Salar do Uyuni – Programando a viagem

Conhecemos o Salar do Uyuni quando fomos para o Atacama. As fotos nas agências de viagens de San Pedro eram tão surpreendentes que não sossegamos até dar um jeito de ir pra lá. Começamos a planejar e sondar datas e, em novembro de 2012 embarcamos para o Salar.

O Salar de Uyuni é o maior deserto de sal do mundo com quase 11.000km2 de área. O local era um gigantesco lago que secou e deixou uma enorme área deserta. Hoje, além de ser um destino turístico, também é ponto de extração de sal para consumo.

QUANDO IR:

Dizem que não há A melhor época pra ir. Há, sim, paisagens e climas diferentes. No verão, a partir de novembro/dezembro, há mais flamingos e não é tão frio. Lá para janeiro, o descongelamento das geleiras dos Andes formam um imenso espelho e uma paisagem incrível. Apesar do cenário deslumbrante, nessa época o alagamento impede o acesso a todo o Salar, então o tour completo fica comprometido.

*update Maíra 2016: fui em dezembro (que teoricamente já começa a época de chuva), esse ano choveu super pouco e a região estava bem seca. Então, se fizer questão de pegar o Salar espelhado, o ideal é programar sua viagem para final de fevereiro, para ter mais certeza. 

No período mais seco, entre abril e novembro, é possível acessar todo o deserto. A paisagem é incrível também, pois ficam expostos os hexágonos de sal.

Eu não costumo querer voltar aos lugares que já conheci, mas pretendo sim conhecer o Salar espelhado em outra oportunidade!

COMO CHEGAR:

Como o deserto fica na fronteira da Bolivia com o Chile, é possível acessá-lo pelos dois países. Os tours que atravessam o Salar saem de Uyuni e de San Pedro do Atacama.

Chegar pela Bolívia pareceu mais difícil, pois só há voos do Brasil para La Paz e Santa Cruz de La Sierra e as duas cidades são bem distantes de Uyuni, exigindo uma viagem de ônibus de mais de 8 horas pelas não muito bem conservadas estradas bolivianas. Na época que eu fui não havia voos entre as cidades, mas agora há a Cia aérea Amaszonas faz o trecho então talvez seja uma boa opção.

*Update Maíra 2016: conheci algumas pessoas que fizeram pela Bolívia. Do Brasil pega-se um vôo para Santa Cruz, de Santa Cruz um vôo para Sucre e de Sucre um ônibus noturno para o Uyuni. Outra opção é dar uma olhada em vôos que param no pequeno aeroporto de Uyuni.

Fomos pelo Atacama e, se você tiver tempo para emendar as duas viagens (pelo menos uns 9/10 dias), é a melhor opção! Já aproveita dois lugares surpreendentes! Como íamos só para o Uyuni, o Atacama foi só o ponto de partida.

*Obs Maíra: vou dar (mais) pitaco aqui no post da Ká e incluir um item com o que levar!

O QUE LEVAR:

Não espere muita infra-estrutura para turismo nessa parte da Bolívia. Então algumas coisas podem te ajudar e te trazer algum conforto extra. Não se esqueça:

– papel higiênico: não são todos os alojamentos que tem, em alguns dias durante o tour nenhuma parada tem banheiro etc.

– lenços umedecidos: mesmo que você consiga tomar banho todos os dias, os lencinhos são ótimos para dar uma refrescada durante o dia, além de ajudarem muito na sensação febril da altitude quando colocados na testa e no pescoço.

– rinossoro ou similar: o nariz vai ficar muito seco, acredite!

– hidratante labial: a boca vai ficar muito seca, acredite!

– hidratante corporal: o corpo vai ficar muito seco, principalmente as mãos, acredite!

– colírio: os olhos vão ficar muito secos, acredite rs! Se você usar lentes, esse item é ainda mais indispensável. Aliás, se usar lentes, considere levar as one day use descartáveis. Assim, vc vai trocando todos os dias. Mais prático e mais higiênico.

– remédios que você já esteja acostumado a usar, principalmente para dor de cabeça, enjôo, piriri. Os efeitos da altitude são sentidos de diferentes formas, mas quase ninguém escapa da dorzinha de cabeça … Como a qualidade da comida varia de agência para agência, não custa se prevenir quanto a isso também!

– água: leve e beba muita água durante todo o tempo, mesmo que não tenha sensação de sede. Além do ambiente do deserto desidratar, a água é uma das principais aliadas para não sentir tanto o efeito da altitude.

– barrinhas/biscoitos: particulamente, eu (Maíra) consegui me alimentar muito bem em todas as refeições servidas no tour. De qualquer forma, vale levar algumas barrinhas para complementar.

– shampoo, condicionador, sabonete: os hotéis não dão (pelo menos os que fiquei).

