Capri – Como Chegar e O Que Conhecer

A maioria das pessoas conhece Capri fazendo um bate-volta de Nápoles. Mas ilha tem muito mais a oferecer e acho que realmente vale a pena ficar ao menos uma noite por lá! Depois que todos os turistas vão embora do day tour, a cidade se transforma e fica uma delícia.

Considerando que as águas são geladas, se quiser aproveitar o máximo da ilha, acho um bom negócio ir no verão.

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COMO CHEGAR

Para chegar em Capri, pegamos um barco de Nápoles (chegamos a Nápoles de Firenze, mas também há trens direto de Roma).

Tem guia prático de trens na Europa aqui

A dica pra não mofar muito tempo na balsa é pegar o Alíscafo, barco rápido que sai do Porto de Molo Beverello. Se tiver chegado em Nápoles pela estação de trem, o taxi até Molo Beverello dá uns 11 euros, mais adicional por mala. Os tickets do barco podem ser comprados por lá mesmo, mas já compramos online pelo Brasil nesse site e não tivemos que enfrentar fila. Se for no verão europeu, recomendo já ir com seu ingresso.

Os horários dos barcos, tanto das lanchas rápidas, quanto dos ferrys (que saem de Calata Porta di Massa) estão aqui.

O barco chega na Marina Grande, mas a cidade fica mais pra cima na ilha. Você pode escolher pegar um táxi ou subir com o Funicolare. Achei a diferença de preços grande, então compramos nossos bilhetes do teleférico (€ 1,60 por subida ou descida) e lá fomos nós com nossas malas.

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obs.: caso não queria ficar carregando suas malas, pergunte no porto sobre um serviço que leva a bagagem até seu hotel pra você.

A subida é rapidinha e desce na praça principal, onde já tem um box de informações turísticas, onde dá pra se informar sobre a direção do seu hotel e pegar um mapa da cidade.

Dia 1

Ficamos hospedados no Best Western Hotel Syrene. Não é o mais luxuoso de Capri com certeza, mas tinha uma piscina delícia e não iriamos ficar muito no hotel mesmo. Se não quiser gastar muito, recomendo. Deixamos as malas, coloquei um biquini e uma saída de praia e fomos comer alguma coisa e dar uma volta pela cidade.

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Quando deu umas 15:30, descemos de novo para a Marina Grande, pra pegar o barco em direção à Gruta Azul. Chegando lá você já vê as placas.

Aqui já fica uma dica. Embora não seja permitido nadar na Gruta, se você chegar perto do horário de ela fechar (17:00) e der uma xavecada e uma caixinha pro barqueiro, há grandes chances de ele deixar você descer do barco. Já tinha lido sobre isso e  deixamos nosso passeio pro final da tarde.

Também li na Vogue do mês passado que o restaurante Il Riccio tem barcos particulares pra gruta depois do horário de fechamento. Vale a pena dar uma confirmada nessa informação direto com eles.

O esquema da gruta é o seguinte: você pega um dos barcos que partem da Marina Grande e o trajeto até lá dura uns 20 minutos. Se quiser mais privacidade, dá pra incluir no seu tour ao redor da ilha (vou falar no Dia 2).

Chegando perto da entrada da gruta, fica esperando (esperamos bastante, porque estava cheio) até um dos barqueiros virem te pegar em um barquinho pequeno lá (você vai entender a troca de barco: é preciso se apertar no chão do barquinho pra conseguir passar pela abertura de entrada).

Quando nós pulamos pro barquinho menor, o barqueiro já informou o preço do ticket da gruta (€ 12,50) e saiu logo pedindo uma caixinha pra uma garrafa de vinho! Isso facilitou nosso trabalho, porque já lancei que pagaria a garrafa com maior prazer se ele me deixasse nadar . Ele topou na hora! Se não quiser nadar ( a água é gelada), não há a menor necessidade de dar a caixinha.

E lá fomos nós! Você paga o ticket na entrada e entra com mais uns três barquinhos. Os barqueiros vão cantando e o interior da gruta é tipo: UAU!!!!

Aquela caixinha pro barqueiro valeu a pena. Como nós íamos pular, ele ficou meio que esperando os outros barqueiros saírem, então passamos um tempo até que razoável lá dentro (tipo uns 10 minutos hahah – o passeio normal deve durar tipo uns 2).

