Butão – o começo da viagem e dicas práticas

Meu interesse em conhecer o Butão já tinha começado há muitos anos, quando uma vez ouvi dizer que eles eram considerados um dos países mais felizes do mundo e que ao invés do PIB, usavam o FIB – Felicidade Interna Bruta, índice oficial criado pelo rei. Achei sensacional que a autoridade máxima do país considerasse tão importante quanto o crescimento econômico, o espiritual. Assim, minha curiosidade sobre o país, de que sabia tão pouco, só foi saciada em maio de 2012, quando decidi ir pra lá.

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De São Paulo, peguei um voo para Roma, fiquei uns dias por lá, e depois fui para Kathmandu – Nepal, com conexão em Doha, no Qatar. De Kathmandu, peguei um voo da companhia Druk Air, direto para a cidade de Paro (comprei as passagens direto no site desta cia aérea).

Obs. Maíra e Karine: além de Nepal, a Druk air voa de/para Singapura, Índia (várias cidades) e Bangkok, caso queira casar sua viagem com outros países.  

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Meu voo foi um prenúncio da viagem que me esperava. Tinha uma excursão de monges (que, descobri depois, eram da Coréia do Sul) e quando decolamos, eles comeram a rezar… Como eles eram muitos e o avião pequeno, logo o avião inteiro estava envolto na reza deles, como um canto. E pra deixar a atmosfera ainda mais encantada, quando estávamos em pleno voo, olhei pela janela (já tinha pegado a dica de ficar do lado esquerdo do avião e claro, na janelinha!) e no meio das nuvens, apareceu o Himalaia. Lindo, lindo.

Himalaia no meio das nuvens… a foto não está tão boa, mas é simbólica!

Em dias limpos, a vista do Himalaia é realmente de tirar o fôlego! Garanta seu assento no lado esquerdo do avião (caso esteja indo – ou no direito, se estiver voltando) e na janela! O visual até distrai da quase queda livre que o avião faz para pousar em Paro, encrustada no meio das montanhas

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No Butão, não tem como fazer turismo de forma independente. É preciso ter uma agência e paga-se uma taxa única por dia. Eu paguei R$ 250,00/dia, mas porque fui sozinha: esse valor ia caindo dependendo do número de pessoas do grupo. Fechei com uma agência do Nepal (Angel Nepal – contarei mais dela no post sobre Kathamandu), que terceirizou um guia butanês e providenciou meu visto.

Nós fechamos com a Norbu Buthan, considerada uma das melhores do país e realmente o carro, guias e hotéis foram ótimos

Embora o valor possa parecer caro, ele se justificava: no preço estão incluídas as hospedagens, todas as refeições (com direito a água ou chá), um guia, o carro e o motorista. Ou seja, se não fossem pelos souvenirs que quis comprar, não precisava gastar mais um real. Como estava sozinha, o tour foi particular! Tratamento mais VIP impossível!

Quando cheguei, meu guia, Norbu, já estava me esperando. Encontramos o motorista e fomos para Thimphu (a capital), onde ficaria hospedada. Já no caminho ele e o motorista se mostraram o mais amáveis possíveis, sempre encostando o carro quando eu pedia pra parar pra bater alguma foto.

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O caminho de Paro para Thimphu é realmente lindo, com uma paisagem cênica ao longo da estrada. Também paramos em diversos pontos para tirar foto, inclusive um ponte repleta de bandeiras de oração, sobre um rio mais limpo impossível. Vale a pena a pit stop!!

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Como meu voo chegou tarde, fomos direto ao hotel para efetivamente começar o tour só no dia seguinte. Não tinha a mínima ideia de que acomodações ficaria. Mas a surpresa foi ótima: os hotéis eram excelentes! Fiquei na primeira noite no KISA Hotel.  E como os passeios nunca começavam antes das 9h, 10h, pude aproveitar das suas ótimas acomodações  – eu achava que acordaria todos os dias bem cedo (como imaginava ao estilo dos monges!hehe) mas não… meu guia me explicou que não teria motivo pra isso e concluiu: você precisa aprender a fazer tudo com calma: acordar, almoçar, descansar.  Sem atropelos, sem correria. Daí eu entendi: tinha chegado ao Butão.

Kisa Hotel

* Para quem se interessar, o email do guia Norbu (que recomendo muito!) é nayleothan07@gmail.com

Em Thimphu, nos hospedamos no Tashi Namgay Resort (4*). Estávamos achando tudo maravilhoso, o hotel com arquitetura típica do Butão, comida excelente (todos os hotéis operam no esquema meia pensão – café e jantar), quartos super confortáveis. O problema é que fomos no frio (e o frio do Butão é tipo -5C à noite) e o hotel tinha um esquema de calefação bem fraco, com apenas alguns aquecedores espalhados pelo quarto e sem isolamento térmico. O chuveiro também tinha água quente por apenas 5 minutos. Sofremos bastante com o frio, mas caso vá em temperaturas mais agradáveis, o hotel não tem nenhuma outra contraindicação rs! 

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Arquitetura e decoração super típicas do nosso hotel, que seria perfeito não fosse o frio…

Também ficamos apaixonadas pelo nosso guia. O povo butanês é tão simpático e puro que deve ser difícil alguém não se encantar por seu guia. O nosso foi o Kaka, da agência que citamos acima. 

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Nós e Kaka, com a roupa típica do Butão.

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3 thoughts on “Butão – o começo da viagem e dicas práticas

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