Os Templos – Complexo de Angkor

O Complexo de Angkor é formado pelas (bem conservadas e restauradas) ruínas do que foi a capital religiosa e administrativa do império Khemer.

A construção teve início com o Rei Suryavarman II, que construiu Angkor Wat como o templo real e cidade capital do império. Em 1177, a cidade foi conquistada e saqueada pelos Chams. O domínio Khemer foi reconquistado pelo Rei Jayavarman VII, que estabeleceu uma nova capital (Angkor Thom) e um novo templo (Bayon). Os dois reis (o primeiro era hindu e o segundo, budista) são os principais responsáveis pelas construções existentes no complexo. 

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Hoje, o lugar é um parque arqueológico, considerado patrimônio da humanidade pela Unesco e visitado por milhares de viajantes ao longo do ano.

– Os Tickets 

Os tickets são vendidos unicamente na entrada do parque e podem ser para 1 dia (20USD), 3 dias (40 USD) ou 7 dias (60 USD) seguidos.

Nós compramos o ticket de 3 dias, mas conseguimos visitar todos os lugares que queríamos em 2 dias inteiros.

Na entrada do parque você já compra a entrada e tira a foto do ingresso ali mesmo (alguns guias turísticos mais antigos ainda trazem a informação de que é necessário levar uma foto 3×4). É bom guardar o ticket durante todo o passeio, porque ele é constantemente pedido nas entradas dos templos.

– Como Explorar

Há várias formas de explorar o parque. Você pode pode alugar uma bicicleta, contratar um tuk tuk ou contratar um carro com motorista e guia.

Alugar a bicicleta é mais aventureiro, porque os mapas são como o que eu coloquei ali em cima (sem muito detalhe) e é bem difícil se guiar por ali, porque os templos estão literalmente no meio da floresta.

Alugar um tuk tuk é a opção mais comum. Os motoristas já conhecem todos os caminhos e vão saber te levar para os templos mais importantes, além de saber um pouquinho sobre a história de cada um deles. De qualquer forma, é sempre bom ter em mãos um bom guia turístico, que vai ter informações mais completas sobre o parque.

Nós optamos por reservar o carro com motorista e guia. Parece frescura, mas gente, naquele calor, naquele sol, depois de subir e descer mil escadas, entrar no carro com ar-condicionado, aguinha gelada e toalhinhas molhadas era tipo o sétimo céu. Reservamos o carro e o guia só pra gente (por 2 dias), pra ter a liberdade de ir onde quiséssemos e fazer as visitas no nosso tempo, sem ter que esperar outras pessoas. Eu garanto que valeu a pena o investimento! Reservamos com a Diethelm Travel, agência bem forte na Ásia, que também usamos para outros passeios na Tailândia. O nosso guia, além de super fotógrafo, era ótimo e sabia super de história. O nome dele era Kaa, se alguém se interessar (ele também fala espanhol super bem, porque fez faculdade em Cuba).

Como ficamos de carro, resolvemos seguir a dica do guia e dividimos as visitas em 2 partes. De manhã até um pouco antes do meio dia e a tarde, a partir das 14:00. Nesse meio tempo, como era muito, muito quente, voltávamos pro hotel pra almoçar e dar uma relaxada na piscina.

Parece que estou exagerando no calor, mas não! Eu sou uma pessoa friorenta, estou sempre com o pé e a mão gelados e dificilmente passo calor! Pra mim, 28 graus é uma temperatura amena. Mas o calor da Ásia é diferente! É uma coisa que não tem como explicar, você sai do hotel e já começa a suar! Então o Camboja já é um país quente, junta a isso o fato de que os templos são de pedra e no sol .. Nossa, como aquele carro valeu a pena!

O esquema deu super certo, porque nosso guia sabia mais ou menos o roteiro que as mega excursões faziam e nós tentávamos fazer o roteiro inverso. Com exceção do nascer do sol em Angkor, não pegamos nenhum lugar lotado!

Em muitos dos templos (que ainda são usados atualmente) não pode entrar com shorts/saias acima do joelho e blusa sem manga. Então, apesar do calor, não dá pra ir muito sem roupa!

Óculos escuros, boné e protetor solar também são bem-vindos!

– Roteiro

Nós visitamos muitos templos nesses 2 dias e nosso roteirinho ficou divido assim:

DIA 1

Manhã – Nascer do sol em Angkor Wat e visita a Angkor Wat

Tarde – South Gate, Templo Bayon, Royal Enclosure, Phimeanakas, Baphun e Terraço dos Elefantes

DIA 2

Manhã – Ta Prohm, Prasat Kravan e Srah Srang

Tarde – Neak Pean,Preah Khan

Todos os templos são lindos, valeu visitar cada um deles, mas, caso esteja apertado de tempo ou não quiser ficar vendo mil templos diferentes, conhecendo os principais (Angkor Wat, Bayon e Ta Prohm) já dá pra ter uma super idéia do que foi a cidade de Angkor e da grandiosidade do negócio.