E o que é aquela água?! Além de muito azul, parece que tem umas lâmpadas embaixo, porque ela é luminosa! Não dá pra descrever o tanto que é lindo. Dá pra ter uma ideia vendo a foto (que ficou péssima), mas ela não retrata nem 50% a beleza do lugar.

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À noite, fomos andar pelas lojas e pela pracinha. Olhando a pracinha pela saída do funicular, pras ruas da direita da frente ficam as lojas mais chiques e pras ruas da esquerda, os restaurantes. Jantamos no Aurora, gostoso e charmosinho!

DIA 2

No segundo dia, recomendo muito alugar um barquinho particular típico deles (gozzo) com marinheiro, pra fazer um passeio ao redor da ilha.

obs.: se tiver só um dia na ilha, esse seria o passeio que faria, incluindo nele a Gruta Azul.

obs2.: dá pra pegar o mesmo passeio em barco compartilhado na Marina Grande e é bem mais barato, mas a não ser que esteja com o budget bem apertado, a experiência de um barco privado é bem melhor.

Dá pra alugar o barco por 2, 3, 4 horas ou pelo dia inteiro.

Caso você alugue pelo dia inteiro, eu incluiria a Gruta Azul, assim você não precisa pegar o barco da Marina Grande, só o pequeno dos barqueiros. Também dá pra fazer a gruta no de 3/4 horas, mas como acaba perdendo um tempo razoável na fila, acho que pode te tirar tempo de outro lugar.

Como já tínhamos feito a Gruta Azul no dia anterior, pegamos o passeio de 4 horas e foi super suficiente.

Tinha cotado várias empresas por e-mail aqui do Brasil e, chegando na Marina Grande no dia anterior, cotei outras. Acabamos fechando com a Blue Sea Capri (no site de Capri tem outras cias) pelo custo x beneficio. O valor chorado foi de 190 euros por barco, incluindo bebidas (não alcoólicas). Se fechar com eles, o Luca, nosso marinheiro, falava um inglês ótimo e é uma simpatia!

Seguimos a dica do cara da empresa e saímos por volta das 11:00, porque mais cedo algumas partes estão na sombra e a água não fica assim tão bonita.

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O barco vai pra onde você quiser, mas recomendo seguir as dicas do marinheiro, que vai saber muito mais da ilha que você rs!!

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Passamos por várias grutas, mas a mais linda foi a Gruta Verde. Antes podia atravessar nadando, mas depois de um acidente, foi proibido. Também paramos em vários pontos pra mergulhar.

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Gruta Verde

As estrelas de qualquer volta à ilha são, com certeza, os Faraglioni, aquelas rochas que saem do mar e que você já deve ter visto em algum lugar!

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Na volta do passeio, nosso barco nos deixou no Fontelina, um beach club nas rochas, onde você pode alugar seu colchão e guarda-sol, aproveitando pra almoçar. Como eu não curto areia, pra mim é perfeito pular da pedra direto pro mar, mas há quem ache que é sol na laje heheh.

O Fontelina tem vista pros Faraglioni e a comida do restaurante é bem gostosa, vale a pena conhecer. É indispensável fazer reserva pra o restaurante, que já te garante uma reserva no beach club (não há reserva só para a “praia”).

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Fontelina

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Sol na laje!

Caso não esteja de barco, eles tem um taxi boat que te pega e te leva pra Marina Piccola, por 5 euros.

Outro restaurante com vista  e bem bonito é o Il Riccio, que falei acima.

À noite, fomos jantar no único restaurante que você realmente não pode deixar de ir em Capri: o Da Paolino.

As mesas são ao ar livre, cobertas por um “teto” de limoeiros iluminados. Se só o ambiente já valeria a visita, imagine isso somado a uma comida muito boa?! Pra mim, é o restaurante perfeito! Fomos no tradicional Linguine ao Limone e depois pedimos uma carne. Pra melhorar tudo, os pratos são bem grandes e o preço é justo. Vale muito a pena!

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Foto do site do restaurante

O Da Paolino fica um pouco afastado do centrinho, então optamos por ir de táxi.

No dia seguinte, já pegamos o barco pra Sorrento, onde começaria nossa visita às outras cidades da Costa Amalfitana.

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5 thoughts on “Capri – Como Chegar e O Que Conhecer

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