Israel – Planejando a Viagem

Israel já estava no topo da minha “lista de desejos” de viagem há um tempo quando resolvemos ir pra lá, em setembro de 2013.

Não sou católica, judia, muçulmana ou adepta de uma das diversas religiões que adotam o país como sede. Sou, na verdade, uma apaixonada por História e sempre morri de vontade de conhecer este país, que foi – e ainda é – palco de vários dos acontecimentos mais marcantes da história da humanidade.

 Israel é um país relativamente novo, criado em 1948 em decorrência de uma resolução da ONU no pós-guerra. O país ocupa a maior parte da região conhecida como a Terra de Israel, uma área que, além da importância religiosa, é uma ponte natural entre a Ásia, a África e a Europa, tendo sido conquistada por grandes impérios: egípcios, assírios, babilônios, persas, gregos, romanos, bizantinos, árabes, turcos e ingleses. Cada um deixou um rastro por lá.

 A viagem pelo país, de fato, não deixa a desejar no aspecto histórico-cultural. A acomodação de tanta bagagem em um território pequeno resulta em uma paisagem de contrastes, em que é possível “mudar de país” ou viajar no tempo, apenas atravessando uma rua.

 Bom, vamos ao que interessa na prática! Vou tentar fazer este post da forma mais completa possível porque, quando fui programar minha viagem, encontrei pouquíssima informação na internet. Cheguei até a ligar no consulado para ter algumas informações logísticas.

 A primeira coisa que vem na cabeça ao se planejar uma viagem a Israel é: É SEGURO?

 A resposta é SIM! Diria que a segurança é até reforçada demais, os procedimentos de imigração e checagem de bagagens nos aeroportos são super reforçados (bem mais que nos EUA) e, como o serviço militar é obrigatório para todos os israelenses (homens e mulheres), as ruas são cheias de jovens com seus fuzis pra lá e pra cá…..

 DSC00271

Tá, confesso que este excesso de segurança chega até a dar uma incoerente sensação de perigo, mas isso parece tão comum por lá que acabamos nos acostumando e, no final, não tivemos qualquer problema em toda a viagem.

Superado o receio de viajar pra lá, o próximo passo é planejar a viagem:

 – QUANDO IR

 A melhor opção é ir durante a primavera e o outono (nos meses de outubro, novembro, abril, maio, junho). No inverno (por volta de dezembro a março) faz frio e há mais possibilidade de chuvas. No verão (julho/agosto) o calor é bem forte.

 Fomos no comecinho de setembro. Pegamos MUITO, MUITO calor.

 Fique atento para os feriados judaicos, pois nessas datas tudo fica fechado ou com horário de funcionamento muito restrito. As principais datas comemorativas são: Rosh Hashana, Yom Kippur, Chanucá e Pessach. As datas não são fixas e é altamente recomendável checá-las ao preparar a viagem para não correr o risco de “perder” um dia (ou vários dependendo da extensão do feriado).

 – COMO VIAJAR POR LÁ

 Sempre quando vou programar uma viagem, a primeira coisa que vejo é se dá pra alugar um carro. Para mim é sempre a melhor opção, que dá mais liberdade e conforto.

 Não achei que esta seria a opção escolhida em Israel porque tinha medo de entrarmos em alguma região de conflito, de só haver placas em hebraico, de as estradas não serem sinalizadas. Conversando com um amigo que esteve lá, porém, resolvi apostar! E não me arrependi!

 As estradas são ótimas e muito bem sinalizadas, o GPS funcionou direitinho (com uma exceção que expliquei melhor no post do roteiro) e a liberdade de tempo e locomoção foi, sem dúvida, crucial para o sucesso da viagem.

 Explico: O turismo em Israel, obviamente, é bastante voltado para os roteiros religiosos e os pontos que ficam nas rotas das peregrinações ficam abarrotados de fiéis durante os horários “comuns” dos tours. De carro, dá pra chegar antes ou ficar até depois do “horário de pico”. Além disso, alguns lugares, na minha opinião, valeram uma olhadinha, uma foto e ok, tchau, enquanto outros mereceram um tempinho adicional.

 – QUANTO CUSTA

 Viajar em Israel não é muito barato. Em agosto de 2013, as diárias em hotéis de um nível ok (nada muito low cost dessa vez – ufa! – mas também sem luxo pra não acostumar mal… rsrsrsr) giram em torno de US$ 180,00 / US$ 200,00 o casal.

 O carro (um compacto automático) para sete dias foi US$ 350,00.

 A passagem do Brasil não sei dizer porque emendei a viagem direto da Turquia, mas o vôo interno (de Tel Aviv para Eilat) foi bem baratinho (cerca de US$ 80,00 ida e volta) pela cia aérea local Arkia.

 – DICAS ÚTEIS:

 * Não é necessário visto. Se você tem planos de visitar algum país árabe, é recomendável pedir para não carimbarem o seu passaporte na entrada. Eles já estão acostumados a este pedido e carimbam um papelzinho à parte.

* A segurança nos aeroportos é reforçada mesmo…já vá psicologicamente preparado

* A moeda é Novo Shekel Israelense. É bom ter um pouco, mas a maior parte dos lugares aceita cartão e, nos lugares turísticos, dá pra usar dólares e euros.

* O idioma é hebreu, mas da pra se virar bem com o inglês.

* Tente construir seu roteiro evitando ficar em Jerusalem no sábado. O shabat vai do por do sol da sexta feira até o pôr do sol do sábado e quase tudo fica parado por lá (inclusive transportes públicos). Uma boa opção é aproveitar os restaurantes, praias e shoppings de Tel Aviv neste dia.

 – O ROTEIRO

mapa Israel

Nosso roteiro foi mais curto do que poderia ter sido. Vou mostrar como fizemos e aproveito para sugerir alguns lugares em que valeria a pena uma estadia maior*. A descrição dos passeios em cada cidade está neste post aqui e, para Jerusalém, há um post especial aqui:

 Dia 1: Chegada – Tel Aviv – Ceasarea – Tel Aviv (pernoite em Tel Aviv)

Dia 2: Tel Aviv – Haifa – Akko – Tiberias (pernoite em Tiberias)

Dia 3: Tiberias – Kana – Nazareth – Caphernaum – Tabgha – Tiberias (pernoite em Tiberias)

Dia 4: Tiberias – Yardenit – Jerusalém (pernoite em Jerusalém)

Dia 5: Jerusalém – Belem – Jerusalém (pernoite em Jerusalém)

Dia 6: Jerusalém – Masada – Ein Bokek – Jerusalém (pernoite em Jerusalém)

Dia 7: Jerusalém – Eilat (trajeto de avião) – Jordânia

(Continuação da viagem na Jordânia aqui)

 *Ficaria mais um dia pra conhecer Tel Aviv (a cidade é bonita, muito nova e moderna, como não era o foco da viagem acabei nem conhecendo), mais um em Jerusalem (sou suspeita, amei a cidade) e reservaria pelo menos um dia para ficar em Eilat (cidade de praia, só para curtir as lindas praias do Mar Vermelho e descansar um pouco. No meu roteiro, só serviu de porta de entrada para Jordânia)

 No mapa a rota ficou assim:

TRECHO DE CARRO:

 mapa carro

TRECHO AÉREO

mapa avião

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2 thoughts on “Israel – Planejando a Viagem

  1. Pingback: Petra | Diários de Férias

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