– álcool gel

– roupas em camada: o frio no Uyuni varia de acordo com a época do ano (que coincide com as do Brasil). Mesmo no verão, leve casacos quentes, porque no começo e no final do dia é muito frio. No meio do dia faz calor. O ideal, então, é levar roupas em camadas. Eu estava sempre com duas leggings (uma legging só ou uma calça jeans não segura o frio), uma blusa de algodão fina por baixo de tudo, um moleton de fleece e um casaco daquele estilo impermeável de gominho por cima. Para as meninas: eu não sou fã de faixas de cabelo, mas me rendi a elas. Primeiro porque o vento é muito. Segundo porque não é todos os dias que você conseguirá lavar o cabelo rs!

A AGÊNCIA:

Para entrar no Salar, embora não seja proibido, é extremamente recomendável contratar uma agência. O local não tem qualquer sinalização e pouquíssimos caminhos são marcados, além disso, veículos 4×4 são imprescindíveis em alguns trechos.

Indo pelo Uyuni, há uma infinidade de agências que oferecem passeios de 1, 2, 3 e 4 dias para o Salar. Há, inclusive, bastante gente que fecha o tour na hora (o local é cheio de gringos que estão fazendo mochilão pela América do Sul e não ligam de esperar um dia a mais caso não consigam tour para o mesmo dia).

*Update Maíra: para fazer o tour completo desde o Atacama, o ideal é pagar o programa de 4 dias, que sai e volta a San pedro do Atacama (essa foi a opção da Ká e a minha também). Esse tour de 4 dias é, na verdade, a mesmíssima coisa do tour de 3 dias que sai do Atacama e termina em Uyuni no horário do almoço do terceiro dia. A partir daí, começa apenas o deslocamento de volta, sem mais nenhuma atração turística. Eu pesquisaria a opção de pegar o tour de 3 dias que sai do Atacama e termina no Uyuni e já nesse terceiro dia pegar o ônibus que liga a cidade de Uyuni a Calama. Caso você pegue uma agência que opere no Chile e na Bolívia, eles mesmos podem reservar o ônibus para você.  

Em San Pedro o Uyuni divide espaço nas agências com os demais passeios do Atacama então não há tanta disponibilidade assim.

O Uyuni é um local super inexplorado em um país extremamente pobre. Luxo, assim, passa longe, bem longe.

Pesquisando na internet, vi que havia duas categorias de tour. O oferecido pela agência holandesa Ruta Verde sediada em Santa Cruz de La Sierra pareceu bem organizado, oferecia hospedagens em locais, na medida do possível, mais confortáveis, alimentação completa e jipe privativo.

Update Maíra: no Atacama conheci a agência Flávia Bia, que é focada em tours um pouco mais de luxo e também faz o Uyuni. Conversei com a dona da agência para pegar mais informações e eles fazem o esquema com jipe privado. O jipe custa USD4.200 doláres (esse valor já inclui hospedagem e alimentação – checado em dezembro/2016) e esse valor é dividido pelo número de pessoas para o qual você fechar o veículo (até 4). Todas as acomodações são em hotéis da rede Tayka possuem banho privado.   

Outra agência que também ouvi falar bem (mas que só sai da Bolívia) e que faz tours privados com hotéis também da rede Tayka é a Red Planet

Todas as demais agências ofereciam o passeio tradicional com hospedagens em refúgios (belo nome para dizer um lugar beeeeeem simples rsrsrsrs), alimentação completa e jipe dividido com até 5 pessoas.

Na primeira opção, um tour de 4 dias saía por cerca de US$ 1.000 por pessoa e na segunda US$ 100,00!!! É isso mesmo..cem dólares para 4 dias de tour com alimentação, hospedagem e transporte.

Bom, não preciso nem dizer qual foi a nossa opção, né? Rsrsrs Confesso que deu um medinho… até tentei voltar a trás e fechar com o Ruta Verde, mas a indisponibilidade de vagas lá acabou decidindo por mim! Bom, sobrevivi pra contar a história e, no final, os perrengues renderam boas risadas!

Como todas as agências eram parecidas acabamos fechando com a Estrella del Sur que tinha escritórios no Uyuni e em San Pedro.

*Update Maíra: eu fechei com a Cordillera Traveller, que, das agências com jipes compartilhados, é considerada uma das melhores. O valor por pessoa em dez/2016 foi de 220 dólares (para hospedagem, comida e transporte). Sinceramente, achei que fosse passar mais perrengue do que realmente passei. O carro era ótimo e não tivemos problemas com motoristas bêbados. Vou dando mais detalhes do alojamentos no roteiro dia a dia.  O lado bom da Cordillera é que ela também tem escritórios na Bolívia. Então, caso você opte pelo tour de 3 dias saindo do Atacama e terminando em Uyuni, eles podem te ajudar com o ônibus de volta. 

Caso vá sair e voltar pela Bolívia, conheci um grupo que fez o tour com a Red Planet e foi só elegios. Comentando sobre nossas experiências, realmente as acomodações deles pareceram bem melhores que as nossas – inclusive o programa de 3 dias menciona acomodação com banho privado (luxo!!!) no primeiro dia. Eles também possuem opções de tour totalmente privado com hotéis da rede Tayka. O lado ruim é que eles só operam na Bolívia.  

O roteiro dia a dia você encontra aqui.

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4 thoughts on “Salar do Uyuni – Programando a viagem

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