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Vamos aos principais.

– Angkor Wat

Angkor Wat é o principal templo do complexo e é o símbolo do Camboja, estampa até a bandeira do país.

O templo, considerado a jóia da arquitetura Khemer, foi construído no século 12 pelo Rei Suryavarman II e foi dedicado ao Deus Vishnu.

É cercado por um pântano/lago cheio de flores de lótus e acessado por uma passarela principal. No centro da construção, fica a torre principal, rodeada por outras cinco torres. As paredes do templo são decoradas com baixos-relevos contendo imagens da vida do Império Khmer e da literatura hindu.

Nós fomos ainda de madrugada, pra pegar o nascer do sol por trás do templo. Dependendo da época do ano, o sol pode não nascer por trás do templo (nosso caso), mas é lindooo do mesmo jeito. Sou suspeita porque o Camboja foi um dos países que mais amei conhecer, mas a vibração daquele nascer do sol naquele templo de centenas de anos é indescritível!

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Nascer do Sol

Nessa hora (nascer ou pôr do sol), não tem como fugir da galera. São milhares de pessoas, no mesmo lugar, desejando ver a mesma coisa, na mesma hora. A solução é: paciência e tente chegar bem cedo pra pegar um lugar bem na margem do lago e não ver o nascer do sol com várias cabeças na sua frente. Quando nós chegamos (bem na hora de abertura do parque) ainda era bem noite e já estava bem cheio.

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O outro ângulo da foto!

Acontece que depois que o sol nasce, todas as excursões voltam para o hotel para tomar café da manhã, o que significa uma diminuição considerável do número de turistas. Nós já ficamos por lá e fomos visitar a biblioteca (que fica logo à frente do templo) e depois o templo direto. Conseguimos conhecer o lugar relativamente vazio, sem aqueles grupos enormes de excursão.

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Lá dentro do templo estava rolando uma cerimônia e pudemos participar. Começamos nos benzendo com a flor de lótus e depois ganhamos uma pulseirinha de um velhinho que vai amarrando no seu pulso e recitando várias coisas que eu deduzi serem rezas rs!

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Pulseira

A hora que estávamos saindo do templo (por volta das 10:30), vimos muitas excursões chegando e já estava começando a encher. Aí sim fomos pro nosso hotel tomar um café da manhã reforçado e relaxar pra voltar a tarde e conhecer mais coisas.

– Bayon

Outro templo que é imperdível, na minha opinião, é o Bayon. Angkor Wat é maravilhoso, é lindo, é enorme, é O templo do Camboja, mas o meu coração bateu tão forte pelo Bayon que não consegui decidir qual dos 2 gostei mais. Quando eu era pequena, vi uma foto daqueles rostos gigantes e fiquei super impressionada! Aquela imagem nunca saiu da minha cabeça e parecia mentira quando estava ali ao vivo, muita emoção!

O templo foi construído entre os séculos 12 e 13 pelo Rei Jayavarman VII e modificado por outros reis conforme suas religiões. É todo decorado com rostos gigantes, que são vistos em qualquer lugar que você olhar.

Nós visitamos o templo a tarde, por volta das 14:00 e, não sei se demos sorte, mas estava bem vazio.

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– Ta Prohm

O templo Ta Prohm também foi construído no século 12, pelo Rei Jayavarman VII, em homenagem à sua mãe, para ser um monastério budista. Mas é conhecido mesmo como o templo do Tomb Raider, que foi filmado lá. Acho que todo mundo já deve ter visto aquelas raízes de árvores enormes, que foram envolvendo as construções, formando um cenário lindo. Engraçado ver a natureza tomando de volta o que é dela. O templo não foi restaurado, mas hoje em dia já estão em curso algumas obras pra manter a segurança do lugar, porque algumas construções já estavam começando a ceder.

Nesse dia, nós saímos do hotel às 7:00 da manhã e umas 7:10 já entramos no templo. Resultado: o templo era só nosso e de mais outros 2 turistas! Tudo bem que é férias, mas como vale a pena acordar cedo! Principalmente nesses lugares em que impera o silêncio e a natureza, a energia é tão diferente sem um monte de gente em volta que a experiência fica infinitamente melhor!

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Com certeza um dos lugares mais impressionantes que já visitei na vida. Eu fiquei apaixonada pelo Camboja, por Siem Reap, pelo complexo de Angkor, pelos cambojanos. Que delícia de país!

O roteiro do sudeste asiático está aqui, e os posts sobre Siem Reap aqui e aqui.

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7 thoughts on “Os Templos – Complexo de Angkor

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