa, a Nossa Senhora Diante de Tyn. Ela iluminada à noite fica lindíssima (a Ponte Carlos IV também).

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Obs. Débora: eu fui para Praga em 2008 e também me encantei pela cidade. E, realmente, à noite, acho que ela fica ainda mais bonita!

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Outro prédio super famoso que está na praça é a Prefeitura da Cidade Velha, com a famosa torre, construída em 1364. Na torre, está o Relógio Astronômico, que marca as horas de acordo com 3 calendários: o da antiga Boêmia, o babilônico e o romano (nosso). De hora em hora, muita gente se junta por lá pra ver a dança dos bonequinhos quando bate a hora redonda.

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De lá, atravessamos a Ponte Carlos IV e fomos pro bairro de Malá Strana, que sofreu poucas intervenções dos tempos modernos. Ali, está a Igreja de Nossa Senhora Vitoriosa, onde fica o famoso Menino Jesus de Praga.

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Fomos andando pelas vielas do bairro até chegar ao Castelo de Praga. Fundado no século 9º, foi utilizado até o século 16, razão pela qual seus prédios têm características de diversos períodos. As atrações mais famosas do lugar são a Igreja de São Vito, o Palácio Real e a Viela Dourada.

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Entrando pelo portão, já está a Igreja de São Vito, linda e enorme, em estilo gótico. Por dentro da igreja, os vitrais e o altar são bem bonitos.

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Saindo da igreja pelo mesmo lugar de entrada, é só seguir pela sua lateral e você já encontrará o o Palácio Real. No andar superior do palácio, fica o Salão Vladislau, típico da Idade Média. A ele está ligada a Escadaria dos Cavaleiros, com o mesmo estilo, que permitia que os cavaleiros chegassem montados nos cavalos até o salão.

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Saindo do palácio e seguindo caminho em direção ao fundo do castelo, há uma bifurcação. Pegando o caminho da direita, chega-se à Viela Dourada, que no século 16 abrigava os guardas do castelo e, no século 17, ourives. A rua está bem restaurada e dá pra ter uma boa ideia de como eram as casas normais daquela época. Na entrada de algumas, há indicações de quem habitava o lugar. Uma serviu até de moradia a Kafka por alguns meses.

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Voltando na Viela Dourada e pegando o caminho à esquerda da bifurcação, chega-se à Torre Dalibor, que era uma prisão e leva o nome do seu primeiro prisioneiro. Achei bem legal ver a estrutura do século 15.

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Pertinho da torre, já está a saída do castelo. Vale a pena virar à direita e voltar pelos seus jardins em direção à entrada. Dos jardins, se tem uma ótima vista de Praga.

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Ainda nesses jardins, há uma cruz que marca o local onde ocorreu a Defenestração de 1618. Basicamente, alguns nobres invadiram o Palácio Real para protestar contra a ascensão do arquiduque Ferdinando ao poder e atiraram pela janela dois governadores católicos. Os governadores caíram sobre um monte de estercos e não sofreram nada grave, o que interpretaram com intervenção dos anjos.

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Saindo do castelo, almoçamos por lá e depois atravessamos novamente o rio. Dessa vez, nosso destino era o Bairro Judeu. Um guia (vou falar mais pra frente) nos contou que o bairro foi bastante preservado porque os planos de Hitler era fazer do local um museu de uma raça extinta. Até onde ia a loucura …

No bairro, está a Sinagoga Stranová, a mais antiga da Europa, construída em 1270.

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Além da sinagoga, ainda há o velho Cemitério Judaico. Durante 300 anos, esse foi o único local onde os judeus podiam sepultar seus mortos, motivo pelo qual as lápides são muito próximas uma das outras e era necessário enterrar alguns corpos sobre os outros. Muitos túmulos tem pedrinhas em cima, em sinal de respeito e orações.

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À noite, fomos conhecer o famoso Teatro Negro de Praga.  Optamos por ver uma peça do Jiri Srnec, que dizem ser o criador do teatro negro. Como era verão, achamos melhor comprar os tickets online pra garantir. Outra indicação que tinham me dado era o Image, mais turístico, que fica perto da Praça do Relógio.

DIA 3

Como já tínhamos visto quase tudo de turístico da cidade nos dias anteriores, aproveitamos pra não acordar tão cedo e descansar um pouco do ritmo da viagem ao leste, que estava puxado. Almoçamos com calma na praça, ficamos ali aproveitando a cerveja tcheca, até bater aquele desespero de “quero fazer alguma coisa” heheh.

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Optamos por pegar um walking tour daqueles que são feitos à pé e de graça pela cidade. Fizemos com a Sandemans, que usamos em outras cidades europeias e sempre tem guias excelentes! Fomos passando por vários lugares que já tínhamos passado, mas sempre acabávamos ouvindo alguma história e curiosidade novas. Se soubesse que iramos ficar com tanta sobra de tempo assim, teria feito o tour no dia que chegamos.

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O trajeto durou 3 horas (não inclui o Castelo, há um tour específico para ele) e foi o tempo perfeito pra voltarmos pro hotel, pegar as malas e partir à noite pra estação de trem.

Obs. Débora: Em contraste com toda a construção medieval e histórica que a Maíra relatou e que definem Praga, há um prédio que destoa na paisagem: é a “Casa Dançante”, inspirada no casal de dançarinos americanos Fred Astaire e Ginger Rogers. Embora seja um prédio de escritórios, no último andar fica o restaurante La Perle de Prague que permite conhecer esta atração por dentro e, dizem, desfrutar de uma boa vista da cidade. Se você tiver tempo, talvez valha a pena! Eu não fui… e tive que me contentar com a vista por fora mesmo! O  endereço é na Rasinovo Nabrezi 80 e o metrô mais perto é a estação Karlovo Namesti, linha B (ou linhas 17 e 21 do tram)

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A próxima noite seria no trem noturno em direção à Cracóvia.

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2 thoughts on “Roteiro por Praga

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