Comunidade Flutuante – Chong Khneas

– Como Chegar

Quando chegamos em Siem Reap, tínhamos a tarde livre, porque nosso tour pelo complexo de Angkor começaria só no dia seguinte.

Tinha lido na internet sobre a comunidade flutuante de Chong Khneas, que fica no Lago Tonle Sap, mas não tinha me chamado muito a atenção porque geralmente fico com o pé atrás com esse turismo “venha conhecer nossa pobreza”.  Mas como estávamos de bobeira por lá e a gente não consegue ficar sem fazer nada por muito tempo, decidimos ir conhecer.

Pegamos um tuk tuk no centrinho mesmo e por 10 dólares ele nos levou, ficou esperando fazermos o passeio e nos trouxe de volta. O caminho já é interessante, porque vai por uma estradinha com várias casas, uma chance de conhecer como é a vida da população mesmo, fora do centrinho turístico. Se você der sorte e o motorista do seu tuk tuk falar inglês, ele já vai dando várias explicações no caminho!

Chegando no Lago Tonle Sap, a única forma de fazer o tour é pelos barcos operados pela própria comunidade, então você compra o ticket no guichê, que já vai te informar em qual barco você tem que entrar. Demos sorte e acabamos indo sozinhos no barco. Pelo o que vi, cada excursão vai em um barco. Então, se você for turista por conta própria como a gente, a chance de ir sozinho e não precisar dividir o barco com um grupo é grande.

 – Como é o Passeio

Depois que você entra no barco, não tem muito o que escolher. O motorista vai fazendo um roteiro meio pré-programado, passando por algumas casas, a quadra flutuante, etc, enquanto vai dando umas explicações, sempre frisando quanto a comunidade é pobre e precisa de ajuda.

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Aí, antes de parar na escola, ele pergunta se você gostaria de parar numa loja da própria comunidade pra comprar algumas doações para as crianças. O problema é que, entrando na loja, tudo é muito superfaturado. Você vai descobrindo os preços absurdos de tudo, enquanto o cara da loja faz um super teatro e uma mega pressão, te fazendo se sentir super culpado caso não leve algo. A pressão foi tanta, mas tanta, que acabamos nos irritando e saindo sem levar nada. Então a dica é: caso queira levar alguma  doação para a escola, vale a pena comprar no próprio centrinho de Siem Reap e já levar na bolsa ou mochila!

Voltando ao passeio, o único lugar da comunidade que descemos mesmo foi essa lojinha e a escola, o resto só vimos do barco.

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Depois do tour, todos os barcos param numa espécie de bar flutuante, que tem um deck no andar de cima pra ver o pôr do sol. Enquanto o sol não se põe, vários turistas vão dando uma forcinha extra pra economia, comprando água de côco, artesanato e dando dinheiro pras muitas crianças que aparecem por ali pedindo “one dollar”.

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Como disse no começo do post, eu não gosto desse tipo de turismo onde a atração é simplesmente a pobreza alheia. Sempre fico pensando que aquilo não é um monumento histórico ou alguma maravilha da natureza, são pessoas e as suas vidas, que acabam sendo vistas como objeto pela massificação do turismo.

 A existência de uma comunidade flutuante é muito interessante e uma coisa que não se encontra em qualquer lugar. Também não dá pra negar que a comunidade é realmente pobre e que o turismo é um boa forma de complementar a renda dessas famílias.

Então acho que o motorista do nosso barco, ao invés de focar unicamente na pobreza da população e em como você, turista sem coração, deveria ajudá-la, podia ter explicado mais como é o funcionamento da comunidade, como são construídas as casas, como é o abastecimento e outras coisas relacionadas ao fato de serem casas flutuantes! Seria uma forma menos invasiva de exploração turística. E, considerando tudo o que li na internet, parece que essa abordagem não era exclusividade do nosso barco ..

O roteiro do sudeste asiático está aqui e os posts sobre Siem Reap e Angkor aqui aqui.

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3 thoughts on “Comunidade Flutuante – Chong Khneas

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