Butão – Thimphu

O primeiro dia de tour no Butão, começou de uma forma bem inusitada: no zoológico de Thimphu, a capital. Embora fosse bem simples, tem um animal chamado Taski que é típico do país e do qual eles se orgulham bastante.

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Seguimos para conhecer uma fábrica de papel e uma tecelagem, onde eles fazem a roupa típica que usam (os homem usam o Gho e as mulheres, a Kira). Tudo era bastante modesto também.

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Sempre que os butaneses estão trabalhando, eles usam seus trajes típicos. É muito legal ver todos vestidos assim pelas ruas. Nas horas de folga, podem optar por usar roupas mais “ocidentalizadas”.

Em seguida, fomos conhecer o Budha Point, a construção de um Buda gigante ( Buddha Dordenma) e de onde se tem uma vista panorâmica linda da cidade, rodeada pelas florestas.

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Por falar nisso, é bom lembrar que como cerca de 70% do país é realmente coberto por matas e florestas, é extremamente aconselhável levar repelente; pra mim, foi providencial!

Passamos em frente ao palácio real, mas não podia bater foto, mesmo de longe! Fomos, então, no Dzong (“fortaleza”) da cidade, com uma arquitetura impressionante e com painéis lindos, cheios de simbolismo.

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Dica da Karine e da Maíra: a arquitetura do complexo da Dzong é realmente impressionante, ainda mais considerando que ela foi construída sem qualquer projeto arquitetônico! Nós fomos às 16:00, horário em que a bandeira do Butão é baixada da haste, em uma cerimônia em que participam militares e religiosos. A cerimônia é legal, mas não imperdível. 

DSC_5062 (800x534)Outra informação interessante das Dzongs é que elas se dividem entre a metade administrativa, onde são tratados os assuntos de estado, e a metade religiosa, com templos e moradia de monges.

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Para um lugar construído “no olho”, sem medidas específicas e sem projeto arquitetônico, a simetria das linhas impressiona muito!

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Monge passeia na Dzong com a roupa típica vinho dos religiosos butaneses.

Paramos para almoçar em um restaurante no centro da cidade, num estilo bem caseiro. Foi servido um banquete só pra mim  – o guia Norbu e o motoristaa Tashey não almoçavam comigo, embora eu insistisse. Quanto a culinária local, cabe uma observação: a comida nunca era ruim, mas, como na maioria dos países asiáticos, tudo era bem picante, e eu não sou muito fã… Acabei comendo muito arroz (igual ao nosso, mas sem tempero), legumes e muita, muita batata, e de todas as formas (purê, assada e uma com queijo que ficava deliciosa).

tudo isso só pra uma pessoa!

pra variar um pouco do chá!

E, pra complementar a minha dieta de carbos (devo ter sido uma das poucas pessoas que foi pro Butão e conseguiu engordar!hahah), entre as refeições, sempre parávamos pra tomar chá (que podia ser com ou sem leite) com bolachas. Com exceção das cocas light que pedia, o resto estava incluído no preço.

Obs Karine e Maíra: talvez porque estávamos vinda da Índia, mas achamos a comida butanesa deliciosa e zero picante. Para fazer um detox do curry da Índia, sempre pedíamos as coisas non spicy e fomos atendido na maioria do tempo. Achamos a culinária bem parecida com a chinesa e comemos muito bem, com exceção de um restaurante buffet que paramos em um dos dias. Em caso de desespero, caso não ache nada que goste, você pode pedir ao restaurante (eles são muito solícitos e fofos) em que estiver para te fazerem um ovo mexido e comer com o arroz que com certeza será servido.

À tarde, paramos em alguns templos e mosteiros, em meio a paisagens surpreendentes. O mais especial era ouvir (em inglês impecável) as tradições e histórias contadas pelo guia durante o caminho. E claro, ver ele se divertir enquanto eu perguntava meio surpresa por que tantos desenhos fálicos nas paredes das casas e até dentro dos mosteiros – é pra atrair e celebrar a fertilidade e prosperidade, ele me explicou. – e também para espantar maus espíritos, segundo nosso guia. 

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Um destes templos era abençoado pelo Lama Drukpa Kuenley, conhecido como Divine Madman. A história deste santo é um tanto atípica: ele pregava ensinamentos para a iluminação através do sexo. Como não poderia deixar de ser, seu templo é dedicado à fertilidade e muitas pessoas o visitam para buscar a benção de poder engravidar. Infelizmente, não podemos bater fotos de dentro dos templos.

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No interior dos templos o guia me ensinava o que significavam cada um dos tantos símbolos pintados e das imagens esculpidas.  Enquanto eu meditava – ou só admirava aquele espaço – o Norbu também fazia as suas próprias rezas e prostrações. E sempre me oferecia a água santa que os monges lhe davam.

À noite, fomos para o hotel Zangto Pelri (o mais simples dos que fiquei, mas ainda assim era razoável) e assim terminava meu primeiro dia no Butão.

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Em Thimphu, nós ainda visitamos a National Memorial Chorten, uma estupa construída pelo rei como proteção aos elementos negativos da modernização e monumento à paz mundial. A estupa é muito bonita e a forma dos butaneses rezarem é dando voltas ao redor dela. Foi muito especial rodarmos 3 vezes pela construção (nosso guia era bem religioso e supersticioso, sempre que decidíamos rezar em uma estupa, tínhamos que dar 3 voltas, porque 3 é um número auspicioso para o budismo) junto com tantas pessoas recitando mantras e idosos com dificuldade para caminhar, mas mesmo assim cumprindo seu dever religioso. 

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Também visitamos a Biblioteca Nacional, que é bem pequena e não tem nada demais. Como o Butão é um país pequeno e recém aberto ao turismo, muitos programas são incluídos no roteiro para “completar” o dia. De qualquer forma, é sempre uma ótima oportunidade para entrar em contato com a cultura local. Você já viu um livro em que as figuras são, na verdade, fotos coladas? Na Biblioteca Nacional você pode ver. Pode ver também um andar superior onde as estantes não abrigam livros, mas diversos tecidos com rezas, que são utilizadas para diversas finalidades ao longo do ano.

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Enciclopédia Tibética na Biblioteca Nacional.

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Nosso roteiro também incluiu uma visita ao Simply Buthan Life Museum, que pretende demonstrar como era a vida dos butaneses há algum tempo atrás. Não muito interessante, conhecemos em poucos minutos. 

Um pedido nosso que não estava incluído no roteiro foi a visita a um monastério feminino, no que fomos prontamente atendidas pelo Kaka. O monastério não é atrativo turisticamente falando, mas por não ser visitado por turistas, não tem nenhuma regra de visitação e nós pudemos percorrê-lo todo (se você for nos horários de reza, poderá participar junto com elas, nós não demos essa sorte). Foi legal observar o dia a dia das monjas e como tudo é bem mais simples em relação aos monastérios masculinos.   

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Revezamento nessas rodas de oração, para rezar pelo mundo. Monastério feminino.

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3 thoughts on “Butão – Thimphu

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